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JUVENIS | LIÇÃO Nº 3 – AMAR A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS

Todos nós já estamos cientes de que nosso Deus é a referência de amor que todo homem deveria buscar.

O apóstolo que pregou e explicitou a importância do amor, evidenciou a relevância deste sentimento/comportamento em nossas vivências e relacionamento com o Criador, haja vista que foi esta razão pela qual enviou-nos o Seu Filho como prova de que nos ama.

Somente aqueles que estão dispostos a disponibilizarem as suas vidas em prol da obediência à palavra dele, também conhecem o valor do auto sacrifício e do verdadeiro amor:

Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro.

Amados, amêmo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.

Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: Que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. (1 Jo 4:6-10)

A demonstração do amor divino que se deu lá na cruz do Calvário nos conquistou, nos atraiu para tão infindo amor.

O nosso ser deseja conhecer ao Senhor, manter um relacionamento com Ele. E daí surge a indagação:

Qual a dimensão do ser humano que o atrai para Deus, para servi-lO e adorá-lO? Trata-se da alma e do espírito.

A alma é a essência da vida, a base da vida, a existência. Nela está nossa personalidade, individualidade, sentimentos, vontade, entendimento.

É a “psiquê” (ψυχή), do grego ou “nephesh” (נפש), do hebraico. É a parte do homem interior que o distingue dos demais seres, haja vista que ele é responsável direto pela conservação da vida.

Foi criado à imagem e semelhança de Deus, que lhe soprou, nas narinas, o fôlego de vida, a alma e o espírito.

Assim, o homem recebeu, em si, uma centelha de vida do Criador e obteve as condições e passou a sentir a necessidade de adorá-lO porque, além de alma, também recebeu o espírito, a dimensão da fé, da consciência e da comunhão.

A Ciência tem procurado materializar as sensações, as realizações e os desejos humanos, mas não tem obtido sucesso, porque as tais são resultantes de atos que transcendem a matéria.

O vaso não é mais importante que o oleiro. Deus está no controle de todas as coisas e conhece as motivações de nossos atos, o que é inalcançável pela Ciência.

Segundo as Escrituras, o homem foi dotado de entendimento, porque pensa, possui competência intelectual, foi municiado de linguagem (porque raciocina), percebe o que está à sua volta e assume posições de domínio.

Também foi dotado de sentimentos, revelando o que está no seu interior, sua sensibilidade, emoções, paixões e dores. A sensibilidade nos faz amar, gostar, odiar, aborrecer, chorar, sorrir.

O homem demonstra que tem vontade porque é dotado de livre-arbítrio, decide se quer obedecer a Deus ou não, tem poder de escolha. É responsável pelos seus atos.

Pode exercer a liberdade com responsabilidade. Devemos sacrificar a nossa vontade para fazer a vontade de Deus.

O espírito é distinto da alma e refere-se ao homem interior, sem qualquer relação com a matéria terrena, mas de uma criação que advém

diretamente de Deus. Por meio dele, o homem tem a noção de que existe um Deus que domina sobre os outros e a quem devemos prestar contas, é o canal de relacionamento entre Deus e o homem. É o centro de adoração:

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (Jo 4:23,24).

O homem canta e ora no espírito, pois são atos que envolvem íntima comunhão com o Criador: “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.” (1 Co14:15)

Sendo o espírito a relação espiritual dentro do corpo humano, as funções do espírito dentro do homem é dar a ele direção de Deus para a vida do homem, é o espírito que mostra a vontade de Deus na vida humana, busca orientar a alma para que tome decisões dentro da vontade de Deus.

No Sl 43,5, o salmista mostra o espírito repreendendo a alma: “Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face e Deus meu.” (Sl 43:5)

Do hebraico, “ruach” (ח_ רּו) e do grego “pneuma” (πνεύμα), verificamos que o espírito nos faz perceber a nossa condição de servos diante do Senhor e dependência dEle. Sendo assim esta parte imaterial do ser humano apresenta, em si, as dimensões da fé e da consciência.

