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JUVENIS – LIÇÃO Nº 11 – DOMINAÇÕES E EXÍLIO

O povo israelita estava sob a tutela de reis que abandonaram o Senhor. Dentre os reis do Reino do Norte, não houve um rei que fosse fiel às Leis de Deus e, dentre os reis do Reino do Sul, destacaram-se Asa, Josafá, Joás, Uzias, Ezequias e Josias que fizeram reformas e contribuíram para que o povo adorasse a Deus, reconhecendo a Sua majestade sobre a nação.

Os israelitas, de ambos os Reinos, do Norte e do Sul, deixaram-se influenciar pelas nações pagãs que os circundavam, pela idolatria, passando a render cultos aos seus deuses, como diz as Escrituras:

E edificaram os altos de Baal, que estão no Vale do Filho de Hinom, para fazerem passar seus filhos e suas filhas pelo fogo a Moloque; o que nunca lhes ordenei, nem veio ao meu coração, que fizessem tal abominação, para fazerem pecar a Judá. (Jr 32.35)

Também profanou a Tofete, que está no vale dos filhos de Hinom, para que ninguém fizesse passar a seu filho, ou sua filha, pelo fogo a Moloque. (II Rs 23. 10)

Ambos os reinos estavam sob a mira dos grandes impérios, os quais tinham a finalidade de estender cada vez seus domínios, conquistando mais terras disponíveis. O primeiro grande império, após o Egito, uma das civilizações mais importantes do Antigo Oriente e do mundo bíblico, foi a civilização da Assíria, que exerceu impacto direto sobre Israel e Judá.

A Assíria se localizava na parte norte do atual Iraque, ao longo do Rio Tigre, onde fica a cidade de Mossul. Trata-se da região norte da Mesopotâmia, um lugar montanhoso onde ficava a cidade de Assur (a moderna Qalar Sheqat) e Nínive, a sua última capital.

A cidade da Assíria é mencionada na Bíblia pela primeira vez em Gn 10.11 na tábua das nações: “Desta mesma terra saiu à Assíria e edificou a Nínive, Reobote-Ir, Calá.” É a história do caçador Ninrode, filho de Cuxe que fundou várias cidades na Mesopotâmia, incluindo as capitais da Assíria como Nínive e Kalkhu.

Sendo assim, é possível verificar que Império Assírio é extremamente antigo e data do início do segundo milênio a.C. Há dados arqueológicos em descobertas dos anos 40 da nossa era, do séc. XIX, quando o famoso Sir Austen Henry Layard descobriu o palácio do lendário rei Senaqueribe que, também, é mencionado na Bíblia, o qual descobriu o texto mesopotâmico do dilúvio que conhecemos do livro de Gênesis.

Tais descobertas tiveram grande impacto no Ocidente. Daí a observação de que existe a Assíria Antiga (início do segundo milênio); Média Assía (14 – 10 a.C.) e Período Neoassírio (maior intervenção da civilização assíria , no que acontecerá no Levante Assírio na Bíblia).

O período mais importante da civilização assíria é o período neoassírio. É nessa época que conhecemos os reis assírios, assim como suas atividades com os reinos de Israel e de Judá. Um dos maiores reis do período foi Assurbanipal II que governou entre 883 e 859 a.C. Uma de suas campanhas foi mudar a capital da Assíria da antiga cidade de Assur para a nova capital de Kalkhu. Seu sucessor, Shalmaneser III é o primeiro rei assírio em cuja inscrição há menção de um rei israelita. Ele menciona o Rei Acabe.

Na Bíblia, vemos a expressão “na época em que os reis saíam para a guerra” (II Sm 11.1). Os pequenos reinos não podiam confrontar a potência militar da Assíria em batalha campal e, por isto, confinavam-se em cidades fortificadas.

Os assírios desenvolveram técnicas de cerco sofisticadas e profissionais, assim como táticas de cerco e armas específicas, como aríetes e torres de cerco. A ideia era romper a parte superior da muralha, esmagando-a, pois era feita de tijolos.

