JUVENIS – LIÇÃO Nº 8 – ABSALÃO: O ALTO PREÇO DA VINGANÇA
O nome Absalão, em hebraico ַאְבָׁשלֹום (Avshalom), significa “pai da paz” ou “meu pai é pacífico”. Embora seu nome evoque a paz, sua história é marcada por diversos conflitos e traições. Nasceu em torno do ano 1000 a.C.
O terceiro filho do Rei Davi, gerado de Maaca, herdeira do Rei Gesur, chamado Talmai. Era um pequeno reino situado perto do monte Hermom (Js 13:13):
“Porém os filhos de Israel não expulsaram os gesureus, nem os maacateus; antes Gesur e Maacate ficaram habitando no meio de Israel até ao dia de hoje.” (Js 13:13)
Absalão se distinguia por sua beleza sem defeito, por sua longa e vasta cabeleira. Seus cabelos pesavam tanto, que ele os cortava, a cada dois anos, a cabeleira cortada tinha um peso cerca de 2,4 kg:
“ Não havia, porém, em todo o Israel homem tão belo e tão aprazível como Absalão; desde a planta do pé até à cabeça não havia nele defeito algum. “ (II Sm 14.25)
Absalão era um jovem abastado e possuía todos os bens materiais que um jovem de sua época poderia querer. Sendo o filho do maior rei de Israel, era rico, aclamado e elogiado.
A poligamia produziu frutos fatais, pois as mulheres sentiam ciúmes dos maridos, os irmãos tinham desentendimentos atrozes; cada mulher tinha uma casa/tenda para viver com seus filhos etc. As famílias eram totalmente desestruturadas.
O protagonista desta lição é resultado deste lar, onde os laços afetivos, as conexões emocionais, interações, a comunicação, prejudicam o desenvolvimento emocional da pessoa, afetando os relacionamentos, produzindo amargura e sede de vingança.
Apesar de tudo isto, Absalão era um líder nato, dotado de personalidade e com marcante carisma, demonstrava impulsividade nas suas ações.
No entanto, não deixou de ser maquinador e conspirou para alcançar suas posições no poder e suprir suas ambições.
Não hesitou em manipular pessoas para se envolverem numa rebelião ao rei de Israel. Seu propósito era tomar o lugar de seu pai e afirmar-se diante de todos com demonstrações de impiedade, crueldade e imoralidade.
Este perfil é bem frequente em muitos políticos, personagens contemporâneos de nossa política. A ambição pelo poder sempre vem seguida por muitos outros pecados, tais como a esperteza, estultícia, astúcia, engano, egoísmo desenfreado, apropriação do bem público.
Desta forma, o discernimento é mais que necessário para que verificarmos as circunstâncias que podem nos levar ao engano, pois a luta para a mudança da sociedade é nossa responsabilidade, principiando pelo voto.
Conhecemos Absalão a partir do décimo terceiro capítulo de II Samuel: “E aconteceu depois disto que, tendo Absalão, filho de Davi, uma irmã formosa, cujo nome era Tamar, Amnom, filho de Davi, amou-a.” (II Sm 13.1)
Como todos sabemos, esta paixão incestuosa de Amnom por Tamar, irmã de Absalão, somente trouxe prejuízos à estrutura familiar que já era problemática.
Embora Davi tenha sido agraciado com um bom casamento, quando ele esposa Ainoã de Jezreel que lhe deu Amnom.
Mas ele não atentou para uma recomendação deixada em Dt 17. 17: “Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração não se desvie […]” e demonstrou predileção pelo sexo feminino, sem pensar nas consequências destes relacionamentos.
A poligamia era reprovada por Deus, mas os homens insistiram nisto. O primeiro polígamo foi Lameque:
“E tomou Lameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá” (Gn 4.19). Se avaliarmos cuidadosamente os casamentos polígamos das Escrituras, veremos que todos eles tiveram sérios problemas, o que não seria diferente com Davi. A problemática é bem visível nas relações afetivas entre os filhos.