Referimo-nos à fé que crê em Jesus como Salvador, que se manifesta nos momentos ímpares nos quais devemos demonstrar que cremos em Deus, que é galardoador daqueles que o buscam, tendo em vista que a Bíblia diz que sem fé é impossível agradar a Deus. (Hb 11.6)

A consciência também é a capacidade de saber o que é certo e o que é errado, é a voz de Deus no interior do homem, dizendo o que deve e o que não deve ser feito.

Assim o homem precisa saber qual é a vontade de Deus, por meio de um tribunal interno. A consciência é esta centelha, fagulha do ser divino no homem que lhe traz a moralidade divina, os valores divinos.

Quando o espírito está em comunhão com Deus, a consciência também estará sensível e obediente à voz do Senhor.

O espírito humano dá ao homem a capacidade de entender a lei divina e discernir a vontade do Senhor em sua existência.

Deste modo, o ato de andar em espírito é andar de acordo com a fé, que lhe foi ministrada pela Palavra de Deus, e da consciência transformada, liberta do pecado, quando o homem passa a ser guiado pelo Espírito Santo, andando de modo agradável a Deus:

“[…] que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte “ (Rm 8:1,2).

 

 

 

A palavra idolatria significa “culto a ídolos”. Essa palavra é uma transliteração do termo grego eidololatria, que é formado por duas palavras: eidolon e latreia.

A primeira palavra, eidolon, significa “imagem” ou “corpo”, no sentido de representação da forma de algo ou alguém, seja imaginário ou real.

Essa palavra deriva do grego eido, que significa “ver”, “perceber com os olhos”, “conhecer” ou “saber a respeito”, sobretudo transmitindo a ideia de “olhar para algo” “saber por ver”.

A segunda palavra é latreia, e significa “serviço sagrado” no sentido de “prestar culto” ou “adorar”. Quando unimos esses conceitos, podemos entender o significado da palavra idolatria.

Assim, a idolatria implica no culto ou adoração a algo ou alguém, tanto material como imaterial, real ou imaginário, que caracteriza a atribuição de honra a falsos deuses, sobretudo pela materialização de tais objetos de adoração em produtos fabricados pelo próprio homem.

Apesar da imagem de escultura ser a principal representação das práticas idólatras, a idolatria vai muito além do que simplesmente adorar imagens.
https://novo.institutodeensinorestaurar.com.br/arquivos/4_terra_de
_abraao.pdf. Acesso em 11out.2025)

No Ant. Test., a idolatria já estava presente na família de Abraão, mas o Senhor o afastou de seus familiares, enviando-o para Canaã:

“Então Josué disse a todo o povo: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Além do rio habitaram antigamente vossos pais, Terá, pai de Abraão e pai de Naor; e serviram a outros deuses.” (Js 24:2).

A caminhada de Abraão pelo deserto foi um ato de fé, pois este homem começou a aprender a caminhar com o Deus que está conosco, que é perfeito e que deseja que vivamos em Sua presença.

Apesar do Senhor manifestar a Sua glória e de revelar-se de diversos modos ao povo israelita, aquela nação deu evasão à sua natureza pecaminosa e envolveu-se diversas vezes em circunstâncias idolátricas, numa delas o povo começou a adorar um bezerro de ouro semelhante aos deuses do Egito.

Quando chegou na Terra Prometida, envolveu-se com os cultos idolátricos de Baal e Astarte, cultos que envolviam orgias e adoração aos elementos da natureza, por causa da fecundação da terra.

E, pior que isto, muitos israelitas, no final do Reinado de Israel e de Judá, ofereceram seus filhos em sacrifício a Moloque, o que se tornou uma completa rejeição ao Senhor.

Um dos motivos da influência na idolatria estava no governo, pois no tempo dos juízes, a administração das questões espirituais era completamente falha e o povo estava vivendo entre os idólatras.

Muitos cananeus não foram expulsos da terra, como o Senhor exigira, e terminaram influenciando os israelitas para o pecado da idolatria:

“Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos.” (Jz 21:25) Eles deveriam fazer o que era reto aos olhos do Senhor.

