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JUVENIS | LIÇÃO Nº 1- AS ATITUDES QUE FAZEM A DIFERENÇA

Queridos professores, bem-vindos a um novo trimestre no qual falaremos sobre o trabalho da Igreja de Cristo, uma Igreja relevante, que faz diferença no mundo como sal e luz, atuando sobre o Império das trevas e do mal.

O tema de nossa primeira lição é o Sermão do Monte, a mensagem de Cristo que veio nos ensinar qual deve ser o propósito, a finalidade de ser Igreja, de fazer parte do Corpo de Cristo, haja vista que, como parte do Corpo, os salvos agem de modo totalmente distinto das pessoas em torno deles. É por isto que surpreendem e suas vidas tornam-se um referencial para todos.

Como professores, precisamos ser este referencial e motivar os jovens a agirem de acordo com os bons exemplos que temos nas Escrituras, que eles possam conscientizar de que “estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta.” (Hb 12.1).

Os professores, por sua vez, sabem que a sua responsabilidade aumenta à medida que estão diante de uma turma para lhe ministrar a Palavra de Deus, tendo em vista que precisa vivenciar o que ensina: “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.” (Tg 3:1)

Cristo foi o Mestre por excelência. Ele vivia o que ensinava e sua autoridade estava exatamente neste aspecto, pois a prática do ensino torna o mestre digno de crédito e da admiração de seus alunos:

“Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar.” (At 1:1) O Sermão do Monte refere-se à vivência prática do Cristianismo, de uma

vivência que se distingue por ser exclusiva daqueles que servem a Cristo, de uma vivência marcada pela abnegação e humildade, renúncia à materialidade.

Trata-se de um sermão de imensa riqueza literária porque Jesus emprega diversos recursos para tornar sua fala mais interessante, mais convincente, mais clara.

Jesus faz comparações (“não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;” Mt 5:14),

usa provérbios (“Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio.” – Mt 5.31) e

metáforas. (“Vós sois a luz do mundo – Mt 5:14)

São figuras de retórica que tornam o discurso mais agradável e atraente ao ouvinte, porque fazem ver as proposições feitas e ajudam a compreender as informações propostas.

Em seus ensinos, Cristo procurava garantir que todos aprendessem o que ele ensinava, partindo de elementos do cotidiano, de situações concretas, das dificuldades apresentadas pelas pessoas juntamente com a solução. Nosso Cristo não iludia a multidão.

Partia da realidade e carências espirituais do povo, sugerindo mudanças de atitude, arrependimento e oferta de salvação.

O Sermão da Montanha compreende os capítulos 5 a 7 de Mateus e, nesse contexto, temos os seguintes ensinos de acordo com Champlim:

Os ditos de Jesus contrastados com a compreensão comum da Lei de Moisés: 5.17 – 48. Os temas são homicídio, adultério, divórcio, juramentos, retaliação e amor ao próximo.

Os elementos do culto: 6.1-18. As colunas do culto judaico eram esmolas, oração e jejum. Jesus comentou sobre esses elementos espiritualizando-os e mostrou que o culto genuíno deve ser uma devoção exclusiva a Deus, que tem resultado em nossas atitudes e atos em relação a outros.

Temas variados demonstrando elementos da vida espiritual:

o homem bom evita a crítica dirigida a outros (Mt 7.1-5);

o homem bom deve ser discreto quando apresenta seu ensino aos profanos (7.6);

o homem bom deve ser uma pessoa de oração ardorosa (7.7-11);

a regra áurea: trate os outros como você quer que os outros o tratem (7.12);

metáforas que contrastam o bom e o mau: as duas estradas (7.13,14);

os dois frutos (7.15-23);

os dois fundamentos (7.24-29). (Champlim, 2001, p.170):

De acordo com o resumo esquemático de Champlim, há diversos ensinos úteis para a nossa vida no Sermão. Em nossa lição, falaremos da parte inicial e das metáforas da luz e do sal que são largamente empregadas em nossos dias também.

Cristo inicia o seu sermão proclamando nove bem-aventuranças. Chamando de bem-aventurados aqueles homens e mulheres que estão em situações distintas.

