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JUVENIS – LIÇÃO Nº 7 – A IGREJA E O EVANGELISMO

É interessante observarmos que não há versículos com a palavra “evangelismo” nas Escrituras, no entanto o Senhor deixou-nos a ordem expressa para evangelizarmos, divulgando as boas novas de salvação a quem crer ou não crer.

Devemos falar de Cristo, em quaisquer circunstâncias: “Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes.” (Ez 2:7).

A palavra “evangelho” (ευαγγελιον, euangelion), literalmente, incluiu totalmente a mensagem cristã, em todas as suas formas escritas e prega o que Deus fez para o mundo através do Seu Filho Jesus de Nazaré. O euangelion tornou-se ligado a vários anúncios vitória ou sucesso.

Anunciar um evangelho é fazer o anúncio público de que alguém tinha vencido uma batalha ou tinha conseguido o que esperava alcançar. Este significado é encontrado em duas passagens muito importantes nas quais a igreja tinha uma parceria com o Senhor Jesus.

Quão formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, do que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, do que diz a Sião: O teu Deus reina! (Is 52:7)

E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. (Rm 10:15)

E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto. (Ef 2:17) E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; (Ef 6:15)

Estamos enfrentando uma realidade na qual muitos ousam pregar um falso evangelho, uma mensagem de caráter genérico, que não condiz com as Sagradas Escrituras e, por isto, a nossa responsabilidade, enquanto verdadeiros cristãos, é atender ao chamado de nosso Senhor: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres.

Enviou-me a curar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.” (Lc 4.18,19)

O Senhor Jesus era dotado de autoridade espiritual (como homem) para realizar todas as obras que efetuou e, no início de seu ministério evangelístico, a pregação de “Jesus para a Galileia, pregando o evangelho do reino de Deus, se resumia em: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho.” (Mc 1.14,15)

Não podemos perder tempo, pregando um evangelho que não salva, que está abrindo as portas para o pecado, suavizando as consequências dos males, das transgressões que separam o homem de Deus, usando como desculpa que nosso Deus é amoroso e que temos que amar o pecador.

A Igreja deve ser acolhedora, a Igreja Primitiva sempre o foi, mas não tolerou o pecado, apenas integrou o pecador, dando-lhe a opção para que se arrependesse dos seus pecados. Este é o evangelho que salva, que dá, ao pecador, a opção de ser uma nova criatura e ter acesso a Deus por meio de Jesus Cristo.

Observa-se que o Reino de Deus foi o tema inicial da pregação de Cristo e, também, da pregação e ensino de Paulo: “E agora, eis que eu sei, que todos vós, por quem passei pregando o reino de Deus, não vereis mais o meu rosto. […] Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.”

(At 20.25,27) que é a palavra da verdade: “Por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho” (Cl 1.5), que nos selou para a salvação, indicando que somos do Senhor, pertencemos a Ele:

“Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; “ (Ef 1.13)

Aquele que foi chamado para a pregação é um privilegiado e Paulo tinha certeza disto, haja vista que as boas-novas do Evangelho contribuem para a plena transformação das vidas dos que as ouvem: “A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo.“ (Ef 3:8) Deus promete

riquezas insondáveis a Seus filhos, mas não falha em Suas promessas, cujas palavras nelas enunciadas nunca caem por terra, todas se cumprem:

“E nós vos anunciamos que a promessa que foi feita aos pais, Deus a cumpriu a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus;” (At 13.32)

Cremos no Evangelho de Cristo, porque é verdadeiro, é fiel, não falha em suas promessas e esta é a razão de nele termos esperança, pois sabemos no que está baseada a nossa fé: “Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.“ (Cl 1.23).

Quando a nossa fé tem fundamento e podemos ter esperança, não há razão para afligirmo-nos, termos ansiedades, inseguranças, mas há inúmeros motivos para que a paz inunde o nosso ser: “E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; “ (Ef 6.15) Nossa conduta nunca mais será a mesma, porque seremos/somos guiados pelo evangelho de Cristo, a nossa paz.

