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LIÇÃO Nº 3 – A FIDELIDADE DE DEUS DIANTE DA INFIDELIDADE DE ISRAEL

 

INTRODUÇÃO

Nasequência do estudo do livro de Deuteronômio, concluiremos hoje o estudo do primeiro 

discurso de despedida de Moisés.

Deus é fiel, não pode negar-Se a Si 

ILUSTRAÇÃO DA LIÇÃO

Ailustração mostra Moisés, aparentemente solitário, ao cume do monte, em atitude de súplica, o que

nos faz lembrar as vezes em que o líder teve de se dirigir a Deus intercedendo pelo povo por causa da infidelidade, mais precisamente quando subiu ao monte Sinai após o episódio do bezerro de ouro quando, quarenta dias após a entrega da lei, os israelitas, a um só tempo, descumpriram os dois primeiros mandamentos, já que fizeram uma imagem de escultura para ser adorada (Ex.32:30-35).

O fato de Moisés precisar interceder pelo povo é a demonstração que, ao mesmo tempo em que Deus cumpria os compromissos assumidos ao fazer um pacto com Israel, além de ter cumprido todas as Suas promessas aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, Israel violava o pacto, descumprindo a  É este o tema que Moisés tratará na conclusão do seu primeiro discurso de despedida registrado no livro de Deuteronômio.

I – MOISÉS EXORTA O POVO À OBEDIÊNCIA

Na sequência do estudo do livro de Deuteronômio, concluiremos o estudo do primeiro discurso de despedida de Moisés, que abrange Dt.1:6-4:40.

Apóster relembrado toda a jornada feita no deserto, Moisés, então, começa a exortar o povo para que fosse fiel ao pacto firmado com o Senhor no monte Sinai, pois estavam na iminência de entrar na terra de Canaã e a obediência à lei divina era uma condição para que permanecessem na terra que iriam conquistar.

Moisés começadizendo que Israel deveria ouvir os estatutos e os juízos que ele os havia ensinado (Dt.4:1). É interessante observar que “Torá”, o nome pelo qual é conhecido o conjunto dos livros escritos por Moisés, não tenha o significado de “lei” como se pensa normalmente, mas, sim, o de “ensino”. Os mandamentos são, sobretudo, regras a serem ensinadas pelo Senhor ao Seu povo.

Observar a lei, portanto, nada mais é que “aprender” aquilo que é ensinado pelo Senhor. Desde os temposde Israel, portanto, vemos que o povo escolhido por Deus é formado de “discípulos”, ou seja,  prendizes, pessoas que estão dispostas a ser observadoras dos mandamentos divinos, de não só deles ter conhecimento, mas praticá-los ao longo da vida.

Moisés mostrava qual era o seu papel enquanto medianeiro (Gl.3:19,20), enquanto o receptor das palavras da vida (At.7:38): ensinar a lei para o povo de Israel.

Agora que estava no final de sua vida, Moisés podia se dirigir ao povo com a cabeça erguida, com a consciência do dever cumprido, dizendo que havia ensinado ao povo a lei, lei que os israelitas deveriam observar para que se mantivessem na terra que haviam de conquistar.

Assim como Moisés, os pais, os pastores e os mestres têm esta incumbência de ensinar a Palavra de Deus aosfilhos e aos integrantes do povo de  Neste mesmo discurso, ao mesmo tempo em que Moisés afirma ter ensinado o povo durante todo aquele tempo, também afirmou que esta mesma lei deveria ser ensinada aos filhos e aos filhos dos filhos dos israelitas (Dt.4:9).

Esta necessidade de os pais ensinarem os filhos será retomada por Moisés no seu segundo discurso, e mais deuma vez (Dt.6:6-9; 11:18-23), a nos mostrar que é essencial para que o povo de Deus prossiga sua jornada na Terra, que os pais ensinem aos filhos a lei do Senhor.

Nem sediga que esta determinação de Moisés se aplicaria apenas no tempo da lei, dado o caráter étnico do povo de Deus àquela época, algo que não se teria em nossos dias porque a Igreja é, ao revés, uma nação espiritual. Nada mais falso!

O apóstolo Paulo, que já escreveu na dispensação da graça, diz que é dever dos pais criar seus filhos na doutrina e admoestação do Senhor (Ef.6:4). Assim, como na dispensação da graça, continua a prevalecer a necessidadede os filhos honrarem os pais (Ef.6:2,3), também remanesce o dever dos pais de ensinar aos filhos a Palavra de Deus.

E isto se dá pelo simples fato de este dever decorre da própria criação. Ao determinar que o homem fosse um ser que se reproduziria, o Senhor concedeu aos pais o papel de coparticipantes da criação de novos seres humanose, como tal, dotados de  Os pais, assim, são como que “sócios” do Senhor na geração de cada ser humano e, desta maneira, devem, nesta “sociedade”, nesta “participação”, dar o devido ensino da Palavra, já que aos seres humanos foi determinado que frutificassem e tivessem domínio sobre a criação térrea.

