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JUVENIS | LIÇÃO Nº 10 – MARIA: O QUE RESPONDER AO CHAMADO DE DEUS?

Maria foi um nome bastante comum no Novo Testamento e sua origem é incerta. “Provavelmente se originou a partir do hebraico Myriam, que significa “senhora soberana” ou “a vidente”.

Por ser um nome muito difundido, antes mesmo da época de Jesus Cristo, é possível que derive do sânscrito Maryáh.

Este nome quer dizer literalmente “a pureza”, “a virtude”, “a virgindade”. Esse nome é um dos nomes mais comuns do mundo há séculos, especialmente por causa da Virgem Maria, a mulher judia que morava em Nazaré e foi escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus Cristo.” (Extraído de: https://www.dicionariodenomesproprios.com.br/maria/. Acesso em 28ago.2025)

Além do nome “Maria” se destacar, a pessoa de Maria de Nazaré também se destacou em toda História do Cristianismo.

A importância de Maria não se limita apenas ao fato dela ter dado, à luz, o nosso Jesus. Ela deixou um exemplo de sobriedade, de pureza, de simplicidade, de submissão ao Senhor, que todos nós devemos seguir.

Quando fazemos uma busca mais apurada do texto bíblico, vemos que ela foi uma mulher preparada para assumir o seu papel de Mãe do Salvador.

Foi por isto que ela se tornou a professora de Jesus nos seus primeiros anos de vida, tal como Lóide e Eunice ensinaram as primeiras letras a Timóteo (“Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Loide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti.” – II Tm 1.5). Foi uma mulher de fé, cuja vida tinha muito a nos ensinar. Ela esteve entre os que

testemunharam a ressurreição e entre os que receberam o dom do Espírito Santo, compartilhando das bênçãos recebidas pela Igreja Primitiva:

Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos.

E naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos discípulos (ora a multidão junta era de quase cento e vinte pessoas) disse: Homens irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus; (At 1:14-16)

O Senhor escolheu uma mulher “douta” para dar à luz o Salvador da Humanidade, uma mulher que amava a Sua Palavra e expressou neste Salmo de adoração, o mais magnífico do Novo Testamento, que buscava a Lei Divina para compreender os planos do Senhor para sua vida:

Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador;
Porque atentou na baixeza de sua serva; pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada, Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e santo é seu nome.

E a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem. Com o seu braço agiu valorosamente;
dissipou os soberbos no pensamento de seus corações.

Depôs dos tronos os poderosos, e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu vazios os ricos. Auxiliou a Israel seu servo, recordando-se da sua misericórdia;

Como falou a nossos pais, para com Abraão e a sua posteridade, para sempre. (Lc 1:46-55)

Maria revela que a sua adoração vinha de seu interior, estava maravilhada com a maravilhosa graça a ela concedida.

Demonstra o quanto está impressionada com a grandeza divina, com um Deus que faz inúmeras maravilhas na vida dos seus filhos, na vida de pessoas tão indignas, de pessoas como ela, que foram concebidas no pecado e, por isto, são pecadoras também.

Ela recorda o auxílio divino a Israel, o cumprimento das promessas divinas e, a maior de todas as promessas, foi a vinda do Filho de Deus, o Messias aguardado durante séculos, o que trouxe razões de sobra para Maria irromper em louvor.

Enquanto Jesus crescia, Maria ensinou-lhe as histórias, canções, orações e o modo de ser e agir do povo israelita. Lembremo-nos que Jesus foi uma criança que precisou da educação dos pais e teve as mesmas necessidades de todacriança, precisando desenvolver-se nas seguintes áreas “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens “(Lc 2:52).

Embora ela soubesse que estava criando uma criança, também estava convicta que Aquele Menino era o Salvador do Mundo: “Mas Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração. […]

E José, e sua mãe, se maravilharam das coisas que dele se diziam […] E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas. “ (Lc 2: 19, 33, 51)

Guardar todas as coisas em seu coração é assimilar os propósitos de cada fato decorrido. O silêncio e a constante reflexão foram exercício de disposição da alma de Maria, de sua confiança em Deus e a certeza de que seu filho tinha que cumprir os alvos articulados do Reino do Deus.

