OS DONS ESPIRITUAIS (1 Co. 12:1-11)
INTRODUÇÃO
As igrejas evangélicas têm crescido grandemente. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), em 2022, 26,9% dos brasileiros se declararam evangélicos, ou seja, 47,4 milhões de brasileiros.
Dentro das chamadas igrejas evangélicas, temos as igrejas pentecostais, principalmente estas, tem crescido de forma gigantesca e poderosa, não somente no Brasil, mas também por vários países do mundo.
Onde a Palavra de Deus é pregada e a fé pentecostal é anunciada, logo a igreja cresce e prospera de forma extraordinária.
Neste estudo veremos que, através do conhecimento e do uso correto dos dons espirituais, a igreja pode cumprir o propósito dado por Deus, de levar o evangelho com poder e autoridade até os confins da terra (At. 1:8).
Quando lemos Romanos capítulo 12, Efésios capítulo 4:11 e a primeira carta de Paulo aos Coríntios no capítulo 12, nós encontramos três classificações de dons.
Quando lemos Romanos capítulo 12, encontramos os chamados dons de serviço. Quando lemos Efésios capítulo 4:11, encontramos os chamados dons ministeriais, ou dons de Cristo. Quando lemos 1 Coríntios capítulo 12 encontramos os dons espirituais.
É através da pregação da Palavra de Deus e da confirmação da Palavra pela demonstração do Espírito e de poder, que a igreja cresce.
I – RAZÕES PARA O CRESCIMENTO DA IGREJA
Em primeiro lugar, a igreja cresce, porque ela está alicerçada em uma promessa divina, na Palavra de Deus (Mt.16:18; 7:24).
Em segundo lugar a igreja cresce, pelo poder e a autoridade que há no nome de Jesus Cristo. Muitos cristãos não têm conhecimento do poder e autoridade que tem nome de Jesus Cristo (Mt.28:18; 1Pe. 3:22; Ef. 1:19-23).
Jesus é aquele que manda, que tem autoridade. Paulo escrevendo aos Filipenses no capítulo 2 e nos versículos 9-11, diz:
“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
Por esta razão a igreja tem que colocar em prática o que Paulo nos exorta em Efésios 6:10-18, ou seja, fortalecermos no Senhor e na força de seu poder.
Os cristãos se fortalecem em tantas coisas tais como:
No físico, na estrutura do corpo (e isso não é errado), outros buscam reforço na matéria da escola que enfrentam mais dificuldades, já outros se fortalecem no meio político.
Mas muitos não seguem o conselho bíblico de se fortalecerem no Senhor e na força de seu poder.
Devemos nos fortalecer no Senhor (Ef. 6:10), porque ele é Senhor (Dt. 10:17,18; Ap. 19:11-16; 1Co. 8:6).
Quando Deus apareceu a Moisés na sarça (Êx. 3:15), apareceu como SENHOR (YHWH – IAVÉ – JEOVÁ), o grande “Eu Sou”. A palavra “Eu Sou”, significa o autossuficiente, que não depende de ninguém, o Todo poderoso.
Mas segundo Orlando Boyer, em seu livro “Pequena Enciclopédia Bíblica”, a palavra “Eu Sou”, também quer dizer, “Eu serei o que serei”, ou seja, serei tudo o que for necessário no que depender a ocasião (para o fraco ele é aquele que fortalece…).
Em Efésios 6:10 nos diz que, além de nos fortalecermos no Senhor, devemos também, nos fortalecer na força de seu poder, pois, o nosso Deus é o grande El Shadai, o Deus onipotente, o Deus Todo-poderoso, que tem todo poder.
A palavra Todo-poderoso, aparece pela primeira vez nas sagradas escrituras, em Gênesis 17:1, que diz: “…Eu sou o Deus Todo-poderoso; anda em minha presença e sê perfeito”.
Nosso Deus é o Deus Todo-poderoso (Am.4:13),
não olha para cima, pois, não tem ninguém acima dEle;
não viaja e está em todos os lugares ao mesmo tempo,
em suas mãos está o poder da vida e da morte (Dt.32:39; 1Sm. 2:6-8), ninguém pode impedir seus propósitos (Jó. 42:2; Is. 14:26,27; 43:13), pois para Ele nada é impossível (Lc. 1:37).
Ele é conhecedor, sabe de todas as coisas que se passa no universo, no céu e na terra. Ele domina sobre tudo e sobre todos. Ele é o Rei de Israel e de todas as nações.
O nome do Senhor Jesus Cristo é poderoso! Por isso o cristão não deve temer em realizar a obra de Deus, pois tem poder e autoridade no nome do Senhor Jesus Cristo, Jesus disse: “Em meu nome…” (Mc. 16:15-18).
Pedro e João junto a porta chamada Formosa, usaram o poder do nome do Senhor Jesus Cristo e o coxo foi curado (At. 3:1-8).
Os setenta discípulos de Jesus voltaram da grande comissão regozijando, e disseram a Jesus, que até os demônios se submetiam a eles pelo nome do Senhor Jesus Cristo (Lc. 10-17-19).
A igreja tem poder no nome do Senhor Jesus Cristo. Ela é, e segue vitoriosa, segue avante, por causa do poder no nome do Senhor Jesus Cristo.
Ela é bíblica, sujeita-se a Deus e resiste ao inimigo (Tg. 4:7), pois sabe que o poder, na verdade, não está nela, não está em uma nomenclatura de igreja, não está em um título, seja secular ou teológico, ou em uma carteirinha de membro de uma determinada igreja ou denominação, mas no Nome poderoso de Jesus Cristo!
Mas além da promessa do Senhor Jesus Cristo (Mt. 16:18), além da autoridade e do poder do nome do Senhor Jesus Cristo (Mc. 16:15-18), há também nove pepitas douradas concedidas pelo Espírito Santo, que são os dons espirituais.
Portanto em terceiro lugar, a igreja cresce devido o poder do Espírito Santo de Deus, operando através dos dons espirituais.
II – O QUE SÃO OS DONS ESPIRITUAIS
Os dons espirituais são chamados no original grego “charisma” “dádiva”, “dom” (aquilo que é dado de graça); “charismata”, é a forma plural – “DONS”; significando “graças”, logo os dons são dádivas, favor imerecido que Deus concede a homens que estão dispostos a serví-Lo, e que por obediência, já alcançaram o batismo com o Espírito Santo.
Portanto os dons são dados pela infinita misericórdia divina, e não porque alguém é mais espiritual ou melhor que o outro, mas em virtude da soberania e vontade de Deus.
Muitos são os que acham que, os portadores dos dons espirituais, são crentes superiores aos demais, que eles têm um nível de espiritualidade maior e em razão disso, desfrutam uma posição privilegiada no meio da congregação, pensamento este, que tem feito muitos irmãos irem à procura dos tais, a fim de obterem curas divinas, maravilhas, sinais, profecias.
São contrários a Palavra de Deus, pois, ela nos diz que os sinais seguirão os que creem (Mc.16:15). Para aqueles que se acham superiores, disse alguém:
“Um ministro verdadeiramente cristão, buscará mais fazer o bem para as almas dos homens, do que obter para si aplausos”.
Os Dons Espirituais não são atestados pessoais de Santidade
É um erro gravíssimo, quando alguém porque “possui” algum dom espiritual, julga-se mais santo que todos.
Além de revelar soberba, os dons espirituais não blindam ninguém do pecado e de suas consequências. Nunca devemos usar os Dons espirituais como termômetro para medirmos o grau de espiritualidade e santidade de alguém.
Se os Dons fossem um atestado de santidade, ninguém seria mais santo que os Coríntios. Mas, aquela igreja, apesar de possuir todos os dons (1 Co 1.7); cometia graves pecados, e Paulo os exortou a respeito: (1 Co 3.3,4); (1 Co 5.1,2); (1 Co 6.1-11).
Dons espirituais, são meios pelos quais, o Espírito Santo de Deus revela poder e sabedoria divina através de instrumentos humanos.
Essa transmissão de poder, se dá através do revestimento de poder, que é o batismo com o Espírito Santo. O batismo com o Espírito Santo é o início dessa transmissão de poder. Muitos crentes se contentam com o batismo e se esquecem de buscar os dons, encerrando sua jornada no primeiro degrau.
Dons espirituais são dádivas, poderes dados pelo Espírito Santo a alguns crentes, para que a presença do Altíssimo (Sl. 18:13), seja presente no meio do povo de Deus, e seja confirmada a pregação do evangelho (Mc. 16:20; At. 14:1-3).
Uma pregação do evangelho sem a confirmação dos sinais, é um evangelho incompleto.
Se o evangelho é o poder de Deus para a salvação (Rm.1:16), logo a capacidade para convencer o pecador não está na capacidade do pregador, mas na própria Palavra de Deus que é mais penetrante do que espada alguma (Hb. 4:12).
Para que a Palavra seja confirmada; para que a Palavra pregada não seja apenas uma palavra persuasiva de sabedoria humana, ou apenas uma exposição retórica, um discurso emocionado, mas uma demonstração do Espírito e de poder (1Co. 2:3,4), tem que haver sinais.
