JUVENIS – LIÇÃO Nº 8 – A IGREJA E A PRÁTICA DE MISSÕES
Neste comentário, procuraremos responder às seguintes perguntas:
Quem é o responsável pela obra de missões na Igreja?
O que significa colocar missões em prática?
Qual é a verdadeira função da função da Igreja?
A Igreja é posterior às missões ou se originou antes que elas surgissem?
De acordo com Andrade (1999, p.215), o vocábulo “missão” vem do latim missio, e se refere à “transmissão consciente e planejada das Boas-novas de Cristo além das fronteiras nacionais e culturais.”
A Missiologia, segundo este autor, missio, missão + logia, estudo sistemático, diz respeito à “Ciência que tem por objetivo o estudo do cumprimento da Grande Comissão que o Senhor Jesus entregou à Sua Igreja. A missiologia dedica-se, principalmente, ao caráter transcultural da tarefa evangelizadora.”
Partindo dos conceitos acima, vemos que o principal propósito da Missão é divulgar as Boas-novas de salvação em Cristo a todas as partes do Planeta Terra e esta incumbência é da Igreja. Sendo assim, gostaríamos de compartilhar como as Escrituras mencionam a responsabilidade dos santos e os orientam na transmissão desta mensagem.
O povo de Deus precisa compreender os seus propósitos para o mundo perdido e destituído de salvação, haja vista que, desde o Éden, Ele prometeu a salvação, deixando claro que o Cordeiro já estava preparado para o sacrifício.
Foi esta demonstração que Ele deu a Abraão quando o patriarca viu “o carneiro detrás dele, travado pelos seus chifres, num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho.” (Gn 22.13) Esta foi a visão daquele que viria entregar a vida em nosso lugar.
Abraão viu a nossa salvação. Da sua descendência o Senhor levantou uma nação que “se tornou a Sua propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é do Senhor. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo.” (Ex 19:5,6)
Era o propósito divino que, por meio da nação israelita, Deus se tornasse conhecido dentre os povos e a veia missionária se instalasse já nesta nação que era do Senhor, eleita do Senhor para exaltar Seu nome entre as nações.
Durante a jornada no deserto, muitas maravilhas foram operadas e grande temor se apoderou das nações vizinhas. Só o fato de contemplarem os milagres realizados no meio do povo, já havia divulgação do nome do Deus de Israel e foi assim que o temor sobreveio sobre algumas nações, tais como os jericoítas e os moabitas, a ponto de Balaque contratar Balaão para amaldiçoar os israelitas, porque temia o Deus dos israelitas:
Este enviou mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Petor, que está junto ao rio, na terra dos filhos do seu povo, a chamá-lo, dizendo: Eis que um povo saiu do Egito; eis que cobre a face da terra, e está parado defronte de mim.
Vem, pois, agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois mais poderoso é do que eu; talvez o poderei ferir e lançar fora da terra; porque eu sei que, a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado. […]
Eis que recebi mandado de abençoar; pois ele tem abençoado, e eu não o posso revogar. (Nm 22.5,6; 23.20)
Disse aos homens: Bem sei que o Senhor vos deu esta terra e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desfalecidos diante de vós.
Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do Mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito, e o que fizestes aos dois reis dos amorreus, a Siom e a Ogue, que estavam além do Jordão, os quais destruístes.
O que ouvindo, desfaleceu o nosso coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor vosso Deus é Deus em cima nos céus e embaixo na terra.
Agora, pois, jurai-me, vos peço, pelo Senhor, que, como usei de misericórdia convosco, vós também usareis de misericórdia para com a casa de meu pai, e dai-me um sinal seguro. (Js 2:9-12)
São exemplos de que Israel havia se tornado um referencial para outras nações, mas, no primeiro exemplo, caiu em tentação, envolvendo-se no pecado da luxúria, o que implicou em mortes de, em torno de 24.000, israelitas neste incidente, com as mulheres moabitas (veja Nm 25.9). O que se iniciou com um
bom testemunho, terminou como se fosse uma praga, um desserviço à divulgação do nome poderoso do Senhor. Aprendemos, com isto, que nossa pregação deve ser acompanhada de bom testemunho, de compromisso com a Palavra de Deus. Precisamos viver o que pregamos!