Algumas versões modernas de traduções bíblicas, trocaram o vocábulo por “felizes”, o que o torna mais atualizado, no entanto, o seu sentido original se esvazia da profunda mensagem de Cristo.

No grego, o vocábulo original é “makarioi”, plural de “makarios”, cujo significado é abençoado, referindo-se àquele que se tornaram alvo dos benefícios estendidos por Deus, que receberão as provisões de Deus, aos quais nada lhes faltarão, a graça do Senhor com eles estará.

Além disto, de acordo com John Stott, são “uma série de oito atitudes emocionais fundamentais. O homem que reagir ao seu ambiente com esse espírito terá uma vida feliz, pois terá descoberto a “fórmula básica para a saúde mental”

O Senhor vai auxiliar a todos os seus filhos nas situações apresentadas em Mt 5.3-11, é o Senhor quem se disponibiliza em auxiliar a todos aqueles que estão disponíveis a obedecer, porque tal ação aponta para o relacionamento com o divino Mestre e o ato de depositar a fé e a esperança no Senhor.

Tais promessas estão disponíveis apenas para aqueles que são fiéis e prosseguem mantendo sua esperança nEle.
BEM-AVENTURADOS OS POBRES EM ESPÍRITO, PORQUE DELES É O REINO DOS CÉUS (Mt 5.3) – ser considerado pobre em espírito não significa apenas apresentar conhecimentos limitados acerca daquilo que o cerca.

O pobre em espírito é exatamente aquele que reconhece sua limitação, mesmo não apresentando, ele está entre aqueles que não permitiram o orgulho em guarida em seu coração.

Reconhece que a verdadeira sabedoria vem do Alto e apenas em Deus será bem-sucedido. Não confia em seus méritos, mas prefere glorificar ao Senhor.

O pobre de espírito reconhece sua pobreza espiritual, a sua falência, negando-se a si mesmo como um justo, vendo-se como pecador que é alvo da ira divina.

BEM-AVENTURADOS OS QUE CHORAM PORQUE ELES SERÃO CONSOLADOS (Mt 5.4) – no mundo há diversas promessas de felicidades de felicidade e nas ilustrações de pessoas felizes e bem-sucedidas, só vemos pessoas rindo. Parece uma contradição porque, no Reino de Deus, a bem- aventurança será concedida aos chorosos, àqueles que derramam a sua alma perante o Senhor, que lhe apresentam as suas mágoas, desesperanças e decepções.

“Porque tu livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágrimas, e os meus pés da queda.” (Sl 116:8)
BEM-AVENTURADOS OS MANSOS PORQUE ELES HERDARÃO A TERRA (Mt 5.5) – a pátria celestial está destinada aos que produzem este magnífico fruto, a mansidão. Ter um coração manso e humilde é seguir o exemplo de Jesus (“aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas.” – Mt 11.29)

A pessoa mansa é gentil, humilde, atenciosa, capaz de exercer a cortesia e o autocontrole sobre a ira. A pessoa mansa é capaz de atuar de modo manso sem amargura. Suporta, sem amargura, as imposições que lhe são impostas. Vejamos o testemunho de Moisés e o seu desempenho diante de Miriã, Coré e do povo de Israel:

E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cusita, com quem casara; porquanto tinha casado com uma mulher cusita. E disseram: Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o ouviu.

E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra. (Nm 12:1-3)

E se congregaram contra Moisés e contra Arão, e lhes disseram: Basta- vos, pois que toda a congregação é santa, todos são santos, e o Senhor está no meio deles; por que, pois, vos elevais sobre a congregação do Senhor? Quando Moisés ouviu isso, caiu sobre o seu rosto (Nm 16:3,4)

O manso aguarda em silêncio a salvação do Senhor (Lm 3.26), Ele tem a certeza de que Deus está no controle das situações e luta por seus direitos.

Não é necessário que Ele se levante para agir de forma vingativa, porque a vingança pertence ao Senhor: “Minha é a vingança e a recompensa, ao tempo que resvalar o seu pé; porque o dia da sua ruína está próximo, e as coisas que lhes hão de suceder, se apressam a chegar.” (Dt 32:35)

Por isto, o manso não precisa retrucar, nem se vingar com atos ou palavras, porque o Senhor está no controle. A Palavra de Deus nos instrui a agirmos de modo prudente e sermos controlados diante das circunstâncias desfavoráveis a nós.

