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JUVENIS | LIÇÃO Nº 12 – O LIVRO DA REVELAÇÃO

Enfim, alcançamos o último livro do Novo Testamento. Livro cujo nome significa desvendar, revelar e tem finalidade escatológica, ou seja, tratar de fatos que ocorrerão nos últimos dias.

A recepção e transmissão das revelações do Apocalipse se deu por meio de atividades místicas, tais como sonhos, visões, arrebatamentos em espírito:

“Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz. […] Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de acontecer nos últimos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça que tiveste na tua cama são estes.” (Dn 2.22,28)

O autor desta magnificentíssima obra é João, discípulo de Jesus, pastor da igreja de Éfeso na Ásia Menor.

Em 95 d.C., João foi banido pelo imperador romano Domiciano. No período de escrita do livro, foi deportado para a Ilha de Patmos e lá sofreu diversas torturas, inclusive foi fervido 24 h num caldeirão de azeite fervente.

Numa época de perseguição, quando os apóstolos já estavam mortos, ele foi o único que sobrou para contar-nos o que o Senhor lhe mostrou:

“Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo.” (Ap 1.9). João foi um privilegiado, um escolhido do Senhor, pois foi o único a sobreviver para contemplar o que Deus está preparando o futuro da Humanidade:

Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo; O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto. Bem- aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. (Ap 1.1-3)

Revelação esta que ocorreu em momentos de arrebatamento de sentidos, arrebatamento espiritual. Como este fenômeno ocorre?

“O arrebatamento pode estar relacionado com a condição do estado de espírito ou humor de um indivíduo, dominado pela alegria, entusiasmo e admiração por algo ou alguém.” (Disponível em: https://euquerosabertudo.com/perguntas-1/o-que-e-ser-arrebatado-em- espirito.html. Acesso em 12jun.2025)

Patmos era uma pequena ilha grega, de formação vulcânica que faz parte das Espórades do Arquipélago Grego ( arquipélago do norte do mar Egeu, pertencente à Grécia. Seu nome em grego significa espalhado) e que agora se chama Patino.

Está situada ao longo da costa meridional da Ásia Menor a umas 30 milhas ao sul do Samos Tera, cerca de 15 milhas de circunferência e nada produz. (parágrafo baseado em DAVIS, John. D. Dicionário da Bíblia. 22.ed. São Paulo: Hagnos e JUERP, 2002)

Para os cristãos daquela época, as ocorrências do final do primeiro século, caracterizavam o fim dos tempos, porque a perseguição contra eles era bem intensa.

Por isto, costumamos dizer que a cada geração de crentes, aqueles que partirem para o Senhor acreditam piamente estar aguardando o Salvador, porque detém a certeza de que o retorno está cada vez mais próximo.

As atitudes dos imperadores romanos foram semelhantes às previsões bíblicas do Anticristo, porque Domiciano, ao reinar, instituiu o culto, que era dirigido às divindades, para o imperador.

Estes cultos eram uma prova de fidelidade ao imperador e tornaram-se o motivo principal de perseguição aos cristãos. Os servos do Senhor acreditavam que o imperador era o Anticristo e viam a perseguição como a Grande Tribulação. Para eles, só faltava a chegada do Messias triunfante para conduzi-los à vitória.

Como já vimos, o imperador que se posicionou como deus, de modo contundente, foi Domiciano. Ele exigiu, até mesmo, holocausto público dos cortesãos, os quais deveriam chamá-lo de senhor e deus.

Sua cama era chamada “leito de um deus”; suas festas, “banquetes sagrados”, ao passo que as comidas também eram consideradas “sagradas”.

Domiciano foi bastante violento, porque perseguiu aos cristãos, matou e baniu políticos, filósofos e membros de sua própria família. Além disto, oficializou o culto ao imperador.

O Apocalipse, portanto, foi escrito durante o período de perseguição para os cristãos. Para os servos do Senhor, os personagens e fatos ocorridos estão relacionados àquele tempo e as profecias estavam para se cumprir naqueles dias. A profecia do Apocalipse é uma mensagem de ânimo para aqueles cristãos que estavam sendo perseguidos e, assim, tivessem ânimo no contexto do poder político de Roma.