Há uma ilustração bem interessante quanto a isso. Quando você vai mandar uma carta via correios, eles perguntam se queremos com aviso de recebimento “AR”. Se optarmos pela confirmação, temos a certeza de que a correspondência foi entregue, e servirá até de provas para algum problema posterior.
Agora se optarmos pela não confirmação, temos a ideia de que a carta foi entregue, mas não temos como provar. Assim é a pregação do evangelho com a confirmação pela demonstração do Espírito e de poder.
III – PROPÓSITOS DOS DONS ESPIRITUAIS
A palavra “propósito”, segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa é “intenção de (fazer algo); projeto, desígnio; aquilo que se busca alcançar quando se faz alguma coisa; objetivo, finalidade, intuito; aquilo a que alguém se propôs, por que se decidiu; decisão, determinação, resolução.” Vem da palavra latina “prospoitum”, cujo significado é “pôr diante, expor à vista; apresentar, propor, oferecer; anunciar, declarar; referir, relatar, contar, narrar; fixar, marcar, determinar”.
– Nesse propósito estabelecido pelo Senhor, encontra-se a
• diversidade de dons,
• diversidade ministérios e
• diversidade operações (I Co.12:4-6),
pois o Senhor quis formar um só corpo (Ef.4:4), já que há um só Espírito, um só Senhor e um só Deus (Ef.4:5,6), mas uma unidade que demonstrasse a Sua infinitude, de sorte que em meio a esta unidade, existiria, também, uma multiplicidade de membros, exatamente como quando fez o homem, criando um só ser com um único corpo, mas com uma multiplicidade de membros e órgãos.
Não é sem razão que, a Palavra de Deus declara que a diversidade, já começa na própria existência de atividades distintas:
• dons
• ministérios
• operações
Os dons estão a cargo da pessoa divina do Espírito Santo (1Co12:4).
Os ministérios estão a cargo da pessoa divina do Senhor Jesus Cristo (1Co.12:5).
Já as operações, a cargo da pessoa divina de Deus o Pai (1Co.12:6).
A repartição de dons, ministérios e operações tem em vista nada mais, nada menos que o exercício do amor, o amor de Deus que é recebido por cada salvo pelo Espírito Santo (Rm.5:5).
– Vemos, então, que o um dos propósitos estabelecido por Deus para que houvesse dons, ministérios e operações na Igreja outro não é senão o de criar um ambiente propício e necessário para o exercício do amor de Deus por parte dos salvos e não é por outro motivo que o apóstolo Paulo, ao ensinar sobre os dons espirituais aos coríntios, faz uma pausa para indicar o “caminho mais excelente”, que é o amor (I Co.12:31).
A lógica da Igreja é a lógica do serviço. O Senhor Jesus mesmo disse aos Seus discípulos, quando eles disputavam entre si qual é o maior, que, na Igreja, temos uma situação contraditória ao que existe entre os gentios, ou seja, na Igreja, o maior sempre serve ao menor (Mt.20:25-28; Mc.10:42-45).
– Aquele que recebe um dom espiritual ou ministerial assemelha-se ainda mais a Cristo e, por isso mesmo, deve servir, como Jesus ensinou (Mt. 20:28); deve imitá-lo (1Co. 11:1; Ef.5:1), andar com ele andou (1Jo. 2:6), e como ele andou? Fazendo o bem o curando todos os oprimidos do diabo (At. 10:38).
Devemos amar uns aos outros (Jo. 13:34), a igreja primitiva praticava isso, razão pela qual ter dito um ateu por nome de Luciano: “Não creio em Jesus, mas ele conseguiu colocar na cabeça de seus discípulos que todos são irmãos.
– Os dons espirituais são manifestações do Espírito Santo no meio da Igreja, ou seja, são dádivas que o Senhor concede a certos membros da Igreja com a finalidade de mostrar que o Espírito Santo está no meio da Igreja.
Através dos dons espirituais, o Espírito Santo “aparece” na Igreja, faz com que todos percebam a Sua presença, a Sua companhia.
– Tais manifestações somente ocorrem na Igreja, diz o apóstolo Paulo, para o que for útil (I Co.12:7).
A palavra grega original aqui é “sumphero” (συμφέρω), cujo significado é de “ser útil”, “ser vantajoso”, “ajuntar”, “beneficiar”, “trazer lucro, vantagem”, “ser bom para alguém”.
A utilidade nas manifestações sobrenaturais é indispensável para que se tenha uma legítima e verdadeira atuação de um dom espiritual. Se não há qualquer proveito, qualquer vantagem para a Igreja, a manifestação não é proveniente do Espírito Santo, disto tenhamos certeza e convicção.
– Esta é, aliás, a grande diferença entre os dons espirituais e o que, certa feita, foi muito bem denominado pelo jornalista cristão Jehozadak Pereira de “neobobagens pentecostais”, que andam infestando o ambiente dos que cristãos se dizem ser, coisas como:
• “dom de lagartixa”,
• “vômito santo”,
• “cai-cai”,
• “cair no Espírito”,
• “unção de animais”,
• “risada santa”,
• “gargalhada santa”
e tantas outras invencionices que têm prejudicado enormemente a vida espiritual de muitos. Com efeito, no início de seu ensino, Paulo quis deixar claro que seu objetivo era manter os coríntios cientes e não ignorantes a respeito dos dons espirituais (I Co.12:1).
Depois, manda que os crentes em Corinto buscassem com zelo os dons espirituais, principalmente o de profetizar (I Co.14:1).
Assim, seu ensino não se resume apenas ao dom de profecia, embora seja ele o mais excelente, mas abrange todos os demais dons, que ele mesmo elencara para os coríntios (I Co.12:8-11).
1 – Edificação
O apóstolo Paulo, então, mostra que a primeira finalidade dos dons espirituais é o da edificação da Igreja. Ora, “edificar” é a “elevação de um edifício; construção, ato ou fato de se conduzir à virtude, à perfeição, ao conhecimento”.
Ora, a Igreja é o edifício de Deus (I Co.3:9), edifício este que, bem ajustado, deve crescer para templo santo no Senhor (Ef.2:21).
Tendo como pedra principal da esquina, Cristo (Pe. 2:1-7; Ef.2:20; I Co.3:11), a Igreja tem de crescer tendo como bases, como fundamentos os apóstolos e os profetas, a edificação da Igreja, é algo que tem de estar baseado e alicerçado na Bíblia Sagrada, onde estão “os fundamentos dos apóstolos e profetas”, Bíblia que é a testemunha fidedigna de Cristo Jesus (Jo.5:39).
Não é possível, portanto, que qualquer manifestação genuína e autêntica de dom espiritual leve ao menosprezo das Escrituras Sagradas e de seu estudo. Todo e qualquer “avivamento” que desprestigie a Palavra de Deus não provém de Deus. Lembremos sempre disto, amados irmãos!
2 – Exortação
Mas o apóstolo Paulo, ao se referir ao dom de profecia, e já vimos que isto vale para todo e qualquer dom espiritual, também disse que a manifestação do Espírito Santo tem a finalidade de exortação.
“Exortar” é “dar estímulo a; animar, estimular; induzir (alguém) a fazer ou pensar determinada coisa; persuadir.”
Tem origem no latino “hortari”, que já significa incentivar, estimular. Bem se vê, pois, que “exortar” nada tem que ver com “bater”, “machucar”, “ferir”, como alguns têm defendido e ensinado nas igrejas locais, mas, sim, tem o significado de “animar”, de “dar ânimo”, de “estimular”.
3 – Consolação
Os dons espirituais têm uma outra finalidade, que é a consolação da Igreja (I Co.14:3).
A palavra grega que é traduzida por “consolação” é “paramuthia” (παρμυθία), cujo significado é “conforto”, “consolação”.
“Conforto” é “consolo recebido ou prestado em momento de preocupação, de aflição; consolação; experiência agradável; sensação de prazer, de plenitude, de bem-estar espiritual”.
4 – Tornar os crentes mais poderosos
Culto onde não há manifestação do poder de Deus, fica parecendo missa. Não digo gritaria; gritar no Espírito é uma coisa, agora, barulheira na carne é outra. Mas com ordem e decência, não podemos ter uma vida fria, apática.
Quando falamos em tornar os crentes mais poderosos, isso não quer dizer em hipótese alguma com relação a ser o “poderoso chefão”, que manda e desmanda, que se acha o tal. Mas esse poder é para tornar os crentes mais
intrépidos (At.13:13-43);
mais ousados (At. 13:42-52).
O apóstolo Pedro evidenciou isto, após negar Jesus (Lc. 22:55-62), mas com o derramamento do Espírito Santo, usou de tal intrepidez e ousadia (At.2:1), levando quase três mil almas a se converterem (At. 2:41-47).
Esse poder do Espírito Santo, faz com que os crentes preguem a Palavra de Deus com poder e autoridade, assim como Jesus e não como os escribas (Mt. 7:28,29).
Quem eram os escribas? Eles eram os copistas da lei, copiavam a mão, por isso decoravam partes inteiras da Palavra de Deus, ou seja, eles conheciam bem a Palavra de Deus.
Jesus conhecia muito mais do que eles, pois ele é a própria Palavra (Jo. 1:1,2), e ensinava com poder e autoridade, por isso onde ia arrastava uma grande multidão (Mt.7:28).