Nos tempos do juiz Samuel, um avivamento teve início e o povo reiniciou a adoração a Deus:

Então falou Samuel a toda a casa de Israel, dizendo: Se com todo o vosso coração vos converterdes ao Senhor, tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o vosso coração ao Senhor, e servi a ele só, e vos livrará da mão dos filisteus.

Então os filhos de Israel tiraram dentre si aos baalins e aos astarotes, e serviram só ao Senhor. Disse mais Samuel: Congregai a todo o Israel em Mizpá; e orarei por vós ao Senhor. (I Sm 7:3-5)

E edificaram os altos de Baal, que estão no Vale do Filho de Hinom, para fazerem passar seus filhos e suas filhas pelo fogo a Moloque; o que nunca lhes ordenei, nem veio ao meu coração, que fizessem tal abominação, para fazerem pecar a Judá. (Jm 32:35)

Estas atitudes do povo desagradavam imensamente o Senhor, o que dizer de um rei, filho de um adorador, que sempre colocou o Pai Celestial em primeiro lugar no seu reinado e conclamou toda a nação para adorar o Deus verdadeiro? Salomão não tinha o mesmo propósito

de coração de seu pai e, na velhice, quando já estava tomado pela vaidade, foi convencido a adorar outros deuses e cedeu.

Deixou um mau exemplo e causou divisão no reino. Seu filho Roboão apenas deu continuidade, haja vista que foi o pecado de Salomão que trouxe a divisão. A idolatria provocou isto. E tudo começa no homem interior, por isso precisamos ficar atentos….

Em o Novo Testamento, vemos Paulo falando de homens amantes de si mesmos, homens que tudo fizeram para atrapalhar o ministério de nosso Senhor Jesus Cristo, achavam que tinham todo o saber e eram os mais hábeis cumpridores da Lei, os mais santos e desenvoltos para viver nos céus. No entanto, o Mestre os chamou de sepulcros caiados, raça de víboras, hipócritas etc.

A idolatria estava presente na Grécia, onde havia um panteão de deuses, que apresentavam falhas, defeitos humanos, eram irascíveis, ciumentos e egoístas. O perfil destes deuses era plenamente inverso aos atributos do verdadeiro Deus.

O Império Romano, por sua vez, incorporou boa parte da cultura grega, inclusive sua religiosidade, visando apenas a mudança dos nomes daquele grupo de deuses.

Paulo esteve numa cidade idólatra como Éfeso e sua pregação fez muita diferença ali, porque o artífice começou a ter prejuízo e a adoração à deusa Diana, a diminuir. Tal fato veio causar perseguição:

Então o escrivão da cidade, tendo apaziguado a multidão, disse: Homens efésios, qual é o homem que não sabe que a cidade dos efésios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que desceu de Júpiter?

Ora, não podendo isto ser contraditado, convém que vos aplaqueis e nada façais temerariamente; Porque estes homens que aqui trouxestes nem são sacrílegos nem blasfemam da vossa deusa.

Mas, se Demétrio e os artífices que estão com ele têm alguma coisa contra alguém, há audiências e há procônsules; que se acusem uns aos outros; E, se de alguma outra coisa demandais, averiguar-se-á em legítima assembleia.

Na verdade até corremos perigo de que, por hoje, sejamos acusados de sedição, não havendo causa alguma com que possamos justificar este concurso. E, tendo dito isto, despediu a assembleia. (At 19.35-41)

Mas não foi apenas em Éfeso que Paulo confrontou a idolatria. Em Atenas, esteve com os filósofos epicureus e estoicos e lhes mostrou quem era o verdadeiro Deus.

Ele não temia os homens letrados de sua época, pois aquele que verdadeiramente ama ao Senhor expõe-se ao perigo, nem teme em expor as Escrituras diante de seus oponentes:

E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se agitava em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria.

De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam. E alguns dos filósofos epicureus e estoicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este tagarela?