Em total acordo com sua origem, missão e objetivo, Jesus nunca deixou de pregar essa mensagem, que mostra não somente o plano amoroso de Deus para a humanidade, o que também revela a natureza, a mensagem, o propósito e o alcance da obra de evangelismo que visou todos os propósitos acima elencados.

Cristo, o Ungido de Deus, é o nosso maior exemplo de evangelista e, o próprio Jesus estava sob a direção do Espírito Santo em Seu ministério. Tendo sido levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo Diabo.

“No poder do Espírito, regressou para a Galileia e ensinava nas sinagogas. Desde o começo, Ele indica o manancial de Sua missão. “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres.” (Lc 4.14,18) Segue, então, que toda obra de proclamação do Evangelho está sob a imediata direção do Espírito Santo. (THOMAS, 2000, p.121)
A Bíblia, em Sua totalidade designa apenas uma intenção de Deus: salvar a Humanidade. (George F. Vicedom)

O Espírito Santo, por Sua vez, opera em via de duas mãos:

1.Naqueles que encontram-se mortos espirituais e ouvem a mensagem do Evangelho, para obter consciência de seu estado espiritual e reconhecer a necessidade de um Salvador.

2.Usando aqueles que pregam o Evangelho, conduzindo-os à pregação fiel, além de uma consciência tranquila de que os resultados apenas vêm dEle.

A autêntica pregação do evangelho traz vida em abundância (Jo 10.10). Satanás veio para roubar nossa paz, nos separar de Deus, convencer-nos a viver no pecado, mas Cristo comissionou a Sua Igreja com o fim de juntar-se a Ele no combate ao Reino das Trevas e arrebatar as vidas das mãos do Maligno. Antes, estávamos mortos em nossos delitos e pecados, mas em Cristo temos vida eterna.

As Seis Grandes Motivações do Vencedor de Almas:

1.Agradar a Deus: “Pois que muito desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes.” (II Co 5:9)

2.Receber recompensas futuras: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” (II Co 5.10)

Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.

Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo. (I Co 3:11-15)

3.Aqueles que conduzem uma alma a Cristo, livram a sua alma do inferno. Esta é uma excelente motivação para o ganhador de almas.

4.O amor de Cristo nos motiva a ganhar almas para Cristo, amor que se traduz em compaixão pelo próximo e amor ao Senhor: “Porque, se enlouquecemos, é para Deus; e, se conservamos o juízo, é para vós.

Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando-nos assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram.” (II Co 5:13,14)

5.Verá muitas almas transformadas por Cristo Jesus: “Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (II Co 5:16,17)

6.O servo do Senhor foi chamado para o exercício do ministério da reconciliação: “E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; “ (II Co 5:18)
O Evangelho é a boa notícia que a Igreja deve transmitir a todos os povos.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

1.Vídeo de ELISEU RODRIGUES. Deus não te dará as almas pelas quais você não CHORA … Disponível em: https://www.instagram.com/reels/DMtIN3myikd/. Acesso em 06fev2026.

2.Atividade de evangelismo com os jovens. Orientação sobre a entrega dos folhetos e abordagem das pessoas.

REFERÊNCIAS:

AS SEIS GRANDES MOTIVAÇÕES do ganhador de almas. Disponível em: https://www.lwf.org/articles/the-soul-winners-six-mighty-motivations.
Acesso em 06fev2026.

EVANGELHO. In: TAYLOR, S. Richard. Dicionário – Teológico Beacon. Trad. Eduardo Aparicio, José Pacheco e Christian Sarmiento. Kansas City, Missouri: Casa Nazarena Publicações, 1984, p. 332-333. E-Book. Disponível em: https://yausha.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Dicionario-Teologico- Beacon.pdf. Acesso em 06fev2026.

 Profª. Amélia Lemos Oliveira

Fonte: https://www.portalebd.org.br/classes/juvenis/12131-licao-7-a-igreja-e-o-evangelismo-i

Vídeo: https://youtu.be/9_7aKnobiXc

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