JUVENIS | LIÇÃO Nº 8 – O EVANGELHO DE LUCAS
O evangelho de Lucas é o único livro escrito especialmente para uma autoridade romana, o maiorial, Excelentíssimo Teófilo.
O narrador procura, por meio de diversas provas, justificar as motivações da escrita do evangelho. Foi então que ele empreendeu diversas pesquisas, entrevistando as pessoas que estiveram com Jesus e, em seguida, foi confirmando os fatos com outras para investigar a veracidade dos relatos. Após a garantia da autenticidade dos eventos, Lucas se pôs a registrá-los. Seu interesse esteve nas minúcias.
Ele trata de algumas circunstâncias bem específicas no que diz respeito à biografia do Salvador, porque seu propósito era apresentar aos gregos (a todos os povos) que Cristo era o HOMEM PERFEITO.
O que nos faz lembrar o mundo onde tudo é perfeito, o mundo das ideias de Platão, onde está o padrão exato de todas as coisas. Cristo é o nosso referencial.
Nosso olhar está voltado para Ele. Buscamos as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. (Cl 3.1) Lucas apresenta mais informações acerca de Cristo que Mateus e Marcos:
Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram. Segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra.
Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; Para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado. (Lc 1.1-4)
A minúcia de Lucas se inicia na genealogia quando se ocupa de mencionar as gerações anteriores a Cristo a partir de Adão (o homem imperfeito) até Cristo (o homem perfeito).
Ele menciona o precursor dos caminhos do Senhor e sua família. João Batista torna-se conhecido antes de seu nascimento. A visita do mensageiro do Senhor às mulheres, Isabel e Maria, é um relato exclusivo de Lucas; o qual destaca
como foram os dias antecedentes à vinda do Salvador. Ele apresenta o Salvador em sua plena humanidade. Como homem, nascido de mulher, foi circuncidado ao oitavo dia, desenvolveu-se plenamente em todas as suas competências humanas, nas dimensões do espírito, alma e corpo: “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.” (Lc 2.52)
Até alcançar a maioridade e estar pronto para o exercício do ministério, foi sujeito à família e cumpriu o seu papel social como filho, sem esquecer-se qual era a sua verdadeira missão: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lc 19.10)
Era Deus visitando o Seu povo, demonstrando o Seu cuidado. Quando o anjo anuncia a salvação, a vinda do Salvador, está trazendo as boas-novas de esperança para um povo oprimido pelo pecado e poder político e econômico de Roma.
Consagrar a vida a Deus e crer na redenção do povo de Jerusalém era ter fé no Messias, o Filho de Deus que traz a vida: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; “ (Is 61.1).
O modo pelo qual a história é contada indica que seus eventos cumpriram as promessas do AT e que, portanto, faziam parte da ação contínua de Deus na história. Assim nada mais adequado que Lucas relatasse ao menos essa parte da história, num estilo que fosse bem próximo ao das Escrituras Judaicas. (Marshall, 2007, p.119)
Lucas registra a narrativa a partir de dados históricos. Iniciou apontando como foi o período anterior ao nascimento, explicitando a situação das mães de João Batista e Jesus Cristo, mulheres que estavam vivenciando experiências ímpares.
Partiu do particular (mães) para a história mundial, quando faz referência a César Augusto: “E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse (Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino presidente da Síria).” (Lc 2.1,2) Obs. “Este era o imperador romano. Seu primeiro nome era Octavianus.
Ele era sobrinho de Júlio César, e obteve o império após sua morte. Ele tomou o nome “Augusto – ou seja, agosto” ou honorável – como um elogio à sua própria grandeza; e dele o mês “agosto”, que antes era chamado de “Sextilis”, recebeu esse nome.” (Disponível em:https://versiculoscomentados.com.br/index.php/estudo-de-lucas-2-1-comentado-e- explicado/. Acesso em 15maio2025).