E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição. E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas? (Atos 17:16-19)

Vivemos num período da pós-modernidade, quando um dos pecados mais antigos, ainda é atual e exerce uma temível influência sobre as crianças e a juventude. Se avaliarmos cuidadosamente, veremos que a idolatria estendeu seus tentáculos e se intensifica cada vez mais.

É do conhecimento geral que qualquer objeto, peça ou ideologia, pode se tornar um ídolo para o homem caído no pecado, como por exemplo, um estilo de vida, um emprego, um carro, uma marca comercial, o dinheiro, filosofias humanas (como o naturalismo, o humanismo e o racionalismo), práticas ocultas e espiritualistas, etc.

Para aqueles que se envolveram nos prazeres, procurando satisfação no que é imediato, amando apenas o que está diante dos olhos, a Bíblia diz:

“O que ama os prazeres padecerá necessidade; o que ama o vinho e o azeite nunca enriquecerá.” (Pv 21:17) “Quem ama

o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.” (Mt 10.37)

Quem despreza a Palavra de Deus, nem cultiva a sua fé, age de forma contrária a Abraão. Este servo de Deus deixou os bens materiais, uma cidade próspera e bem desenvolvida como Ur dos Caldeus, separou-se de sua família, para atender um chamado especial da parte do Senhor.

Abraão entendeu, sentiu e moveu-se com a sua vontade para fazer o que era certo: andar na presença daquele que está no comando de todas as coisas.

Salomão colocou suas mulheres acima de Deus e trouxe prejuízos ao futuro reino. Não podemos amar as pessoas em primeiro lugar.

O Senhor e a sua palavra são prioridade na vida de seus filhos. Nem podemos cair na tentação de amar a nossa imagem, nem colocar as nossas prioridades em evidência sem submetê-las à vontade do Senhor, porque precisamos dar-lhe lugar para Ele reger nossas vidas, nossos projetos. Jeremias questionou a Deus, no momento de seu chamado, dizendo que era uma criança.

No entanto, Deus esclareceu- lhe que onde quer que ele fosse mandado, deveria; o que quer que devesse dizer, ele falaria. Em suma, Jeremias, não era senhor de si mesmo.

Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.

Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino.
Mas o Senhor me disse:

Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás. Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor.

E estendeu o Senhor a sua mão, e tocou-me na boca; e disse- me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca;

Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares. (Jm 1:5- 10)

E o que dizer da Lenda de Narciso? A história do jovem que mergulhou no lago e afogou-se porque não resistiu à beleza da sua imagem refletida na água.

Narciso (1597 – 1599), pintado por Caravaggio

É preciso considerar que o amor divino está além do nosso entendimento e suplanta todas as nossas expectativas. O Senhor nos amou primeiro:

“ No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. Nós o amamos porque ele nos amou primeiro.” (1 Jo 4:18,19) Não há o que temer, mas devemos teme-lO, obedecê-lO e fazer a Sua vontade.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

Leitura do texto “Mito de Narciso”, disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/mitologia/estoria-narciso-
eco.htm. Acesso em 11out2025.

Também precisamos orientar nossos jovens sobre a idolatria referente a artistas. Exortá-los a tomar cuidado com as playlists, posts sobre os cantores, atores/atrizes no instagrans, facebooks contendo suas falas, atividades, realizações etc.

Como estamos lidando com a nossa imagem, no que diz respeito às diversas selfies, que nos fazem lembrar o mito de Narciso.

Seria bom perguntar aos alunos, se alguma vez eles substituíram a Deus por algum outro elemento e se aperceberam disto. Veja se eles querem falar a respeito.

REFERÊNCIAS:

INSTITUTO de Ensino Restaurar. Terá, o pai de Abraão. Disponível em: https://novo.institutodeensinorestaurar.com.br/arquivos/4_terra_de_a braao.pdf. Acesso em 11out2025.

 Profª. Amélia Lemos Oliveira

Site: https://www.portalebd.org.br/classes/juvenis/11793-licao-3-amar-a-deus-acima-de-todas-as-coisas-i

Vídeo: https://youtu.be/bCwvw01ON-I

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