Toda a plataforma da parede como seus defensores sobre ela desmorona e os soldados da infantaria assíria entram para tomar a cidade a partir da abertura. Tais habilidades possibilitavam, aos assírios, que confrontassem todas aquelas cidades fortificadas e conquistassem esses territórios.

Uma das batalhas mais famosas do mundo antigo ocorreu em Qarqar, no norte da Síria. Ela é descrita em famoso texto num monolito, encontrado na cidade de Kurkh, no norte da atual Síria.

Essa batalha ocorreu no Rio Orontes, no norte da Síria onde Salmaneser lll confrontou uma coalisão de 12 réus do oeste liderados, pelo Rei de Hamate. O terceiro maior exército de coalizão é de Acabe, o rei que tinha 2.000 carruagens mencionada no texto sobre à batalha de Qarqar (que mão está na Bíblia) e, aparentemente, Acabe era o terceiro rei mais forte.

Mesmo com o rei Assírio reivindicando vitória nas inscrições reais, não houve uma consequência decisiva e as forças assírias foram contidas no norte da Síria. Isso também é evidente devido ao fato de que Shalmaneser III conduziu várias campanhas militares na região até 845 a.C., a batalha de Qarqar ocorreu no ano de 853 a.C., quando finalmente subjugou a região incluindo Damasco.

As informações cobrem os reinos mas, na Bíblia, nem sempre, correspondem a todas as referências necessárias para quem quiser conhecer os feitos destes monarcas. Em II Rs 15. 19,20, temos o relato de Menaém, rei de Israel:

Então veio Pul, rei da Assíria, contra a terra; e Menaém deu a Pul mil talentos de prata, para que este o ajudasse a firmar o reino na sua mão. E Menaém tirou este dinheiro de Israel, de todos os poderosos e ricos, para dá-lo ao rei da Assíria, de cada homem cinquenta siclos de prata; assim voltou o rei da Assíria, e não ficou ali na terra. (II Rs 15. 19,20)

Nas inscrições de Tiglate-Pileser, rei da Assíria, também constam o pagamento de tributos de Menaém. Esta situação de subjugo já existia desde que o povo vivia na sua terra.

Era uma espécie de tratado de vassalagem no qual, o rei, para não ser levado cativo, junto com o povo, pagava tributos altíssimos. Quando um rei se rebelava, na Bíblia, quer dizer que ele parava de pagar imposto. Mas se houvesse uma invasão, no reino que pagasse corretamente os impostos, a Assíria deveria auxiliar no ataque aos inimigos.

Naquele mesmo tempo Rezim, rei da Síria, restituiu Elate à Síria, e lançou fora de Elate os judeus; e os sírios vieram a Elate, e habitaram ali até ao dia de hoje.

E Acaz enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, dizendo: Eu sou teu servo e teu filho; sobe, e livra-me das mãos do rei da Síria, e das mãos do rei de Israel, que se levantam contra mim. E tomou Acaz a prata e o ouro que se achou na casa do Senhor, e nos tesouros da casa do rei, e mandou um presente ao rei da Assíria.

E o rei da Assíria lhe deu ouvidos; pois o rei da Assíria subiu contra Damasco, e tomou-a e levou cativo o povo para Quir, e matou a Rezim. Então o rei Acaz foi a Damasco, a encontrar-se com Tiglate-Pileser, rei da Assíria; e, vendo um altar que estava em Damasco, o rei Acaz enviou ao sacerdote Urias o desenho e o modelo do altar, conforme toda a sua feitura. (II Rs 16. 6-10)

Um dos episódios mais interessantes e mais discutidos dessa época são os últimos dias de Samaria, a última capital do Reino do Norte, o Reino do Norte:

[…] Salmaneser, rei da Assíria, subiu contra Samaria, e a cercou. E a tomaram ao fim de três anos, no ano sexto de Ezequias, que era o ano nono de Oseias, rei de Israel, quando tomaram Samaria. E o rei da Assíria transportou a Israel para a Assíria; e os fez levar a Hala e a Habor, junto ao rio de Gozã, e às cidades dos medos; (II Rs 18. 9b, 10-11)

Salmaneser V foi o sucessor de Tiglate Pileser III. Ele foi o rei assírio que sitiou Samaria e depois de três anos a conquistou. Segundo os estudiosos, que acompanham as evidências bíblicas, o conquistador de Samaria, na verdade, foi Sargão II. Como se deu este fato?

