JUVENIS – LIÇÃO Nº 13- O AMOR GERA FRUTOS
Queridos professores, cá estamos encerrando mais um trimestre, mais um ano obtendo uma vitória de nosso Senhor, na constância de sua obra, servindo-O com gratidão por tudo que tem sido realizado no decorrer do ano. Louvamos ao nosso Deus pelas bênçãos concedidas e pelas lições aprendidas na Sua Palavra.
Vivenciar as lições que falam das concepções do amor de nosso Deus e seus efeitos, em nossa prática cotidiana, foram imprescindíveis para compreender a verdadeira dimensão da experiência cristã.
Esperamos que esta lição seja, de fato, um marco em nossa vida e nos faça mudar completamente de postura no relacionamento com Deus e com o próximo, que possamos avaliar muito bem os nossos sentimentos e procurar dimensionar a razão das nossas reflexões, suas influências em nossos sentimentos, em nossas vontades e ações propriamente ditas.
PENSAR SENTIR QUERER AGIR
Sim, o amor de Deus, derramado em nossos corações, gera frutos, resultados positivos para nós e para os outros. O amor é um dos traços mais evidentes do caráter do Deus, porque Ele é o único Deus que se entrega a favor dos Seus filhos, que desde o princípio, foi ao encontro do homem para conceder-lhe o perdão no Jardim do Éden e dar-lhe uma nova oportunidade de encontrar remissão, anunciando que viria o Salvador, aquele que pisaria na cabeça da serpente.
“ E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” (Ap 13.8)
O plano de salvação para o homem já estava traçado, foi cumprido e muitos já viveram e estão desfrutando das benesses deste plano de salvação.
O Senhor demonstrou que o Seu propósito é que o homem O adore e compartilhe de sua natureza, de seu atributo divino: do AMOR QUE PERDOA, QUE CONCEDE NOVAS OPORTUNIDADES E CONTRIBUI PARA TRANSFORMAR VIDAS.
Um dos fatos mais impressionantes das Escrituras é que assim como o Amor de Deus implica o doar-se a Si mesmo para nos fazer felizes, também nós podemos nos doar e realmente dar alegria ao coração de Deus. Isaías promete ao povo de Deus:
“Como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará teu Deus” (Is 62.5) e diz Sofonias ao povo de Deus: “O Senhor teu Deus está no meio de ti […]
Ele se deleitará em ti com alegria, renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo.” (Sf 3.17) Nossa imitação do amor divino também se revela no amor pelos outros. João deixa isso bem claro: “Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros” (I Jo 4.11)
De fato, nosso amor pelos outros dentro da comunhão pelos crentes é uma imitação de Cristo tão evidente, que por ele o mundo nos reconhecerá como cristãos.”Nisto conhecerão que sois meus discípulos se tiverdes amor uns aos outros” (Jo13.35; cf. 15.13; Rm 13.10; I Co 13.4-7; Hb 10.24).
O próprio Deus nos dá Seu amor, possibilitando assim que nos amemos uns aos outros (Jo 17.27; Rm 5.5). Além do mais, o amor pelos inimigos reflete especialmente, o amor de Deus (Mt 5. 43-48). (Grudem, 2005, p.143-144)
A Palavra do Senhor nos recomenda a satisfazê-lO: “⁴ Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração.” (Sl 37:4) Atos de amor, cercados de bondade, de entrega, de doação, de mente pura, com o único desejo de fazer o bem sem angariar benefícios próprios, redundam em felicidade presente e futura para quem os executa.
Está claro que há muitas barreiras, muitos percalços para fazer o bem pois, neste percurso, temos que vencer o nosso próprio egoísmo, negar a nós mesmos para reafirmarmos o próximo, priorizarmos o outro e ficarmos
por último, atentarmos para o nosso irmão em primeiro lugar é amarmos o próximo como a nós mesmos, é beneficiarmos o próximo como se estivéssemos fazendo o bem a nós mesmos.