Enfrentamos apuros para compreender a mensagem deste livro por causa do largo emprego de símbolos, figuras de linguagem (metáforas e alegorias), o que pode conduzir o leitor a interpretações místicas.

É preciso observar que a maioria das expressões são símbolos, haja vista que não há gafanhotos, nem escorpiões no inferno.

Também é preciso atentar para o fato de que não há animais no céu, cavalo, besta, dragão com chifres, livro, coroa, muro, água, árvore, cidade, rio etc.

Estas afirmações são do Pr. Osmar José da Silva, 2001, p.31. Ele faz uma relação dos significados dos símbolos presentes no Apocalipse, em sua obra, Apocalipse, p.31- 34:

Há muitas polêmicas envolvendo as leituras do Apocalipse, porque há diversos fenômenos cósmicos muito profundos: o céu sumindo como um rolo, as coisas celestes sendo perdidas de vista, demônios andando sobre a terra de forma visível, seres bestiais andando sobre a terra e atacando as pessoas etc.

Haverá uma transformação na geografia do mundo e até os ateus terminarão crendo que existe um Deus no comando de todas as coisas.

No Apocalipse, também vemos a exaltação ao Cristo que foi restaurado à glória que tinha com o Pai antes que o mundo existisse:

E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo; E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas.

E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma espada aguda de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece. E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno. (Ap 1.13–18)

Cristo, como o Senhor Soberano de todas as coisas, recebe o merecido papel de destaque, sendo visto como o “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8).

Ele virá estabelecer o Seu Reino sobre a Terra. Seu retorno é o momento da vitória sobre as forças satânicas que se levantarão contra Ele, no entanto serão eliminadas repentinamente. Aqueles que estiverem com Cristo também triunfarão, juntamente com Ele, herdando a vida eterna como a futura bênção de todos os vencedores.O A

pocalipse, portanto, retrata a consumação de todas as coisas, contando o restante da história. Seu foco está nos eventos que cercam o Segunda Vinda de Cristo e o estabelecimento do seu Reino Milenar (Ap 20.1-6).

Destaca o período da Grande Tribulação e a condição eterna dos salvos e não-salvos (Ap 21.1 – 22.5). Antes que tudo isto aconteça, virão julgamentos chamados escatológicos que são cruciais para compreendermos a teologia do Apocalipse: a série de julgamentos dos selos, das trombetas e das taças, os quais se relacionam entre si e nos ajudam a compreender a mensagem do livro.

E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele. E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos.

E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra. E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono.

E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.

E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra.

E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.

E ouvi a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que estão no mar, e a todas as coisas que neles há, dizendo: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre (Ap. 5. 4-13)

OS SETE SELOS

https://canaldefrasesbiblicas.com.br/os-sete-selos-em-apocalipse-uma-visao-geral/. Acesso em 12jun.2025.

 

Sendo assim, o palco estará estabelecido para o retorno de Cristo, mas, antes disto, a Babilônia cairá. No cap. 20, vemos que o Reinado de Cristo de 1.000 anos sobre a Terra representa o cumprimento final de muitas profecias do Antigo Testamento ( Citamos algumas referências bíblicas em Sl 2 e 96; Is 63.1-6; Mq 4.1-8; Zc 8.1-8) que falam sobre o Reinado Messiânico do Justo sobre a Terra:

Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o seu nome, com o qual Deus o chamará: o Senhor justiça nossa. (Jr 23:5,6)

Porque será naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, que eu quebrarei o seu jugo de sobre o teu pescoço, e quebrarei os teus grilhões; e nunca mais se servirão dele os estrangeiros. Mas servirão ao Senhor, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhes levantarei.

