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JUVENIS | LIÇÃO Nº 4 – AMOR-PRÓPRIO: AMAR COMO A TI MESMO

Ao iniciar este comentário, fizemos uma pergunta: Amor-próprio e auto-estima querem dizer a mesma coisa?

Partimos para a consulta e encontramos a resposta no site da Academia de Auto-estima que a ela se refere como “à avaliação que fazemos de nós mesmos, muitas vezes baseada em como percebemos nossas habilidades e nosso valor em relação ao mundo ao nosso redor.”

O Amor-Próprio, por sua vez, se trata “da aceitação e apreciação incondicional de si mesmo, independentemente de falhas, fracassos ou percepções externas.” (https://academiadeautoestima.com/sobre- autoestima/diferenca-autoestima-amor-proprio/. Acesso:18out2025)

A partir dos conceitos apresentados, vemos como ambos são fundamentais para se manter uma boa saúde mental. No entanto funcionam de formas distintas e se complementam, pois enquanto a auto-estima processa a avaliação própria, a auto-valorização, envolvendo suas habilidades, qualidades, defeitos e valor pessoal.

O amor-próprio se ocupa da valorização independentemente das características, dos atributos pessoais. A pessoa se ama da forma que é.

A percepção que a pessoa tem de si mesma impacta totalmente o seu cotidiano e o seu senso próprio de valor. É necessário acreditar nas suas competências e aceitar as fraquezas, sentir-se à vontade consigo mesmo.

Esta percepção própria se constrói durante a vida….

Antes de iniciar a escrita, detive-me diante de uma foto do aniversário de um ano do meu filho. Nela, cantávamos parabéns e ele sorria. Fiquei pensando nos sentidos que aquela foto transmite. Já perceberam o quanto é significativo, para a criança, ouvir o “Parabéns pra você!?

A música, em si, traz uma elevada dose de afetividade e, ao mesmo tempo, eleva a auto-estima da pessoa a quem se dirige, da pessoa que recebe os parabéns. É extremamente significativo para a criança na construção da sua personalidade. John Drescher (1999) escreveu uma obra chamada “As sete necessidades da criança, as quais são:

1 – As crianças precisam de um sentido, de um significado. Saber qual a importância da vida delas na vida dos pais e neste mundo. Assim vão desenvolver uma visão positiva de si

2 -As crianças precisam de segurança. A criança deve ter certeza do amor dos pais e tranquilidade, pois sabe que está

3- As crianças precisam de aceitação. A criança deve ser tratada e apreciada como única, ter certeza de que é amada do jeito que é.

4 – As crianças precisam saber que são amadas. A forma como oferecemos amor a nossos filhos afetará profundamente o mododeles relacionarem-se com os  Amar e ser amado produz a sensação de pertencimento, o qual produz a segurança necessária para enfrentar a vida. Seus filhos sabem que são amados?

5- As crianças precisam de  Todos precisamos de calor e ternura, do reconhecimento do outro para se tornar uma pessoa melhor.

6- As crianças precisam de disciplina. Disciplinar a criança exige sabedoria, paciência e persistência. O amor que parte dos pais também envolve correção. Os sentimentos de cordialidade, afeição e amor devem ser temperados com conhecimento, compreensão e auto-controle.

7- As crianças precisam de Deus. Aqueles que vivem mergulhados na Lei do Senhor, são os que compreendem o amor de Deus, vivenciam a misericórdia, o perdão, pois a aceitação e a verdade da Palavra de Deus nas suas vidas só resultarãonum fecundo relacionamento familiar

O excesso de auto-estima torna-se um perigo para a formação de uma ser humano, não podemos obter tudo o que desejamos, nem fazer uso de subterfúgios para se apropriar de bens que desejam.

É o caso de Adonias, filho de Davi, que nunca foi contrariado, achava que podia fazer tudo o que queria, até mesmo tentou tomar o trono de Davi sem autorização.