Só que havia uma diferença entre Jesus e os escribas, pois, Jesus fazia para depois ensinar (At. 1:1), diferente dos escribas que ensinavam, mas não praticavam (Mt.23:1), razão pela qual eles foram repreendidos severamente pelo Senhor (Mt. 23: 1-27).
Todo cristão deve ter o senhor Jesus como exemplo, seguir as suas pisadas (1Pe. 2:21), andar como ele andou (1Jo.2:6).
Jesus pregava com poder e autoridade, pois fora ungido com Espírito Santo e com virtude (At. 10:38).
Muitos cristãos ensinam que no ministério terreno de Jesus Cristo, tudo quanto ele fez, os milagres, os prodígios, as maravilhas, tudo isso Jesus executou como Deus.
Só que a Bíblia diz em Filipenses 2:6-8, que “Jesus sendo em forma de Deus não teve por usurpação a ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte”.
Entendemos que Jesus enquanto palmilhou essa terra, deixou de usar atributos que pertencem somente a Deus, tais como, onipotência, onisciência e onipresença, ou seja, Jesus, em uma expressão bem simples, era cem por cento homem e cem por cento Deus (como homem teve Pai e não teve mãe…).
Em João 14:12, Jesus disse: “…aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas…”. Se Jesus realizou as obras como Deus, como é que poderemos fazer as mesmas coisas, quanto mais, maiores ainda?
IV – OS DONS ESPIRITUAIS NÃO SE CONFUNDEM COM O FRUTO DO ESPÍRITO E NEM COM OS DONS MINISTERIAIS
Todos os salvos, os novos convertidos, possuem o fruto do Espírito Santo, Jesus mesmo disse que se conheceriam seus seguidores pelos seus frutos.
Só que isso não acontece com os dons espirituais, que são dados individualmente, não a todos, mas apenas alguns dentre os servos do Senhor; é repartido particularmente a cada um como quer (1Co.12:11).
Os Dons Espirituais não são mais importantes que o Fruto do Espírito. Paulo recebeu a revelação de que o Fruto (Gl 5.22) deve preceder os Dons. Jesus ensinou, que cada um é conhecido pelos frutos e não pelos dons: Portanto, pelos frutos os conhecereis (Mt 7.20)
Ao doutrinar a Igreja, coloca o amor ágape, como o fator fundamental e que proporciona crescimento e equilíbrio. Notemos que em dois capítulos da primeira carta aos Coríntios, ele trata dos Dons Espirituais (sua natureza e seu uso correto): Capítulos 12 e 14. No entanto, entre estes dois capítulos, Paulo destaca o sublime Fruto do Espírito – o Amor (1 Co 13).
O saudoso pastor José Pimentel de Carvalho, disse certa vez:
“Não temos uma maior profusão dos Dons do Espírito, porque o amor tem esfriado em nossos corações”.
UM PARALELO ENTRE DONS E FRUTO -1 Co 12.1-11; Gl 5.22
Os Dons são dados, são recebidos
O Fruto é gerado pelo Espírito em nós
Os Dons vêm de fora para dentro
O Fruto vem de dentro para fora
Os Dons são completos, são plenos
O Fruto cresce e desenvolve-se
Os Dons revelam quem Deus é
O Fruto revela quem somos nós
Os Dons são diversos: “Ora há diversidade de dons… (1 Co 12.4)
O Fruto é apenas um. Notemos o termo fruto no singular:
“O fruto do Espírito é…” (Gl 5.22)
Os Dons concedem poder espiritual
O Fruto concede maturidade espiritual
Os Dons relacionam-se com o que fazemos (Carisma)
O Fruto relaciona-se com o que somos (Caráter)
Já os dons ministeriais (Ef. 4:11), concedido por Cristo, é uma atividade continua no meio do povo de Deus. Exemplo: quem é pastor é pastor em casa, viajando, dormindo, é pastor vinte e quatro horas. Agora ninguém pode dizer que é profeta vinte e quatro horas.
V – OS DONS ESPIRITUAIS NÃO CESSARAM
Há aqueles que pensam que os dons espirituais cessaram com o último dos apóstolos que tudo aquilo que você lê no livro de Atos era só para aquela época, só para aquele tempo, que os dons do Espírito Santo terminaram.
Essa interpretação equivocada tem até um certo fundamento bíblico porque a Bíblia diz que um dia os dons vão cessar. Paulo diz em 1Co. 13:8: “… havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá…”
Só que, se os dons tivessem cessados, o conhecimento também não existiria mais, mas ainda o conhecimento existe. No entanto eles abrem uma exceção para o conhecimento continuar e dizem que os demais cessaram.
Há aqueles que dizem que os dons espirituais não são manifestos como antes. É importante frisar, que os dons espirituais, sempre estiveram à disposição da igreja, se não há um operar dos dons em certas igrejas, o erro está nos membros que não estão atentando para a forma correta para obtê-los.
COMO RECEBER OS DONS ESPIRITUAIS
Muitas pessoas não recebem os dons espirituais porque não conhecem os dons. Como a pessoa vai receber um dom se não conhece? A pessoa só tem salvação porque conheceu a Jesus. Se não conhecer o dom da Palavra de Sabedoria, como é que vai recebê-lo?
É preciso que conheçamos os dons espirituais. Porque tem muitos crentes que pensam que dom, é só línguas e profecia.
Tem pregador que quando vai pregar chama a igreja de freezer, geladeira e tantas outras coisas.
E diz: “Fala em línguas…”. Só fala em línguas quem tem o dom, quem não tem o dom, não fala. Pregador nenhum vai conseguir fazer toda a igreja falar em línguas, porque nem todos profetizam e nem todos falam em outras línguas.
Agora, quando somos batizados com o Espírito Santo, falamos em línguas, mas, com evidência.
a) O primeiro passo é desejar os dons (1Co. 14:12; Fl.2:13)
b) O segundo passo é buscar os dons (1 Co. 12:31; 1Co.14:1)
c) Essa busca envolve orar especificamente por alguns dons (1Co. 14:13)
d) Estar aberto e receptivo ao fluir do Espírito na hora de necessidades
e) Entendendo a frase “O Espírito Santo distribui os dons como quer” (1Co. 12:11)
VI – OS DONS ESPIRITUAIS LISTADOS POR PAULO À IGREJA EM CORINTO
1 – PRELIMINARES DE PAULO ANTES DE LISTAR OS DONS ESPIRITUAIS (1Co. 12)
O apóstolo Paulo começa o capítulo 12 da primeira carta aos Coríntios dizendo:
Versículo 1 – “A cerca dos dons não quero que sejais ignorantes…”
Deus nos fez seres racionais, inteligentes, tanto que ele usará como primeiro fundamento para julgar o homem é a racionalidade humana, que é composta da:
• consciência de si mesmo
• consciência de Deus
• sua posição na ordem universal (posição de inferioridade em relação a Deus e
superioridade em relação a criação)
• sua liberdade de escolha (livre arbítrio).
Consciência de si, de Deus, de sua posição na ordem universal e de sua liberdade, são os pontos da racionalidade humana e que são a primeira base para os julgamentos divinos.
Então ele não quer que sejamos ignorantes em coisa alguma, pelo contrário, o profeta Oséias profetizou dizendo: “O meu povo perece por fata de conhecimento…” (Os.4:6).
Jesus disse: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (Jo. 8:32). Pedro, o apóstolo também disse: “Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo…” (2Pe. 3:18).
A falta de conhecimento, leva-nos ao erro com relação as coisas de Deus (At.13:27); não adoramos em espírito e em verdade (Jo. 4:22); podendo sermos levados a um sentimento perverso e fazerem coisas que não convém (Rm1:28).
No versículo 2: “Vós bem sabeis que éreis gentios…”. O pastor Luciano Subirá diz “…que isso precisa ser entendido de uma forma que não é literal.
Por quê? A igreja de Corinto, ficava na Grécia, já estava, em termos de divisão territorial, na Europa, todos os não judeus são considerados e classificados como gentios.
Então, obviamente, eles eram gentios e seguiam sendo gentios. Quando Paulo diz: “Quando vocês eram gentios”, como se deixaram de ser? Só existe uma única explicação para isso.
Paulo está usando a maneira que era empregada pelos judeus de referir-se aos gentios como os pagãos, os povos sem Deus, aqueles que estavam vendidos à idolatria, e agora ele está falando da conversão. Então a expressão “quando eram gentios” não é literal, mas ela se refere ao período de antes da conversão.
No versículo 2 ainda – Paulo diz que eles eram “…levados aos ídolos mudos…” O pastor Hernandes Dias Lopes explica essa parte do texto dizendo: “O que é que Paulo está ensinando? E que há uma distinção entre o outrora e o agora.
Os ídolos, embora, mudos, guiavam, controlavam e dominavam os crentes de Corinto antes da conversão deles. O ídolo é mudo. Ele não tem vida, não fala, não ouve, não age, mas, a despeito disso o ídolo guia, controla, e dirige a vida daqueles que o veneram (Os 4.12). De que maneira? E que por trás do ídolo estão os demônios (10.20).
