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LIÇÃO Nº 11 – SOFRIMENTO: É POSSÍVEL ESCAPAR DELE?

Sempre estamos em busca de explicações racionais que expliquem os motivos de nossos sofrimentos, de nossas tribulações, das adversidades do cotidiano. Ficamos nos perguntando: Por que estou passando por isto? O que fiz para merecer esta batalha?

Nas reuniões de oração, é uma raridade encontrarmos alguém dizer que só quer agradecer as bênçãos (no momento dos pedidos de oração).

Sempre há irmãos /irmãs com um pedido. Isto é sinal de que todos nós temos nossas lutas internas, em nossas famílias, em nosso trabalho etc. Faz parte da vida, enquanto estivermos aqui. Quando Jesus esteve nesta Terra, teve muitas….

O tema da nossa lição já aponta que é impossível ao homem escapar do sofrimento. Ele foi resultante, segundo as Escrituras, do pecado. Pois o maior sofrimento é o sentimento de separação de Deus.

Os salvos enfrentam o sofrimento com uma outra atitude porque ao declararem que “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.” (Sl 46.1), sabem que estão enfrentando, na Terra, as consequências do pecado, mas podem se refugiar, se esconder, se abrigar em Deus que providencia a fortaleza para salvaguardar, consolando-os durante as mais intensas dificuldades e angústias. Aleluia! Deus seja louvado!

Vemos, em mais de uma situação, que o sofrimento no Antigo Testamento, estava associado à ira divina, como nos casos de Miriã, a irmã de Moisés que ficou leprosa por questionar a sua autoridade espiritual e do Rei Uzias que, também ficou leproso, por agir de forma arrogante e assumir a autoridade sacerdotal para queimar incenso na casa do Senhor.

Cada um de nós deve ficar no lugar que o Senhor nos colocou, sem usurpar a autoridade dos homens de Deus nem se levantar contra ela,

porque Deus não poupa aqueles que assim procedem. Até os nossos dias, os resultados são ruins para aqueles que reagem contra as autoridades que o Senhor levantou.

(NOSSOS JOVENS PRECISAM ESTAR CIENTES DISTO, É UM PRINCÍPIO DE OBEDIÊNCIA NO LAR E NA IGREJA)

E disseram: Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o ouviu. […]

Não é assim com o meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés? Assim a ira do Senhor contra eles se acendeu; e retirou-se.

E a nuvem se retirou sobre a tenda; e eis que Miriã ficou leprosa como a neve; e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa. (Nm 12.2, 7-10)

Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o Senhor seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso.

Porém o sacerdote Azarias entrou após ele, e com ele oitenta sacerdotes do Senhor, homens valentes. E resistiram ao rei Uzias, e lhe disseram: A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o Senhor, mas aos sacerdotes, filhos de Arão, que são consagrados para queimar incenso; sai do santuário, porque transgrediste; e não será isto para honra tua da parte do Senhor Deus.

Então Uzias se indignou; e tinha o incensário na sua mão para queimar incenso. Indignando-se ele, pois, contra os sacerdotes, a lepra lhe saiu à testa perante os sacerdotes, na casa do Senhor, junto ao altar do incenso. (II Cr. 26.16-19)

O Rei Saul, por sua vez, também incorreu na mesma falta, pois não teve a devida paciência de esperar o profeta Samuel no campo de batalha. Ele era uma autoridade política. Samuel era a autoridade espiritual.

Saul estava incumbido de organizar o povo para receber o profeta de Deus, guerrear as guerras pela terra do povo de Deus e unir a nação em torno de um governo que exaltasse o Deus de Israel, dando o devido respeito ao homem que Deus levantou como autoridade no tabernáculo.

Mas ele fez o inverso, questionou a palavra do homem de Deus e interpôs-se em sua dianteira: “E esperou Saul sete dias, até ao tempo que Samuel determinara; não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo se dispersava dele.

Então disse Saul: Trazei-me aqui um holocausto, e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto.” (I Sm 13.8,9)

Como diz o texto aos Hebreus 10.37: “Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá e não tardará.” A impaciência nos conduz a caminhos sem volta: “E sucedeu que, acabando ele de oferecer o holocausto, eis que Samuel chegou; e Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar.” (I Sm 13.10).

Foi então que Salomão lançou sobre si um sofrimento sobre o qual não mais teria poder de banir, perdeu a perpetuidade de seu trono desde então: “Porém agora não subsistirá o teu reino; já tem buscado o Senhor para si um homem segundo o seu coração, e já lhe tem ordenado o Senhor, que seja capitão sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou.” (I Sm 13. 14)

Nas situações acima, podemos verificar que os sofrimentos vieram, na verdade, da parte de Deus, mas foram os homens que criaram situações, envolveram- se nelas e desprezaram as autoridades espirituais que o Senhor havia levantado, por causa da arrogância, do orgulho, achando que podiam tudo, deixando de submeter- se ao Senhor.