Entre os irmãos não poderia haver relacionamentos amorosos, a legislação hebraica o proíbe dizendo: “ A nudez da tua irmã, filha de teu pai, ou filha de tua mãe, nascida em casa, ou nascida fora de casa, a sua nudez não descobrirás.” (Lv 18:9).
A atitude de Amnom, quando dá ouvidos ao seu amigo Jonadabe (II Sm 13.5,6), que o aconselha a fingir-se de doente, pedir bolos feitos pela irmã Tamar e violentá-la, é um exemplo de magna desobediência à Lei do Senhor.
Davi cometeu o adultério com Bate-Seba e, consequentemente, o homicídio de Urias. Tais ações trouxeram consequências, reveladas na sentença do Senhor:
Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher.
Assim diz o Senhor: Eis que suscitarei da tua própria casa o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com tuas mulheres perante este sol. (II Sm 12. 10,11)
A sentença do Senhor estava lavrada. Davi sabia que dela não iria escapar. Reconhecendo que tinha pecado contra o Senhor, recebeu o perdão, mas as repercussões dos atos viriam paulatinamente: a paixão obsessiva de Amnom pela irmã foi uma delas. A Lei da Semeadura era bem explícita nos fatos decorrentes.
É neste cenário que surge Absalão, pois o estupro de Tamar, irmã dele, filha da mesma mãe, somente trouxe desgosto, fazendo com que socorresse a irmã e a mantivesse protegida durante um ano em sua casa.
O rei Davi, por sua vez, não reagiu, não demonstrou reações afetuosas com sua filha, sem dar-lhe apoio psicológico.
Provavelmente, sentia-se com as forças atenuadas para enfrentar a situação, já que muitos sabiam do seu adultério e homicídio.
O filho do rei estava com o coração cheio de amargura e sede de vingança, esta que é cega, traz doenças para a alma e faz o homem se rebelar contra Deus, o único que pode se vingar:
“Minha é a vingança e a recompensa, ao tempo que resvalar o seu pé; porque o dia da sua ruína está próximo, e as coisas que lhes hão de suceder, se apressam a chegar.” (Dt 32:35)
A vingança de Absalão estava em processo de vir à luz, ele estava apenas se iludindo de que lhe traria cura e paz. Durante a execução do ato vingativo, sente-se uma breve felicidade que só vai causar preço alto, não passa de mera ilusão repentina. Ele começou a cavar um poço bem fundo até cair na própria cova.
Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Façam todo o possível para viver em paz com todos. Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”, diz o Senhor. (Rm 12:17-19)
Após dois anos, o filho do Rei de Israel faz um convite a todos os irmãos compareçam à sua festa da tosquia, na qual preparou os seus servos para assassinarem traiçoeiramente o seu irmão Amnom. A morte do primogênito do rei fato inundou o coração do rei de tristeza e o coração de Absalão de temor.
O terceiro filho, temeroso, foge para Gesur e fica na companhia da família materna durante três anos: “Absalão fugiu para o território de Talmai, filho de Amiúde, rei de Gesur. E o rei Davi pranteava por seu filho todos os dias.
Depois que Absalão fugiu para Gesur, e lá permaneceu três anos, a ira do rei contra Absalão cessou, pois ele se sentia consolado da morte de Amnom.” (II Sm 13.37-39) Davi conhecia a Lei da Restituição de Êxodo 22.1: “Se alguém furtar boi ou ovelha, e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas.” (Ex 22.1)
O rei determinou (para si mesmo) que se deveria restituir quadruplicado aquela pessoa que sofreu prejuízos: vira a sua filha perder a honra, Amnom ser assassinado, e outros fatos ainda estavam em curso.
A mágoa contra Absalão estava passando e era tempo deles se reconciliarem. “Joabe, filho de Zeruia, percebeu que o rei estava com saudade de Absalão.” (II Sm 14:1) Este general armou para que Davi perdoasse o filho e foi quase isto que aconteceu: “Então Joabe foi a Gesur e trouxe Absalão de volta para Jerusalém.