Frutificarnão é reproduzir-se, pois isto é indicado na expressão “multiplicai” usada pelo Senhor ao abençoar o primeiro casal (Gn.1:28). Frutificar é produzir o fruto e isto, portanto, tem natureza espiritual, tanto que o salvo produz o fruto do Espírito (Gl.5:22).

O homem só poderá frutificar se estiver em comunhão com o Senhor, se for obediente à Sua voz, se observar a Sua Palavra e é bem por isso que os pais devem criar seus filhos na doutrina e admoestação do Senhor, pois não há como observar os mandamentos se deles não tivermos o devido conhecimento.

Porisso, o salmista Asafe bem lembra que a principal forma de se ouvir a lei do Senhor é por intermédio do seu ensino por meio dos pais, que têm o dever de contar os enigmas da antiguidade, de mostrar à geração futura os louvores do Senhor, assim como a Sua força e as maravilhas que fez (Sl.78:1-4).

Não é diferente a situação dos pastores, ou seja, daqueles que o Senhor põe na liderança de Seu povo. Os pastoresdevem apascentar o rebanho do Senhor (I 5:2) e apascentar é dele cuidar, fornecer a ele alimento, água e abrigo (Sl.23:1-3).

O fornecimento de alimento e de água tem a ver, nitidamente, com o ensino da Palavra de Deus, dever indeclinável daquele que é posto à frente de uma porção do povo de Deus.

 

O pastor que não cumpre este dever não tem a menor complacência por parte do Senhor, como nos deixa claro, por exemplo, o profeta Ezequiel (Ez.34:1-10).

Ao término de seu ministério, Moisés podia enfrentar o povo e dizer que havia ensinado a lei do Senhor e, portanto, tinha moral para exigir que o povo fosse fiel ao que havia aprendido.

Moisés diz ao povo que eles deveriam ouvir os estatutos e os juízos que lhes haviam sido ensinados, para que os cumprissem e vivessem, e entrassem e possuíssem a terra que o Senhor lhes estava a dar.

Aqui temos a dinâmica pela qual operava a dispensação da lei. A lei fora dada por Deus, o povo ouvia os mandamentos e deveria cumpri-los, para que, mediante a observância, pudessem ter vida.

Como bem afirma a primeira edição da Declaração de Fé das Assembleias de Deus: “… Entendemos o que alei diz: ‘faça e viva’ [Lv.18:5]; a graça, no entanto, diz, ‘viva e faça’ [Ef.2:8-10] …” (DFAD, ed., XVII.4, p.153).

Moisésmostra que o povo de Israel deveria cumprir a lei para que, então, pudesse se manter na terra que haveria de conquistar. Eis o motivo pelo qual a lei não salva, pois não é possível cumprir a lei se tendo a natureza pecaminosa, pois, como nos ensinou o Senhor Jesus é do coração do homem que procedem os pecados (Mt.15:19; Mc.7:21-23).

Mais adiante, nos seus discursos de despedida, Moisés salientaria que é preciso circuncidar o coração (Dt.30:6), o que se faria apenas quando houvesse uma conversão, depois que, com o fracasso espiritual de Israel, houvesse uma restauração (Dt.30:1-5).

Ainda mencionando a primeira edição da Declaração de Fé das Assembleias de Deus: “… A lei não salva nem é essa a sua função. Ninguém é justificado pelas obras a lei: ‘o homem não é justificado pelas obras da lei’ (Gl.2:16). Sua função é revelar o pecado no ser humano para nos conduzir a Cristo: ‘a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que, pela fé, fôssemos justificados’ (Gl.3:24).

A lei é como o resultado de um exame que mostra a enfermidade e, com base no qual, o médico indica o medicamento para a cura — o sangue do Cordeiro Imaculado que tira o pecado do mundo: nenhuma carne será justificada diante d’Ele pelasobras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado’ (Rm.3:20).

A lei não podia ajudar o israelita a praticar a justiça, pois ela, como um termômetro que mede a temperatura, sem gerar, porém, calor ou frio, apenas mensurava a justiça e a injustiça, mas não ajudava ninguém a se tornar justo ou injusto.…” (DFAD, 1.ed., XVII.3, p.153).

A observância da lei exigia plena fidelidade do povo ao Senhor, sendo vedado que acrescentassem ou diminuíssemmandamentos à lei, que deveria ser observada exatamente como Moisés a havia dado ao povo, algo que não era de sua mente ou invenção, mas recebido diretamente da parte de Deus.

Eaqui não estamos a dizer apenas dos dez mandamentos, que foram gravados em duas tábuas de pedra pelo próprio dedo de Deus, e por duas vezes (Ex.31:18; 34:1), mas, sim, de todos os 613 mandamentos constantes do Pentateuco.