Como não conseguiu, após a morte do rei, mais uma vez, agiu por conta própria, num ato de pura rebeldia e soberba, ao solicitar que Abisague, a concubina do rei fosse a sua esposa:

E nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim? E era ele também muito formoso de parecer; e Hagite o tivera depois de Absalão. […] ele disse: Peço-te que fales ao rei Salomão (porque ele não te rejeitará) que me dê por mulher a Abisague, a sunamita. E disse Bate-Seba: Bem, eu falarei por ti ao rei.

Assim foi Bate-Seba ao rei Salomão, a falar-lhe por Adonias; e o rei se levantou a encontrar-se com ela, e se inclinou diante dela; então se assentou no seu trono, e fez pôr uma cadeira para a sua mãe, e ela se assentou à sua direita. Então disse ela: Só uma pequena petição te faço; não ma rejeites.

E o rei lhe disse: Pede, minha mãe, porque não ta negarei. E ela disse: Dê-e Abisague, a sunamita, a Adonias, teu irmão, por mulher.

Então respondeu o rei Salomão, e disse a sua mãe: E por que pedes a Abisague, a sunamita, para Adonias?

Pede também para ele o reino (porque é meu irmão maior), para ele, digo, e também para Abiatar, sacerdote, e para Joabe, filho de Zeruia. (I Reis 1.6, 2.17-22)

Uma outra situação, na qual vemos o excesso de auto-estima tornar-se em soberba, é a cena da oração do fariseu e do publicano. O fariseu sentia-se autossuficiente. Atribuía a sua salvação às suas próprias obras, descartando a misericórdia e a graça divinas.

Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.

O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!

Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado. (Lc 18:10-14)

Sendo assim, precisamos atentar para o fato de que os momentos de humilhação, na presença do Senhor, não correspondem à baixa auto- estima, mas ao reconhecimento da majestade divina, do poder do nosso Deus, de nossa dependência dEle, tal como fez o publicano.

A baixa auto-estima é este sentimento de inadequação que apresentamos quando somos comissionados pelo Senhor, pela igreja, ou pelo trabalho e escola para fazer uma tarefa. Nossa autoimagem está afetada. Esquecemo-nos que somos a imagem de Deus e o Senhor nos fortalece, torna os nossos braços destros, prontos para a batalha. Há alguns que dizem nada temer porque são “filhos de rei”, numa

expressão que soa um pouco arrogantemente evangélica. Precisamos nos sentir fracos pra que o Senhor nos fortaleça:

“Porque quando estou fraco, então sou forte!” Nunca podemos ir para a batalha achando que venceremos tudo, mas confiando no Deus que nos dará condições de vencer. É por isto que O servimos e O adoramos.

Vejamos a situação de Gideão que estava oculto dos inimigos, a malhar trigo no lagar para salvar-se dos midianitas e conseguir alimento para sua família.

Ao receber a visita do anjo e saber que o Senhor com Ele estava, Gideão demonstra que isto não mais está acontecendo, porque o povo sofre na mão dos inimigos; quando foi chamado de valoroso, também contestou, porque sua família não tinha posição, nem a devida importância dentre as tribos israelitas.

Diante daquele quadro, Gideão mostrou o quanto estava abatido, a sua autoestima declinara e o seu coração estava amargurado.

Apesar daquelas circunstâncias que contribuíam para a descrença, Gideão resolveu fazer provas com Deus.

O Senhor lhe respondeu, os seus questionamentos foram respondidos e a sua autoestima cresceu a tal ponto que se tornou herói, um referencial, vencedor dos inimigos de Israel.

Então o anjo do Senhor veio, e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas. Então o anjo do Senhor lhe apareceu, e lhe disse: O Senhor é contigo, homem valoroso.

Mas Gideão lhe respondeu: Ai, Senhor meu, se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém agora o Senhor nos desamparou, e nos deu nas mãos dos midianitas.