Assim, quando uma pessoa está sendo guiada por ídolos, ela está sendo controlada por demônios. O ídolo, ou uma imagem de escultura tem boca, mas não fala; tem olhos, mas não vê; tem ouvidos, mas não ouve; tem garganta, mas nenhum som sai da sua boca; tem mão, mas não apalpa; tem pé, mas não anda. Do mesmo modo são os que fazem e os que seguem os ídolos (SI 115.5-8).
A pessoa que faz um ídolo e o segue perde a capacidade de ver, ouvir e entender as coisas. Ela é controlada e guiada cegamente. Os ídolos eram demônios que estavam agindo na vida dos coríntios e guiando a vida deles antes da conversão”.
Versículo 3 – “Ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema!”
O comentarista Barclay explica dizendo: Havia quatro formas nas quais podia surgir esta frase terrível.
(a) Poderia ser utilizada pelos judeus.
As orações na sinagoga incluíam regularmente uma maldição a todos os hereges e apóstatas, e Jesus figuraria entre eles. E mais ainda, como Paulo bem o sabia (Gálatas 3:13), a lei judaica estabelecia:
“Maldito seja aquele que é pendurado no madeiro.” E Jesus tinha sido crucificado. Não seria estranho ouvir os judeus pronunciando seus anátemas sobre esse herege e criminal que os cristãos adoravam.
(b) É bem possível que os judeus fizessem que os prosélitos que se viam atraídos pelo cristianismo pronunciassem esta maldição ou fossem excomungados de todo culto judeu.
Quando Paulo estava relatando a Agripa seus dias de perseguidor, disse:
“E muitas vezes, castigando-os em todas as sinagogas, forcei-os a blasfemar” (Atos 26:11). Uma das condições para permanecer na sinagoga deve ter sido pronunciar uma maldição contra Jesus Cristo.
(c) Seja como fosse na época em que Paulo estava escrevendo, é verdade que mais tarde, nos dolorosos dias da perseguição, os cristãos eram obrigados, por seus perseguidores a amaldiçoar a Cristo ou morrer. Na época de Trajano, a prova de Plínio, governador de Bitínia, era exigir das pessoas acusadas de ser cristãs que amaldiçoaram a Cristo.
Quando Policarpo, o bispo de Esmirna, foi detido, o procônsul Estácio Quadrado exigiu o seguinte:
“Diga: ‘Fora os ateus’, jura pela divindade do César e blasfema contra Cristo.”
E esta foi a grande resposta do ancião bispo:
“Servi a Cristo por oitenta e seis anos, e nunca me fez nenhum mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou?”
Chegou certamente o momento em que os cristãos se viram confrontados com a escolher amaldiçoar a Cristo ou morrer.
(d) Existia a possibilidade de que até dentro da Igreja, alguém num estado de delírio semi-enlouquecido gritasse:
“Maldito seja Jesus.” Nessa atmosfera histérica podia ocorrer qualquer coisa e poderia dizer-se que se tratava da obra do Espírito.
Paulo estabelece que ninguém pode dizer uma palavra contra Cristo e atribuí-la à influência do Espírito.
“…ninguém pode dizer Jesus é o Senhor senão pelo Espírito Santo (v.3).
Este era, e continua sendo o grito de batalha cristão: “Jesus é o Senhor”.
Enquanto a Igreja primitiva não tinha um credo, esta simples frase era seu credo (ver Filipenses 2:11).
A palavra era kurios e era tremenda.
Era o título oficial do imperador romano. A exigência dos perseguidores sempre era:
“Diga: ‘César é Senhor’ (kurios).”
É a palavra grega por meio da qual se traduzia o nome Santo de Jeová na tradução grega do Antigo Testamento. Quando um homem podia dizer “Jesus é Senhor”, significava que outorgava a Jesus a fidelidade suprema de sua vida e a suprema adoração de seu coração.
Devemos notar que Paulo cria que um homem só podia dizer: “Jesus é o Senhor”, quando o Espírito o capacitava a fazê-lo. O Senhorio de Jesus não era tanto algo que o homem podia descobrir por si só,
como algo que Deus, em sua graça lhe revelava.
Nos versículos 4 a 6 da primeira carta de Paulo aos coríntios, ele fala, como fiz menção no início do estudo, das diversidades dos dons: “Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo…”.
Paulo apresenta o que podemos chamar de uma interação da Trindade.
Ele atribui a operação dos dons ao Espírito Santo, mas depois, quando ele diz “há diversidade de serviços ou ministérios, mas o Senhor é o mesmo”, apesar de no Velho Testamento, a expressão “Senhor” ser usada sempre para Deus Pai, no Novo Testamento, ela é aplicada para falar do Senhor Jesus, e é Ele quem opera os dons ministeriais.
Em Efésios 4.11, diz: “…que Ele concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, evangelistas, pastores, mestres”.
Então o Senhor Jesus é o responsável pelos serviços, ministérios ou dons ministeriais.
Mas no versículo 6 ele também fala que há diversidade não só de dons e de ministérios, mas também de realizações. Algumas traduções optaram pela palavra “operações”.
Isso significa o quê?
Nós temos uma lista em 1Coríntios 12:8-10 de nove dons do Espírito Santo.
Nós temos uma lista em Efésios 4.11 de cinco dons ministeriais
E o que são as operações?
Tudo o que não entra nas duas primeiras listas
-Diversidades de dons
– Diversidades de ministério
a gente pode colocar aqui.
Romanos 12 Paulo fala do que exorta.
Ele fala do que contribui.
Existem alguns dons que não são as manifestações sobrenaturais do Espírito Santo,
nem estão classificados nesses dons da graça que chamamos de dons ministeriais,
mas Deus está trabalhando na igreja.
E Pai, Filho e Espírito Santo interagem, para que toda igreja receba edificação.
2 – OS NOVE DONS DO ESPÍRITO SANTO
Nos versículos 8 a 10 – Paulo trata a respeito dos nove dons espirituais
O pastor Luciano Subirá faz uma comparação interessante considerando o número nove, como sendo um número de frutificação.
Quando você olha a característica do fruto do Espírito, ele também tem nove gomos.
Repare que, quando olhamos para o candelabro, que no velho testamento é apresentado como uma figura do Espírito Santo.
Em Zacarias o senhor pergunta para o profeta:
“…o que é que vês? O Profeta responde: “um candelabro de ouro puro” (Zc. 4:2).
O senhor diz: “muito bem não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito (Zc. 4:6).
Deus relaciona com o candelabro com o Espírito Santo.
No Velho Testamento
as lâmpadas do candelabro não poderiam se apagar.
No Novo Testamento,
Paulo escrevendo aos Tessalonicenses
ele diz: “não apagueis o Espírito (1Tss.5:19).
O paralelo está todo ali, Quando você olha para o candelabro além da haste central que havia quatro amêndoas, saí três hastes de um lado, com três amêndoas e três hastes de outro, com três amêndoas Essa foi a instrução que Deus deu a Moisés, ou seja, três braços com três amêndoas de um lado, nove amêndoas, três braços com três amêndoas do outro, mais nove amêndoas.
Há aqueles que acreditam que o candelabro reflete uma visão de equilíbrio da vida no Espírito, entre o fruto do Espírito e os dons espirituais.
Algumas igrejas valorizam mais caráter do fruto, e desprezam os dons espirituais; outras enfatizam os dons espirituais, e se esquecem de buscar o fruto do Espírito Santo.
Mas o que precisamos realmente, é que haja um equilíbrio entre os dons espirituais e o fruto do Espírito Santo.
Então, nessa analogia, entendem alguns que, na figura do candelabro, com três hastes com três amêndoas de um lado (três vezes três, igual a nove), e três hastes com três amêndoas do outro lado da haste central (três vezes três, igual a nove), revela de um lado os dons espirituais e do outro o Fruto do Espírito, havendo um equilíbrio entre eles.
Há aqueles que dizem que os dons espirituais são vários (sem limites), outros, ser somente nove dons, baseando na lista mais completa de dons espirituais listadas em I Co.12:8-10.
Entretanto, além desta relação (1Co.12:8-10) que é a mais conhecida e a mais pormenorizada, temos, também, a relação constante de Rm.12:6-8, que não é uma relação tão completa quanto a primeira e que parece misturar dons espirituais com dons ministeriais (até porque o texto não é específico com relação aos dons espirituais como é o anteriormente mencionado).
Mas se levarmos em consideração apenas a relação de I Coríntios 12:8-10, não podemos nos esquecer de que um dos itens da relação I Coríntios 12:8-10, fala dos “dons de curar” (I Co.12:9), dando a entender, portanto, que há mais de um dom de curar, o que torna, também, precário o entendimento de que os dons espirituais sejam apenas nove. Assim, não podemos afirmar com respaldo bíblico que somente haja nove dons espirituais.
Entretanto, tal posição bíblica não pode servir de base para que se adicionem outros dons de modo aleatório e sem qualquer respaldo escriturístico, manifestações que, no mais das vezes, não se coadunam com os propósitos e finalidades dos dons espirituais, cuja presença na igreja, inevitavelmente, trará confirmação da pregação do Evangelho, edificação espiritual, consolação, exortação e um maior envolvimento da igreja local com o Senhor e a Sua obra.