Não temas, pois, tu, ó meu servo Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, ó Israel; porque eis que te livrarei de terras de longe, e à tua descendência da terra do seu cativeiro; e Jacó voltará, e descansará, e ficará em sossego, e não haverá quem o atemorize. (Jr 30:8-10)

Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre. (Dn 2.44)

Os eventos de Ap. 20 serão posteriores à Segunda Vinda de Cristo. Este Reino terreno literal de 1.000 anos será de Cristo:

E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram.

Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos. E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão. (Ap 20. 4-7)

Durante este período de 1.000 anos, Satanás ficará preso e impedido de enganar as nações: “Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos.

E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois disto importa que seja solto por um pouco de tempo.” (Ap 20.2,3)

Em seguida, João descreve a ressurreição dos mártires da Grande Tribulação que vieram e reinaram com Cristo durante mil anos.

Satanás, que estivera preso durante o Milênio, será solto para incitar, mais uma vez, a rebelião. A derrota desses exércitos rebeldes será instantânea e, posteriormente, Satanás será lançado no lago de fogo e enxofre:

E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.

E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. (Ap 20. 7 – 10)

Um Grande Trono de Julgamento é visto. Ele é o índice de que o Milênio chegou ao fim e a transição para o estado eterno está começando:

“E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles.” (Ap 20.11)

O fim dos atuais céu e terra. Começa o preparo para os novos céus e terra que comporão o estado eterno. Dá-se início a ressurreição e o julgamento do remanescente (injustos mortos de todas as eras que ainda não foram ressuscitados para serem julgados):

E vi os mortos, pequenos e grandes, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. (Ap 20:12,13)

João descreve como serão os novos céus e a nova terra e nos deixa diversas admoestações no que dizem respeito à profecia. Primeiro, é necessário adorar a Deus:

“E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar. E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.” (Ap 22.8,9)

O Senhor deixou a Sua Palavra para que a guardemos e prossigamos adorando na beleza da Sua Santidade. Esta profecia apocalíptica deve ser divulgada: “E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.“ (Ap 22.10) O livro deve estar aberto e disponível ao conhecimento de todos, para que venham ao conhecimento da verdade.

Também deve ser preservada: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém acrescentar a estas coisas, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;

E, se alguém tirar quaisquer das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.” (Ap 22.18,19) Infeliz será aquele que tentar acrescentar informações a este livro.

Cristo Jesus é o Cordeiro que ocupa o lugar central no livro do Apocalipse, Aquele que deve ser reverenciado e adorado:
E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro. (Ap 7:10)

Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; e vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis. (Ap 17:14)

Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. (Ap 19:7)

E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. (Ap 22:1)

E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo- Poderoso, e o Cordeiro. (Ap 21:22)

E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão (Ap 22:3)

A principal mensagem do Apocalipse é a mensagem da Bíblia: exaltar o seu personagem principal, Jesus Cristo, o Salvador do Mundo, que derramou o Seu sangue e virá pela Segunda Vez com o fim de estabelecer Seu Governo, triunfar sobre todos os poderes deste mundo e pôr em ordem todas as coisas, assim como foi desde o princípio.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

1.Prepare a turma para uma possível maratona bíblica sobre os livros do Novo Testamento na próxima aula.

2.Faça uma revisão sobre a ordem dos eventos escatológicos. Escreva os fatos em tiras e peça para os alunos, cada um por sua vez, anexá-los no seu período correspondente.

 

REFERÊNCIAS:

EUQUEROSABERTUDO.COM. O que é ser arrebatado em espírito? Disponível em: https://euquerosabertudo.com/perguntas-1/o-que-e-ser-arrebatado-em- espirito.html. Acesso em 12jun2025.

HARRIS, Hall W. Teologia dos escritos joaninos. In: ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 187 – 268.

SILVA, Osmar José da. Apocalipse. In: Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade. São Paulo: Imprensa da Fé, 2001.

Profª. Amélia Lemos Oliveira

Fonte: https://www.portalebd.org.br/classes/juvenis/11531-licao-12-o-livro-da-revelacao-i

Vídeo: https://youtu.be/1r_hPsgTfIk

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