Mas o rei disse: “Ele irá para a casa dele; não virá à minha presença”. Assim, Absalão foi para a sua casa e não compareceu mais à presença do rei.” (II Sm 14:23,24). Não era previsto que isto ocorresse, o que só fez Absalão empreender a conspiração e rebelião contra o pai.
Dá-se início a um motim contra o reinado de Davi, principiando com informações falsas que minavam a confiança dos homens de Israel (II Sm 15. 1-6).
Ficava às portas da cidade para antecipar-se ao rei e procurar resolver os problemas antes dele, o que já se constituía uma traição.
Mas a vingança é um prato que se come frio, como dizem popularmente, e foi isto que Absalão fez. Foi comendo aos poucos. Primeiro, procurou descredibilizar o pai perante o povo. E, após quatro anos fez uma solicitação, com
ares devotos, na intenção de oferecer sacrifícios ao Senhor, para ir à cidade aonde o pai foi aclamado rei pela primeira vez, como um ato simbólico de enfrentamento.
De acordo com Pfeiffer e Harrison (1995, p.120), o povo de Hebrom ainda mantinha um certo ressentimento, contra Davi, por mudar a sede do governo israelita para Jerusalém:
Ao final de quatro anos, Absalão disse ao rei: “Deixa-me ir a Hebrom para cumprir um voto que fiz ao Senhor. Quando o teu servo estava em Gesur, na Síria, fez este voto: Se o Senhor me permitir voltar a Jerusalém, prestarei culto a ele em Hebrom”. “Vá em paz! “, disse o rei. E ele foi para Hebrom.
Absalão enviou secretamente mensageiros a todas as tribos de Israel, dizendo: “Assim que vocês ouvirem o som das trombetas, digam: Absalão é rei em Hebrom”.
Absalão levou duzentos homens de Jerusalém. Eles tinham sido convidados e nada sabiam nem suspeitavam do que estava acontecendo.
Depois de oferecer sacrifícios, Absalão mandou chamar da cidade de Gilo Aitofel, que era de Gilo, conselheiro de Davi.
A conspiração ganhou força, e cresceu o número dos que seguiam Absalão. Então um mensageiro chegou e disse a Davi: “Os israelitas estão com Absalão! ” (II Sm 15:7-13)
Para angariar poder e mais influência, Absalão se valeu de conselheiros que eram contrários à postura de Davi.
Um deles era Aitofel, avô de Bate-Seba, que estava revoltado com a situação aviltante a que a neta fora exposta por causa da sedução do rei. Aitofel vivia em Gilo, que ficava de 9,65 Km a 11,26 Km a noroeste de Hebrom.
Ele apoiou a causa de Absalão, pois culpava o rei pela desgraça que viera sobre sua família e, ainda, lamentava o assassinato de Urias.
Como uma forma de represália, aconselha Absalão a se apossar das concubinas do seu pai e, numa tenda armada no terraço do palácio, diante dos olhos de todo o Israel, cometa o mesmo pecado de seu pai.
O que fora realizado às escondidas, agora fora praticado em público.
Entretanto, não bastava reinar em Hebrom, matar o irmão, falsear a idoneidade e responsabilidade do rei diante do povo, ainda se apossa das concubinas do rei.
Absalão não estava satisfeito e para estabelecer-se de forma sólida e defender o seu poderio, formou um exército para lutar contra o seu pai. Para Davi, foi altamente constrangedor sair à peleja contra seu filho. Ambos os exércitos pelejaram na Floresta de Efraim e muitos soldados de Davi morreram.
O rei, por sua vez, dera ordens aos seus soldados e ao general Joabe para que não tirassem a vida de seu filho: “O rei ordenou a Joabe, a Abisai e a Itai: “Por amor a mim, tratem bem o jovem Absalão! ” E todo o exército ouviu quando o rei deu essa ordem sobre Absalão a cada um dos comandantes.” (2 Sm 18:5)
Enquanto estava na batalha, Absalão percorre o local sentado numa mula e, ao passar por baixo de um carvalho, seus cabelos se enroscam nos galhos. Preso pela cabeça, fica totalmente vulnerável e, em seguida, morto com três dardos por Joabe, como descrevem as Escrituras:
Durante a batalha, Absalão, montado em sua mula, encontrou-se com os soldados de Davi. Passando a mula debaixo dos galhos de uma grande árvore, e Absalão ficou preso pela cabeça nos galhos. Ele ficou pendurado entre o céu e a terra, e a mula prosseguiu. Um homem o viu, e foi informar a Joabe: “Acabei de ver Absalão pendurado numa grande árvore”.