3 – OS DONS ESPIRITUAIS ESTÃO CLASSIFICADOS EM TRÊS GRUPOS
– Tomando-se, porém, a relação mais minudente das Escrituras:
podemos dividir os dons espirituais em três categorias, a saber:
1º GRUPO: DOM DE REVELAÇÃO
Os três dons que vem da revelação divina são:
• palavra da sabedoria,
• palavra do conhecimento,
• dom de discernir os espíritos
2º Grupo: DONS DE PODER
Os três dons de poder são:
• fé
• dons de curar
• operação de maravilhas
3º Grupo: dons de elocução, verbal ou de fala:
• variedade de línguas,
• interpretação de línguas
• profecia
4 – EXPLICANDO MAIS PORMENORIZADO OS TRÊS GRUPOS DE DONS
1º GRUPO: DONS DE REVELAÇÃO
Na Bíblia não existe nenhum dom chamado de dom de revelação; existem dons que vem da revelação divina. Em 1 Coríntios, no capítulo 14:6 diz:
“E agora, irmãos, se eu for até aí falando em línguas, que proveito vocês terão, se eu não falar por meio de revelação, de conhecimento, de profecia ou de doutrina?
Em 1 Coríntios, no capítulo 14:26, Paulo diz: “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
Então, alguém pode perguntar:
“Será que revelação não é dom do Espírito Santo? Não seria então uma décima manifestação além das nove?” Não!
É que revelação está mais para uma categoria de dons, porque três desses dons,
• a palavra de sabedoria,
• a palavra do conhecimento e o
• discernimento de espíritos,
elas têm a característica de revelação.
Então, quando a Bíblia fala de revelação, ela pode estar falando não só de um dom específico, mas de um grupo de dons que flui de uma forma muito parecida.
Esses dons
• palavra da sabedoria,
• palavra do conhecimento e
• discernimento de espíritos,
Se manifestam tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento,
• por meio de um testemunho interior do Espírito Santo, (1Sm.3:1-10)
• ou por meio de visões
TESTEMUNHO INTERIOR
Romanos. 8:16, “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”.
Atos 27:10 – “…vejo que a viagem vai ser trabalhosa, com dano e muito prejuízo, não só da carga e do navio, mas também da nossa vida”.
O QUE É ISSO?
Testemunho interior, não é uma visão, é uma percepção, eu vejo, percebo…
POR MEIO DE VISÕES
Atos 27:21-25, um anjo do Senhor aparece para Paulo e fala como isso acontecerá, agora, temos uma visão.
São dons dados pelo Espírito Santo para que as pessoas revelem mistérios ocultos aos homens, com a tomada de atitudes e condutas que evidenciem que Deus sabe todas as coisas e que nada lhe fica oculto.
Esses dons vêm da onisciência divina e quando são comunicados à vida do crente, eles manifestam na mente, fazendo as pessoas saberem das coisas.
Os três dons que vem da revelação divina são:
• palavra da sabedoria
• palavra do conhecimento
• dom de discernir os espíritos
1 – PALAVRA DA SABEDORIA
Muitos pensam que o dom da palavra de sabedoria é aquela sabedoria para entender a Bíblia, para decorar versículos, só que não é só isso.
Existem pelo menos quatro tipos de sabedoria:
1 – SABEDORIA HUMANA
criar, inventar as coisas. Ex: avião, computador, chips etc.
2 – SABEDORIA DIABÓLICA
invenção de armas para matar, plano de um assaltante para assaltar um banco, dizem que o humorista Chico Anísio, olhava uma borboleta, e se quisesse fazer uma piada na hora, ele fazia.
3 – SABEDORIA DIVINA
Todos nós temos quando recebemos o Senhor Jesus como nosso Salvador – Tiago 1: 5 diz: “Aquele que tem falta de sabedoria peça a Deus…”. Quanto mais você ora e lê a Bíblia, vai adquirir sabedoria divina.
4 – DOM DA PALAVRA DE SABEDORIA
Nem todos tem, somente alguns. Dom da palavra de sabedoria, é um fragmento da sabedoria divina, não faz a pessoa conhecer mais a Bíblia e nem diminuí o conhecimento. Você adquire conhecimento bíblico através da sabedoria divina, quanto mais você ora e lê a Bíblia.
OBS: A GRANDE DIFERENÇA ENTRE:
• palavra de sabedoria e a
• palavra de conhecimento,
A palavra de sabedoria é uma revelação seguida de conselho,
A palavra de conhecimento, é basicamente uma revelação dedutível.
a) Definições
• Uma revelação seguida de conselho
Quando José é chamado para interpretar o sonho do faraó e diz a faraó, o sonho que Deus te deu é profético é algo que ainda vai acontecer, mas ele não só explica o significado do sonho, como ele dá um conselho de como proceder diante de tal situação (Gn. 41:15-37).
Outro exemplo
é quando Eliseu encontra o rei de Israel e diz olha guarda de passar por tal e tal lugar
porque o rei da Síria colocou ciladas contra você. E como é que ele sabia das ciladas? Por meio da revelação.
Agora, quando ele chama o rei e diz a cilada está em tal lugar evita, aí temos uma revelação seguida de conselho (2 Re. 6:8-10), isto é chamado, por alguns de Palavra de Sabedoria (uma revelação seguida de conselho).
Outra coisa importante é que não podemos confundir Palavra de Sabedoria
com uma palavra sábia. Eu posso dar um conselho sábio e isso não é necessariamente o dom da palavra de sabedoria.
Dom da Palavra de Sabedoria Não é tão somente dar uma resposta sabia. Quando os fariseus tentavam apanhar Jesus, em alguma palavra, Jesus dava respostas muito sábias, mas não era necessariamente, uma palavra de sabedoria, (Mt.22:15-22), era uma resposta sábia, mas não uma palavra de sabedoria, como dom.
Todo Crente pode ter sabedoria e consequentemente, uma resposta sábia, e esse tipo de sabedoria pode ser buscada através da oração (Tg 1:5), agora a sabedoria como dom, não é para todo o crente “…porque a um pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência” (1Co.12:8)
.
• Um fragmento da sabedoria divina, um comunicado com um propósito
• Não é Sabedoria natural (Tg. 1:8)
• Não é a Sabedoria de Salomão
b) Como se manifesta
• Por meio de visões (At. 9:10-16)
• Por meio de revelação interior (At. 2:9-11)
c) Sua manifestação no Velho Testamento
• José (Gn. 41:15-37) – explicação acima
• Revelando os planos do inimigo (2 Re. 6:8-10) – explicação acima
d) Sua manifestação no Novo Testamento
• Ágabo (At. 11:27-30)
• Tiago (At. 15:13-29) – Concílio em Jerusalém (citar esse exemplo)
“…Abstenham das coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e dá fornicação).
2- PALAVRA DO CONHECIMENTO
a) Definição
• Uma revelação sobrenatural oriunda do Espírito Santo
É dado a alguns crentes para que tenham conhecimento sobrenatural de coisas. A palavra de conhecimento está mais atrelada ao passado e ao presente, já a palavra de sabedoria está mais atrelada ao futuro, porque Deus não informa o que vai acontecer meramente por informar, sem dar uma instrução, ele faz isso com um propósito, e o propósito e o propósito é instruir como proceder quando a revelação dada por ele acontecer.
A revelação vem por meio de visões (incluindo sonhos) e testemunho interior. O conhecimento gerado deve ser avaliado e você pode “deduzir” o que deve fazer. Muitas vezes nós não entendemos perfeitamente aquilo que Deus está nos dizendo, mas quando vivemos uma determinada situação a revelação fará todo sentido.
Exemplo de que Palavra de Conhecimento é dedutível,
Observe os textos abaixo:
Atos 10:17 “Enquanto Pedro estava refletindo no significado da visão, os homens enviados por Cornéliodescobriram onde era a casa de Simão e chegaram à porta.”
Atos 10: “Enquanto Pedro ainda estava pensando na visão, o Espírito lhe disse: “Simão, três homens estão procurando por você.”
O Espírito Santo havia dado a Pedro uma visão (Atos 10:9-16), um conhecimento foi revelado a ele, mas ele não entendeu muito bem o que aquilo significava.
Então, Pedro começou a refletir e pensar sobre aquilo que havia acabado de ver. Apenas quando se encontrou com Cornélio e foi convidado a pregar aos gentios oi que ele entendeu a visão, Deus estava dizendo que ele poderia compartilhar o evangelho com aqueles que não eram judeus.
Outro exemplo:
Você chega para alguém e diz: O Senhor me mostrou que ontem você acordou e na sua oração de manhã, você pediu a Deus que você quer ser enviado para obra missionária. Você estava pedindo isso a Deus. É isso mesmo? E a pessoa diz: Sim! É isso mesmo!
Até aqui nós temos uma palavra de conhecimento. Agora dentro disto vamos colocar uma palavra de sabedoria. Por inspiração, você continua dizendo: para isso acontecer procura o irmão que responsável por missões, ele vai ajeitar tudo para você estudar, procura o irmão tal que ele vai pagar as despesas que você tiver. Os conselhos que foi dado é uma palavra de sabedoria.
Só que pode seguir uma profecia. Deus continua falando: Isso vai acontecer daqui a 7 anos e quando você chegar lá, Deus vai te usar grandemente nisso, nisso e nisso; Agora temos uma profecia.
Se Deus mostra (revela), uma enfermidade no corpo de alguém, temos que deduzir que Deus revelou não somente por revelar, mas para que oremos por tal pessoa, para que receba a cura.