Ocorre que o cerco foi de Salmaneser, foi um cerco bem longo de três anos, mas Sargão II o substituiu. Ele era membro da família real e tomou o poder em um golpe de estado, ocupando, deste modo, o trono da Assíria. Salmaneser deu início ao cerco e Sargão II prosseguiu, ficando com os louros da vitória e o poder.

As dez tribos foram levadas e assentadas para a cidade de Gozan e o Rio Khabur que ficam no norte da Síria e da cidade da Média no atual oeste do Irã. Se quisermos buscar as dez tribos perdidas, provavelmente, teremos que iniciar nestas áreas.

Nas inscrições de Sargão, vemos que a decisão de pôr fim à Samaria, como um Estado vassalo independente, foi tomada por causa de uma rebelião da qual a Samaria participou novamente com apoio do rei egípcio.

Talvez a ameaça, aos interesses assírios, explique a difícil decisão de acabar com o Reino do Norte como Estado Independente e estabelecer uma nova província assíria, com o mesmo nome, Samerina, similar a Samaria.

Quando se observa o mapa do Império Neoassírio, nota-se que mantinham o controle de quase todo o Crescente Fértil no Golfo Pérsico, ao sudoeste da Península do Sinai, incluindo toda Mesopotâmia, parte do Irã, norte da Síria, sul da Arábia.

Como controlar áreas tão vastas? As áreas eram divididas em territórios chamadas províncias, comandadas por um assírio local. Cada um desses governadores, de alto nível, respondiam ao rei.

A deportação em massa da população conquistada, levadas de uma parte do império, e estabelecida em outras. Foram removidos de sua terra natal e ficaram praticamente dependentes dos assírios, sem poder rebelar-se mais.

Além disto, os assírios e os impérios posteriores usavam essas pessoas deportadas como mão-de- obra para todo tipo de atividade, como a agricultura, por exemplo. Estabeleceram-se nas áreas destruídas, o que foi resultante das guerras. As fronteiras do Império Neoassírio se expandiram após as atividades de Tiglate-Pileser III e seus seguidores.

Antes de destruir totalmente um estado vassalo que se tornara uma província e a finalidade de estabelecer novas províncias, havia um estágio intermediário, com a destruição de territórios do Estado, iniciando com a destruição de seu poder econômico e político.

Primeiro, cobrava impostos altíssimos e procurava destruir a reputação do rei local. Foi o que se observou com o Reino do Norte. E, posteriormente, voltará a acontecer com Judá, na época do rei Ezequias e a pressão de Senaqueribe, o filho de Sargão II.

Quando falamos de alistamento militar forçado para o exército assírio, é interessante voltar à representação do que acontece na Samaria após a conquista de Sargão.

Os dados mencionam que ele tomou 50, talvez 200 carruagens de Samaria e incorporou ao exército neoassírio. Documentos legais e administrativos encontrados no arsenal de Kalakhu, citam guerreiros em carruagens com nomes hebraicos.

Isso significa que os deportados que tinham profissões podiam iniciar uma nova carreira na nova capital assíria ou no novo exército assírio.

Isso explica porque os israelitas se ajuntaram aos assírios e outros povos e daí se formaram os novos samaritanos (resultantes da mistura de Israel com outros povos vizinhos da região) que eram alvo de preconceito dos judaítas.

Até que o Senhor tirou a Israel de diante da sua presença, como falara pelo ministério de todos os seus servos, os profetas; assim foi Israel expulso da sua terra à Assíria até ao dia de hoje.

E o rei da Assíria trouxe gente de Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e Sefarvaim, e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; e eles tomaram a Samaria em herança, e habitaram nas suas cidades.

E sucedeu que, no princípio da sua habitação ali, não temeram ao Senhor; e o Senhor mandou entre eles, leões, que mataram a alguns deles.