Esta determinação de Moisés, aliás, encontra-se reproduzida no livro do Apocalipse, quando é vedado acrescentar ou diminuir o texto das Escrituras Sagradas (Ap.22:18,19), cujo início de revelação se dá, precisamente, com os livros de Moisés (Jó e o Pentateuco).

Assim como advém esta determinação de conservação de todo o texto do Pentateuco, que haveria de se completar logo após o registro destes discursos (Dt.31:9), ao término do ministério de Moisés, também é repetida esta ordem quando se estava a terminar a inspiração das Escrituras com o apóstolo João.

O judaísmo hoje existente, herdeiro direto do farisaísmo dos dias de Jesus, revela toda a sua qualidade de mais uma religião surgida dos homens e não de Deus nesta própria determinação de Moisés.

Os fariseus foram os criadores do conceito de “cerca da Torá”, ou seja, um conjunto de mandamentos humanosque serviam de “garantia” e “segurança” para o cumprimento da lei, ou seja, quem observasse estes preceitos surgidos de doutores da lei tinha a convicção de que não corria o risco de descumprir a lei divina.

Estesmandamentos nada mais eram, portanto, que indevidos acréscimos à lei divina e, neste ponto, estavam a inobservar a própria lei, pois, na realidade, é fruto de uma presunção humana, segundo a qual a inteligência humana pode superar a mente de Deus de tal modo que o homem consegue criar regras que permitam que se cumpra a norma estabelecida por Deus como se o homem fosse mais sábio, entendido e inteligente que seu próprio Criador.

Estespreceitos, no entanto, foram repudiados pelo Senhor Jesus nesta pretensão de concessão de segurança à observância da  Foram, por Ele, considerados “faros pesados e difíceis de suportar” (Mt.23:4), “doutrinas, que são preceitos de homens” (Mt.15:9) e geram tão somente uma adoração vã, que não impede que se esteja longe de Deus (Mt.15:8), reafirmando o que já fora dito pelo profeta Isaías (Is.29:13).

Moisés combate, pois, a religiosidade humana, que procura, a partir de obras humanas, obter a salvaçãoda parte de Deus. 

A religião é a religação entre Deus e o homem e esta retomada de relacionamento ou se inicia através do homem, e aí temos uma iniciativa que será frustrada, pois o homem não pode atingir, por si só, o homem e, diante disto, teremos religiões falsas e tão numerosas quanto são os homens, pois, como afirma um ditado popular: “cada cabeça, cada sentença”.

A outra forma de religiosidade é a que parte de Deus que, por ser único e ser a Verdade, fornecerá a única religião e esta retomada de relacionamento se dá quando Deus vem ao encontro do homem, quando Se faz homem para salvar a humanidade. Esta única religião é a religião cristã, estabelecida por Cristo, a que a lei trazida a Israel por meio de Moisés deveria conduzir.

Não é por outro motivo que, no seu segundo discurso, Moisés dirá ao povo que deveriam ouvir ao “profeta como ele” que seria mandado a Israel (Dt.18:15-19).

Moisés bem sabia que Israel não havia sido fiel ao Senhor. Lembrou aos israelitas o último deslize que haviam cometido, o episódio que envolvera a adoração a Baal-Peor, em que morreram vinte e quatro mil israelitas (Nm.25:1-9), precisamente quando ocorreu a morte dos últimos incrédulos da geração do êxodo, pois, foi após este fato, que o Senhor mandou fazer um segundo recenseamento do povo, não tendo sido encontrado vivo ninguém que tinha mais de vinte anos quando do episódio dos espias após a contagem, com exceção de Josué e Calebe (Nm.26:64,65).

Noepisódio de Baal-Peor, os israelitas violaram o primeiro mandamento, vez que adoraram a outro deus que não o Senhor, como também a cobiça da mulher do próximo, sem se falar na vedação de sexo desregrado e de formação de laços familiares com mulheres estrangeiras.

Naquele episódio, os últimos incrédulos da geração do êxodo levaram consigo, também, muitos da nova geração, que acabaram por tombar no deserto assim como eles, que já haviam sido condenados à morte pelo Senhor pela sua incredulidade.

Moisés,pois, alertava o seu auditório, a quem o Senhor havia prometido entrar em Canaã, que, se não fossem fiéis, se não observassem a lei divina, teriam o mesmo triste fim daqueles que, por terem acompanhado os incrédulos, não entrariam na Terra Prometida, ou seja, a morte.

Moisés deixou bem claro que quem seguiu Baal-Peor foi consumido pelo Senhor, e isto era uma demonstração de que, se não houvesse fidelidade a Deus, o povo não teria outro final senão a morte.

A fidelidade não era apenas uma condição para a entrada em Canaã, mas, também, para a permanência na terraque seria dada e o povo não poderia esquecer disto e, até por isso mesmo, ensinar a lei a seus filhos e aos filhos de seus filhos, para que houvesse prolongamento do povo de Israel na Terra Prometida.