A dignidade e uma postura respeitosa são as melhores armas que devemos usar para lutar contra nossos inimigos, haja vista que eles precisam conhecer quem é o verdadeiro Deus a quem servimos.

BEM-AVENTURADOS OS QUE TEM FOME E SEDE DE JUSTIÇA, PORQUE ELES SERÃO FARTOS (Mt 5.6) – vivemos numa sociedade onde impera a injustiça, a desigualdade, onde as pessoas desejam ser ouvidas e ter suas necessidades atendidas.

É preciso frisar que a desigualdade e injustiça são consequências do pecado, resultantes do egoísmo humano.

A justiça é uma necessidade ímpar para o ser humano, daí o seu clamor por ela. Por isto, Jesus falou da fome e sede por justiça, porque o homem não pode ficar sem comer ou beber.

Mas aqueles que estão vivendo na dimensão do Reino de Deus, agradando ao Senhor, buscam a justiça em sua conduta, na justificação pela fé, em sua relação com a Palavra.

Somos agentes do Reino de Deus e podemos contribuir para minimizar as desigualdades sociais neste mundo por meio da pregação.

O Reino divino está acima de todas as coisas e ações do Reino estão visíveis nos corações transformados, relacionamentos humanos, nas famílias, nos negócios, na sociedade. Isto se dará quando os cristãos tiverem a felicidade de visualizar a justiça divina atuando na Terra e transformando totalmente a sociedade.

Transformação que virá trazendo justiça social quando tivermos a oportunidade de ver o homem liberto da opressão econômica e política: “Porque o Senhor fará justiça ao seu povo, e se compadecerá de seus servos; quando vir que o poder deles se foi, e não há preso nem desamparado.” (Dt 32:36)

BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS, PORQUE ELES ALCANÇARÃO
MISERICÓRDIA (Mt 5.7) – Ter misericórdia é ter compaixão de alguém querendo diminuir seu sofrimento. (https://www.respostas.com.br/o-que-e-misericordia/. )

Um traço que distingue os integrantes do Reino é a capacidade de compadecer-se. A Bíblia diz que Cristo, diversas vezes, compadeceu-se das pessoas com quem se encontrou e lhes trouxe cura e salvação: “E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo” (Mc 1:41) (Mt 9.27; Mt14.14; Mt 20.34; Mc 6.34; Lc 7.13)

Quantas vezes temos sentido compaixão das pessoas? Temos demonstrado disposição em ajudar ao próximo em tarefas corriqueiras?

São inúmeras situações nas quais vemos pessoas precisando de auxílio numa simples tarefa e nos recusamos a ajudá-la. Ou fazemos algo se for para os nossos amigos, se aquela pessoa fizer parte do nosso círculo fechado de amizades. Como o Senhor nos vê nestas atitudes?

Ser misericordioso e compassivo é ir além da discriminação e aderir ao provérbio ”Fazer o bem sem olhar a quem.”

John Stott afirmou:

“ Não podemos receber a misericórdia e o perdão de Deus se não nos arrependermos, e não podemos proclamar que nos arrependemos de nossos pecados se não formos misericordiosos para com os pecados dos outros.” Sendo assim, praticar a misericórdia, também é cultivar o altruísmo e a empatia.

É colocar-se no lugar do outro, sentir a dor alheia, ouvir com os ouvidos do coração, olhar com os olhos da alma. É exercer a sensibilidade, tal como o bom samaritano que não procurou saber quem era o homem ferido, apenas quis ajudá-lo e vê-lo recuperado.

Tudo o que fizermos pelo bem do próximo, será o nosso bem: “ Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.” (Lc 6:38)

BEM-AVENTURADOS OS LIMPOS DE CORAÇÃO PORQUE ELES VERÃO A DEUS (Mt 5.8) – Jesus se referia à pureza interior, à qualidade daqueles que foram purificados da imundície moral, da malícia e que, interiormente, nada apresentavam para reprovar sua conduta moral.