Por isso falaram ao rei da Assíria, dizendo: A gente que transportaste e fizeste habitar nas cidades de Samaria, não sabe o costume do Deus da terra; assim mandou leões entre ela, e eis que a matam, porquanto não sabe o culto do Deus da terra.

Então o rei da Assíria mandou dizer: Levai ali um dos sacerdotes que transportastes de lá; e vá e habite lá, e ele lhes ensine o costume do Deus da terra.

Veio, pois, um dos sacerdotes que transportaram de Samaria, e habitou em Betel, e lhes ensinou como deviam temer ao Senhor.

Porém cada nação fez os seus deuses, e os puseram nas casas dos altos que os samaritanos fizeram, cada nação nas cidades, em que habitava.(II Rs 17.23-29)

Este episódio mostra porque a terra de Samaria ficou despovoada dos israelitas.

Todo este relato que fizemos, diz respeito ao Reino do Norte, referente às dez tribos comandadas inicialmente por Jeroboão.

Agora, apontaremos um fato ocorrido no Reino do Sul que foi alvo da ambição desmedida de poder dos assírios. Vemos Ezequias se rendendo e pagando tributos a Senaqueribe (filho de Sargão II).

Por outro lado, após a rendição de Ezequias, o exército assírio foi a Jerusalém novamente. Após a descrição da rendição de Ezequias, o texto mostra como os emissários de Senaqueribe foram enviados a Jerusalém novamente para convencer o rei e o povo a se renderem à Assíria.

Temos uma segunda história sobre o cerco em Jerusalém? A cidade já havia se rendido à Senaqueribe?

Quando comparamos o relato bíblico com o relato assírio, das inscrições de Senaqueribe como se observa por inscrições do cilindro de Rassam que descreve como o assírio destruiu 46 cidades fortificadas de Ezequias, como chegou a Jerusalém e montou um cerco.

Após o cerco em Jerusalém e sua rendição aos inimigos, o Rei Ezequias teve que dar território do seu reino aos seus inimigos, os reis filisteus, na planície costeira sul da terra de Israel.

Os assírios reduziram o Reino de Ezequias e desmontaram seu poder econômico de tal modo que ele não pode mais se rebelar. É interessante comparar o relato bíblico com o texto de Senaqueribe, porque vemos a semelhança na quantidade de metais que os assírios tomaram de Jerusalém em prata e em ouro.

Pessoas são levadas de Laquis para a Assíria e outros territórios na parte leste do império. Esta conquista foi um forte golpe contra Judá porque esta era a cidade mais importante do reino, capital da área mais fértil do reino, nas planícies da Judeia. Após a campanha de Senaqueribe, parece que Judá não se rebelou mais contra a Assíria.

Vendo, pois, Ezequias que Senaqueribe vinha, e que estava resolvido contra Jerusalém, teve conselho com os seus príncipes e os seus homens valentes, para que se tapassem as fontes das águas que havia fora da cidade; e eles o ajudaram. Assim muito povo se ajuntou, e tapou todas as fontes, como também o ribeiro que se estendia pelo meio da terra, dizendo: Por que viriam os reis da Assíria, e achariam tantas águas?

E ele se animou, e edificou todo o muro quebrado até às torres, e levantou o outro muro por fora; e fortificou a Milo na cidade de Davi, e fez armas e escudos em abundância. E pôs capitães de guerra sobre o povo, e reuniu- os na praça da porta da cidade, e falou-lhes ao coração, dizendo:

Esforçai-vos, e tende bom ânimo; não temais, nem vos espanteis, por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, porque há um maior conosco do que com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco o Senhor nosso Deus, para nos ajudar, e para guerrear nossas batalhas. E o povo descansou nas palavras de Ezequias, rei de Judá.