Outro exemplo:
Se Deus mostra que alguém está em pecado, temos que refletir, deduzir, é uma palavra para juízo? Se não for, então Deus revelou tal situação, para que se ore para restauração do pecador.
Então a Palavra do Conhecimento é simplesmente uma revelação, uma informação, e fica fácil deduzir o que Deus quer é trabalhar em cima dela,
pois, o Senhor permite ao servo portador deste dom, que tenha acesso a fatos e as ocorrências que estavam ocultas, com o propósito único e exclusivo de edificar, exortar e promover o crescimento espiritual de alguém.
• Um fragmento do conhecimento divino (Palavra)
• Não é conhecimento natural, ou conhecimento que temos com a vivência. Conselhos com pessoas mais idosas e experientes é importantíssima.
Tem uma frase que diz: “Se os velhos pudessem e os jovens soubessem não haveria no mundo nada que não se fizesse”. Os jovens podem, mas não sabem, não tem experiência. Os velhos sabem, mas não podem, estão fracos, cansados. Logo, consultar os mais experientes é importante (Roboão 1Re. 12:6-20),mas não é uma palavra de sabedoria.
• Não é adivinhação
Vemos, pois, que nada há, neste dom, que o nivele a um mero exercício de adivinhação, adivinha RG, CPF, nome de parentes, com que é casado, ual comércio que tem, como, lamentavelmente, se tem disseminado em muitos lugares.
A adivinhação não passa de uma imitação fajuta e irrazoável deste dom, no mais das vezes sendo pura operação maligna (At.16:16), vez que tal prática é abominável aos olhos do Senhor (Lv.20:27; Ez.12:24).
b) Como se manifesta
• Por meio de visões (At. 9:10-16)
E havia em Damasco um certo discípulo chamado Ananias. E disse-lhe o Senhor em visão: Ananias! E ele respondeu: Eis-me aqui, Senhor! E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; pois eis que ele está orando; e numa visão ele viu que entrava um homem chamado Ananias e punha sobre ele a mão, para que tornasse a ver. 13 E respondeu Ananias: Senhor, de muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém; e aqui tem poder dos principais dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome. Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome.
• Por meio de revelação interior (At. 27:9-11)
Passado muito tempo, e sendo já perigosa a navegação, pois também o jejum já tinha passado, Paulo os admoestava, dizendo-lhes: Varões, vejo que a navegação há de ser incômoda e com muito dano, não só para o navio e a carga, mas também para a nossa vida. Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre do que no que dizia Paulo.
(Paulo disse: Vejo…, estou pressentindo… Isto é uma revelação interior.
c) Sua manifestação no Velho Testamento
• Revelando pecados (2 Re. 5:20-27)
Então, Geazi, moço de Eliseu, homem de Deus, disse: Eis que, meu senhor, impediu a este siro Naamã que da sua mão se desse alguma coisa do que trazia; porém, tão certo como vive o SENHOR, que hei de correr atrás dele e tomar dele alguma coisa.
• Encontrando um homem escondido (1 Sm. 10:22,23)
22 Então, tornaram a perguntar ao SENHOR se aquele homem ainda viria ali. E disse o SENHOR: Eis que se escondeu entre a bagagem. E correram e o tomaram dali. E pôs-se no meio do povo e era mais alto do que todo o povo, desde o ombro para cima.
d) Sua manifestação no Novo Testamento
• Revelando pecados (Jo. 4:16-18; At 5:1-5) – Mulher samaritana; Ananias e Safira
• Revelando pensamentos de outros – (Mc. 2:5-10)
E Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados. E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seu coração, dizendo: Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados ( disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, e toma o teu leito, e vai para tua casa.
• Natanael (Jo. 1:47-49) – “Jesus viu Natanael vir ter com ele e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo”. 48 Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu estando tu debaixo da figueira. Natanael respondeu e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel
3 – DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS
a) Definições
• (Dicionário Português) “conhecer distintamente; perceber Claro por qualquer dos sentidos”
• (Significado no grego) “diakrisis” – “habilidade de discernir, discernimento, julgamento”.
• Não é intuição; é percepção espiritual.
O discernimento de espíritos é a capacidade de perceber o mundo dos espíritos.
Alguns crentes associam isso só percepção de demônios, ou a libertação,
mas não é. O dom de Discernimento de espíritos, não é só para esse fim.
Precisamos entender que toda visão, como aparição de anjo, de Jesus ressuscitado é uma manifestação do Discernimento de espíritos, é a capacidade de discernir o mundo espiritual que normalmente não se vê e não se percebe com os sentidos naturais.
Exemplo: quando Paulo fala que um anjo lhe apareceu (At. 27:23), foi uma manifestação do dom de discernimento de espíritos.
E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos. Havendo já muito que se não comia, então, Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó varões, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perdição. Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio. 23 Porque, esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, Só percebemos a presença dos anjos, quando o Discernimento de espíritos entra em operação.
b) Como se manifesta
• Por meio de visões (At 9.10-16)
• Por meio de revelação interior (At 27.9-11)
c) Sua manifestação no Velho Testamento
• Eliseu e Seu moço (2 RS 6.15-17) – Cavalos e cavaleiros de fogo…
• Micaías (1 RS 22.9-23); (2Cr. 18:1-22)
Três anos sem guerra entre Síria e Israel.
No 3º ano Josafá desceu para Israel.
Acabe matou ovelhas e boi em abundância, para Josafá e os que viam com ele.
Persuade Josafá a ir com ele em Ramote-Gileade.
Josafá aceita. Mas pede para consultar o Senhor.
Acabe ajunta 400 profetas. Todos mandam subir que obterão vitória.
Josafá desconfia. Pede para consultar outro profeta.
Tem mais me aborrece. Trouxeram Micaías filho de filho de Inlá.
Josafá e Acabe estavam assentados em tronos, na praça, na entrada Samaria, e todos os profetas estavam perante eles.
E Zedequias, filho de Quenaana, fez para si uns chifres de ferro e disse: Assim diz o SENHOR: Com estes, ferirás aos siros, até de todo os consumires.
Todos os profetas profetizavam o mesmo.
O mensageiro, pediu para Micaías profetizar o mesmo. Só o que o Senhor falar disse Micaías.
Micaías ironiza! Subí e prosperareis.
Acabe fica bravo!
Micaías então, disse: Vi todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor; e disse o SENHOR: Estes não têm senhor; torne cada um em paz para casa. Então, o rei de Israel disse a Josafá: Não te disse eu que este não profetizaria de mim bem, porém mal? Disse mais: Pois ouvi a palavra do SENHOR: Vi o SENHOR assentado no seu trono, e a todo o exército celestial em pé, à sua mão direita e à sua esquerda. E disse o SENHOR: Quem persuadirá a Acabe, rei de Israel, a que suba e caia em Ramote-Gileade? Disse mais: Um diz desta maneira, e outro diz de outra. Então, saiu um espírito, e se apresentou diante do SENHOR, e disse: Eu o persuadirei. E o SENHOR lhe disse: Com quê? 21 E ele disse: Eu sairei e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. E disse o Senhor: Tu o persuadirás e também prevalecerás; sai e faze-o assim.
22 Agora, pois, eis que o SENHOR pôs um espírito de mentira na boca destes teus profetas e o SENHOR falou o mal a teu respeito.
d) Sua manifestação no Novo Testamento
• Cornélio (At 10.30) – Viu um anjo
• Paulo (At 16.16-18 (jovem adivinhadora e At 23.11 – E, na noite seguinte, apresentando-se lhe o Senhor, disse: Paulo, tem ânimo! Porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma)
• Pedro (At 10.9-20)
2º GRUPO: DONS DE PODER
Os três dons de poder são:
• fé
• dons de curar
• operação de maravilhas
Em vários textos o apóstolo Paulo vai usar a expressão “poder”.
Em 1 Coríntios 2.4 ele diz:
“A minha palavra, a minha pregação não chegou até vocês baseada em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder.”
Quando ele fala de poder, está sempre enfatizando milagres, que são sinais visíveis. Em vários outros textos nós veremos o apóstolo Paulo usando o emprego da palavra poder com essa ênfase.
Por exemplo, em Romanos 15:18,19 ele diz:
“Porque não ousarei falar sobre coisa alguma, a não ser sobre aquelas que Cristo fez por meio de mim, para conduzir os gentios à obediência, por palavras e por obras, por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito de Deus.”
Então esse poder, é uma das classificações dos dons.
Esses três dons vêm da onipotência de Deus. São dons dados pelo Espírito Santo para que as pessoas efetuem demonstraçõessobrenaturais do poder divino, com a realização de milagres, de maravilhas e de coisas extraordinárias, que confirmem a soberania de Deus sobre todas as coisas e a Sua presença no meio da igreja.
1) O DOM DA FÉ
a) Definições
• É fé especial, diferente das demais manifestações:
Quando falamos do dom da fé, não estamos falando da fé que todo crente tem. Romanos 12.3 nos diz que Deus “…repartiu a cada um uma medida de fé”.
Logo não temos a fé toda que se poderia ter.
A Bíblia diz que essa fé pode e deve crescer, tanto que Jesus repreendeu a pequena fé de uns, elogiou a grande fé de outros.