Champlim (2001, p.304) afirma que o Antigo Testamento se caracteriza como um período de “missões pátrias”, pois uma nação tinha um deus como seu baluarte, seu porto seguro; no caso de Israel, tratava-se do Deus verdadeiro que suplantava os deuses de todas as outras nações.
A mensagem divina foi melhor propagada no período dos profetas, os porta-vozes do Senhor. No entanto, vemos que a maioria das conversões ocorria quando um estrangeiro se associava aos israelitas, aderindo à religião, tais como Raabe, Rute e outros mais.
Além disto, as Escrituras registram a comissão de Jonas para uma atividade missionária à cidade de Nínive, a capital da Assíria.
O profeta assiste uma operação inusitada da parte do Altíssimo e não compreende ainda o que é um plano de salvação, ele ainda não compreendia a dimensão do amor divino:
“E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que estão mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda e, também, muitos animais?” (Jn 4:11)
A mensagem do Evangelho é universal, a todos os homens, sem discriminação de cor, sexo, raça, opção sexual, situação imoral, porque o “sangue de Jesus purifica de TODO PECADO” (I Jo 1.7)
O missionário precisa, ao reverso de Jonas, despir-se de todos os preconceitos para pregar este evangelho, pois foi assim que nosso Senhor Jesus atuou, avaliar suas atitudes no cumprimento da comissão porque somos cooperadores de Deus na Sua obra (I Co 3.9) e Cristo nos deu autoridade para proclamar a palavra remidora que restaura o perdido. Daí se conclui que esta tarefa não é de caráter humano, mas divino.
É o Senhor quem está no comando, o que explica a insubmissão de Jonas ao questionar e ficar irado com os resultados da pregação (Jn4.1-3).
Quando Jesus Cristo veio, ao contrário de Jonas, seu maior objetivo foi trabalhar na direção de alcançar e salvar os perdidos, demonstrando – dentre outras coisas –o caráter da verdadeira Missão que a Igreja possui que é o de abnegar-se em favor do outro: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lc 19.10)
Antes de retornar aos céus, Ele prometeu o Espírito Santo, Aquele que motiva, prepara e mantém a Igreja não somente envolvida com a Missão, mas a conduz para cumpri-la corretamente, isto é, com fidelidade ao padrão estabelecido nas Escrituras:
“ Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.” (At 1.8). Para obedecermos a este ide missionário, precisamos seguir as pisadas do nosso Mestre.
Jesus é o maior e principal modelo missionário em todos os aspectos, tais como: motivação, métodos, mensagem e objetivos.
A mensagem que pregou faz referências à Sua missão. Uma mensagem referente ao Reino de Deus, que possui íntima relação com a mensagem evangelistica: “E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho.” (Mc 1:15)
Em toda a Bíblia, vemos a Trindade envolvida na obra missionária. Deus (o Pai), foi o primeiro missionário quando pregou o Evangelho a Adão, logo que pecou no jardim; Jesus Cristo (o filho), cumpriu de forma perfeita o papel do missionário enviado; e o Espírito Santo é quem atualiza e executa a obra missionária nos dias atuais.
Deus está envolvido com Missões de tal forma se vê no envolvimento do Pai Celestial que providencia a Redenção, enquanto o Filho busca e encontra o perdido, contando com o auxílio do Espírito Santo Missio Dei é uma expressão latina bem conhecida, usada por teólogos e praticantes da Igreja para se referir à missão de Deus no mundo. Significa literalmente “a missão de Deus” e se refere ao “envio” de Deus e de Seu coração missionário para o mundo. A missão surge do próprio coração de Deus e é comunicada do Seu coração para o nosso.
