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Juvenis – Lição 06 – A sabedoria e a solidez para a vida

Introdução

Prezado Professores e Professoras, nesta lição destacaremos sobre a Sabedoria e sua importância, é muito importante ter uma sabedoria solida e fundamentada na Palavra de Deus.

     1 – A SABEDORIA NOS GUIA 8.1-13

Este capítulo 8 da qual destaca nossa Lição é um hino de louvor à sabedoria, a qual é personificada como uma mulher, conforme se vê em Prov. 1.20 ss.

Este capítulo está naturalmente dividido em três seções:

  1. A recompensa da sabedoria aos sábios (vss. 1-21); 
  1. A exaltada posição da sabedoria diante do Criador (vss. 22-31). 
  1. Exortações de conclusão (vss. 32-36).

A segunda parte — vss. 22-31 — foi cristianizada para falar sobre o Verbo do Novo Testamento (João 1.1).

a) O chamado universal à sabedoria (8.1-5).

Aqui o escritor sagrado proclama as boas notícias.

A sabedoria apresenta sua mensagem nos lugares mais públicos e abertos possíveis (2-3). As palavras homens e filhos dos homens (4) sugerem todo tipo de pessoas, os gentios e os judeus.

Não há nada de exclusivo nem provincial no convite da sabedoria. Até os simples (5; “negligentes”,) e os loucos, ou espiritualmente obstinados, podem vir, se quiserem (cf. Mt 7.7-8).

b) O caráter e o valor da sabedoria (8.6-16).

A mensagem da sabedoria é caracterizada pela verdade e pela justiça (6-9). Não há nenhuma coisa tortuosa nem perversa (8; “torcida nem torta”,) nas palavras do pregador. Além disso, as suas proclamações são retas para o que bem as entende e justas, para os que acham o conhecimento (9).

Aqui “afirma-se um princípio fundamental. Os que estiverem dispostos a se comprometer em receber a sabedoria vão ser capazes de compreender melhor a sua natureza”.

46 Nas palavras de Jesus — “Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus” (Jo 7.17) — temos um equivalente neotestamentário do que o pregador estava dizendo no versículo 9 (cf. Jo 8.31-32).

O valor da sabedoria é destacado novamente (3.13-17). 

E mais valioso do que coisas preciosas como a prata […] o ouro fino e os rubins (-10-11). De tudo que se deseja nada se pode comparar com ela.

Moffatt diz: “Nenhum tesouro é igual a ela” (11). Certamente o amor intenso de Deus e a sua provisão redentora são incomparáveis (cf. Jó 28.15,18; SI 19.10; 119.127).

Aqui a sabedoria destaca a verdade de que mais importante do que riquezas terrenas são os tesouros celestiais (Mt 6.19-21).

A sabedoria descreve virtudes adicionais nos versículos 12-16. 

 Ela é prática e cheia de recursos — acho a ciência dos conselhos (12). Ela se identifica com o temor do Senhor (13; veja comentário de 1.7). Ela odeia todo tipo de mal. Harris diz que “a verdadeira piedade não é sempre afirmativa. O ensino de que o pecado é odioso é uma verdade maravilhosa e vital”.

Pv. 8.13 O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal. 

O autor sacro leva-nos de volta ao tema central do livro, “o temor do Senhor”, que anoto em Pro. 1.7. Ver também Sal. 119.38. Além disso, quanto a detalhes, ver no Dicionário o artigo chamado Temor.

O temor do Senhor é uma frase do Antigo Testamento conforme a espiritualidade era vista no antigo Israel, e a lei era o guia do povo de Israel. Portanto, aqui, esse temor leva o crente a odiar o mal, porquanto existem muitos mandamentos contra uma grande variedade de pecados na lei de Moisés.

O homem cujo coração é abençoado pela fé estará equipado para seguir os ditames da lei, tanto em suas injunções negativas quanto em suas injunções positivas, e essas injunções, no judaísmo posterior, eram mais de 600! A sabedoria personificada nos mostra que há algumas poucas coisas que devem ser evitadas:

A soberba. 

Foi por causa do orgulho que o diabo caiu em transgressão. Pode-se dizer que esse é um pecado básico, pai de todos os pecados. O indivíduo soberbo é aquele que quer ser mais do que realmente é. Foi o que derrubou Lúcifer. Trata-se de uma força destruidora, a base de muitas atitudes e atos errados. Ver no Dicionário o artigo chamado Orgulho.

A arrogância. 

Este é outro dos pecados que Deus abomina. Figura entre as sete coisas que são odiadas em 6.16 ss., sob o título olhos altivos (vs. 17).

O orgulho, ou soberba, e a arrogância são idéias aparentadas e derivam-se de palavras hebraicas similares, gerah e gaon, as quais falam do orgulho em todas as suas expressões. Ver sobre Orgulho, no Dicionário, quanto a detalhes.