Depois disto Senaqueribe, rei da Assíria, enviou os seus servos a Jerusalém (ele porém estava diante de Laquis, com todas as suas forças), a Ezequias, rei de Judá, e a todo o Judá que estava em Jerusalém, dizendo:

Assim diz Senaqueribe, rei da Assíria: Em que confiais vós, para vos deixardes sitiar em Jerusalém? Porventura não vos incita Ezequias, para vos entregar para morrerdes à fome e à sede, dizendo: O Senhor nosso Deus nos livrará das mãos do rei da Assíria? (II Cr 32. 2-11)

Chegamos aos dias dos últimos monarcas do Império Neoassírio. Foi o ápice do império e início do fim. Nesse tempo, a Assíria teve as suas maiores conquistas militares e políticas, as quais são as invasões ao Egito, ao Elão, leste do atual Irã. Problemas internas, uma guerra civil, a decadência em si, puseram fim a este império.

A decadência de Judá demorou um pouco mais para acontecer porque houve reis tementes a Deus que conduziu a nação a buscar ao Senhor, o que retardou o cativeiro, mas a idolatria dos últimos reis e o descaso com a Lei do Senhor encaminhou o povo judaíta para o cativeiro babilônico, porque a Assíria sofrera a decadência diante da Babilônia por causa da idolatria.

Moloque era o nome do deus dos amonitas, a quem as crianças eram queimadas em sacrifício. Ele era o consumidor e destruidor e, ao mesmo tempo, o fogo purificador.

Salomão (1Reis 11:7) erigiu um lugar alto para este ídolo no Monte das Oliveiras, e desde então até os dias de Josias, seu culto continuou (2Reis 23:10,13). Nos dias de Joacaz foi parcialmente restaurado, mas depois do cativeiro na Babilônia, desapareceu completamente. Ele também é chamado Milcom (1Reis 11:5,33, etc.) e Malcã (Sofonias 1:5).

Este deus se tornou o Quemos entre os moabitas.

Extraído de: https://www.apologeta.com.br/moloque/. Acesso em 08mar.2025.

O nome “Moloque” vem do hebraico Molekh, derivado da raiz mlk, que significa “rei” ou “governante”. No entanto, Moloque era um rei falso, representando a submissão humana à idolatria e às práticas contrárias aos mandamentos de Deus. Sua adoração incluía rituais abomináveis, como o sacrifício de crianças, um ato explicitamente condenado na Escritura.

A adoração de Moloque está registrada em várias passagens bíblicas, sempre associada à corrupção e ao afastamento de Deus. Ele era venerado em um local chamado Tofete, no vale de Hinom, onde práticas detestáveis como sacrifícios humanos eram realizadas (2Rs 23:10).

A idolatria a Moloque foi uma das causas do juízo divino sobre Israel. Deus alertou o povo repetidamente sobre os perigos de adotar as práticas pagãs das nações ao redor. O livro de Levítico traz uma proibição clara contra o culto a Moloque: “Não darás nenhum de teus filhos para consagrá-los a Moloque, para que não profanes o nome do teu Deus” (Lv 18:21).

Moloque era adorado principalmente pelos amonitas e por outras culturas cananeias. Sua imagem era geralmente representada como uma figura humanoide com uma cabeça de touro ou boi, simbolizando força e poder. O ritual mais terrível associado a Moloque era o sacrifício de crianças.

Estudiosos sugerem que essas crianças eram queimadas vivas em altares ou estátuas de bronze aquecidas, um ato que representava a completa degradação moral das nações que o adoravam. Essas práticas eram justificadas como ofertas para garantir prosperidade, fertilidade ou proteção divina.

Apesar da severa proibição divina, o culto a Moloque encontrou espaço em Israel durante os reinados de reis iníquos, como Manassé, que “fez passar seu filho pelo fogo” (2Rs 21:6). Esse ato trouxe grande desgraça sobre o reino de Judá.

Deus condenou duramente o culto a Moloque por ser contrário à sua santidade e ao seu plano de vida. Os profetas frequentemente denunciavam a idolatria e alertavam o povo sobre as consequências de seguir deuses falsos. Jeremias, por exemplo, criticou duramente a prática no vale de Hinom, afirmando que Deus nunca havia ordenado tais sacrifícios (Jr 7:31).