Em contrapartida, todos aqueles que não tinham seguido a Baal-Peor, mas haviam se chegado ao Senhor, estavam vivos e o ouviam naquele discurso. A vida era o resultado da fidelidade.

Moisés faz questão de dizer que havia ensinado a lei ao povo e, com ele, todos os líderes que haviam sido constituídospara auxiliá-lo (Dt.1:15), e isto fizera porque assim lhe fora ordenado pelo próprio Deus (Dt.4:5).

Ensinar a Palavra de Deus ao povo era, pois, uma obrigação por parte de Moisés e todas as lideranças e continua a sê-lo em nossos dias. Deixar de ensinar, portanto, é desobediência ao Senhor. Pensemos nisto, senhores pastores!

A observância da lei era, pois, uma necessidade paraque o povo tivesse vida, tanto espiritual quanto física, uma condição de permanência na terra de Canaã, mas, também, era, por meio da guarda da lei, que o povo adquiriria sabedoria e entendimento aos olhos dos povos (Dt.4:6).

Moisés mostra aqui que o povo de Israel tinha um papel missionário, ou seja, pela sua conduta de acordo com a lei divina, deveriam revelar e mostrar o Senhor, o único e verdadeiro Deus, a todos os povos.

A obediência à lei traria ao povo sabedoria e entendimento. Como haveria de dizer, mais tarde, o homem mais sábio que houve sobrea face da Terra, Salomão: “o temor do senhor é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução” (Pv.1:7).

Salomão mostra-nos, claramente, que o Senhor clama paraque o ser humano obtenha a sabedoria, o que se dá por conversão, arrependimento de pecados, sem o que não terá outro fim senão a morte espiritual (Pv.1:20-33).

Quem observa a lei, diz Moisés, é gente sábia (Dt.4:6), ou seja, sabe fazer o certo, na hora certa e no momento certo.

Quemobserva a lei, diz Moisés, é gente inteligente (Dt.4:6), ou seja, pessoa que sabe discernir o que é certo do que é errado, o que agrada a Deus e o que não Lhe agrada, é a capacidade de entender, de forma sobrenatural, qual o caminho a se seguir para se manter em comunhão com Deus.

Quem observa a lei, diz Moisés, é gente grande (Dt.4:7,8) e “grande” aqui é a palavra hebraica “gadhol” (ָּג֔דֹול), cujo significado é “…(homem) (mais) excelente, grande (homem, questão, coisa), elevado, longo, em voz alta, forte, mais, muito, nobre, coisa esplêndida…” (BÍBLIA DE ESTUDO PALAVRAS-CHAVE. Dicionário do Antigo Testamento, verbete 1419, p.1574).

Esta excelência decorreria, diz Moisés, do fato de se chegar a Deus, mediante a guarda da lei, porque, ao praticá-la, a pessoa iria praticar a justiça, pois a lei possuía estatutos e juízos justos (Dt.4:8).

Comose isto fosse pouco, chegar-se a Deus era chegar-se ao único e verdadeiro Deus, um Deus vivo que Se comunicava com todo aquele que se aproximasse d’Ele (Dt.4:7), pois, como diria o salmista Asafe séculos depois: “…para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no Senhor Deus, para anunciar todas as Tuas obras” (Sl.73:28).

Guardar a lei é chegar-se a Deus, guardar a lei é praticar a justiça e o que Moisés pedia ao povo é que estivesse sempre próximo ao Senhor e praticando a justiça e isto faria com que eles despertassem a atenção de todos os povos.

O Senhor Jesus disse o mesmo para os Seus discípulos. A Igreja, ao obedecer a Cristo, passa a ser sal da terra e luz do mundo (Mt.5:13-16) e, deste modo, não terá como permanecer ignorada perante o mundo.

– Moisés exorta a cada israelita que se guardasse a si mesmo, que guardasse bem a sua alma e não se esquecesse das coisas que eles estavam a ver, não se apartando do coração todos os dias da sua vida e as fazendo saber aos filhos e aos filhos de seus filhos (Dt.4:9).

II – MOISÉS RELEMBRA A EXPERIÊNCIA DO PACTO DO SINAI

Moisés,prosseguindo sua exortação para que o povo fosse fiel, traz à memória do seu auditório a experiência vivida no monte Sinai, onde se selou a aliança entre Deus e Israel, o chamado “pacto sinaítico”, que é, efetivamente, o pacto que dá início à dispensação da lei, a “velha aliança”, a aliança que Israel deveria manter até que viesse o “profeta como Moisés”.

A lei foi instituída pelo pacto firmado entre Deus e Israel no monte Sinai e a experiência vivida naquela oportunidadetinha de ser mantida na memória de todos os  O Sinai é a própria essência da lei, tanto que o apóstolo Paulo chama o pacto da lei de Sinai em Gl.4:25.

Aochamar Moisés para libertar o povo, o que se deu precisamente no monte Sinai (também chamado Horebe – Ex.3:3), o Senhor já havia dito que ali Israel iria servi-l’O (Ex.3:12).