Então o Senhor olhou para ele, e disse: Vai nesta tua força, e livrarás a Israel das mãos dos midianitas; porventura não te enviei eu? E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai. (Jz 6:11-15)

Jeremias também sentiu-se inadequado quando o Senhor lhe falou que deveria ser uma atalaia e falar aos filhos de Judá. Mas o Senhor disse-lhe que não deveria temer, porque ele iria onde fosse ordenado e diria o que o Senhor quisesse falar.

Quando lemos a história de Jeremias, conhecemos um profeta sensível, é verdade, que não deixou de ser um homem intrépido, corajoso, que não temeu os seus inimigos, não temeu o que as pessoas pensariam ou o que fariam dele após as suas profecias.

O Senhor recompensou-o grandemente por tudo isto. Estas palavras nos animam e nos encorajam a executar o que o Senhor nos comissionou para fazer.

Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino.

Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás. Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor.

E estendeu o Senhor a sua mão, e tocou-me na boca; e disse- me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca; Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares. (Jr 1.5- 10)

Enquanto estivermos olhando as nossas imperfeições, ficaremos sofrendo por causa da baixa autoestima. Precisamos entregá-las a Cristo, porque é o poder de Deus que se aperfeiçoa em nós e dá-nos condições de vencer o Maligno que, em diversas circunstâncias, procura nos atacar dizendo que somos incapazes de realizar algo. Se parássemos para refletir no cuidado de Deus por nós e como Ele tão minuciosamente nos planejou, estabelecendo projetos maravilhosos para  nossas  vidas,  não  nos  permitiríamos  a  autocomiseração  (vitimização) e partiríamos para a luta, dando adeus aos pensamentos negativos e depositando a nossa confiança em Deus: “Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena. “ (Pv 24.10) “ Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.” (Fp 4.13)

Apresentar-se forte para as batalhas do cotidiano é demonstrar visivelmente que está bem. Isto é confirmado pelo cuidado de si, pelo autocuidado.

Uma das formas de mostrarmos que nossa autoestima vai bem, obrigado, é validá-la pela nossa aparência pessoal.

Precisamos cuidar de nosso vestuário, de nosso físico, de nossa saúde. A aquisição de bons hábitos comprova que estamos ocupados conosco e pensando em nosso bem-estar.

Cientes de que nosso corpo é templo do Espírito Santo, é nossa responsabilidade zelar por esta magnífica criação divina, preservando-a saudável e zelando pela felicidade de seu possuidor.

Daí a necessidade da prática de exercícios físicos, fortalecimento da musculatura, uma alimentação saudável, noites de sono bem dormidas, checks-ups periódicos para verificar como está a saúde etc.

A saúde emocional deve estar sob nossa vigilância. Por isto, precisamos cultivar boas amizades, frequentar uma boa igreja, manter um bom relacionamento com os pais, praticar a sua fé em Deus etc.

Utilizar mal o tempo disponível para as atividades disponíveis só traz prejuízos para a vida emocional, haja vista que tais situações geram ansiedade que, consequentemente, afetam a autoestima, pois as pessoas sentem-se incapazes de realizar as propostas apresentadas.

Sendo assim, antes de qualquer sugestão, o jovem precisa avaliar suas condições de realizá-las. Minha mãe sempre me dizia, de modo bem informal:

“Não se pode abarcar o mundo com as mãos.” Às vezes, ele sente-se poderoso, vigoroso, com muita força física, achando que é capaz de dar conta de tudo que vier às mãos. No entanto, sabemos que não é assim.

Quando não dá certo, a frustração vem com toda a força e ele fica prostrado, com a autoestima baixa. Dessa forma, nossos jovens precisam ser educados a ponderar, a avaliar suas possibilidades. Não seremos pessoas melhores se fizermos mais atividades. Seremos pessoas melhores por andarmos na presença de Deus e cumprirmos, com diligência, nossos compromissos, sem nos desgastarmos emocionalmente.

Servir a Deus é a melhor forma de preencher o vazio interior.