• Fé Salvadora (Ef 2.8,9 e Rm 10.9,10)
Todos os crentes têm
• Fruto do Espírito (Gl 5.22,23)
• Fé geral (MC 11.24 e Rm 12.3) – Por isso, vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis.
• Dom da FÉ é um complemento entre o nível de nossa fé que temos e aquele necessário para que o milagre ocorra. Então o dom da fé, é uma espécie fé especial, extraordinária, que se aproxima daquela do “grão de mostarda” de que disse Jesus (Mt.17:20).
Deus acrescenta aquela fé que falta, e o milagre acontece, são porque ele queira apenas suprir uma necessidade de que deveríamos receber om a nossa própria fé, mas normalmente para nos colocar numa espécie de vitrine onde o nome dele seja exaltado e engrandecido.
Dois exemplos desses que estão lá na galeria dos Heróis da Fé, do livro de Hebreus, no capítulo 11:
a) Daniel, que fechou a boca dos leões e
b) seus amigos que apagaram a força do fogo.
Nenhum deles experimentou um livramento que se constituísse apenas num benefício pessoal, mas as experiências de ambos, promoveram e exaltaram o nome de Deus, engrandeceram o Senhor, e o seu Reino. Esses reis temeram diante de Deus, baixaram decretos envolvendo reconhecimentos a respeito de quem era o Deus deles. E aí nós temos o efeito ou o impacto de benefício coletivo e não apenas pessoal.
• Ele nos leva a receber o milagre
b) Como se manifesta
• Numa inspiração momentânea
• não é planejada
c) Sua operação no Velho Testamento
• Sadraque, Mesaque e Abedenego na fornalha (Dn 3.20-23)
• Daniel na Cova dos leões (Dn 6.16-23)
d) Sua operação no Novo Testamento
• Pedro Caminhando Sobre as águas (Mt 14.28,29)
• Paulo e a picada da Serpente (At 28.2-6)
2) DONS DE CURA
a) Definição
Os dons de cura têm um foco específico de milagres relacionados a cura.
Os outros milagres que “não seja de cura”, exemplo:
Jesus transformou água em vinho.
Foi milagre, mas não foi de “cura”.
Na multiplicação de pães e peixes, foi milagre, mas não foi de cura.
Todos os milagres que não são de cura se subdividem, ou seja, estão relacionados entre o dom da fé e a
operação de maravilhas.
• Cura Sobrenatural de doenças
• É o único dom no plural
b) Como se manifesta
• Numa inspiração momentânea
• não é planejada
c) Sua operação no Velho Testamento
• Eliseu e a Sunamita (2 RS 4.12-17)
• Eliseu e Naamã (2 RS 5.14)
d) Sua operação no Novo Testamento
• No ministério de Jesus (At 10.38)
• Na vida da Igreja:
• Pedro (At 5.15,16)
• Felipe (At 8.7)
• Paulo (At 28.8,9)
3) A OPERAÇÃO DE MILAGRES
a) Definição
Intervenção divina no curso da natureza. É o dom concedido pelo Espírito Santo a alguns crentes para que eles operem milagres, operações sobrenaturais, diferente da cura de enfermidades.
Enquanto o dom da fé recebe o milagre, a Operação de milagres o faz para outros. Esta é distinção básica, segundo alguns, entre o dom da fé e o dom de operação de milagres, enquanto o dom da fé é mais passivo, não é para o meu benefício, é para o benefício do Reino de Deus.
A operação de milagres é ativa, ela produz a manifestação e o faz para outros.
Exemplo: Moisés abrindo o Mar Vermelho (Êx. 14.16-30).
O milagre ou maravilha é um acontecimento cuja explicação foge à razão humana, é uma intervenção divina direta no curso das coisas, que contraria as próprias leis naturais.
b) Como se manifesta
• Numa inspiração momentânea não é planejada
c) Sua operação no Velho Testamento
• Abrindo o Mar Vermelho (Ex 14.16-30)
• Parando o Sol e a Lua (Js 10.12-14)
d) Sua operação no Novo Testamento
• Transformando a água em vinho (Jo 2.1-9)
• Multiplicando pães e peixes (Jo 6.5-14)
• Ressuscitando mortos (At 9.36-42)
E havia em Jope uma discípula chamada Tabita, que, traduzido, se diz Dorcas. Esta estava cheia de boas obras e esmolas que fazia. E aconteceu, naqueles dias, que, enfermando-a, morreu; e, tendo-a lavado, a depositaram num quarto alto. E, como Lida era perto de Jope, ouvindo os discípulos que Pedro estava ali, lhe mandaram dois varões, rogando-lhe que não se demorasse em vir ter com eles. E, levantando-se Pedro, foi com eles. Quando chegou, o levaram ao quarto alto, e todas as viúvas o rodearam, chorando e mostrando as túnicas e vestes que Dorcas fizera quando estava com elas. Mas Pedro, fazendo-as sair a todas, pôs-se de joelhos e orou; e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos e, vendo a Pedro, assentou-se. E ele, dando-lhe a mão, a levantou e, chamando os santos e as viúvas, apresentou-lha viva.
3º GRUPO: DONS DE ELOCUÇÃO OU DA FALA
• profecia
• variedade de línguas
• interpretação de línguas
Esses dons vêm da onipresença de Deus, quando manifestado, eles marcam a presença de Deus no local.
São dons dados pelo Espírito Santo para que as pessoas sejam instrumentos da voz do Senhor, para que o Espírito Santo demonstre que se comunica com o Seu povo.
Eles são dons que dizem alguma coisa, são chamados de dons verbais, porque quando são manifestados, a igreja, a pessoa tem que abrir a boca e falar. Como é que a pessoa vai profetizar com a boca fechada? Como é que a pessoa vai falar em línguas com a boca fechada? Como é que a pessoa vai interpretar com a boca fechada? Por isso são chamados dons da verbais ou da fala.
1) DOM DE PROFECIA
a) Definição
É o dom concedido pelo Espírito Santo a alguns crentes para trazer mensagens de Deus aos crentes com a finalidade de edificar, exortar e consolar a igreja.
A profecia, também, é uma forma de os incrédulos perceberem a presença de Deus e, ante esta percepção, terem o devido temor, que poderá lhes levar à conversão (I Co.14:22-25).
A profecia é uma fala por inspiração, ela não é, embora Deus nos use para comunicar e falar algo, não é algo absoluto, com uma palavra escrita.
Isso tanto é verdade que, Paulo falando a respeito do dom de profecia diz: “…falem os profetas dois ou três e os outros julguem” (1Co. 14:29).
Isso significa o que, os dons do Espírito, são a parceria entre Deus e o homem, nós nem vamos ter só o Espírito Santo, de um lado fazendo, nem só o homem do outro. O Espírito Santo nos inspira, e a gente coopera. (Exemplo Samuel, Samuel). Ensinando o profeta novo (os homens os têm como louco – 2 Reis 9:1-13.)
Por ser um elemento que envolve o humano com o divino, nós podemos ter a revelação certa e fazer uma aplicação errada. Nunca faça nada porque alguém te profetizou para fazer.
Tem gente que recebe uma palavra profética que não caiu legal no coração dele, e ele por medo de desobedecer a Deus procura fazer o que foi profetizado. Não faça isso!
A Profecia não foi dada para dirigir a vida de ninguém. Paulo diz em Romanos 8:14 “…os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. Quem nos guia o Espírito, é a Palavra, as profecias elas vêm como uma confirmação de algo que a gente já sabe.
• Uma fala sobrenatural em língua conhecida
• Falar por outro
• O mais importante dos dons vocais
• Não é necessariamente preditiva
• Diferentes níveis de profecia:
• fala inspirada
• dom de profecia
• ministério do profeta
Fala inspirada
É uma manifestação ocasional e pontual da inspiração divina, em que Deus usa qualquer pessoa para transmitir uma mensagem.
Não significa que a pessoa se torna um profeta; é um evento isolado.
Dom de profecia
É um dos dons espirituais citados em 1 Coríntios 12 e 14, e está disponível para todos os cristãos.
É caracterizado por um fluxo mais frequente de palavras proféticas, visões, imagens ou sonhos.
O objetivo principal é edificar, exortar e consolar a igreja, com base no que Paulo escreve em 1 Coríntios 14:3.
Pode se manifestar de forma individual, sendo uma mensagem para um indivíduo ou grupo.
Ministério profético
É uma função espiritual de ofício, ou seja, um chamado e ministério para uma comunidade ou território.
Diferente do dom de profecia, o ministério envolve uma visão e a responsabilidade de guiar a igreja à maturidade espiritual.
É uma voz para uma região ou grupo, com uma visão mais abrangente.
É um chamado de liderança para a edificação e proteção da igreja.
b) Como se manifesta
Numa inspiração momentânea
Dentro do conhecimento (1Co 13.9) – porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.
Produz:
• Edificação
• Exortação
• Consolo
c) Como julgar a profecia
• Deve se cumprir pela Palavra (contei os dias)
• Com os outros profetas
d) Exemplos bíblicos
Ágabo (At 21.10) – E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo.
2) DOM DE VARIEDADE DE LÍNGUAS
– É interessante observar, por primeiro, que o fenômeno linguístico sempre esteve relacionado na Bíblia Sagrada ao homem e a seu contato com Deus.