Quirino governava a Síria. Fixar uma data precisa para este censo é problemático. Publius Sulpicius Quirinius é conhecido por ter governado a Síria durante AD 6-9.
Um censo bem conhecido foi realizado na Palestina em 6 dC. Josefo registra que isso desencadeou uma violenta revolta judaica (mencionada por Lucas, citando Gamaliel, em Atos 5:37).
Quirino foi responsável por administrar esse censo e também desempenhou um papel importante em reprimir a rebelião subsequente. No entanto, esse não pode ser o censo que Lucas tem em mente aqui, porque ocorreu cerca de uma década após a morte de Herodes (ver nota em Mat. 2:1) — tarde demais para caber na cronologia de Lucas (cf. 1:5).
À luz do cuidado meticuloso de Lucas como historiador, não seria razoável acusá-lo de um anacronismo tão óbvio. De fato, a arqueologia justificou Lucas.
Um fragmento de pedra descoberto em Tivoli (perto de Roma) em 1764 dC contém uma inscrição em homenagem a um oficial romano que, afirma, foi duas vezes governador da Síria e da Fenícia durante o reinado de Augusto.
O nome do oficial não está no fragmento, mas entre suas realizações estão listados detalhes que, tanto quanto se sabe, não podem caber a ninguém menos que Quirino.
Assim, ele deve ter servido como governador na Síria duas vezes. Ele provavelmente era governador militar ao mesmo tempo que a história registra que Varo era governador civil lá.
Com relação à datação do censo, alguns registros antigos encontrados no Egito mencionam um censo mundial ordenado em 8 a.C. Essa data também não é isenta de problemas.
É geralmente pensado por estudiosos que 6 a.C., é a data mais próxima possível para o nascimento de Cristo. Evidentemente, o censo foi ordenado por César Augusto em 8 a.C., mas não foi realmente realizado na Palestina até dois a quatro anos depois, talvez por causa de dificuldades políticas entre Roma e Herodes.
Portanto, o ano exato do nascimento de Cristo não pode ser conhecido com certeza, mas provavelmente não foi antes de 6 a.C., e certamente não depois de 4 a.C.
Os leitores de Lucas, familiarizados com a história política daquela época, sem dúvida seriam capazes de discernir uma data muito precisa a partir das informações que ele deu .(Disponível em: https://bibliotecabiblica.blogspot.com/2018/06/resumo-de-lucas-2.html. Acesso em 15maio2025)
Alguns alegam que o Cristo Histórico não existiu, mas Lucas detalha até momentos históricos para dar mais credibilidade aos seus relatos.
As diversas alusões ao Espírito Santo são aspectos bastante observados pelos estudiosos. É interessante observarmos esta relação, haja vista que o propósito de Lucas é testemunhar que Cristo é o Homem Perfeito e sem pecado. Como pode um homem perfeito realizar tantas proezas e maravilhas?
Como pode um homem andar sobre as águas, curar enfermos, expulsar demônios? É possível que haja nele um poder sobrenatural que o capacete, que o impulsione, que lhe dê condições para tantas realizações….
Não demorou muito, para ele registrar que o Espírito Santo concebeu Jesu no ventre de Maria, que João Batista ficou cheio do Espírito ainda no ventre materno (Lc 1.44); Maria, no poder do Espírito, cantou o Magnificat e, ainda, sobre Cristo, em quem, Ele desceu corporalmente como uma pomba:
“ E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.” (Lc 3.22)
Destacou que O guiou até o deserto: “E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto; “ (Lc 4.1) além de mencionar os diversos milagres, operações de maravilhas que somente se realizariam por meio de alguém revestido do poder do Espírito Santo.
Jesus foi autenticado por sinais e maravilhas por ser o cumprimento de promessas apresentadas nas Escrituras e pela presença do Espírito Santo. A obra e mensagem de Jesus são autenticadas por meio de milagres. Foi o que Jesus respondeu a João Batista (Lc 7.18-23). Obra que indica a natureza do tempo e a natureza da pessoa dEle, o Prometido que haveria de vir (Lc 11.14-23).