Com o tempo, reis piedosos como Josias tentaram erradicar completamente o culto a Moloque. Josias destruiu os altares e locais de culto pagão, reafirmando a fidelidade de Judá ao Senhor (2Rs 23:10).

Moloque simboliza a idolatria extrema e as consequências da desobediência a Deus. Ele representa a sedução das nações estrangeiras e o perigo de adotar seus costumes. O culto a Moloque é um lembrete da degradação moral que ocorre quando o povo de Deus se afasta de seus mandamentos.

Por outro lado, a condenação divina do culto a Moloque reflete o amor de Deus por seu povo e seu desejo de proteger a vida e a santidade. Ele é um chamado à pureza espiritual e à rejeição de toda forma de idolatria.

Embora o culto literal a Moloque não exista nos dias atuais, seu simbolismo permanece relevante. Ele representa a tentação de colocar valores mundanos acima dos mandamentos de Deus. Qualquer forma de idolatria moderna, seja ela materialismo, poder ou prazeres egoístas, pode ser comparada ao culto a Moloque.

A história de Moloque é um alerta para que os crentes mantenham seu coração fiel a Deus, rejeitando tudo o que comprometa sua fé ou seus princípios.

Referências Bíblicas

As seguintes passagens fornecem um entendimento sobre Moloque e a idolatria associada a ele: Levítico 18:21: Deus proíbe os sacrifícios a Moloque, protegendo o nome santo do Senhor. 2 Reis 23:10: O rei Josias destrói os altares de Moloque no vale de Hinom. Jeremias 7:31: Deus denuncia os sacrifícios humanos realizados no vale de Hinom. Atos 7:43: Referência à idolatria a Moloque e ao afastamento de Deus.

Extraído de: https://palavrasdabiblia.com/quem-era-moloque-na-biblia/. Acesso em 08mar2025.

Manassés, rei de Judá e filho de Ezequias, retardou o cativeiro do Reino do Sul, haja vista que, além do pagamento dos tributos, ele enviou tropas para participar das campanhas assírias contra o Egito. As tropas do rei de Judá aparecem junto a outros exércitos da Fenícia e Sidom nas batalhas, algumas das quais participaram em botes ou barcos dos fenícios, de Sídon. Manassés também ofereceu mão de obra para a construção de Nínive, demonstrando, assim, sua política como vassalo leal. Tornou o rei mais submisso e leal da Assíria.

Entretanto, aos olhos da Bíblia, Manassés é o mais corrupto de todos os reis de Judá. Ele é culpado pela destruição do reino e do templo e, claro, pelo exílio na Babilônia. Por seus erros, sua corrupção religiosa, introduzindo deuses externos em Jerusalém e no templo.

Porque tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, tinha derrubado; e levantou altares aos Baalins, e fez bosques, e prostrou-se diante de todo o exército dos céus, e o serviu.

E edificou altares na casa do Senhor, da qual o Senhor tinha falado: Em Jerusalém estará o meu nome eternamente. Edificou altares a todo o exército dos céus, em ambos os átrios da casa do Senhor. Fez ele também passar seus filhos pelo fogo no vale do filho de Hinom, e usou de adivinhações e de agouros, e de feitiçarias, e consultou adivinhos e encantadores, e fez muitíssimo mal aos olhos do Senhor, para o provocar à ira.

Também pôs uma imagem de escultura do ídolo que tinha feito, na casa de Deus, da qual Deus tinha falado a Davi e a Salomão seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi de todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre.

E nunca mais removerei o pé de Israel da terra que destinei a vossos pais; contanto que tenham cuidado de fazer tudo o que eu lhes ordenei, conforme a toda a lei, e estatutos, e juízos, dados pela mão de Moisés. E Manassés tanto fez errar a Judá e aos moradores de Jerusalém, que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel.

E falou o Senhor a Manassés e ao seu povo, porém não deram ouvidos. Assim o Senhor trouxe sobre eles os capitães do exército do rei da Assíria, os quais prenderam a Manassés com ganchos e, amarrando-o com cadeias, o levaram para Babilônia. (II Cr 33. 3-11)

A existência do povo judeu em sua terra, o impedimento de exílio dos assírios é devido a Manassés e sua política submissa. Os babilônios permitiram aos judeus manter a sua religião e identidade nacional no exílio.

