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JUVENIS | LIÇÃO Nº 11 – O JOVEM RICO: A PROPOSTA DO REINO DE DEUS

 A história do jovem rico é encontrada em todos os três Evangelhos Sinóticos, Mateus 19:16-23 (indica alguém que se aproxima de Jesus), Marcos 10:17-22 (refere-se a um jovem que corre para o Mestre e se ajoelha) e Lucas 18:18- 23 (onde ele é chamado de príncipe).

O rapaz não é identificado pelo nome próprio, é descrito apenas como um “jovem rico”, o que significa que ele era um príncipe ou magistrado de algum tipo. Este jovem questionou Jesus sobre a forma, ou seja, o modo correto de se obter a vida eterna.

Tinha uma conduta religiosa de quem estava preocupado com o destino de sua alma e, para tanto, procurava guardar os mandamentos da Lei de Moisés.

Praticava a religião, mas faltava autenticidade, empreender o que é verdadeiro. Quando falamos deste jovem, nosso propósito é enfatizar as prioridades que costumamos dar ao reino de Deus.

Ele inicia o diálogo dizendo: “Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? E Jesus disse-lhe: Por que me chamas bom?

Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.” (Mt 19:16,17) O moço inicia a conversa com o mestre, dirigindo-se a Ele como se fosse um professor, deixando de reconhecê-lO como Deus.

Cristo, por sua vez, menciona os mandamentos da Lei de Moisés, o jovem alegou que tem seguido todos os mandamentos, desde os primeiros anos, tornando claro que se fiava naquelas práticas como garantia de sua futura salvação.

No entanto, Cristo mostrou-lhe a contrapartida: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me.” (Mt 19:21)

O equívoco deste jovem foi acreditar que a salvação é obtida por meio das obras. Muitos ainda se enganam a si mesmos com este pensamento, acreditando que as obras os conduzem à perfeição e, portanto, Deus irá salvá-los pelos seus atos e bondade visível: “Porque andamos por fé, e não por vista.” (II Co 5.7)

Quem não se lembra do fariseu e do publicano? O fariseu, por exemplo, se achava demasiadamente justo aos seus olhos. (Ec 7.16) Obtemos a salvação pela fé e não por obras: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei.” (Rm 3.28)

Sendo assim, o ato de guardar alguns mandamentos da Lei e neles achar que se vai garantir a salvação, é enganar a si mesmo, acreditando que seus próprios méritos o tornarão digno de obter o favor divino.

Entretanto, a verdadeira salvação está em se disponibilizar em seguir a Jesus e obedecê-lo. O desejo de seguir o amor e a justiça não vinha seguido de renúncia: “E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. “(Mc 8.34)

Foi assim que o Senhor se revelou a Cornélio, um homem temente a Deus, praticante de boas obras, demonstrando que Ele se agradou do coração e das obras deste gentio, mas ainda faltava uma coisa: Cornélio precisava crer em Jesus Cristo, o Filho de Deus.

As ações de Cornélio deleitavam o Senhor, mas não eram suficientes para a sua salvação: “E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo. “(Atos 10:34,35)

O jovem rico, ao contrário de Cornélio, era apegado aos bens materiais, pois quando Cristo orientou-lhe a desfazer-se de seus bens e segui-lO, demonstrou tristeza, pois amava os seus bens, estava preso à materialidade e aos seus amigos mundanos.

Por isto: Jesus referiu-se a ele dizendo: “Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus.” (Mt 19:23) Neste contexto, o senhor estava dizendo que os ricos não têm direito aos céus? É claro que não!

É evidente que o Senhor Jesus está afirmando que os ricos não podem se apegar às suas riquezas e desprezar os bens espirituais.

Aquele jovem ainda estava apegado ao que é material, terreno e oposto a Deus. O amor ao mundo, os cuidados com as coisas terrenas sufocam o lugar que é devido à Palavra de Deus e ela termina por não produzir fruto em nossa vida: “E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;” (Mt 13:22)

O apóstolo Paulo exorta Timóteo em relação aos ricos: “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas no Deus vivo, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos;” (I Tm 6.17) Este é o motivo pelo qual o Senhor Jesus Cristo nos questiona sobre o lugar onde colocamos o nosso coração:

Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração. (Mt 6:19-21)

Muitos jovens se iludem com as ofertas apresentadas neste mundo e deixam de valorizar o que é eterno, desviando-se do verdadeiro caminho que leva aos céus, atentando apenas para o que vai se dissipar, suprimir, desaparecer em breve.