Emtoda dispensação, que é um período em que Deus atua de uma determinada maneira no cumprimento do plano da salvação da humanidade, há um evento, um acontecimento em que se tem a essência do modo como o Senhor agirá naquele intervalo de tempo.

Com relação à lei, este evento é a entrega das “dez palavras” pelo Senhor a Israel, quando o povo aceita a proposta divina de se tornar a propriedade peculiar de Deus dentre os povos, ser Seu reino sacerdotal e povo santo (Ex.19:1-8).

Moisés, pois, ao querer mostrar a necessidade de o povo de Israel ser fiel à lei do Senhor, vai rememorar o episódio fundamental da aliança, a experiência passada pelos israelitas no monte Sinai, experiência, aliás, que boa parte do seu auditório não tinha vivido, já que os maiores de vinte anos naquela data haviam morrido no deserto e muitos haviam nascido no deserto e, portanto, não tinham presenciado o

Em nossa dispensação, a dispensação da graça, a propósito, não é diferente. O Senhor Jesus mandou que a Igreja, periodicamente, celebrasse a ceia do Senhor, que nada mais é que a memória do evento fundante da dispensação da graça, qual seja, a morte de Jesus Cristo no Calvário que, ao mesmo tempo em que findava a lei, já que se consumava a obra salvífica do “profeta como Moisés”, ao pagar o preço dos pecados da humanidade, permitia a libertação do pecado e, pela fé em Cristo, a construção de uma comunhão com o

Moisés inicia esta lembrança dizendo que o Senhor havia determinado que o povo fosse ajuntado para que ouvissem as palavras que seriam proferidas por Deus, aprendessem-nas para temerem todos os dias que vivessem em Canaã e as ensinasse aos seus filhos (Dt.4:9).

Todoo povo estava incluído na aliança. A ordem divina era de que todo o povo fosse ajuntado, porque todo o povo tinha aceitado se tornar a propriedade peculiar de Deus dentre todos os povos (Ex.19:8).

O texto bíblico é claro de que houve unanimidade na aceitação da proposta feita por Deus pois faz questão de afirmar: “Todo o povo respondeu a uma só voz, e disse: Tudo o que o Senhor tem falado faremos…” (Ex.19:8a).

Trata-se, portanto, de um compromisso estabelecido entre Deus e Israel e, portanto, vemos claramente que nãose tratava de algo que se pudesse impor aos demais  Pela lei, Israel se tornava “propriedade peculiar dentre todos os povos”, mas isto não implicava em considerar que se estava a estabelecer uma forma de relacionamento entre Deus e todos os homens.

Esta realidade seria bem entendida pelos discípulos por ocasião do Concílio de Jerusalém, quando, sob a direçãodo Espírito Santo, foi rechaçada a opinião dos judaizantes, que queriam impor a lei aos cristãos gentios, quando se considerou que a lei se circunscrevia a Israel e que o pacto vigente a todas as nações era o pacto noaico, estabelecido após o dilúvio (At.15).

O povo deveria se ajuntar para ouvir o Senhor. O pacto não era um acordo entre iguais, mas a aceitação de umaproposta feita pelo Senhor, ou seja, o dono de todas as coisas, de quem era toda a terra (Ex.19:5 “in fine”).

Eis porque deveriam os israelitas obedecer ao que havia sido estabelecido por Deus. Assim como Moisés tinhasido mandado a ensinar o povo pelo Senhor, de igual maneira, o povo de Israel tinha sido mandado por Deus a observar as regras estabelecidas. Eis porque as regras são chamadas de “mandamentos”, a palavra hebraica “mitzvah” ( ִמְצָּוה), “…uma ordem, quer humana, quer divina; (coletivo) a Lei: — (que foi) ordenado, mandamento, ordem, lei, ordenança, ” (BÍBLIA DE ESTUDO PALAVRAS-CHAVE. Dicionário do Antigo Testamento, verbete 4687, p.1765) (destaques originais).

Omesmo ocorre em relação à dispensação da graça. Jesus é a cabeça da Igreja (Ef.1:22; 5:23) e dá ordens a Seus discípulos, como o batismo nas águas, a comemoração de Sua morte na ceia do Senhor, a busca do revestimento de poder, a pregação do Evangelho a toda criatura por todo o mundo e o ensino de todas as nações a guardar tudo quanto Ele nos mandou.

Os israelitas foram chamados a ouvir as palavras do Senhor para aprendê-las. “…a aprendizagem requer o domínio da habilidade prática para realizar a atividade relacionada ao que compreendi.…” (BACK, Rainri. PAGOTTO-EUZÉBIO, Marcos Sidnei (ed.). Compreensão e aprendizagem: uma abordagem hermenêutica. 16 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/MJ7vdgrvR6Njz8fQDy4PcTK/?lang=pt Acesso em 13 jul. 2026).