Jó sofreu agruras, mas nunca deixou de exaltar o Senhor, nunca blasfemou contra Ele. Em todo tempo, submeteu-se à vontade do Altíssimo e, mesmo sendo acusado de haver cometido pecados, disponibilizou-se para que fosse apontado algum erro. Mas ninguém sabia exatamente do que acusá-lo, só faziam generalizações, porque sabiam que Jó era fiel. Feliz é o homem de quem Deus dá testemunho:

Sucedeu que, acabando o Senhor de falar a Jó aquelas palavras, o Senhor disse a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti, e contra os teus dois amigos, porque não falastes de mim o que era reto, como o meu servo Jó. (Jó 42.7)

Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. (Jó 19.25)
Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade (Jó 32.6)

Jó não sofreu porque era um pecador, ele sofreu com os dardos inflamados do maligno, permitidos por Deus, para que fosse aprovado aquele que já tinha créditos com Deus e tinha a aprovação do Senhor. O nosso Deus já sabia que Jó não falharia, pois conhecia o seu caráter e firmeza. Daí a permissão para que recebesse uma provação daquele naipe.

Ao percorrermos os textos bíblicos, em nossas leituras, observamos o sofrimento de Davi com os seus filhos. Era um guerreiro prestimoso, valente, um rei temente a Deus, preocupado com a Casa do Senhor etc.

No entanto era um pai negligente que não estabelecia um diálogo com os filhos, nem exercia a autoridade paterna como deveria. Até o momento que houve o incesto de Amnom e Tamar, a rebelião de Absalão.

E ainda podemos imaginar como estaria o relacionamento entre as mães destes filhos… Davi enfrentou todos estes problemas por causa dele mesmo.

Não foi Deus quem enviou estes problemas, foram consequências do seu adultério, não foi um dardo direto do maligno, foi a negligência de um pai.

Deitou-se, pois, Amnom, e fingiu-se doente; e, vindo o rei visitá-lo, disse Amnom, ao rei: Peço-te que minha irmã Tamar venha, e prepare dois bolos diante dos meus olhos, para que eu coma de sua mão. Mandou então Davi à casa, a Tamar, dizendo: Vai à casa de Amnom, teu irmão, e faze-lhe alguma comida. (II Sm 13. 6,7) Um filho que se finge de doente para requisitar a visita do pai.

Então o rei disse a Joabe: Eis que fiz isto; vai, pois, e torna a trazer o jovem Absalão. Então Joabe se prostrou sobre o seu rosto em terra, e se inclinou, e agradeceu ao rei; e disse Joabe: Hoje conhece o teu servo que achei graça aos teus olhos, ó rei meu senhor, porque o rei fez segundo a palavra do teu servo.

Levantou-se, pois, Joabe, e foi a Gesur, e trouxe Absalão a Jerusalém. E disse o rei: Torne para a sua casa, e não veja a minha face. (imaginemos um filho ouvindo isto do pai, após anos sem vê-lo) Tornou, pois, Absalão para sua casa, e não viu a face do rei. (II Sm 14. 21-24)

Absalão tinha fugido porque matara o irmão Amnom, o rei solicita para que tragam-no de volta, mas não demonstra atitudes de que havia perdoado. Tal fato foi desencadeador da rebelião de Absalão.
E nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim? E era ele também muito formoso de parecer; e Hagite o tivera depois de Absalão. (I Rs 1.6)

Por fim, apresentamos Adonias. O filho que, também, usurpou o trono do pai, porque nunca foi contrariado. A repreensão dos pais é um essencial para a formação do caráter.

Vemos, portanto, quanto sofrimento seria evitado se Davi tivesse cumprido adequadamente o seu papel como pai.

Quando fala sobre as dificuldades do nosso cotidiano, Cristo fala sobre a necessidade de construirmos a nossa casa sobre a Rocha (que é Cristo) porque nos momentos que vêm as tempestades (chuvas), as lutas que o Senhor permite, a casa não balança.