Muitos estão em busca de uma religião que satisfaça o ego e optam por estar descomprometidos com Deus. Na verdade, não querem compromisso… Precisamos contemplar o que é eterno, perene, o que está acima de nós, é necessário viver numa dimensão espiritual propriamente dita:

Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.

Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.

Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a fornicação, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria (Cl 3:1-5)

Muitos manifestam uma vontade pública de servir ao Senhor, mas ainda estão expressam indisposição para entregar-se sem reservas.

Querem entregar sua vida a Cristo, no entanto precisam de uma poupança, das suas riquezas como garantia própria de que terão algo para desfrutar seus próprios momentos de prazer garantido, não confiam plenamente no Mestre, nem na felicidade que a presença dEle nos garante.

Ainda não querem esvaziar-se de Si mesmos para encher-se da presença do Senhor. Vejamos o caso de Cornélio, mais uma vez:

desapegado de seus bens, distribuía-os entre os pobres e, quando ouviu a mensagem do Evangelho, já havia renunciado aos bens materiais de tal forma, que estava pronto para ser cheio do Espírito Santo. Cornélio já havia se esvaziado de si mesmo e foi cheio do poder de Deus! (At 10.44)

Nossos jovens precisam certificar-se de que seus relacionamentos, amizades, posição social, necessidade de divertimentos etc. são insuficientes para torná-los felizes.

Embora haja necessidade de tais circunstâncias em nossas vidas, que precisemos de “amigos mais chegados que irmãos”, não podemos substituí- los pelo Senhor; não podemos colocar a nossa posição social ou trabalho acima de Deus; nem buscar a diversão em detrimento dos bens espirituais.

A Bíblia nos ordena: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.“(Mt 6:33,34)

Sendo assim, não é preciso que fiquemos ansiosos, pois o Senhor nos dará oportunidades de termos amigos, uma boa posição social e até situações nas quais possamos nos distrair e não temermos o futuro, porque o nosso Deus sempre está reservando o melhor para os seus filhos.

O candidato ao Reino de Deus precisa ter uma nova postura diante dos bens deste mundo. Paulo via os bens e valores mundanos como escória e esterco deste mundo.

É assim que acontece com muitos que vivem na superficialidade e na aparência: valorizam mais o mundo que a Palavra de Deus. Aparentemente, são obedientes na igreja, mas ainda não tiveram uma experiência genuína com o Senhor.

Precisamos sair da superfície e aprofundar nosso relacionamento com o Senhor. Um relacionamento que envolva o homem interior, que venha trazer mudanças em nossa vontade, sentimentos e pensamentos. Quando isto ocorre, nos vimos capazes de compartilhar o que é material e ter uma experiência singular com o Senhor.

A vida cristã traz inovação resultante da renúncia, do despojamento que nos fazem viver plenamente o amor de Cristo.

O que recebemos dEle, vale muito mais que aquilo que foi depositado aos pés da cruz: “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo.” (Fp 3.8)

Todos aqueles que colocaram o Senhor, em primeiro lugar em suas vidas, não se arrependeram. Feliz é o jovem que decide trilhar o caminho da obediência, que decide temer ao Senhor e andar nos seus caminhos.

A verdadeira felicidade está na certeza de que se está fazendo a coisa certa, está na convicção do futuro, da vida eterna com Deus.

Crer verdadeiramente no Evangelho é a única forma de se obter esta vida eterna. É a única ação humana, o restante é a graça de Deus que executa em nossa vida e nos dá condições de mudarmos e passar a viver como novas criaturas. Como está a nossa vida com Deus? Lembremo-nos, sempre, que precisamos de uma transformação interna:

Muitas pessoas hoje cometem o mesmo engano do jovem rico. Elas se preocupam apenas com a aparência externa da santidade, a pureza, e a espiritualidade cristã de forma visível, sem uma verdadeira transformação interna.

A obediência a Deus não pode ser uma mera questão de comportamentos externos. Precisamos de um coração regenerado por Deus, algo que vai além do simples ato de seguir regras ou normas.

Para ilustrar isso, podemos olhar para a história em 1 Reis 8, onde o rei Salomão, ao consagrar o templo, fez sacrifícios em grande escala.