Ocorre o aprendizado quando a pessoa retém a informação obtida e é capaz de pensar e agir por si própria. Paraque se possa aprender de Deus, torna-se necessário, em primeiro lugar, que se renuncie a si mesmo, que se submeta a sua própria vontade à vontade do Senhor, que se tome o Seu jugo e o Seu fardo, ou seja, que se ponha no lugar e para fazer aquilo que Deus deseja e, por fim, que se siga o próprio exemplo do Senhor (Mt.16:24; Mc.8:34; Lc.9:23).

Moisés diz aos israelitas que deveriam reter o ensino dado por Deus, e transmitido pelos pais, sacerdotes e levitas,que eram os mandamentos, a “Torá”, ensinamentos que deveriam ser transmitidos a todo instante pelos pais aos filhos (Dt.6:6-9; 11:15-23) e, a cada sete anos, lidos e explicados a todo o povo, desde a criança até o mais idoso (Dt.31:9-13; Ne.8:1-12).

Com este ensino reiterado, desde a infância, o israelita assimilaria e reteria o teor dos mandamentos e os cumpriria, demonstrando, assim, tê-los aprendido, fazendo com que Israel efetivamente fosse o reino sacerdotal e o povo santo, a propriedade peculiar de Deus para todos os povos (Ex.19:5,6).

Como aprendizado, viria o temor do Senhor a todo o israelita, ou seja, todos seriam obedientes e reverentes a Deus, cumprindo a Sua vontade e, como haviam aprendido, poderiam ensinar as futuras gerações a lei do

Moisés,então, diz que, após o ajuntamento do povo ao pé do monte, o lugar estabelecido por Deus, o monte ardia em fogo até ao meio dos céus e havia trevas, e nuvens, e escuridão e o Senhor, então, falou do meio do fogo e o povo ouviu as palavras, mas não viam quem falava (Dt.4:11,12).

Tem-seaqui algumas anotações importantes. A primeira é a de que o monte ardia em fogo. A presença do Senhor era notada pelo fogo, que é o símbolo da glória de Deus, como se veria, posteriormente, quando da inauguração do tabernáculo (Lv.9:23,24). Lembremos, aliás, que Deus também falou a Moisés no Sinai, quando da chamada do líder, do meio do fogo (Ex.3:2).

Além do fogo, havia trevas, e nuvens, e escuridão, o que nos mostra que, apesar da manifestação da glória de Deus, não se podia ter visão, havia algo que impedia que se visse o ambiente celestial, o que nos mostra que a lei não retirava a divisão que havia entre Deus e o homem, que é o pecado (Is.59:2).

Coma lei, não havia luz, permaneciam as trevas, mantinha-se a escuridão, porque a lei não traria a luz, pois a luz somente viria posteriormente, o Cristo, em quem está a vida, a vida que é a luz dos homens (Jo.1:4; 8:12; 9:5).

Apesardas trevas, da nuvem e da escuridão, o Senhor falou do meio do fogo e puderam os israelitas ouvir a voz do Senhor, embora nada vissem (Dt.5:12).

Aquiestava um princípio fundamental que deveria nortear o relacionamento entre Deus e Israel, qual seja, a de que jamais se poderiam fazer imagens de escultura que representassem o Senhor, como costumavam fazer todos os povos.

Deus manifestara-se como uma voz, deveria ser ouvido, não visto. “…além da voz, não vistes semelhança nenhuma” (Dt.4:12 “in fine”).

Esteprincípio é basilar e não está adstrito apenas à lei, mas é algo essencial na adoração ao Senhor. Jamais vemos algum servo de Deus adorar ao Senhor, seja antes da lei, seja depois dela, com o uso de imagens de

Emmomento algum, vemos qualquer dos patriarcas fazer uso de imagens e a tradição judaica, aliás, diz que um dos fatores que fez com que Abrão deixasse Ur dos caldeus teria sido a sua oposição ao uso de ídolos, mesmo sendo seu pai um fabricante deles.

Moisés deixa isto bemclaro ao povo, dizendo que, como no Sinai Deus havia apenas Se apresentado como voz, não se poderia, em absoluto, fazer-se representação do Senhor por meio de esculturas, pois isto seria corrupção espiritual, quebra do segundo mandamento (Dt.4:16-18).

Oapóstolo Paulo deixa claro, em seu discurso em Atenas, que o uso de imagens é inadmissível e representa verdadeira ignorância espiritual, pura idolatria (At.17:16,29).

Como bem diz a Declaração de Fé das Assembleias de Deus: “… Seguimos o modelo bíblico da adoração cristã sem nenhuma representação visual: ‘Então, o Senhor vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes,porém, além da voz, não vistes semelhança nenhuma’ (Dt.4:12). 