Nossa responsabilidade é com a obra missionária e com o Deus das missões. Falhar com a missão, é falhar com Deus. Deus possui uma Missão e a mesma consiste em revelar o Seu caráter e em um aspecto mais restrito, visa salvar a Humanidade por meio de Jesus Cristo. A Missão, atribuída à Igreja, pertence a Deus que, por Sua graça, confia aos
Seus discípulos esta responsabilidade. Jesus revelou Sua verdadeira Missão aqui na Terra. No momento que foi batizado por João Batista, Sua missão foi atestada pela manifestação da Trindade de uma só vez em só lugar.
Os crentes precisam se envolver com a obra missionária, para que aprendam os princípios, os métodos e os objetivos divinos no exercício desta atividade. Quem foi o primeiro a ter pregado a mensagem de esperança na história da humanidade?
Em toda a Bíblia, encontramos Sua ação em favor de alcançar povos de todas as nações. Isso fica evidenciado ao chamar e usar os patriarcas, os profetas, os salmistas, os discípulos e a Igreja em todos os tempos da história.
Horton (2014, p.29)) declara que não são “apenas alguns versículos importantes para justificar missões.
Na verdade, a Bíblia toda fala a respeito da missão de Deus, o envio de Seu Filho, depois o envio do Seu Espírito, o envio do Seu povo ao mundo como seus discípulos.”
Desde a sua origem, a comissão para a pregação do Evangelho trouxe resultados para a missão; o próprio Deus demonstra Seu envolvimento com Missões, pois ofereceu o melhor que tinha, com o fim de salvar o perdido.
Em total acordo com sua origem, missão e objetivo, Jesus nunca deixou de pregar essa mensagem, que mostra não somente o plano amoroso de Deus para a humanidade, o que também revela a natureza, a mensagem, o propósito e o alcance da obra missionária.
O Reino de Deus, que é mensagem central da pregação do Evangelho, atua nos aspectos individual, nacional, racial, cósmico. Ele é espiritual, moral, social. Ele é terreno e celestial. O Reino do Senhor é de caráter eterno, não se limita à humanidade e aos belos discursos humanos. Ele faz parte de toda história humana.
Atua no presente e ainda na eternidade. O Reino de Deus é de abrangência total. Sua mensagem deve seguir o padrão seguido por Jesus. Sua pregação afetava positivamente todas as áreas da vida dos seus ouvintes. A Igreja também deve fazer assim: proclamar o domínio amoroso e Redentor do Senhor Jesus, juntamente com a ação do Espírito Santo.
Sendo assim, a mensagem que orienta a obra missionária deve ser feita sob o domínio do Espírito Santo, porque Ele é o único responsável e capaz de convencer o homem quando ouve o Evangelho, quem o compartilha deve estar em sua total dependência.
Até mesmo o próprio Jesus estava sob a direção do Espírito Santo em Seu ministério. Tendo sido levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo Diabo. “No poder do Espírito, regressou para a Galileia e ensinava nas sinagogas. Desde o começo, Ele indica o manancial de Sua missão.
“O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres.” (Lc 4.14,18). Na casa de Cornélio, Pedro também confirmou: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.” (At 10.38)
ANTIGO TESTAMENTO NOVO TESTAMENTO
DEUS –primeiro missionário JESUS – primeiro missionário
ABRAÃO- escolhido por Deus para o desenvolvimento de seu
projeto. DISCÍPULOS – escolhidos para o desenvolvimento de sua missão.
ISRAEL – escolhido para tornar Deus conhecido. IGREJA – fundada em Cristo com o propósito de dar continuidade
ao seu ministério.
As nações deveriam ir à Israel. A Igreja recebe a grande comissão de ir às nações.
A mensagem do Evangelho é para todos os que se encontram mortos espiritualmente e precisam conscientizar-se de seu estado, reconhecendo que precisam nascer de novo.
Aqueles que pregam devem estar preparados para conduzir o pecador a esta conscientização de que somente Cristo pode realizar esta mudança, haja vista que a única intenção da Bíblia é salvar o homem de seus pecados apresentando-nos o Salvador desde o livro de Gênesis.