As tempestades (chuvas) são oriundas do céu, portanto são os sofrimentos que vêm da parte de Deus, tal como a solicitação de Deus para que Abraão sacrificasse o seu filho Isaque (Gn 22. 1-14); os rios transbordam e provocam as enchentes, tal movimento vem das entranhas da terra, da parte de baixo, com o fim de destruir tudo o que se encontra à nossa frente, o que aponta para os sofrimentos provocados por Satanás como no caso de Jó (Jó 1. 1-22) e os ventos são os males que provocamos, os sofrimentos oriundos de nossos relacionamentos mal resolvidos.

Temos o exemplo da desavença de Paulo e Barnabé:

“E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. E Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos à graça de Deus.” (At 15. 37,38) Certamente, isto pesava no coração de Paulo a ponto de no final de sua carreira, solicitar a presença de João Marcos: “Só Lucas está comigo. Toma Marcos, e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério.” (II Tm 4.11).

Às vezes, somos nós os causadores do sofrimento. Fiquemos alertas com a nossa conduta. As dificuldades, neste caso, vêm com efeito corretivo.

Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda”. (Mt 8.27)

Jesus nos ensinou várias lições sobre o sofrimento: quando avistaram o jovem cego de nascença, os discípulos compartilharam o pensamento relativo ao pecado hereditário e o Mestre demonstrou que a glória de Deus era o motivo do sofrimento na vida daquele jovem. Muitos precisavam ver o poder divino se manifestando em sua vida. Portanto, o sofrimento era o prenúncio de muita alegria.

Nesta circunstância, Jesus vai ao encontro de apenas uma pessoa. Numa outra situação, o Senhor Jesus encontrou um paralítico, no Tanque de Betesda, que há trinta e oito anos, estava deitado em seu leito, esperando que o seu milagre aconteça: alguém o colocasse no tanque, assim que o anjo agitasse as águas. Mas somente ele foi curado.

Alguém poderia perguntar: Não havia outros enfermos à beira do tanque em contínuo sofrimento por causa da enfermidade? Por que o Senhor não terminou com o sofrimento das outras pessoas?

O Senhor Jesus nos convida a segui-lO e tomar a cruz, Ele prometeu sofrimentos. Não disse que teríamos felicidade eterna. Há um dia para que a sua vontade prevaleça e nosso sofrimento tenha fim. Nada é eterno nesta vida. Somente a nossa vida com Deus.

Dentre os servos do Senhor, bem como os seus profetas, temos uma galeria imensa, mas iremos destacar apenas três deles neste grupo:

Profeta Jeremias – conhecido como profeta das lágrimas, teve diversos motivos para derramá-las, haja vista que acompanhou todo o estado de devastação de Israel:

Com o passar dos anos, a própria família de Jeremias se voltou contra ele e chegou a conspirar para tirar sua vida (Jeremias 1:8, 11:21-23, 12:6). Ao longo de sua jornada profética, acabou sendo submetido a castigos físicos, sendo colocado em cepo (Jeremias 20:1-3), preso a fúria de uma multidão (Jeremias 26:1-9), ameaçado pelo rei (Jeremias 36: 26) e zombado (Jeremias 28).

Alguns dos príncipes de Zedequias o prenderam, espancaram, o acusaram de traição e o lançaram na prisão (Jeremias 37:1- 15), e posteriormente jogado em um poço vazio e profundo (Jeremias 38:1- 6). Mesmo assim, ele sobreviveu ao cerco de Jerusalém e testemunhou o exílio do povo. (Lourenço, 2023)

O cepo no qual foi colocado era uma espécie de tronco onde ficou preso durante dias e tal fato nos remete a um prenúncio da crucificação, quando Jeremias tudo sofre pelo povo, pagando na sua própria carne pelos pecados deste povo sem ter cometido mal algum.

O Senhor Jesus Cristo – nos ensinou o que é o sofrimento com o testemunho de sua própria vida. A reação dEle ao sofrimento aponta como devemos reagir. Ele não esconde o segredo: é preciso estar no centro da vontade divina.

Quando estamos em comunhão com Deus, temos uma vida de oração e jejum, estamos preparados para enfrentar as adversidades, haja vista que o Senhor fala conosco em todo tempo e, sabendo qual é proposito, finalidade daquele sofrer, nos sentimos mais seguros pra enfrentar.

O apóstolo Paulo – o perseguidor da Igreja foi intensamente perseguido e sofreu muito mais do que o sofrimento por ele causado. Vejamos dez sofrimentos de Paulo:

1.Desceu pendurado num cesto para não ser preso (2 Co 11:32-33).