Ele mandou matar 22 mil bois e 120 mil ovelhas, algo grandioso e impressionante aos olhos humanos. Mas, apesar de nesse trecho das Escrituras o Senhor ter recebido as ofertas, e de fato ela foi aceita, o nosso Senhor também nos ensina em Oséias 6:6, “Eu quero misericórdia, e não sacrifício”.

Salomão fez algo externamente grandioso e magnífico ao Senhor, mas esse mesmo Deus que aceita obras grandiosas externamente, também espera o mesmo quanto a motivação interna e a purificação daquilo que somente Ele pode ver.

Assim, o engano do jovem rico é acreditar que a salvação e a obediência a Deus se resumem àquilo que é visível aos olhos dos outros. O verdadeiro Evangelho nos ensina que precisamos ser regenerados no coração, que nossa relação com Deus deve ser uma transformação interna operada pelo Espírito Santo, e não apenas uma aparente obediência. (FIGUEIREDO, 2025,)

Nosso Deus, é aquele que usa de misericórdia: “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício.

Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.” (Mt 9.13) Ele está atento às necessidades, às carências, aos pedidos dos pecadores que dEle se aproximam com um coração quebrantado: “Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos.

Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.“ (Sl 51. 16,17).

Aprendemos, portanto, que mesmo no período da Lei mosaica, o Senhor já demonstrava uma prioridade no que diz respeito ao propósito do perdão e das ofertas, da verdadeira religião que Tiago nos apresenta: “A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se incontaminado do mundo.” (Tg 1:27)

O Senhor Jesus estava ensinando àquele jovem qual era a verdadeira religião: desapegar-se das riquezas (auxiliar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações) e guardar-se da contaminação do mundo, o que é ter um coração quebrantado, contrito, um coração puro, um coração que ama verdadeiramente o Senhor e não está aplicado aos bens deste mundo. Glória seja dada ao nome do Senhor!

A verdadeira entrega de nossa vida a Jesus consiste no reconhecimento de que Ele é Senhor da nossa vida, não era apenas um Mestre da Sinagoga que fazia leituras da Torá e sermões. Ele é senhor dos nossos sentimentos, pensamentos e vontades. Quem está disposto a isto?

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus (Fp 2.5)

Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo. (I Co 2.16)

Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. (I Ts 5.18)

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. ( Fp 4:7,8)

A verdadeira salvação faz-nos evoluir na busca por uma identidade com Cristo, tornando-nos cada vez mais parecidos com Ele e, assim, passamos a segui- lO de modo incondicional.

A riqueza não mais é o nosso deus, porque o nosso Deus é senhor de todas as riquezas “Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos.” (Ag 2:8)

Em nosso coração não mais haverá lugar para a idolatria, haja vista que tudo aquilo que ocupa e tem prioridade em lugar de Deus, torna-se um ídolo. Daí, surge a questão maior: o que nos impede de servir ao Senhor como deveríamos? O que vem prendendo a nossa atenção e ocupando o nosso tempo?

O Senhor conhecia aquele jovem e propôs-lhe exatamente que abandonasse os empecilhos para uma vida espiritual próspera. Que o nosso espírito sempre esteja pronto para comunicar-se com o Senhor em verdade, sinceridade e singeleza de coração cumprir-se em nossa vida.

Que nossos pensamentos estejam conectados EM CIMA, PARA CIMA, em tudo que é DE CIMA, pois nosso lugar é lá EM CIMA.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

Converse com os jovens sobre os empecilhos, do cotidiano, que eles enfrentam para servir a Deus.

REFERÊNCIAS:

FIGUEIREDO, Pr. Rodolfo.  Os Enganos do Jovem Rico. Disponível em: https://ibrpv.com/noticia/MTU2NzM1OA/os-enganos-do-jovem-   rico#:~:text=O%20primeiro%20e%20mais%20evidente,entrada%20no%20Reino

%20de%20Deus. Acesso em 05set2025.

MENORAH.          Os       4       erros       do       jovem       rico.       Disponível        em: https://tvmenorah.com.br/blogdatvmenorah/os-4-erros-do-jovem-rico-2/.

Acesso em 05 set2025.

Fonte: https://www.portalebd.org.br/classes/juvenis/11714-licao-11-o-jovem-rico-a-proposta-do-reino-de-deus-i

 

 Profª. Amélia Lemos Oliveira

Fonte: https://www.portalebd.org.br/classes/juvenis/11714-licao-11-o-jovem-rico-a-proposta-do-reino-de-deus-i

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