Em Lc 10. 1-20, Jesus comissiona setenta discípulos para uma missão específica de pregação do evangelho. Aquela grande comissão, com fins missionários, trouxe grande satisfação, pois os discípulos descobriram que podiam fazer as mesmas obras que Cristo, que o mesmo Espírito que dava autoridade espiritual ao Mestre também atuou em suas vidas, concedendo-lhes poder para curar, expulsar os demônios, proclamar as boas-novas do Reino de Deus:
“E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam.” (Lc 10:17) O Senhor Jesus lhes enviara e concedera autoridade espiritual para realizar grandes obras em nome do Filho de Deus e, assim aconteceu, quando Ele morreu e ressuscitou, estando próximo a retornar aos céus. Precisava deixar os seus representantes aqui na Terra, prosseguindo a obra que iniciara.
Por isto a Grande Comissão é tão significativa e representa, tão bem, o trabalho que ainda é realizado pela Igreja Cristã: “Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.” (Atos 1:8)
Os salvos, da Igreja Primitiva, sofreram todo tipo de perseguição e, por onde passavam, iam ganhando almas para Cristo. O grande missionário do Novo Testamento, o apóstolo Paulo se dirige aos crentes de Colossos dizendo:
“Que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade;” (Cl 1:6)
Isto prova que diversas partes do mundo da época estavam recebendo a mensagem salvadora, apesar das perseguições romanas e de judeus contrários ao Cristianismo.
O avanço da Igreja Cristã foi além das fronteiras do Império Romano, tendo que enfrentar, posteriormente, o Islamismo. No entanto, o curioso é que “Pois, visto que na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” (1 Co 1:21)
Cristo declarou de Si mesmo “sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;” (Mt 16:18)
Apesar de ter enfrentado tantos inimigos, a Igreja não tem retrocedido porque o Seu alicerce é Cristo, é Ele quem envia os missionários e lhes concede autoridade espiritual para propagar as boas-novas. Dentre tantos obstáculos, o maior deles, segundo Champlim (2001, p.305) é o comunismo, o qual “tem fechado países inteiros
para as missões estrangeiras e, paralelamente, tem destruído a Igreja organizada que existia dentro das fronteiras desses países.”
Os discípulos que estiveram com Cristo aprenderam que o alcance do Evangelho era ilimitado, em nível de países e nações, pois o Mestre já os orientara quanto a isto:
E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E destas coisas sois vós testemunhas. E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. (Lc 24:47-49)
E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo. Amém (Mt 28:18-20)
Os discípulos tinham consciência de que não estavam sozinhos, de que o poder e a unção do Espírito Santo estariam sobre eles, que esta Palavra deveria ser ensinada a todos os povos cuja pregação possibilitasse o alcance e, para nós, também o Senhor reafirma estas promessas que atravessaram os séculos, nos alcançaram e nos dão a certeza da presença da Trindade nos orientando na trajetória da missão. Orientação que foi transmitida no envio de Barnabé e Paulo para sua primeira viagem missionária:
“E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.” (Atos 13:2)
Sem a direção do Espírito Santo, não podemos ir a lugar algum, porque somente Ele nos dará condições para enfrentar os perigos, as dificuldades, as carências que qualificam o trabalho missionário. Daí a necessidade da chamada e autêntica vocação.
Estamos vivendo o período no qual o amor de muitos está se esfriando, principalmente o amor pelas almas, no entanto o apóstolo Paulo recomenda os crentes acerca disto. Além disto, o Senhor Jesus já destacava a amplitude da seara e o número reduzido de ceifeiros:
Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. (Rm 10:14,15)
Então, disse aos seus discípulos: A ceifa é realmente grande, mas poucos os obreiros. Rogai, pois, ao Senhor da ceifa, que mande obreiros para a sua colheita. (Mt 9:37,38)
Como está nossa disposição para contribuir com a obra missionária?
Há servos (as) de Deus dispostos (as) em tornar-se missionários (as) ?
Temos apresentado nossas orações, a Deus, a favor da obra missionária e dos missionários?