Todas as atitudes, dos servos do Senhor, com o fim de beneficiar o próximo são louváveis e caracterizam o fruto do Espírito.
É importante que não nos referimos a frutos mas ao FRUTO, porque todas as outras virtudes são aspectos do FRUTO e são referentes aos relacionamentos humanos . O FRUTO DO ESPÍRITO É O AMOR.
AMOR A DEUS: amor, paz, gozo
AMOR AO PRÓXIMO: benignidade, bondade, fidelidade
AMOR A SI MESMO: mansidão, longanimidade, temperança
Deus é amor e tem demonstrado o caráter mais importante de Si mesmo aos homens desde o início da criação do mundo. Sabemos que o pecado veio desfazer e descaracterizar toda a obra que o Senhor começou a realizar no meio dos homens.
No entanto, o amor divino foi a maior demonstração de que o pecado não é páreo para a força do amor divino que a tudo suplanta.
Nada resiste a este amor, pois foi este amor demonstrado na cruz que aproximou os homens de Deus, os efeitos deste amor vieram purificar nossos pecados e este amor nos restaurou à comunhão com nosso Criador:
“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5:8)
No final de tudo / Deus será louvado / Se abençoado / for teu coração…(Canção do Grupo Logos – Deus será louvado. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=JtzMrrrHbns. Acesso em 20dez2024)
Sim, todos louvarão ao nosso Deus nos céus e terra, como efeito do amor ao Senhor e do amor do Senhor por nós.
“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” (Ap 21:4)
O egoísmo, a vingança, a inveja, a maledicência, a injustiça, o ressentimento etc também findarão. O AMOR de DEUS estará plenamente atuante na vida das pessoas e não mais haverá discórdia ou dissolução de qualquer tipo.
Como vemos em I Coríntios 13, o amor está acima dos dons espirituais. Mesmo que alguém fale a língua dos anjos, que fale línguas estranhas, que profetize e tenha a palavra de Deus em seus lábios, é imprescindível que pratique o dom do amor, que compartilhe os benefícios do amor, da bondade e da benignidade.
Os dons espirituais não podem ser exercidos num ambiente onde não há amor, nem concórdia. Devem ser exercidos num espaço onde se pratica a misericórdia, a compaixão e a alteridade. Para exercer os dons, precisamos nos colocar no lugar do nosso próximo, amando-o como a nós mesmos.
Alguns acreditam que apenas pelo fato de exercitar dons, pregar e profetizar, já estão diferença no Reino de Deus e na Sua Igreja.
No entanto, se esquecem que o Senhor considera as intenções do coração de quem está atuando na obra, a disponibilidade e amor verdadeiro de quem trabalha.
No Tribunal de Cristo, preparado para a Igreja, que se dará logo após ao arrebatamento, muitas obras serão julgadas e se terá a confirmação se elas são de palha, feno (e se queimam, não tem durabilidade, nem consistência) ou se são de ouro, prata e pedras preciosas (que duram):
Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo. (2 Co 5:10)
Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará.
Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo. (I Co 3. 12-15)
O verdadeiro amor, tal como as joias, passa pelo fogo da provação e vai se tornando mais consistente, trazendo beleza aos resultados do que se propõe a realizar.
Todo o conhecimento e toda a ciência também pertencem ao nosso Deus que é onisciente, é o Senhor que detém todo o saber.
No Jardim do Éden, o homem foi movido pelo desejo de conhecer o mundo da mesma forma que Deus e se equivocou completamente, pois a onisciência é um atributo incomunicável e pertence apenas à Trindade Santa.
A sabedoria deste mundo é limitada: “Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face.
Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.” (I Co 13:12). Não adianta o homem convencer-se de seu saber e do posicionamento que ele confere, porque só agradaremos, realmente ao Senhor, se reconhecermos que do Pai Celestial vem toda a sabedoria.