O Império Neobabilônico herda e se segue ao Império Neoassírio e ia do Irã ao Egito, até a Anatólia. Controlava uma área menor, baseada na área da Mesopotâmia e do oeste, da Síria, do Líbano e de Israel. Deixou uma importante marca na História. Em 626 a.C., com Nabopolassar no poder, que se declara rei da Babilônia no sul do atual Iraque, ele vai tomando os territórios assírios. Em 612 a.C., a grande capital assíria de Nínive é destruída pelos babilônios.

Em II Rs 24.1-20, a Bíblia relata o cerco de Nabucodonosor, o filho de Nabopolassar a Jerusalém com o fim de sitiá-la e levar o povo cativo.

Assim foram levados cativos os primeiros exilados à Babilônia por volta de 597 a.C. Ficaram marcada a primeira vez que as tropas de Nabucodonosor chegaram às muralhas de Jerusalém, ordenando que o rei fosse trocado e exilado. Nessa primeira onda, sabemos que eles eram, em grande parte, artesãos ou pessoas de famílias importantes que estavam sendo levadas.

Nos seus dias subiu Nabucodonosor, rei de Babilônia, e Jeoiaquim ficou três anos seu servo; depois se virou, e se rebelou contra ele. […] Naquele tempo subiram os servos de Nabucodonosor, rei de Babilônia, a Jerusalém; e a cidade foi cercada.

Nos seus dias subiu Nabucodonosor, rei de Babilônia, e Jeoiaquim ficou três anos seu servo; depois se virou, e se rebelou contra ele. […] E tirou dali todos os tesouros da casa do Senhor e os tesouros da casa do rei; e partiu todos os vasos de ouro, que fizera Salomão, rei de Israel, no templo do Senhor, como o Senhor tinha falado.

E transportou a toda a Jerusalém como também a todos os príncipes, e a todos os homens valorosos, dez mil presos, e a todos os artífices e ferreiros; ninguém ficou senão o povo pobre da terra.

Assim transportou Joaquim à Babilônia; como também a mãe do rei, as mulheres do rei, os seus oficiais e os poderosos da terra levou presos de Jerusalém à Babilônia. E todos os homens valentes, até sete mil, e artífices e ferreiros até mil, e todos os homens destros na guerra, a estes o rei de Babilônia levou presos para Babilônia. (II Rs 24. 1, 10-11, 13-16)

Há registros históricos e arqueológicos que indicam assentamentos na região da Babilônia aonde ficaram os exilados. Estes locais receberam os nomes das cidades de origem dos seus habitantes.

Ficam na região do atual Iraque e na Mesopotâmia, perto da cidade de Nippur, estes locais que foram construídos próximos ao séc. 6.a.C. e receberam nomes tais como Nova Jerusalém, Nova Gaza, Nova Tiro, Nova Hamate, Nova Gezer.

Este fenômeno é chamado topônimo de espelhamento e se reflete em outros períodos da História no qual exilados ou imigrantes de um local ao criarem uma cidade em um novo local, dão a elas o novo nome de sua terra de origem. É o caso da cidade de Nova York que recebeu este nome de judeus que fugiram por causa da perseguição holandesa e fundaram esta cidade nos Estados Unidos, inspirados na cidade de York da Inglaterra. Atualmente, a cidade de Nova York tem mais judeus que Tel-Aviv.

Os judaítas, exilados na Babilônia, foram assentados em grandes centros urbanos como Sippar, Barsip, Nippur, Uruk (capital da Babilônia), sem deixar de assentar pessoas nas áreas rurais da cidade. As cidades neobabilônicas prosperaram Elas receberam fartos tributos e riquezas e se tornaram imensas com tantos habitantes. A maioria ficou na periferia agrícola.

O governo babilônio cobrava imposto dos judaítas assentados ali. Os judaítas recebiam as terras diretamente do rei, mas tinham que pagar um preço, que era um terço da sua renda anual. Tinham que prestar serviços de natureza militar; construir grandes palácios, canais, estradas que ficavam a centenas de km de suas casas.