Não podemos nos esquecer que a perseguição religiosa ainda prossegue em muitos países muçulmanos e comunistas.
Muitos servos de Deus têm sofrido as piores agruras por amor ao Evangelho. Temos orado pela Igreja Perseguida que prega o Evangelho mesmo em meio à perseguição?
Nossa igreja dispõe de concessão de ofertas para auxiliar no sustento de missionários?
Precisamos nos lembrar que o surgimento da Igreja Assembleia de Deus é fruto do trabalho missionário de Gunnar Vingren e Daniel Berg.
Passo a Passo para se transformar em um Missionário
Sentir-se chamado para ser um missionário é apenas o começo da jornada. Para transformar esse chamado em ação, é necessário seguir alguns passos importantes. Aqui está um guia para ajudar você a se tornar um missionário evangélico:
1.Oração e Discernimento: Busque a direção de Deus por meio da oração e do estudo bíblico.
2.Conversa com Líderes Espirituais: Dialogue com pastores e líderes da sua igreja para orientação e apoio.
3.Participação em Ministérios Locais: Envolva-se em atividades missionárias na sua igreja local para ganhar experiência.
4.Educação Teológica e Missionária: Inscreva-se em um curso de formação missionária para adquirir o conhecimento e as habilidades necessárias.
5.Levantamento de Sustento: Aprenda sobre como levantar apoio financeiro e espiritual para sua missão.
6.Parceria com Organizações Missionárias: Conecte-se com organizações missionárias para obter suporte e orientação.
7.Preparação Cultural e Linguística: Estude a cultura e o idioma do local onde pretende servir.
8.Comissionamento pela Igreja: Receba a bênção e o envio oficial da sua igreja local.
9.Partida e Início do Ministério: Vá ao campo missionário e comece seu trabalho, sempre mantendo contato com sua base de apoio.
https://missaolivres.org.br/passo-a-passo-para-se-transformar-em-um-missionario/. Acesso em 14 fev.2026.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES:
Se você, professor, for um amante do tema de Missões, sugerimos uma bibliografia de materiais que edificam a nossa fé, fortalecendo-nos espiritualmente, aguçando o nosso olhar para o trabalho missionário e para os cristãos que sofrem perseguições:
ADENEY, Miriam. Filhas do Islã. Minas Gerais: Missão Horizontes, 2006.
DANYUN. Lírios entre espinhos. Minas Gerais: Missão Horizontes, 2005
LEE, Soon Ok. Os olhos dos animais sem cauda. Minas Gerais: Missão Horizontes, 2008.
OLSON, Bruce. Por esta cruz te matarei. São Paulo: Vida, 2022.
RICHARDSON, Don. O fator Melquisedeque. São Paulo: Vida Nova, 1995.
RICHARDSON, Don. Segredos do Alcorão. Minas Gerais: Missão Horizontes, 2007
É de suma importância que você trabalhe o “Passo a Passo” para se tornar um missionário. Entregue cada tópico para um aluno, por meio de sorteio, e peça para ele falar a respeito.
Aproveite o momento para descobrir as vocações da turma, com base no primeiro quadro, levantando aspectos fundamentais para o desenvolvimento da disciplina espiritual. Em seguida, explicitar a importância do trabalho missionário que pode se iniciar localmente com o fim de desenvolver a vocação.
REFERÊNCIAS:
MISSÃO, MISSIOLOGIA. In: ANDRADE, Claudionior Correa de. Dicionário Teológico. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.
MISSÃO, Teologia de. In: CHAMPLIM, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, 5. ed. São Paulo: Hagnos, 2001, v.4, p.304-306.
MISSÃO LIVRES. Passo a passo para se transformar em um missionário. Disponível em: https://missaolivres.org.br/passo-a-passo-para-se- transformar-em-um-missionario/. Acesso em 14fev.2026.
Profª. Amélia Lemos Oliveira
Fonte: https://www.portalebd.org.br/classes/juvenis/12147-licao-8-a-igreja-e-a-pratica-de-missoes-i
Vídeo: https://youtu.be/GzXB-qEvIRU