Maria é uma referência para todas as mulheres. Na sua juventude, na maternidade e na prática da sua fé, deixou-nos exemplos de como deve a mulher cristã agir.

A adolescente, que recebeu a visita do anjo Gabriel e até o questionou, alegando que ainda não tinha se relacionado sexualmente com alguém.

Por isto, seria impossível uma gravidez. Foi então que o anjo lhe disse que para Deus tudo é possível. Diante desta assertiva, ela submeteu-se à vontade do Senhor, dispondo-se a assumir corajosamente a gravidez em sua virgindade, numa época que a mulher poderia ser castigada, apedrejada por isto.

A situação das mulheres era bastante delicada. Elas tinham que cuidar da reputação e se portar de forma digna com o que está expresso nas Escrituras:

Porém se isto for verdadeiro, isto é, que a virgindade não se achou na moça. Então levarão a moça à porta da casa de seu pai, e os homens da sua cidade a apedrejarão, até que morra; pois fez loucura em Israel, prostituindo-se na casa de seu pai; assim tirarás o mal do meio de ti. (Dt 22.21)

Naquela época, o casamento judaico em duas fases:

O kiduschim ou erusim era o período no qual os noivos se comprometiam perante testemunhas de que ficariam noivos (“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Que estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. “– Mt 1.18); se a mulher

cometesse qualquer deslize neste período, poderia ser apedrejada, porque o kidushim tinha a validade legal do casamento e comprovava se havia fidelidade total da parte de ambos os noivos.

Somente uma circunstância séria, como a impureza sexual, por exemplo, poderia conduzir ao divórcio formal e rescindir o contrato formal de casamento.

Maria, por sua vez, correu risco de ser abandonada pelo noivo. Embora tivesse mantido sua pureza, a comunidade pensava de outra forma e ela devia estar atenta. Ela sabia que o preço poderia ser alto, mas o privilégio de ser mãe do Cristo era o diferencial.

A meta era submeter-se ao propósito divino: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra.” (Lc 1.38)

O Nisuim ou Kuplah refere-se ao período de cerca de um ano decorrido após a assunção do compromisso dos noivos.
A fé inabalável de Maria deu-lhe forças para enfrentar olhares desconfiados. Meyer (2025, p.42) declara que “Era impossível esconder uma gravidez dos olhares das primas, tias e outros parentes.

Podemos compreender então a viagem de Maria em busca de segurança e conselhos da prima mais velha, Isabel, que experimentava uma gravidez tão miraculosa como a sua” Maria era uma jovem corajosa, mas também, precisava de uma experiente Isabel para orientá-la , confortá-la, auxiliá-la em seus momentos difíceis, haja vista que os jovens precisam de pessoas espirituais e maduras para ensiná-las a lidar com os obstáculos.

O Senhor guardou Maria de qualquer represália, por parte da comunidade israelita, promovendo o casamento entre ela e José, os quais se tornaram cúmplices na tarefa, na missão de educar o Filho de Deus.

Ambos eram descendentes de Davi (Mt 1.20) e era necessário que o Salvador tivesse uma família estruturada, formada por jovens comprometidos com a Lei do Senhor e fossem pessoas amadurecidas que se ajudassem mutuamente.

O parto de Maria é um exemplo disto, pois a ausência de um lugar para repousarem, tendo apenas a estrebaria como abrigo, é um reflexo de que ambos eram pessoas humildes, que

confiavam na provisão divina e reconheciam que o Senhor cuida de todos os detalhes, manifestando-se com o Seu cuidado durante o nascimento de Seu Filho.

Maria era uma autêntica companheira para o seu esposo, esteve ao seu lado em todos os momentos. Na viagem a Belém, para o recenseamento, não hesitou em acompanhá-lo, mesmo estando nos últimos dias da gravidez.