Quando estamos buscando ao Senhor e obedecendo aos Seus mandamentos, estabelecemos, com o

Altíssimo, um compromisso e o nosso ser revela uma nova pessoa confiante, porque agora tem fé, sua transformação é visível, está feliz em seguir a Jesus e sente-se mais que vencedor. Estas sensações lhe trazem paz e esperança, pois tem a certeza de que irá viver nas mansões celestiais.

Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer. 

Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. (Jo 15:14-16)

Para os jovens e crentes em geral sentirem-se bem consigo mesmos, é necessário terem a convicção de que foram escolhidos pelo Senhor para produzir fruto, executar boas obras e fazer diferença no Reino de Deus. Tais motivos lhes dão a certeza que devem prosseguirem e sentem-se úteis naquilo que estão executando, haja vista que descobriram qual foi o propósito de suas vidas.

Como descobrir o propósito? A oração sempre traz respostas.

Vejamos o caso de Gideão e Jeremias. Enfrentaram a baixa autoestima e depois os inimigos. Entretanto, descobriram o propósito de Deus para suas vidas e se superaram. Isto aconteceu com muitas pessoas que se lamentaram diante de Deus, apresentando os seus limites. Lembremo-os: é o Senhor quem nos fortalece, é com Ele que estamos comprometidos.

Ester também esteve diante de um dilema: como revelaria sua identidade diante do Rei da Pérsia? Seu primo Mardoqueu lhe encorajou dizendo:

“Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?” (Et 4.14) Mardoqueu mostrou-he exatamente o propósito de sua estadia como rainha no Reino da Pérsia, que era dar socorro aos judeus.

Ou seja, a vida de Ester tinha um propósito e terminara de ser descoberto. Como ela traria este socorro? Está claro que ela contou com a ajuda divina. Ela também temeu, mas não retrocedeu e revestiu-se da coragem que o Senhor nos dá.

Que Deus nos conceda amor-próprio, independentemente das circunstâncias, tenhamos motivos para valorizar tudo o que Ele nos deu e viu em nós e que possamos verificar as razões pelas quais devemos nos amar, tendo em vista que fomos criados para amá-lO, adorá-lO e refletir a beleza divina aqui na Terra. Aquele que aprendeu a se amar, está pronto para ajudar ao seu povo, ao se próximo….

SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

 Queridos professores, este assunto desperta bastante a atençãodos alunos e cremos que eles farão diversas perguntas sobre as formas de melhorar a autoestima. Deixo aqui a sugestão do site https://www.cnnbrasil.com.br/saude/autoestima-alta/. Que apresenta várias propostas que você pode fazer à turma no final da aula.

  • Fichas no celular, no slide ou cartões com atividades que contribuem para aumentar ou baixar a autoestima e solicitar para os alunos agruparem no quadro ou escrevendo no caderno. O professor decide como fazer.
  • https://www.youtube.com/watch?v=dBjmfu6XYn4. GABRIELA ROCHA- O MOVER DO ESPÍRITO (QUERO QUE VALORIZE)

(CLIPE OFICIAL). Apontamos o clipe da Gabriela Rocha que canta a música de Armando Filho. (Já que a Gabriela Rocha é da geração da nossa turma). Esta canção diz tudo. Precisa ser entoada na aula deste dia!

REFERÊNCIAS:

 ACADEMIA DE AUTO-ESTIMA. Diferença entre Autoestima e Amor Próprio. https://academiadeautoestima.com/sobre- autoestima/diferenca-autoestima-amor-proprio/. Acesso:18out2025.

CNN Brasil. Entenda o que é ter autoestima alta e baixa e saiba como melhorar a sua. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/autoestima-alta/. Acesso: 18out2025.

DRESCHER, John, M. Sete necessidades básicas da criança. Trad. Neyd Siqueira. 12. ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Profª. Amélia Lemos Oliveira

Fonte: https://www.portalebd.org.br/classes/juvenis/11811-licao-4-amor-proprio-amar-como-a-ti-mesmo-i

Vídeo: https://youtu.be/wN-0JarMHT8

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