Deus-Pai exerceu o poder por intermédio de Jesus, poder que demonstra Sua força superior na qual Ele retrata a Si mesmo como o homem valente que furta a casa de Satanás:
“ E, voltando aquele servo, anunciou estas coisas ao seu senhor. Então o pai de família, indignado, disse ao seu servo: Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade, e traze aqui os pobres, e aleijados, e mancos e cegos. E disse o servo: Senhor, feito está como mandaste; e ainda há lugar.” (Lc 14.21,22)
Boa parte do ministério de Jesus girou em torno de ensinamentos e milagres, os quais atestavam a sua identidade, reafirmando o poder que sobre Ele estava, a unção divina que lhe concedia tal posicionamento honroso.
Jesus foi designado para pregar para o pobre, proclamar liberdade para o cativo, conceder vista ao cego, libertar o oprimido e oferecer perdão para o carente do ponto de vista espiritual:
E, descendo com eles, parou num lugar plano, e também um grande número de seus discípulos, e grande multidão de povo de toda a Judeia, e de Jerusalém, e da costa marítima de Tiro e de Sidom; os quais tinham vindo para o ouvir, e serem curados das suas enfermidades. Como também os atormentados dos espíritos imundos; e eram curados. E toda a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele poder, e curava a todos. (Lc 6.17-19)
Seus ensinos distinguiam a especificidade do Seu ministério que garantia a mudança interna das pessoas. Sua metodologia incluía as parábolas, histórias que os judeus costumavam contar com a finalidade de extrair lições, histórias que envolviam situações do cotidiano e não tinham personagem específicos, referia-se às pessoas de modo geral para atender à necessidade daquele que a ouvisse.
Cristo fez a exposição de umas trinta e cinco parábolas; destas; dezenove estão em Lucas (9.51- 19.44). Enquanto contava as parábolas, seus ouvintes faziam relações, inferências, avaliavam suas próprias vidas e tiravam suas conclusões/lições acerca das mudanças que precisavam fazer nas suas histórias.
Ele trazia mensagens de esperança, um chamado para viver de modo honroso e ético, numa conduta ideal diante de Deus.
O que Jesus oferece em sua pessoa e mensagem é retratado nos milagres realizados por Ele e por seus seguidores. Sua mensagem é autêntica, retrata e explica o que Jesus fez, haja vista que as curas de Jesus cobriam uma ampla gama de situações.
As enfermidades apontavam para a força destrutiva do pecado e do caos que ele deixava. As pessoas eram vítimas de muitas dores, resultantes da falta de assistencialismo, da carência de médicos.
Todos viam a ação do poder de Jesus para reverter os efeitos de tudo isto e declarar que o salvo também está curado: “Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa.” (Lc 5.24).
Lucas atestou que a mensagem que pregavam vinha de Deus, autenticada pelo poder dos sinais. No entanto, o mais importante é o que o milagre retrata, a salvação física retrata salvação espiritual.
Os milagres são demonstrações audiovisuais do poder de Deus e da Sua autoridade, de que a libertação física e espiritual faz parte da missão messiânica de Jesus, esperança nacional e espiritual.
Além disto, Lucas ainda nos presenteia com o Sermão da Monte que tem uma relação próxima com o Sermão da Montanha de Mateus. Apresenta o sermão de tal modo que inclui os gentios, dando-lhes o direito a receber a vida eterna.
As bem- aventuranças mostram a real situação dos discípulos do Mestre que são os pobres, famintos, chorosos e rejeitados.
Tudo funciona sob a égide da Lei do Amor, a pedra fundamental da comunidade que mantém os crentes unidos, como um só corpo.