Esta vida foi muito difícil, mas formou a base do estudo da Lei Judaica, de obras importantes, como o Talmude Babilônico e a criação das sinagogas.

Mesmo com o abatimento característico do cativeiro em si, o povo ainda cultivava a esperança, porque Deus enviou o profeta Ezequiel que ali, em meio ao exílio, trazia palavras de reprimenda e promessas de paz que visavam a restauração do povo.

Enquanto isto, Jeremias falava aos desesperançados que ficaram na terra assolada e devastada pelo inimigo enviado pelo Senhor, chorava o desalento e lamentava a rebeldia que ainda imperava nos corações daqueles que desvalorizavam a salvação que somente encontramos em Deus:

Eis que eu enviarei, e tomarei a todas as famílias do norte, diz o Senhor, como também a Nabucodonosor, rei de Babilônia, meu servo, e os trarei sobre esta terra, e sobre os seus moradores, e sobre todas estas nações em redor, e os destruirei totalmente, e farei que sejam objeto de espanto, e de assobio, e de perpétuas desolações.

E farei desaparecer dentre eles a voz de gozo, e a voz de alegria, a voz do esposo, e a voz da esposa, como também o som das mós, e a luz do candeeiro.

E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos. Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei de Babilônia, e esta nação, diz o Senhor, castigando a sua iniquidade, e a da terra dos caldeus; farei deles ruínas perpétuas. (Jr 25.9- 12)

Enquanto os judaítas ali estavam, havia dor, tristeza, nostalgia, lembranças. O Sl 137 é a expressão de dor dos judeus que perderam suas casas e estão longe de sua pátria. Sentiam proibidos de adorar o seu Deus e se intimidaram, passando a pendurar as suas harpas, silenciaram a sua música, calaram a sua voz e revelaram publicamente o quanto sofriam por tudo aquilo.

A linguagem poética é esta expressão do homem interior que não teme em expressar o seu sofrimento, por isto traz esta forte dose de emoção.

A história deste salmo é o reflexo da política babilônica que impôs o povo a uma situação social vexatória. Sendo assim, é possível compreender a situação dos salmistas.

A partir do instante que abrimos nosso coração diante do Senhor, a nossa esperança renasce, a confiança no Senhor torna a restaurar as nossas forças e a paz volta ao nosso coração.

REFERÊNCIAS:

Este comentário é baseado nas aulas do Prof. Me. Yehuda Kaplan e o Prof.
Dr. Peter Zilberg no 6º Congresso Internacional de Arqueologia.

1.KAPLAN, Yehuda. Os assírios (parte 1) – o nascimento de um grande império. Disponível em: https://aluno.moriacollege.com/77420-os-povos-da-biblia-6- congresso-internacional-de-arqueologia-biblica/2132350-assiria-parte-1-os- assirios-o-nascimento-do-grande-imperio-m-a-yehuda-kaplan. Acesso em 08mar2025.

2.KAPLAN, Yehuda. Os assírios (parte 2) – as campanhas a Israel e Judá. Disponível em: https://aluno.moriacollege.com/77420-os-povos-da-biblia-6- congresso-internacional-de-arqueologia-biblica/2132352-assiria-parte-2-os- assirios-as-campanhas-a-israel-e-juda-m-a-yehuda-kaplan. Acesso em 08mar2025.

3.ZILBERG, Peter. Os povos da Bíblia: Babilônia. Disponível em: https://aluno.moriacollege.com/77420-os-povos-da-biblia-6-congresso-internacional-de-arqueologia-biblica/2132359-babilonia-dr-peter-zilberg. Acesso em 08mar2025.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

1. Exposição das fotos antigas do comentário e outras que pesquisar. Capriche nas histórias que contamos aqui e reconte para seus alunos.

 Profª. Amélia Lemos Oliveira

Fonte: https://www.portalebd.org.br/classes/juvenis/11298-licao-11-dominacoes-e-exilio-i

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