O orgulho, como já dissemos, é um dos principais pecados, considerado por alguns estudiosos como um dos pecados mortais, se é que é legítimo fazer distinções entre pecados mortais e veniais, como diz a Igreja Católica Romana. Ver na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia o artigo intitulado Sete Pecados Mortais.

O mau caminho.

 Conforme já vimos, a Bíblia usa a palavra “caminho” para indicar a conduta seguida por uma pessoa. O “caminho mau” é o caminho errado ditado pelo diabo e pelo espírito da desobediência.

Logicamente, Deus abomina esse tipo de pecado, que também devemos considerar um dos pecados basilares, ou seja, ele serve de trampolim a outros pecados. Ver no Dicionário o verbete chamado Caminho, quanto a maiores explicações a respeito.

A boca perversa.

 Encontramos aqui o pecado que consiste no abuso da linguagem. Tanto o livro de Salmos quanto o livro de Provérbios muito dizem sobre essa transgressão. Ver Pro. 4.24 e 6.12, onde apresento notas expositivas de sumário. Ademais, ver Sal. 5.9; 12.2; 15.3; 17.3; 34.12; 35.28; 38.3; 39.9; 55.21; 64.4; 73.9; 94.4; 101.5; 109.2; 119.172; 120.3,4; 139.4; 140.3 e 141.3. Ver sobre Linguagem, Uso Apropriado da, no Dicionário, quanto a maiores detalhes.

A sabedoria que vem de Deus.

 No Livro de Tiago fala da sabedoria que vem do alto para distingui-la da humana, de origem má (Tg 3.13-17).

Irrefutavelmente, a sabedoria que vem de Deus é o meio pelo qual o homem alcança o discernimento da boa, agradável e perfeita vontade divina (Pv 2.10-19; 3.1-8,13-15; 9.1-6; Rm 12.1,2).

Sem esta sabedoria, o ser humano vive à mercê de suas próprias iniciativas, dominado por suas emoções, sujeitando-se aos mais drásticos efeitos das suas reações. Enfim, a Palavra de Deus nos orienta a vivermos com prudência.

Todavia, quando nos achamos em meio às aflições é possível que nos falte sabedoria. Por isso, o texto de Tiago revela ainda a necessidade de o crente desenvolver-se, adquirindo maturidade espiritual.

  1.   A SABEDORIA NOS FAZ TER SUCESSO 8.14 – 21?

8.14-21 — Neste trecho bíblico, fala-se de príncipes, nobres e juízes. Para que as autoridades possam exercer seu poder com idoneidade é preciso o uso da sabedoria, um de seus apelos mais requintados.

Além disso, a sabedoria leva aqueles que a seguem a riquezas e honra (Pv 9.1-6). E um contraste chocante com o destino do tolo (Pv 6.33,35).

Conselho. 

Bons conselhos acerca de como andar, viver e ser. Estamos falando das muitas instruções conferidas pela lei, conforme esta é interpretada peias declarações da sabedoria.

Verdadeira sabedoria. A essência da lei de Moisés, posta em vigor na vida diária do indivíduo. Ver Pro. 2.7, onde encontramos idêntica expressão.

Entendimento.

 Ver Pro. 1.2 e o vs. 9 deste mesmo capítulo. Ver também Pro. 2.7; Eclesiastes 7.19 e Isa. 11.2.

Os termos são contrastados com a sabedoria humana, não iluminada ainda pela lei.

Minha é a fortaleza. Possuidora das qualidades mencionadas, a Senhora Sabedoria torna-se uma fortaleza em defesa do povo que a ouve e obedece ao que ela diz.

Quanto ao próprio Deus como a Fortaleza, ver Sal. 18.2; 31.3; 71.3; 91.2 e 144.2. Trata-se de uma expressão militar. A fortaleza era o lugar do qual os soldados atacavam, e também para onde fugiam em busca de refúgio.

Ver Deus como nosso Refúgio, em Sal. 46.1. A sabedoria aplicada (executar o que a lei recomenda e evitar o que ela proíbe) é a força de um homem.

A sabedoria é capacitadora. A sabedoria é protetora. “Conhecer é poder” (Lord Bacon), e tanto mais quando esse conhecimento é divino. A sabedoria fortalece ao sábio, mais do que dez poderosos que haja na cidade. (Eclesiastes 7.19)

V.15 Por meu intermédio reinam os reis.

Os Reis são capazes de reinar bem quando contam com a orientação da sabedoria. O poder não existe separadamente da justiça e da bondade. Nenhum rei governa bem se não for homem bom e justo.