Também não podemos viver /conviver de modo contencioso. É necessário cultivar a mansidão, de modo sábio, no procedimento cotidiano; além disto, a inveja, a amargura e a tendência às facções não podem fazer parte de nossas vidas, porque o crente sábio cultiva o amor e a sabedoria em diversas áreas de sua vida e na forma de tratar as pessoas e os seus sentimentos:
Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras.
Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade.
Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca. Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins.
A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. (Tg 3:13-17)
Crer em Deus é demonstrar por meio de obras, segundo Tiago, irmão do Senhor, que estamos comprometidos com o Senhor de quem vem as nossas condições para realizá-las.
A prática das boas obras sem uma intenção verdadeiramente amorosa, benigna (que deseja o bem do próximo) consiste em atos que não agradam ao Senhor, porque estão restritos apenas à aparência e não são atos verdadeiros, não há sinceridade neles, são feitos com fins interesseiros para agradar a homens.
Mas o verdadeiro fruto do Espírito nos assemelha a Cristo, nos dá condições de imitá-lO, haja vista que o homem interior foi complemente transformado, está com a consciência pura, passou por uma metamorfose contínua. Precisamos andar como Jesus andou. O ato de imitar a Jesus é aprender a agir de modo maturo, de forma gradativa
Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.
Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.
Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. (Hb 10:22-24)
Segundo o seu crescimento é natural. O “fruto” faz parte da “lei da semeadura e da colheita”: “aquilo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).
O nosso interior é como um campo onde estamos semeando diariamente. Aquilo que você semear você irá colher. “Semeie um pensamento, e você colherá uma ação; semeie uma ação, e você colherá um hábito; semeie um hábito e você colherá um caráter; semeie um caráter e você colherá um destino”.
Se você deseja que o Espírito Santo produza o fruto em você, forneça-lhe os meios: oração e leitura bíblica. “A graça nos confere os meios para colhermos abundante safra espiritual”.
Terceiro, a sua maturidade é gradual. Antes de ser um fruto maduro, há etapas que precisam ser cumpridas. Isto demanda tempo: primeiro a flor, depois o embrião e por fim, o fruto (Mc 4.28). O Espírito Santo não tem pressa e um caráter cristão maduro é resultado de uma vida inteira.
(Disponível em: https://ieqbrumado.wordpress.com/visao/o- fruto-do-espirito-santo/. Acesso em 20dez.2025)
Por isto, o fruto do Espírito mostra quem nós somos. Tudo fica evidente em nosso caráter. A pessoa que serve ao Senhor, procura agradá-lO e mesmo que jure com dano seu não muda.
Pode ser que as pessoas se levantem contra este servo de Deus, mas ele não recua, mantem-se firme no seu propósito de fazer a vontade de Deus. É assim que a frutificação espiritual se evidencia e produz resultados visíveis.
Tudo passa nesta vida, as riquezas, a sabedoria humana, os bens materiais, até o dom de línguas e profecia, mas o AMOR prevalecerá nas Mansões Celestiais e na Nova Terra, no Reino Milenial de Cristo. Este é o caminho mais excelente, permaneçamos nele.
SUGESTÃO DE ATIVIDADES:
https://br.pinterest.com/pin/70437490657326/. Vídeo que ensina a fazer um fruto no qual pode-se escrever as diversas faces do fruto do Espírito.
REFERÊNCIAS:
7ª IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR. O Fruto do Espírito
Santo. Disponível em: https://ieqbrumado.wordpress.com/visao/o- fruto-do-espirito-santo/. Acesso em 20dez.2025
GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática: atual e exaustiva. São Paulo: Vida Nova, 2005.
Profª. Amélia Lemos Oliveira
Fonte: https://www.portalebd.org.br/classes/juvenis/12003-licao-13-o-amor-gera-frutos-i
Vídeo: https://youtu.be/VgSq3CQ9148