“Você o viu? “, perguntou Joabe ao homem. “E por que não o matou ali mesmo? Eu teria dado a você dez peças de prata e um cinturão de guerreiro! “
Mas o homem respondeu: “Mesmo que fossem pesadas e colocadas em minhas mãos mil peças de prata, eu não levantaria a mão contra o filho do rei.
Ouvimos o rei ordenar a ti, a Abisai e a Itai: ‘Protejam, por amor a mim, o jovem Absalão’.
Por outro lado, se eu tivesse atentado traiçoeiramente contra a vida dele, o rei ficaria sabendo, pois não se pode esconder nada dele, e tu mesmo ficarias contra mim”.
E Joabe disse: “Não vou perder mais tempo com você”. Então pegou três dardos e com eles traspassou o coração de Absalão, quando ele ainda estava vivo na árvore. E dez dos escudeiros de Joabe cercaram Absalão e acabaram de matá-lo.
A seguir Joabe tocou a trombeta para que o exército parasse de perseguir Israel, e assim deteve o exército. Retiraram o corpo de Absalão, jogaram-no num grande fosso na floresta e fizeram um grande monte de pedras sobre ele. Enquanto isso, todos os israelitas fugiam para casa. (II Sm 18. 9-17)
E, assim, vemos o destino de Absalão, o terceiro filho morto, trazer mais tristeza ainda a Davi: “Ah, meu filho Absalão! Meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera ter morrido em seu lugar! Ah, Absalão, meu filho, meu filho! “ (II Sm 18.33 b)
O seu corpo foi enterrado numa grande cova no bosque. Solano Portela relaciona dez características de Absalão pelas quais aprendemos algumas lições:
1.Ostentação e demonstração de poder: Absalão procurou demonstrações externas de poder para chamar a atenção das pessoas e revelar o quanto amava as posses e as condições nas quais a posição coloca os homens:
“Algum tempo depois, Absalão adquiriu uma carruagem, cavalos e uma escolta de cinquenta homens.” (II Sm 15.1) Amava ser celebrado” por suas qualidades físicas invejáveis e impecáveis”.
2.Comunicação convincente: sua fala era persuasiva, era capaz de conquistar as pessoas para alcançar os seus propósitos e o seu principal objetivo era ocupar o lugar do pai, minar o poder do rei: “e Absalão dizia:
“A sua causa é válida e legítima, mas não há nenhum representante do rei para ouvi-lo”. E Absalão acrescentava: “Quem me dera ser designado juiz desta terra! Todos os que tivessem uma causa ou uma questão legal viriam a mim, e eu lhe faria justiça”. (II Sm 15:3,4)
3.Mentira. Ao declarar que não havia representação da parte do Rei, Absalão usa a mentira para assumir o lugar que não lhe pertence.
4.Ambição e engano. Revelar que desejava ser designado como juiz da terra, para promover a justiça, não passava de falácia.
Tratava-se apenas de anunciar os seus propósitos de ocupar o lugar que já está preenchido. Queria apenas iludir as pessoas e, ao mesmo tempo, ir colocando em ação as táticas do seu plano ambicioso.
5.Bajulação. Sempre envolve lisonjeio e o desejo de obter algo em troca, vem
seguida de segundas intenções, aspiração por recompensa.
Até mesmo no ato de cumprimentar as pessoas, observa-se a falsidade de Absalão: “E sempre que alguém se aproximava dele para prostrar-se em sinal de respeito, Absalão estendia a mão, abraçava-o e beijava-o.” (II Sm 15.5). A modéstia falsa do político encantador que, cortesmente, fazia com que todos se sentissem importantes.