Esta parceria e companheirismo foi essencial para que o casamento de Maria e José fosse próspero, haja vista que ambos enfrentaram todo tipo de insegurança para se unirem:

“E, pensando ele nisto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; “ (Mt 1.20)

É preciso lembrar que Maria recebeu a visitação do Espírito Santo, o qual foi o responsável pela concepção do Messias em seu ventre. Sendo assim, o Espírito Santo é o único responsável pela geração do Cristo. Jesus não foi dotado do DNA de seus pais adotivos, embora fosse humano.

Ela tinha consciência disto, mas não deixou de tratá-lo como Homem que era, seguindo todos os ritos da Lei Mosaica.

Sempre manteve sua devoção, expressando publicamente sua fé, primeiramente quando realizou as práticas da purificação pós-parto e levou o menino para circuncidá-lo, dedicando-o ao Senhor.

Quando os oito dias foram cumpridos, para circuncidar o menino, foi- lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes que no ventre fosse concebido.

E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor. (Segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o macho que abrir a madre será consagrado ao Senhor); E para oferecer o sacrifício segundo o disposto na lei do Senhor: Um par de rolas ou dois pombinhos. (Lc 2:21-24)

Maria recebeu uma chamada especialíssima, chamada para ser a Mãe do Salvador. Era um chamado sobrenatural e nem um pouco habitual. Um sinal de que o Senhor estava concedendo a devida honra à mulher temente a Ele:

Chamado, não são apenas vontades ou desejos da cabeça ou do coração, tem haver com vontade específica de Deus para a vida pessoal de cada um. Um chamado não deixa dúvidas, é alguma coisa que faz com que a pessoa tenha certeza que nasceu para cumprir. O chamado é individual e requer intimidade com Deus, porque Deus é um Deus

pessoal e fala individualmente com cada pessoa. Cabe aqui a famosa frase de Martin Luther King: “Se um homem descobriu nada pelo qual morreria, não está pronto para viver.” E o mesmo pode ser aplicado a mulheres. (Batalha, 2013, p.136-137)

Esta devoção continuou sendo observada nas viagens anuais a Jerusalém para a celebração da Páscoa, na frequência à Sinagoga, nas idas ao Templo, momentos nos quais o menino demonstrou a sua vocação ministerial.

A dor de perder momentaneamente seu filho seria apenas o prenúncio do que viria ocorrer nos anos posteriores quando ela se separaria dele para o ministério da pregação e, posteriormente, para a morte precoce, aos trinta e três anos. Qual mãe estaria pronta para perder um filho assim?

O Senhor lhe avisara, desde o princípio, que “uma espada traspassará também a sua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.” (Lc 2:35). No entanto, sempre que esta espada cumpre seu papel, parece doer muito mais que o imaginado.

É possível imaginar a dor de Maria ao ver seu filho sendo insultado, agredido e morto injustamente sobre a cruz? “E junto à cruz de Jesus estava sua mãe […] (Jo 19.25) que assistiu o último suspiro de seu filho, provavelmente abraçou o seu corpo moribundo e o acompanhou até o sepultamento:

E estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, assentadas defronte do sepulcro (Mt 27.61)
E também ali estavam algumas mulheres, olhando de longe, entre as quais também Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé; […] E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o punham. (Mc 15. 40,47)

Por que esta separação foi tão dolorosa? Porque Maria foi uma mãe presente no ministério do filho desde o seu início, como vemos em sua atuação nas Bodas de Caná, quando abordou Jesus dizendo que o vinho terminou, pois sabia que algo poderia ser feito para reverter a situação.

Assim como João Batista, ela achou que seria melhor diminuir-se, permitindo ao Senhor Jesus crescer, permanecendo na penumbra, nos bastidores, para o Filho se destacar. Isto acontece nos evangelhos, nos quais há poucas menções à Maria.

No entanto, sabemos que esteve a par do ministério público de Seu Filho. Também é preciso destacar que ela foi mãe de outros filhos, o que atesta a formação completa de sua família junto com José: “E, falando ele ainda à multidão, eis que estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe.

E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te.” (Mt 12:46,47). A Bíblia até menciona o nome dos irmãos, mas não enumera quantas são e quem são as irmãs: “Não é este o filho do carpinteiro?