Nisso estão incluídas as coisas que estão nos céus e na terra, como manda o segundo mandamento do Decálogo [Ex.20:4,5]. Isso se faz necessário considerando, ainda, a reverência de Deus: ‘Deus é Espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade’ (Jo.4:24). Assim, prestamos nossa adoração e nosso louvor em termos espirituais e imateriais sem o uso de imagens de escultura ou de qualquer outro tipo de representação [Dt.4:15-18; Jo.4:23,24] …” (DFAD, 2. ed., IX.6, p.143).

Lamentavelmente, entre os cristãos se dizem ser, houve a admissão do uso de imagens de escultura e de pinturas ao longo da história da Igreja, não sem reação, prática que acabou por ser chancelada no Segundo Concílio de Niceia, em 787.

Com a Reforma Protestante, voltou-se ao ensino bíblico, tendo havido, por parte de alguns reformadores, a abolição do uso de imagens.

Entretanto, vemos, com muita preocupação, como, a partir da utilização cada vez maior do audiovisual na comunicação, que se tem dado perigosas margens ao uso de figuras, e até esculturas, entre os que cristãos se dizemser, com o uso desnecessário e abusivo de imagens tipicamente utilizadas por seitas e pelos segmentos supostamente cristãos que se utilizam de imagens, e isto até em materiais de Escola Bíblica Dominical, o que deve ser coibido para que não cometamos o mesmo erro do Concílio de 787, que foi a inserção da idolatria na Igreja. Que Deus nos guarde!

Moisés lembra que, naquele encontro no Sinai, Deus proferiu as “dez palavras”, que depois escreveu nas duas tábuas de pedra, tábuas que se encontravam dentro da arca do concerto.

Israel, pois, servia a um Deus vivo, um Deus que falava, o que jamais se ouvira antes na história da humanidade e, por isso mesmo, os israelitas deveriam cuidar para que não deixassem de obedecer à lei, não imitando o comportamento idolátrico dos outros povos.

Além de se absterem do uso de imagens de escultura ou qualquer outra forma de representação visual de Deus,deveriam, também, os israelitas evitar a divinização dos astros, como ela costumeiro entre os povos de então, em especial os povos da Mesopotâmia, região de origem do patriarca Abraão.

Oscorpos celestes (sol, lua, estrelas) nada mais eram que a criação de Deus, eram criaturas, assim como os seres humanos, e, por isso, jamais poderiam ser adorados, como era tão comum entre os povos.

Por incrível que pareça, em nossos dias, ainda há pessoas que, mesmo se dizendo cristãs, acreditam em horóscopos e se rendem à astrologia, práticas que têm origem precisamente na divinização dos astros. Tomemos cuidado, amados irmãos!

Aquitambém temos a condenação de Moisés à adoração a “todo exército dos céus”, expressão que pode ser entendida não só com relação aos astros, aos corpos celestes, mas, também, com relação aos anjos, que a Bíblia, mais de uma vez, chama de “exército” (I Rs.22:19; II Rs.6:17; Ne.9:6).

Oculto aos anjos é também abominável a Deus e se tem tornado, também, uma prática que, inserida na Igreja por ocasião de sua paganização, existe em nosso meio, basta ver os brados de glória que se dão em certos lugares quando um pregador diz que está vendo um anjo… Tomemos cuidado, amados irmãos!

Moisés mostra que o propósito de Deus, ao celebrar o pacto com Israel no Sinai, era de fazê-lo “povo hereditário”,ou seja, uma “herança”, pois a palavra hebraica em foco aqui é “nahlah” (ַנֲחָּלה), cujo significado é de “…receber, tomar propriedade como possessão permanente” (BÍBLIA DE ESTUDO PALAVRAS-CHAVE. Dicionário do Antigo Testamento, verbete 5’157, p.1794).

Israelhavia sido escolhido pelo Senhor para ser Sua propriedade peculiar dentre os povos, a Sua possessão, e, portanto, não há como negar, como muitos fazem, que há um plano divino estabelecido para Israel, que não se findou com a vinda do Messias, até porque o Messias ainda não reinou sobre os israelitas, como dizem as

Deushavia tirado Israel do “forno de ferro do Egito” para torná-lo Sua possessão, uma perfeita figura do que Jesus fez tanto para judeus quanto para gentios, resgatando-os da escravidão do pecado (Jo.8:34-36) para que se tornassem filhos de Deus e coerdeiros de Cristo (Rm.8:16,17).

Moisésbusca fazer com que os israelitas desse o devido valor da sua situação privilegiada, por fazerem parte do povo escolhido por Deus, e, para tanto, mostra que eles teriam algo que nem ele, Moisés, pois, ao contrário de seu auditório, que receberia Canaã por herança, ele não entraria na Terra Prometida (Dt.4:21,22).

Israel,portanto, não poderia se esquecer do concerto que firmara com o Senhor e deveria lembrar que Deus era um fogo consumidor, um Deus zeloso (Dt.4:24). Moisés, então, mostra que o mesmo fogo que ardera mas não consumira a sarça; ardera mas não consumira o monte Sinai, era o mesmo Deus que fulminara Nadabe e Abiú quando haviam eles trazido fogo estranho para o altar de incenso (Lv.10:1,2).