Para demonstrar ao homem a sua supremacia sobre as demais criaturas terrenas, Deus fez com que Adão desse nome aos demais seres sexuados (Gn.2:19,20), sendo está uma evidência de que a língua, conquanto criada por Deus, era um sinal distintivo do homem, era um fator de demonstração da natureza diferenciada do homem e, por conseguinte, da relação que deveria existir entre Deus e o homem.
Mas, também, logo se demonstrou que o adversário, conquanto não fosse homem, mas enquanto ser celestial, também tinha o poder da comunicação e, ao permitir o homem que se abrisse um diálogo com ele, sobreveio o fracasso espiritual (Gn.3:1-6).
– Ainda, na sequência da história da humanidade, para impedir que toda a humanidade se corrompesse numa rebelião generalizada, Deus confundiu as línguas em Babel, criando, de modo sobrenatural, as línguas existentes sobre a face da Terra (Gn.11:7-9), línguas estas que, conforme têm comprovado os linguistas ao longo dos últimos dois séculos, continuaram se proliferando a partir de então.
Vemos, assim, uma vez mais que Deus atuou sobre o fenômeno linguístico, demonstrando, deste modo, Seu domínio sobre este importante instrumento usado pelo homem.
– Em outro episódio, também, Deus comprovou que, além das línguas naturais, faladas pelos homens, que são criação Sua, também havia línguas que não eram discerníveis pelos homens, que não eram apreendidas por eles.
Na corte do então dono do mundo, o rei de Babilônia, Belsazar, uma mão escreveu palavras incompreensíveis na parede do palácio, palavras que só foram entendidas pelo homem de Deus, no qual estava o Espírito de Deus (Dn.5:14).
– No dia de Pentecostes seguinte à morte e ressurreição de Jesus, uma vez mais, Deus demonstrou Seu domínio sobre o fenômeno linguístico e, de modo não casual, evidenciou a reabertura do plano divino da salvação aos gentios, na medida em que colocou como sinal do batismo com o Espírito Santo o falar em línguas estranhas. Esta fala feita pelos discípulos neste dia era um falar sobrenatural.
Do mesmo modo que as pessoas passaram a falar em uma outra língua em Babel sem que a tivesse aprendido, do mesmo modo que Daniel interpretou a escritura da parede do palácio sem que tivesse estudado a referida língua, também os discípulos começaram a falar em línguas que nunca antes haviam aprendido.
Foi uma operação sobrenatural e é isto que significa falar em línguas estranhas na Bíblia Sagrada, seja como sinal do batismo com o Espírito Santo, seja como dom espiritual.
a) Definição
É o dom concedido pelo Espírito Santo a alguns crentes para que falem em línguas estranhas, de forma sobrenatural, para o fim de edificação própria, de quem fala.
É o dom mais disseminado no meio do povo de Deus, até porque é, também, aquele que é mais buscado.
– O dom de línguas não se confunde com o sinal do batismo com o Espírito Santo.
O sinal do revestimento de poder é o falar em línguas estranhas, mas o dom de variedade de línguas é algo diverso, pois se trata de uma comunicação que se estabelece em mistério entre Deus e o homem, uma comunicação direta do espírito humano com o Espírito de Deus, tanto que o intelecto humano dele não participa. Sua finalidade, como vimos, é promover a edificação espiritual individual daquele que fala.
• Fala sobrenatural em língua desconhecida
• Não é habilidade linguística – 1 Co 14.13
Alguns dizem: “Isso é a habilidade humana de falar línguas.”
Então para que precisamos do Espírito Santo?
Qualquer ímpio faz isso conhecendo uma língua e um idioma, mas não tem a capacidade de comunicar uma mensagem profética divina. Não estamos falando de uma habilidade linguística estamos falando de pessoas que, debaixo de inspiração divina, comunica um conteúdo sobrenatural, divino, profético para edificação da Igreja.
Aliás, na primeira carta aos Coríntios, no capítulo 14, no verso 13, Paulo diz assim: “Por isso quem fala em línguas, ore para que as possa interpretar.” Se é uma habilidade natural, por que tem que orar para poder interpretar? É lógico que ele está falando de algo espiritual.
• Necessita ser acompanhada de interpretação
Variedade de línguas seguida de interpretação é: uma manifestação profética.
A mesma pessoa que fala em língua
pode interpretar (1Co.14:13), ou pode ser também por outra pessoa (1Co. 14:27).
Paulo diz, na primeira carta aos Coríntios, no capítulo 14:5, que línguas com interpretação têm o mesmo peso de utilidade que a profecia tem.
Ele diz: “Eu quero que vocês todos falem em línguas, mas muito mais que profetizem.
Pois quem profetiza é superior ao que fala em línguas, a não ser que as intérpretes, para que toda a igreja receba edificação.” O pastor Luciano Subirá faz uma ilustração interessante dizendo:
“Profecia é como se fosse algo equivalente a uma nota de 100 reais, línguas e interpretação duas de 50. Sozinhos eles não têm o peso de profecia, mas juntos tem o mesmo valor por quê?
A mensagem profética em outras línguas ela recebe sentido por meio da interpretação e com a união das duas, temos o mesmo peso e o mesmo valor que a profecia e esses dons promovem também a edificação da Igreja.
b) Tipos diferentes do falar em línguas:
• Linguagem de oração
Há aqueles que dizem que existe uma manifestação bíblica do falar em línguas que entra na categoria de oração e não de dom.
O apóstolo Paulo fala na primeira carta aos Coríntios 14:14,15: “Se eu orar em espírito”, e ele está falando a respeito de orar em línguas e não com a mente, ele vai algumas vezes abordar o falar em línguas
como uma linguagem de oração.
“O que fala em línguas não fala a homens e sim a Deus”, ou seja, está orando, e isso é algo que nos foi dado para benefício pessoal.
Não podemos confundir com o dom de variedade de línguas, seguido de interpretação, que é uma das nove manifestações do Espírito Santo para edificação de outros e não edificação pessoal.
• Dom de variedade
• Sinal aos incrédulos (pr. Hebraico cons. eletrônicos)
c) Uso Público
• Com intérprete (1 Co 14.27)
• Consigo mesmo e Com Deus (1 Co 14.28)
• Não proibir (1 Co 14.39,40)
3) INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS
a) Definição
É o dom concedido pelo Espírito Santo a alguns crentes para que interpretem as línguas estranhas faladas por eles ou por outros, para o fim de que a mensagem edifique também a igreja e não apenas quem está falando em línguas.
• Depende das línguas para operar
Por isso, acreditam alguns, ser o menor dos dons, ou seja, é o único dom que precisa da manifestação de outro, para que ele entre em evidência.
• Dá o significado de uma mensagem em línguas
• não é tradução (1 Co 14.13)
• É equivalente à profecia (1 Co 14.5)
O apóstolo Paulo disse
que a associação do dom de variedade de línguas com o de interpretação proporciona o mesmo efeito do dom de profecia (I Co.14:5) e que um dos principais efeitos da profecia é evitar a corrupção do povo de Deus (Pv.29:18a).
b) Passagens que falam da interpretação
• Ore para que possa interpretar (1 Co 14.13)
Se hoje muitos se surpreendem com o fato de grupos idólatras estar falando em línguas estranhas e se existe muita mistificação e falsificação do dom de línguas nas nossas próprias igrejas locais, na atualidade, isto se deve, em grande parte, a esta negligência na busca do dom de interpretação de línguas, pois se o dom de interpretação estivesse tão ativo quanto o dom de variedade de línguas, identificaríamos as falsificações e as imitações demoníacas e não causariam tanto abalo na fé de muitos como têm causado.
• Deve ter o intérprete presente (1 Co 14.27,28)
• Com ordem e decência (1 Co 14.40)
De seu conservo, Adauto Matos.
REFERÊNCIAS E CITAÇÕES:
Bíblia João Ferreira de Almeida – ARA
Bíblia João Ferreira de Almeida – ARC
Comentário do N.T. Barclay
Comentário Expositivo Hernandes Dias Lopes –
Dons do Espírito Santo – chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://igrejabatistanet.com.br/novo/wp-content/uploads/2017/06/apostila-dons-do-espc3adrito-santo-pr-luciano-subirc3a1-pdf.pdf
Lição 10 – Os dons Espirituais – disponível em: https://adautomatos.com.br/licao-10-os-dons-espirituais-estudada-em-2009/
Luciano Subirá – Os dons do Espírito Santo – disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=slH-zpxI9oQ
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/43593-censo-2022-catolicos-seguem-em-queda-evangelicos-e-sem-religiao-crescem-no-pais
O arauto – O Pentecostalismo e os Dons Espirituais – https://oarautoestudosesermoes.blogspot.com/2019/03/pentecostalismo-movimento-pentecostal.html
Lição 05 – Dons de Elocução – https://adautomatos.com.br/licao-no-5-dons-de-elocucao/
Luciano Subirá – Como descobrir os dons que Deus te deu e encontrar seu verdadeiro propósito! Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=c3bVZo_yPgw&t=7356s
Lição 11 – O Juízo final – disponível em: https://adautomatos.com.br/licao-no-11-o-juizo-final/