Estavam purificados por dentro e por fora. Ao contrário dos fariseus que, aparentemente, demonstraram aparência de santidade, mas no seu íntimo, carregavam os mais variados tipos de pecados:

“E o Senhor lhe disse: Agora vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e maldade.” (Lc 11.39)

Foram comparados até a sepulcros recentemente pintados, com boa aparência, enquanto no seu interior, estavam corpos apodrecidos: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.” (Mt 23:27)

Em contrapartida, aquele que busca a pureza, que lavou as suas vestes no sangue do Cordeiro (Ap 22.14) e está buscando a contínua purificação no sangue de Cristo, certamente terá acesso às Mansões Celestiais porque “não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.” (Ap 21.27)

O melhor caminho para o crente ser purificado é pela santificação: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” (Hb 12:14)

BEM-AVENTURADOS OS PACIFICADORES, PORQUE ELES SERÃO CHAMADOS FILHOS DE DEUS (Mt 5.9) – a Bíblia diz que os nossos pecados fazem divisão entre nós e nosso Deus (Is 59.2), mas aqueles que vivem em paz com Deus e cultivam a paz já derribaram esta parede e estão em comunhão com o Senhor, fomos reconciliados com Ele. Ter a paz de Cristo é desfrutar do ministério da reconciliação:

E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação.

De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus. Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus. (II Co 5.18-21)

Os embaixadores de Cristo foram chamados para promover a reconciliação dos homens com Deus por meio da pregação do Evangelho, falando da salvação em Cristo, que conduz os homens a Deus, trazendo a paz entre os homens. A finalidade da pregação é investir no benefício do próximo, não importando quem seja. O pacificador sempre cultiva a paz nos

relacionamentos por meio do perdão que é concedido sem constrangimento, doação do amor que resiste ao mal, deixando as injustiças nas mãos do Senhor.

Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? (Mt 5:44-46)

BEM-AVENTURADOS OS QUE SOFREM PERSEGUIÇÃO POR CAUSA DA JUSTIÇA, PORQUE DELES É O REINO DOS CÉUS (Mt 5.10) – a perseguição se Vacentua quando há dois sistemas que são inconciliáveis e totalmente discordantes entre si.

Havia o sistema mundano distante de Deus que valorizava o materialismo, a pecaminosidade, a impetuosidade, a guerra etc.

Enquanto os embaixadores do Reino de Deus deveriam cultivar a mansidão, a paz, a gentileza, o amor, a integridade, a pureza de coração.

São valores totalmente opostos que se distanciam entre si e provocavam a perseguição aos servos de Deus, os quais por viverem sossegados, trazem incômodo aos seus algozes que não suportam conviver com os partidários/defensores da justiça.

Os justificados pela fé em Cristo, cujo propósito é demonstrar a misericórdia e fazer a paz, na verdade, vieram fazer o que Cristo disse: “Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.” (Mt 10:34)

Além disto, o Mestre deixou-nos claro que não deveríamos temer a perseguição, mas encontrar motivos para nos alegrarmos nela:

“Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.” (Mt 5:12)

A perseguição é simplesmente o conflito entre dois sistemas de valores irreconciliáveis.”

a. Os valores de Deus e os valores do mundo

b. A palavra de Deus X a injustiça do mundo

c. O plano e a vontade de Deus e os desejos do mundo

d. Afinal de contas os nossos valores não são deste mundo, nem nós.

Quando vivemos estes valores a ira vem porque o pecado é denunciado até quando não falamos

A injustiça é condenada quando vemos o sofrimento humano. (Piragine Jr., 2015)

Jesus deixou-nos estas verdades esclarecidas quando apontou para as diferenças irreconciliáveis entre o mundo e os servos de Deus:

Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor.

Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou. (Jo 15:18-21)

  • Quantos servos de Deus têm sofrido com o bullyng em diversos locais que frequenta?
  •  Quantos servos do Senhor têm sofrido com a segregação nos meios sociais?
  •  Quantos servos do Senhor têm sido alvo de perseguição nas mídias sociais?
  •  Quantos servos do Senhor têm sido alvo de assédio moral?
  •  Quantos servos do Senhor têm sido privados de seus bens materiais em países comunistas?
  •  Quantos servos do Senhor têm sido privados de seus familiares em países comunistas?
  •  E muitas outras formas de perseguição…..