E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto? “ (Mt 13:55,56).

Durante o Seu ministério, a mãe e irmãos de Jesus tentam abordá-lo, mas o Mestre se manifesta de forma surpreendente quando interroga as pessoas sobre os seus verdadeiros irmãos e mãe, dizendo que os verdadeiros irmãos e a mãe são todos aqueles que se dispõem a fazer a sua vontade. Não sabemos como os irmãos de Jesus reagiram.

Maria, no entanto, prosseguiu acompanhando o ministério do filho, era uma discípula, participante da família de Cristo, seguidora, ouvinte e aprendiz dEle.

Certamente, ela tinha prazer de vê-lO e ouvi- lO, sua maior alegria era contemplar as maravilhas que o Espírito Santo operava por meio dEle. Os maiores destaques à atuação de Maria são dados ao período do nascimento e outras menções ao período da crucificação e ressurreição.

E, falando ele ainda à multidão, eis que estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe. E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. Ele, porém, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos?

E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe. (Mt 12:46-50)

Maria conhecia muito bem qual era a missão de seu filho, mas apesar de tudo a morte de Cristo, ainda lhe fora bem dolorosa, daí a participação no preparo de unguentos, aromas e bálsamos para ungir o corpo, como uma última homenagem:

“E as mulheres, que tinham vindo com ele da Galileia, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o seu corpo. E, voltando elas, prepararam especiarias e unguentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento.” (Lc 23. 55,56)

O Senhor contemplou Maria com uma grata surpresa e, por meio da ressurreição de Cristo Jesus, toda a angústia que havia sofrido ao longo da existência, com o ministério de Seu Filho e o sofrimento na cruz, foi recompensada com uma alegria triplicada, ao vê-lo ressuscitado e com a possibilidade de divulgar estas boas-novas, tornando-se testemunha da ressurreição.

Tornou-se, a partir de então, um dos membros da Igreja nascente. A mulher, cujo corpo abrigara o Salvador, agora salva, a Ele servia. A mãe que suprira as necessidades do filho para que se tornasse adulto, agora recebera o Senhor como seu provedor, posicionando-se como a Sua humilde Serva, discípula e adoradora.

Em Maria vemos a mulher-discípula que aprende e a mulher testemunha que evangeliza, a mulher que sabe quando se colocar na liderança e quando retirar-se. Toda mulher, jovem ou madura, mãe ou não, encontra na vida de Maria de Nazaré um paralelo, uma lição de fé e de força.

Resgatar a importância de Maria de Nazaré é redescobrir a força feminina do cristianismo. É perceber o valor da mulher, do fortalecimento da fé na família e na igreja. Maria de Nazaré é bendita entre as mulheres! (Meyer, 2025, p.46)

Antes mesmo de Cristo ter sido concebido, Maria já se destacou pelos predicados como aquela que estava apta para se tornar a mãe do Salvador.

Ela foi a mais abençoada, a mais bem-aventurada, a mais admirada universalmente, a mulher mais marcante, a mais extraordinária e escolhida soberanamente por Deus. Ela sabia que ser mãe do Salvador era o chamado mais importante da humanidade.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

REFERÊNCIAS:
BATALHA, Leonette Smith. Doze mulheres da Bíblia: aprendendo com exemplos de vida e vitória. São Paulo: Baraúna, 2013.

MACARTHUR, John. Doze mulheres extraordinariamente comuns: como Deus usou as mulheres da Bíblia e como Ele pode usar você. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brail, 2019.
MARIA, MÃE DE JESUS. In: R. N. CHAMPLIM, Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5.ed. São Paulo: Hagnos, 2001, v.4, p.134.
MEYER, Lídice. Cristianismo no feminino: a presença da mulher na vida da Igreja. São Paulo: Mundo Cristão, 2025.

Profª. Amélia Lemos Oliveira

Fonte: https://www.portalebd.org.br/classes/juvenis/11699-licao-10-maria-o-que-responder-ao-chamado-de-deus-i

Vídeo: https://youtu.be/mjyxjkb052M

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