Moisés, então, lembra os israelitas de que, se eles se tornassem idólatras, teriam o mesmo fim que aquelesque haviam morrido da praga no episódio de Baal-Peor e que, pela sua infidelidade, haveriam de perder a terra que iriam conquistar, sendo espalhados sobre a face da Terra (Dt.4:25-28).

Notemos,a propósito, que Moisés não apresenta uma possibilidade, mas afirma que aquilo seria questão de tempo. Sua expressão é: “Quando, pois, gerardes filhos e filhos de filhos, e vos envelhecerdes na terra, e vos corromperdes…” (Dt.4:25).

Não se utiliza Moisés da conjunção condicional “se”, mas da conjunção temporal “quando” e, já neste primeiro discurso, apresenta sua fala como um testemunho contra o povo, como, aliás, fará no seu último cântico.

Moisés, inspirado pelo Espírito Santo, estava a profetizar o fracasso espiritual de Israel e a própria insuficiênciada lei para a salvação da  Como haveria de dizer noutro discurso, Israel teria de dar ouvidos ao “profeta como Moisés” e, se não fosse ouvido, isto seria requerido do povo e, como consequência, o povo seria espalhado sobre a face da Terra.

Istoque é falado aqui por Moisés, teria seu cabal cumprimento, pois, não só Israel perdeu a Terra Prometida por ter descumprido a lei, máxime por causa da idolatria, como o remanescente que regressou após o cativeiro da Babilônia, acabou sendo também disperso após a rejeição de Cristo pelos judeus.

Noentanto, Moisés assegura ao povo que, mesmo diante de sua infidelidade, que os espalharia pelos quatro cantos da terra, se eles buscassem ao Senhor de todo o coração, Deus não os abandonaria, mas, sendo fiel ao pacto que havia firmado com Israel, haveria de novamente acolhê-los e os tornar Seu reino sacerdotal e povo santo (Dt.4:30).

Enquanto o povo de Israel era infiel, Deus permanecia fiel e cumpriria as Suas promessas e compromissos(Dt.4:31). Como diz o apóstolo Paulo: “se formos infiéis, Ele permanece fiel; não pode negar-Se a Si mesmo” (II Tm.2:13).

Eo início do cumprimento desta profecia já vemos claramente com o início do regresso em massa dos judeus a Canaã a partir de 1882, quando se deu a “primeira aliá”, ou seja, a primeira onda migratória em massa. Em 1948, foi criado o Estado de Israel e, desde então, o retorno dos judeus só tem aumentado, sem se falar no surgimento de uma grande população de judeus nascidos na Terra Prometida.

A olhos vistos, estamos vendo se cumprir a profecia do vale dos ossos secos no capítulo 37 do livro de Ezequiel, que é um detalhamento do que é dito por Moisés ao povo.

Moisés mostra ao povo que Deus dava eloquentes demonstrações de que estava a cumprir o pacto firmado com A libertação do Egito, feita com mão forte, os sinais e maravilhas, não só na libertação, mas durante toda a jornada no deserto não permitiam qualquer dúvida de que Deus realmente escolhera Israel para ser o Seu povo e, portanto, Israel, como havia prometido, deveria fazer tudo quanto Deus mandasse.

Os sinais e maravilhas eram, pois, comprovação da fidelidade e da veracidade do Senhor e, por isso, os israelitas tinham de obedecer a todos os mandamentos que haviam sido proferidos por Deus, seja as dez palavras ditas no Sinai, sejam os demais estatutos e juízos que Deus dera a Moisés e que o líder ensinara o

A começar do Egito, quando o Senhor provou que era o único Deus e que os deuses do Egito eram falsos (Nm.33:4),como também pelos sinais e maravilhas apresentados, os israelitas não tinham a menor dúvida de que o Senhor é o único Deus (Dt.4:35).

Notemos aqui que os sinais e maravilhas autenticavam a existência de um único Senhor, tendo, pois, um papel confirmatório, exatamente o que ocorre em nossos dias em que o Evangelho é confirmado por sinais, prodígios e maravilhas (Mc.16:20).

Moisés ainda mostra que Deus tudo isto fez porque amou os patriarcas e escolheu a semente deles, que era opovo de Israel, para dar a Terra Prometida, e continuaria a demonstrar a Sua deidade fazendo com que povos mais poderosos que Israel fossem derrotados e exterminados para que a terra fosse ocupada por Israel.

Assim,Israel deveria saber que só há um Deus e que deveria, pois, obedecer-Lhe e guardar a aliança firmada por Ele para todo o sempre, já que o Senhor, por ser Deus, era eterno.

– O que Moisés disse ao seu auditório é plenamente aplicável a nós. Temos sido fiéis a este Deus fiel?

Pensemos nisto.

Pr. Caramuru Afonso Francisco

Fonte: https://www.portalebd.org.br/index.php/classes/adultos

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