Finalizando a seção das bem-aventuranças, o Senhor Jesus usa a metáfora do sal, cujo propósito é comparar implicitamente, as impressões. Cristo empregou as figuras de retórica para o bem expressar-se em metáforas, que é o bem apreender a semelhança.”

O ato de assemelhar é procurar ser à imagem de algo, é buscar o inteligível (ARISTÓTELES, 1999, p. 169). O ato de assemelhar-se é procurar ser à imagem de algo, é buscar o “apreender a semelhança.”

Vistas por ele como um ornamento da linguagem, as metáforas são uma forma ímpar de expressão. Usar a metáfora como um instrumento retórico persuasivo, empregando-a no discurso, torna a fala mais convincente. Atrai a atenção do ouvinte, que passa a ver e sentir o que o emissor/locutor compartilha.

A metáfora não dá nome às coisas, mas evidencia as qualidades do que já foi nomeado (RICOEUR, 2015). Observa-se a presença da metáfora em toda parte, da linguagem oral à escrita.

Para o autor citado, ela “pode ser extraída de tudo o que nos cerca, de todo o real e de todo o imaginário, dos seres intelectuais, morais ou físicos, e que ela pode ser aplicada a todos os objetos do pensamento” (RICOEUR, 2015, p. 98).

As figuras de pensamento são empregadas pelo locutor para convencer o interlocutor de seu discurso. São construídas a partir de elementos semânticos, buscando-se significados correlatos, por meio dos quais seja possível fazer a substituição de vocábulos.

Nesse processo, o objetivo é comunicar, persuadir, compartilhar o saber pela figurativização. A comunicação pela linguagem se concretiza na produção de efeitos de sentidos. Para isso, são empregadas as metáforas.

O vocábulo metáfora é originado do grego metaphora, “transferência”, de metapherein, “trocar de lugar” — formada por meta, “sobre ou além”, mais pherein, “levar, transportar” (METÁFORA, s.a.).

Para Darin (2020, p. 48), a metáfora está “associada à ideia de movimento: transportar além, transferir ou trocar de lugar.” Dessa forma, para a estudiosa, ela vai “dotar de beleza ou de intensidade o discurso”; além de ser concebida como “imaginação em ação” (Darin, 2020, p, 48). […]

A transposição de termos, de uma palavra a outra, consiste no artifício de significar, imaginar, interpretar, criar a similaridade, partilhar um outro conceito. As metáforas nos fazem observar as semelhanças entre dois componentes que compartilham as mesmas características, o que consiste numa forma de representação. (Oliveira, 2024, p. 85,87)

Sendo assim, aprendemos que a metáfora é a apreensão da semelhança para se efetuar a transferência de sentidos e, neste caso, Cristo foi bem-sucedido porque se valeu de elementos do cotidiano do povo, despertando-os para observar os princípios da Palavra de Deus a partir de seus próprios saberes.

Cristo destacou a importância do sal para aquela sociedade, enfatizando a presença do sal como elemento imprescindível na culinária para dar sabor aos alimentos e conservá-los, da mesma forma o salvo deveria fazer a diferença na vida das pessoas e evitar a corrupção onde estivesse, haja vista que a sua conduta é exemplar.

A palavra salário vem de “sal”, pois os soldados e muitos empregados recebiam o pagamento em sal naquela época do Império Romano.

O sal também foi um dos primeiros antissépticos a serem descobertos na face da Terra, ele tinha propriedades curativas.

Embora ainda houvesse desconhecimento de bactérias causadoras de infecções, as pessoas costumavam lavar as feridas com água e sal, com o fim de curá-las. A missão dos salvos, o sal da terra, é levar a mensagem que cura as feridas da alma.

Assim, também estamos impedindo que a doença, a podridão, se instale em nossa terra. Vamos evitar que a cultura de uma época se espalhe completamente com a sua podridão, instalando o seu domínio, o Reino de Deus ainda exerce o seu domínio sobre nós e isto impede que Satanás se mantenha no poder conforme a sua vontade.

Quando a vida não é valor supremo abrimos a porta para as justificativas, sociais, ideológicas, políticas, religiosas ou mesmo econômicas para as atrocidades que o mundo já viveu e continua a viver até os dias de hoje

Quando defendemos o ideal de família base dos valores de uma sociedade

Ou quando anunciamos que a palavra de Deus nos ensina verdades que constroem um mundo que possa ser habitável .