2.Expulso de Antioquia pelos poderosos da cidade (Atos 13:50-51)

3.Apedrejado quase até a morte em Listra (At 14.19)

4.Açoitado, preso e amarrado com os pés em um tronco na Macedônia (Atos 16:23-24)

5.Por pregar em Bereia, foi perseguido pelos judeus em Tessalônica (Atos 17:13- 14)

6.Envolveu-se numa grande confusão em Éfeso porque pregou contra os deuses locais (Atos 19:23-26)

7.Em Jerusalém é acusado injustamente de ter levado um grego ao templo e, por isso, é perseguido e quase é morto (Atos 21:27-31)

8.Preso e enviado a Roma, sofre um naufrágio em Mileto (Atos 27:13-20).

9.Picado por uma cobra venenosa na Ilha de Malta (Atos 28:3)

10.Decapitado por Nero em Roma por volta do ano 67 ou 68 d.C.

Pois sois sofredores, se alguém vos põe em servidão, se alguém vos devora, se alguém vos apanha, se alguém se exalta, se alguém vos fere no rosto.

Envergonhado o digo, como se nós fôssemos fracos, mas no que qualquer tem ousadia (com insensatez falo) também eu tenho ousadia.

São hebreus? também eu. São israelitas? também eu. São descendência de Abraão? também eu. São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes.

Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo;

Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas.

Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza. O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que é eternamente bendito, sabe que não minto.

Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas pôs guardas às portas da cidade dos damascenos, para me prenderem. E fui descido num cesto por uma janela da muralha; e assim escapei das suas mãos. (II Co 11.20-33)

Quem suportaria sofrer tanto assim como o apóstolo Paulo?

Nesta vida, é impossível fugirmos do sofrimento. Aquelas placas das portas de igrejas que dizem “PARE DE SOFRER”, na verdade, estão vendendo um evangelho falso, genérico, pois Cristo prometeu a cruz (símbolo de sofrimento).

Paulo disse que estava “crucificado com Cristo” e a nova vida que vivia era com o Filho de Deus. Não há alternativa para fugirmos de nossa responsabilidade de viver um compromisso verdadeiro com o Senhor, o qual implica sofrimento e abnegação.

Os grandes heróis da fé não tiveram uma vida de bonança. Eles atravessaram desertos, enfrentaram tempestades, sofreram com a fome, padeceram necessidades, sentiram a dor da rejeição, do desprezo, foram privados de liberdade, mantiveram-se firmes diante das injúrias e perseguições etc. E tudo passou. O sofrimento não é eterno.

O Senhor cuida de Seus filhos e os fortalece para suportar todas as dores e resistir a tais circunstâncias. A maior esperança do cristão é de que nas mansões celestiais tudo isto terá terminado: “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” (Ap 21.4)

O QUE FAZ COM QUE DEUS PERMITA O SOFRIMENTO DO JUSTO?

1.Para alcançar a estatura de varão perfeito – Ef 4.13.

2.Para crescer em graça e conhecimento da Palavra de Deus – II Pe 3.18.

3.Pode ser consequência de um pecado ou desobediência – II Ts 3.14,15.

4.Para que a experiência adquirida com o sofrimento também seja para a edificação de outros – II Co 1.4

5.Para que sejamos sensíveis e tenhamos compaixão pelo outro – II Co 1.4,5

6.Para alcançarmos o caminho da perfeição espiritual – Fp 3.12

De certa forma, o sofrimento traz resultados positivos para a vida de quem sofre. O cristão se torna uma pessoa melhor, mais sensível e comprometido com o Senhor e a Sua Palavra.

Desenvolve mais intimidade com Deus, aprendendo a amá- lO mais. Consequentemente, ama o próximo e se compadece do carente, porque sabe o que é padecer necessidade, seja material, afetiva, espiritual. Jó demonstra que, após o sofrimento, os seus olhos foram abertos e ele pode enxergar bem melhor as circunstâncias diante dele:

Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. Quem é este, que sem conhecimento encobre o conselho?

Por isso relatei o que não entendia; coisas que para mim eram inescrutáveis, e que eu não entendia. Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza. (Jó 42. 2-6)

É preciso ter bom ânimo nas difíceis circunstâncias da vida e apegar-se em Deus, a única razão da nossa esperança, pois elas têm um efeito pedagógico.

Que sejamos alunos atentos com o fim de extrairmos lições das aflições. Temos diversos testemunhos de servos de Deus que escolheram sofrer as agruras do martírio, da perseguição, da prisão, a negar o nome do nosso Salvador.

Dentre muitos, estão os mártires do Coliseu de Roma e, entre outros, estão os cristãos dos países islâmicos, da Coreia do Norte, da China etc.