6.Furto de corações – O despertar de seguidores ferrenhos. A cordialidade
empregada no tratamento aos israelitas contribuiu para que fossem conquistados, sem questionar se as promessas de Absalão eram verdadeiras ou não:
“Absalão agia assim com todos os israelitas que vinham pedir que o rei lhes fizesse justiça. Assim ele foi conquistando a lealdade dos homens de Israel. “ (II Sm 15.6)
7.Falsa religiosidade. A demonstração pública de religiosidade e de amor à Lei de Deus é uma das formas de se conquistar a atenção do povo e angariar poder político.
É necessário atentar para a vida, as obras praticas pelo político, observando-as de acordo com a fé que defendemos. Suas propostas não podem contradizer a Palavra de Deus: “Ao final de quatro anos, Absalão disse ao rei:
“Deixa-me ir a Hebrom para cumprir um voto que fiz ao Senhor. Quando o teu servo estava em Gesur, na Síria, fez este voto: Se o Senhor me permitir voltar a Jerusalém, prestarei culto a ele em Hebrom”. (II Sm 15:7,8)
8.Conspiração. “Valia-se de sua personalidade magnética, do seu poder de comunicação e das ações comentadas e registradas nos versos anteriores, para instalar um governo que não seria somente despótico, como opressor e abertamente imoral (2 Sm 16.22).
Que Deus nos guarde dos políticos conspiradores, que desrespeitam as leis e autoridades e que são egoístas em sua essência.” (Solano, 2025) Conspiração que é anunciada: Absalão enviou secretamente mensageiros a todas as tribos de Israel, dizendo: “Assim que vocês ouvirem o som das trombetas, digam: Absalão é rei em Hebrom”
9.Utilização de inocentes úteis. Para a sua proclamação em Hebrom, Absalão levou um grupo de inocentes úteis, pessoas que simplesmente se aliam a um movimento, desconhecendo a verdadeira origem e propósitos do mesmo: “Absalão levou duzentos homens de Jerusalém.
Eles tinham sido convidados e nada sabiam nem suspeitavam do que estava acontecendo.” (II Sm 15.11)
10.Populismo. “A conspiração ganhou força, e cresceu o número dos que seguiam Absalão. Então um mensageiro chegou e disse a Davi: “Os israelitas estão com Absalão! ” (2 Sm 15:12 b,13)
Solano afirma que “a popularidade não é um selo de aprovação quanto ao comportamento ético e justo. A democracia (a regência pela maioria do povo) não é uma forma
de se estabelecer o que é certo e o que é errado, mas uma maneira administrativa de se reger o governo sob princípios absolutos que não devem ser manipulados pela maioria, ou por minorias que se insurgem contra esses preceitos de justiça.
Como cristãos, devemos ter uma visão muito clara dos princípios eternos de justiça, ética e propriedade reveladas por Deus em Sua Palavra.”
SUGESTÕES DE ATIVIDADES:
– Converse sobre as relações entre pais e filhos. Aponte que os pais também são imperfeitos e podem falhar. Não cabe aos filhos o poder de se vingar cometendo falhas maiores que os pais, com o fim de lançar-lhes na face.
– Destaque os males da vingança. Os prejuízos que ela traz para quem se vinga e para quem sofre.
REFERÊNCIAS:
1.ABSALÃO. In: CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. São Paulo: Hagnos, 2001, p.20-21, v.1.
2.CONEGERO, Daniel. Quem foi Absalão? Disponível em: https://estiloadoracao.com/quem-foi-absalao/. Acesso em 15ago2025.
3.PFEIFFER, Charles F., HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody: Josué a Cantares. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1995, v.2.
PORTELA, Solano. O Caráter do Político Astuto. Um Estudo Sobre a Vida de Absalão. Disponível em: https://portuguese.thirdmill.org/39907~3_8_02_10- 13-40_AM~Absalao.html. Acesso em 15ago2025.
Profª. Amélia Lemos Oliveira
Fonte: https://www.portalebd.org.br/classes/juvenis/11666-licao-8-absalao-o-alto-preco-da-vinganca-i
Vídeo: https://youtu.be/lEEpJ0Ljyrk