Tais ensinos contribuíam para a formação do caráter, o que vai se refletir nos atos, demonstrando a integridade da pessoa, haja vista que o fruto revela a natureza da árvore. É a formação do homem e do seu caráter que mais importa:
Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto. Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.
O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a sua boca. E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?
Qualquer que vem a mim e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante: É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e ⁴⁸ não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha.
Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa. )Lc 6.43-49)
O alvo de Deus é buscar o perdido e, por isto, Ele deixou o caminho aberto a todos, a mensagem propagada para que todos a ouvissem.
Por isto, Cristo contou as parábolas da moeda perdida, da ovelha perdida e do filho pródigo (exclusiva de Lucas).
O maior reflexo do amor divino está na busca do perdido.
A crucificação de Jesus recebe um grande destaque, porque esta obra, a oferta sacrificial do Filho de Deus tem a finalidade de salvar o perdido.
O propósito maior do Senhor Jesus é este: salvar o homem e ensiná-lo a andar de acordo com a vontade de Deus. No evangelho de Lucas, a obra de Jesus e o ensino se evidenciam.
Lucas enfatiza que Jesus é o Sofredor, que é justo por excelência, foi um homem sem pecado, inocente, que sofreu a rejeição e a maldição do pecado em nosso lugar: “Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua.
E apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia. E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão.” (Lc 22.42-44)
Cristo transpirou intensamente, sentiu a pressão de tudo o que estava para vir. O fenômeno ocorrido – no qual chegou a suar sangue – é um fato, a medicina o chama de hematidrose:
Um estudo de caso publicado em 2013 reuniu dados sobre uma mulher de
18 anos com hematidrose.
Durante 6 meses, ela experimentou sangramento pela testa, olhos, mãos, umbigo e unhas. Todos os testes laboratoriais e outros foram normais, embora a frequência do sangramento tenha aumentado ao longo do tempo.
Enquanto hospitalizada, a mulher experimentou 30 episódios hemorrágicos distintos. Os médicos nunca foram capazes de diagnosticar ou tratar a causa do sangramento, mas 20 meses após o diagnóstico, o sangramento diminuiu consideravelmente.
O sangramento ocorre quando pequenos vasos sanguíneos se rompem. Alguns vasos sanguíneos, incluindo aqueles próximos das glândulas sudoríparas e das mucosas, estão mais próximos da superfície da pele.
Isso os torna mais propensos a se romper. Também explica porque a hematidrose é mais comum perto do nariz, testa e outras partes do corpo localizadas perto de glândulas sudoríparas ou mucosas.
Os estresses físicos e psicológicos são suspeitos de causar a condição. Esta teoria pode explicar porque os relatos sobre figuras religiosas muitas vezes destacam histórias de suor sangrento.
Na mitologia bíblica, por exemplo, Jesus supostamente suava sangue enquanto rezava em antecipação a sua crucificação e morte.
Essa aparência aparentemente milagrosa poderia ser pouco mais do que um estresse intenso, fazendo com que os vasos sanguíneos se rompessem. (Disponível em: https://www.indicedesaude.com/hematidrose-suor-com-sangue/.
Acesso em 16maio2025)
A Igreja foi comprada com este sangue derramado na cruz. Além de apontar este detalhe de caráter médico, Lucas, também, enfatizará a ressurreição e os momentos anteriores à ascensão do Messias.
Ele demonstra suas impressões relativas à visão do Cristo subindo sendo recebido nos céus e como tudo isto influenciou os discípulos a mudarem totalmente de postura. Os discípulos são encorajados a falar do Salvador ressuscitado.
Fazer algo em nome de Jesus representa fazer algo com a autoridade dEle, ou seja, graças ao fato dEle reinar. Passaram a pregar, a batizar os novos convertidos, a orar pelos enfermos e oprimidos pelos demônios. Tudo isto foi resultado da convivência e aprendizagem com o Mestre dos Mestres.