Deixaremos, no final, a sugestão de três livros que tratam deste tema. Não poderemos transcrever os relatos aqui. Somente deixaremos um relato do livro Os Mártires do Coliseu, onde encontramos o testemunho da morte de Inácio de Antioquia, na época do imperador Trajano (98–117 d.C.):

Ordenamos que Inácio, que afirma carregar Jesus crucificado, seja levado em cadeias à grande cidade de Roma e em meio aos jogos do anfiteatro, como um prazeroso espetáculo ao povo romano, seja dado em alimento às bestas feras.

Quando Inácio ouviu sua sentença, caiu de joelhos, e erguendo os braços aos céus, bradou num êxtase de alegria: – Oh, Senhor, agradeço-te haver-me honrado com o mais precioso sinal da tua caridade e permitindo que eu seja acorrentado por teu amor com foi o apóstolo Paulo.

Ele permaneceu na mesma posição, os braços levantados, os olhos fixos no céu: parecia ter tido um vislumbre daquela inefável alegria que tão ardentemente desejava e que logo desfrutaria.

Foi arrancado de seu devaneio pelas garras de um soldado que agarrou-lhe a frágil mão, e a prendeu numa algema de criminoso. Seu crime foi carregar dentro de si o Jesus crucificado. Ele não ofereceu resistência, cheio de alegria, e orando por seu pobre rebanho, foi com os guardas para uma das celas da prisão pública, onde aguardaria a partida para Roma.

Uma multidão agrupara-se no pátio do palácio do governo, onde residia o imperador. Quando viram o venerável bispo algemado e condenado à morte.

Um murmúrio de compaixão rompeu de cada lábio, havia muita gente com lágrimas nos olhos, e no peito, um soluço reprimido. Eram cristãos assistindo o seu amado bispo e pai ser arrastado para uma morte ignominiosa. […]

Da residência de Policarpo, Inácio escreveu algumas cartas maravilhosas e sublimes, solicitando aos cristãos de diferentes igrejas, especialmente de Roma que não lhe impedisse o martírio.[…] Se me amais com verdadeira caridade, permitir-me-eis subir ao altar do sacrifício, e vós mesmos reunir-vos-eis à minha volta, entoando hinos de agradecimento ao Pai e a Jesus Cristo por Ele haver trazido do leste para o oeste, de Esmirna a Roma, o bispo de Antioquia para fazê-lo confessar de seu grande nome, e sua vítima e seu holocausto.

Oh! Que feliz e abençoada a nossa sina, morrer para este mundo, e viver eternamente para Deus! […]

Um silêncio palpável reina no anfiteatro. As feras avançam. Deixemos que a imaginação complete os detalhes angustiantes.

O mártir foi-se ao encontro de sua coroa. Podemos apenas transcrever as breves e tocantes palavras de seu Atos: “Sua oração foi ouvida, os leões nada deixaram, a não ser os ossos mais sólidos de seu corpo.” (O’Reilly, 2021, p. 46- 50)

REFERÊNCIAS:

LOURENÇO, Indiara. Quem foi Jeremias na Bíblia? 4 Lições da história e do chamado do Profeta Chorão. Acesso Cristão. 04 set. 2023 Disponível em: https://acessocristao.com.br/quem-foi-jeremias/. Acesso em 07dez.2024.

O’REILLY, A. J. Os mártires do Coliseu. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.
POR QUE o crente sofre? Sofrimento e Deus combinam? Revista Comunhão, 19 mar. 2022. Disponível em: https://comunhao.com.br/por-que-o-crente-sofre- sofrimento-e-deus-combinam/. Acesso em 07dez.2024.

SANCHEZ, André. Os 10 piores sofrimentos de Paulo que mostram que ser cristão não é brincadeira. Disponível em: https://www.esbocandoideias.com/2016/02/os- 10-piores-sofrimentos-do-apostolo-paulo.html. Acesso em 07dez.2024.

Sugestões de Obras:

ADENEY, Miriam. Filhas do Islã. Minas Gerais: Missão Horizontes DANYUN. Lírios entre espinhos. Minas Gerais: Missão Horizontes LEE, Sook Lee. Os olhos dos animais sem cauda. Minas Gerais: Missão Horizontes

SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

Converse com alunos sobre as igrejas que pregam um evangelho sem sofrimento.

Estimule-os a dar testemunho sobre dificuldades que enfrentaram e foram vencedores.
Esclareça sobre a necessidade do sofrimento para que nos tornemos pessoas melhores e mais maduras.

 Profª. Amélia Lemos Oliveira

Fonte: https://www.portalebd.org.br/classes/juvenis/11081-licao-11-sofrimento-e-possivel-escapar-dele-i

Vídeo: https://youtu.be/uqOPd-PgaKI

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