Durkheim, quando discutia a supremacia da ciência sobre a religião, dizia que essa última de fato, do ponto de vista explicativo, perdia terreno para o pensamento científico, porém, como a ciência era para ele uma “moral sem ética”, isto é, um universo interpretativo incapaz da dar sentido às ações coletivas, o potencial das religiões, como forma de orientação da conduta, de uma ética de ação no mundo, permanecia inteiramente válido.

Quando não pregamos, não profetizamos, permitimos que a vida em sociedade se torne insustentável e que venha o juízo de Deus sobre a nossa terra. (Piragine Jr, 2015)

Sempre seremos sal quando dermos o exemplo como familiar, como vizinho, amigo, profissional. Somos sal quando estamos atuando de acordo com o propósito estabelecido por Deus para nós.

Ao perdermos o sentido para outras pessoas, perdemos a oportunidade de mostrar-lhes o significado do evangelho e o que representa em suas vidas. Por isto Cristo diz que “para nada mais presta, senão para ser pisado pelos homens” Era desta forma que os habitantes de

Jerusalém faziam para diminuir os efeitos da neve nas estradas. O sal insípido era usado como cascalho. Que o Senhor nos guarde desta humilhação!

Para enfatizar a importância do testemunho, Cristo também falou sobre a luz do mundo, pois o povo israelita utilizava a luz para iluminar as suas casas.

Não podiam viver sem o sal e sem a luz. Isso aponta para a importância dos cristãos para a sociedade na qual vivemos. Cristãos que iluminam e chamam a atenção para si, tal como a luz ocupava o lugar principal da casa.

Mar Morto.
Disponível em: https://br.memphistours.com/jordania/guia-viagem- jordania/belezas-naturais-da-jordania/wiki/mar-morto.

Como servos do Altíssimo, fomos chamados pelo Senhor, para refletir a sua glória entre as nações, na sociedade, em nossa vizinhança, em nosso trabalho e conduzir as pessoas a conhecerem o verdadeiro amor de Cristo.

A mensagem será corretamente pregada se a vida do pregador coincidir com a mensagem pregada. O pregador, na verdade, é um “influencer”, um transmissor de mensagens que mudam vidas.

Deve-se tomar cuidado para que a lamparina não se apague, não falte oxigênio nela e para que seja colocada em local destacado, lugares altos, que permitissem a iluminação para toda a casa.

O crente precisa posicionar-se em locais estratégicos para falar de Jesus, tendo em vista que a luz divina reflete-se em nós: “A todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para a minha glória: eu os formei, e também eu os fiz.” (Is 43:7)
lamparina

SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

1. Vídeo no qual Rodrigo Silva explica o trecho no qual Jesus explica: “para nada mais presta, senão para ser pisado pelos homens.” https://www.facebook.com/Evidencias.TV/videos/voc%C3%AAs- s%C3%A3o-o-sal-da-terra-mas-se-o-sal-perder-o-seu-sabor-como- restaur%C3%A1-lo-n%C3%A3o-se/857700678807087/. Acesso em 25dez.2025.

2. Apresente as bem-aventuranças e peça para eles compartilharem situações-problema referentes a elas.

REFERÊNCIAS:

OLIVEIRA, Amélia Lemos. Marcas das Metáforas de Cânticos dos Cânticos. São Paulo: Reflexões, 2024.

PIRAGINE Jr., Paschoal. Os princípios cristãos revelados no Sermão do Monte. Disponível em: https://pibcuritiba.org.br/wp-content/uploads/2015/12/Mt- 5-7-Os-princ%C3%ADpios-crist%C3%A3os-revelados-no-serm%C3%A3o-do- monte.pdf. Acesso em 25dez.2025.

SERMÃO DO MONTE. In: CHAMPLIM, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, São Paulo: Hagnos, 2001, v.6, p.170-173.

Profª. Amélia Lemos Oliveira

Fonte:  https://www.portalebd.org.br/classes/juvenis/12019-licao-1-as-atitudes-que-fazem-a-diferenca-i

Video: https://youtu.be/qM8Ol63BX4w

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