Jesus foi um Grande Pregador. Em todos os lugares, proclamou as boas-novas do Reino. Do começo, ao fim do evangelho, encontramos ilustrações dos ensinamentos dEle. Jesus ensinava por meio de ditos (provérbios), parábolas, atos proféticos seguidos de alguns poucos discursos.
Ele ensinava nas sinagogas aos sábados e em lugares públicos, barcos, cidades, vilas, Templo etc. Lucas enfatiza a universalidade do evangelho de modo a defendê-lo contra os ataques dos incrédulos, contra aqueles que acham que a mensagem do evangelho na igreja se tornou muito abrangente, muito generosa ou muito graciosa.
Lucas dedica atenção especial às pessoas que estão em posição social marginalizada, como os pobres, os mais dependentes de Deus, com Ele sintonizados e que O buscam, são pessoas piedosas que confiam humildemente em Deus e mencionados como candidatos à graça divina.
O evangelho comoveu o coração dos que viviam à margem da humanidade, pois ele transforma a vida dos que respondem a ele, quer seja o rico em pecado, quer seja o pobre em vida.
A salvação é um conceito-chave no evangelho de Lucas. Está centrada em Jesus. Possui qualidades, mas exerce impacto nas estruturas terrenas, é oferecida a todas as raças e está no centro da mensagem apostólica. Foi na cruz que Jesus deu a maior prova de Amor e intercedeu pelos Seus inimigos.
De acordo com Lucas, o perdão é a ênfase primordial trazida à Terra pela obra de Jesus na cruz e de sua ressurreição.
O benefício da ressurreição e ascensão é ver o derramamento do Espírito Santo. Deus está operando por intermédio de Jesus.
Lucas quer que seus leitores avaliem o que Deus oferece de forma graciosa por meio do arrependimento, conversão e fé. Para ele, o arrependimento deve se manifestar de forma concreta e visível na vida daquele que responde à mensagem do Evangelho.
O verbo “crer” inclui a percepção que gera fruto, pois a fé é ativa, entende, recebe e abraça. Quem acolhe bem a mensagem de Deus recebe o que Ele oferece e responde ao Evangelho.
Sendo assim, o perdão é o resultado da crença em Cristo e estará disponível por intermédio de Jesus com base na fé que liberta a pessoa da escravidão. Esta liberdade não é concedida pela Lei. Somos libertos das garras de Satanás:
“Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim.” (At 26.18)
A ação de Jesus, em nossas vidas, nos revela o caminho da paz e da graça, do favor imerecido, o dom recebido da parte de Deus, pois o amor divino não encontra mérito em amar apenas aquele que se ama.
Portanto, entregar tudo, quer dizer estar disposto a deixar todos os laços terrenos para trás por uma nova trajetória de relacionamento, a saber, uma nova dimensão de vida com Cristo Jesus.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES:
1.Você já assistiu os vídeos da Bible Project com os resumos dos livros bíblicos? Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=ubXUcaXu8bQ. (Lucas 1-9)
https://www.youtube.com/watch?v=UeUAAAs7hec. (Lucas 10-24)
2.Quem foi Lucas na Bíblia? Acessado em 17maio2025: https://www.youtube.com/watch?v=ZsIZzj-UJYo.
REFERÊNCIAS:
1.BOCK, Darrell L. Teologia de Lucas-Atos In: ZUCK, Roy B.(ed.) Teologia do Novo Testamento. Rio de Janeiro: 2023, p.95-185.
2.MARSHALL, Howard I. Teologia do Novo Testamento: diversos testemunhos, um só evangelho. São Paulo: Vida Nova, 2007.
NOVO TESTAMENTO. In: CHAMPLIM, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5.ed. São Paulo: Hagnos, 2001, p.531-544.
Profª. Amélia Lemos Oliveira
Fonte: https://www.portalebd.org.br/classes/juvenis/11472-licao-8-o-evangelho-de-lucas-i
Vídeo: https://youtu.be/Jth5xdtu4eU