O rei, como qualquer pessoa, tem de levar uma vida pessoal boa e santa, pois, do contrário, não será um bom rei. Além disso, cabe-lhe a responsabilidade de dirigir a vida nacional por esse mesmo prisma.

A lei não o ensinará quando tiver de declarar guerra ou quando não o fizer. Ele poderá obter algumas indicações relativas à vida de negócios como vindos de um oráculo, no templo, ou por meio de algum profeta.

Essas vantagens também estavam às suas ordens para o exercício diário do poder. A sabedoria também está no oráculo e na palavra de um profeta. Os príncipes compartilham do poder, estando subordinados ao rei. 

Os príncipes decretam justiça. 

Uma monarquia opera através de decretos, que podem ser temíveis ou benéficos, tudo dependendo da sabedoria e da bondade do homem que tem poder para baixá-los. Muitos decretos são obviamente prejudiciais a um povo.

Muitos governantes também são obviamente prejudiciais a um povo, e o que eles são com freqüência é determinado por aquilo que impõem ao povo sobre o qual exercem o mandato.

O Targum faz a Sabedoria ungir os reis com justiça. Este versículo tem sido cristianizado para falar de Cristo, o Rei, que é o governante justo final.

16 Por meu intermédio governam os príncipes.

 Este versículo refaz levemente o anterior, adicionando os nobres à lista dos governantes e fazendo todos eles governar por intermédio da sabedoria, sem mencionar seus decretos, que são instrumentos de seu governo.

O texto massorético também fala aqui em juízes, o que é secundado pela nossa versão portuguesa.

Mas a versão da Septuaginta tem o verbo “governar” no lugar do substantivo “juízes”, ou seja, a Septuaginta limita a menção dos governantes aos príncipes e aos nobres. Juntamente com o vs. 15, pois, temos o rei, os príncipes, os nobres e, talvez, os juízes, como aqueles que exercem o poder.

A sabedoria, pois, concede entendimento a todos esses governantes, sem importar o nível a que eles pertençam, para que governem bem.

v.17 Eu amo os que me amam. A sabedoria instruí e concede compreensão, mas a Senhora Sabedoria também ama àqueles que a amam e a buscam.

O amor é mútuo, sendo esse o melhor tipo de amor. Compreendemos que Deus, como nosso Pai celestial, ama a Seus filhos (ver João 3.16); e amar Deus é o primeiro dever e privilégio dos homens. Ver Deu. 6.5 e I João 4.7 ss.; 5.1. Guardar os mandamentos é amar Deus. Ver também João 14.15. 

A recompensa da sabedoria (8.7-21). Nesta passagem a sabedoria oferece muitas recompensas às pessoas que reagem positivamente ao desafio profético. Todos os que amam a Deus — os que o buscam […] de madrugada (17; “diligentemente”, RSV) — o acharão (cf. Mt 5.6).

Inclui-se aí a prosperidade material (18, 21), mas o favor e a amizade de Deus são as bênçãos supremas do caminho da sabedoria (19).

Esse favor eu classifico como a bondade e a misericórdia de Deus Sl 23.6 ,e a sua maravilhosa Graça , pelos quais não somos merecedores mas quando temos o proposito de o busca-lo ele nos Concede além de nos conceder a Sabedoria para prosseguimos em nossa Jornada.

  1. A OBEDIÊNCIA A DEUS COMO O PRINCÍPIO DA SABEDORIA 8.22-31

Esta parte do capítulo 8 descreve o papel da sabedoria na criação. O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos.

Nesta expressão, o termo possuiu em hebraico pode significar trouxe ou criou. Melquisedeque usou a mesma palavra para identificar Deus como o Criador do universo (Gn 14.19).

O Senhor, sempre sábio, produziu a sabedoria; O Senhor, dono de todo conhecimento, criou o conhecimento.

Naturalmente, a sabedoria já estava com Deus antes da criação, e fazia parte da doutrina judaica padrão que a lei incorporava essa sabedoria, que não começou com a lei de Moisés.

Isso significa que a lei de Moisés foi um reflexo da eterna sabedoria de Deus. A sabedoria já existia antes da criação, sendo mencionada por cinco vezes nesta passagem: vss. 22 (duas vezes), 23, 25 e 26. A sabedoria estava presente quando Deus criou todas as coisas: vss. 24,27-29. Por sete vezes, o quando é declarado.

Antes de suas obras mais antigas. Consideremos aqui os dois pontos seguintes:

  1. Nossa versão portuguesa dá a entender que Deus já possuía a sabedoriaantes de Seus atos de criação físicos. Por conseguinte, a controvérsia mencionada acima, sobre a primeira parte deste vs. 22, é perpetuada por duas opiniões diversas, e ambas alicerçadas sobre traduções possíveis do original hebraico.

 

  1. Mas a tradução da imprensa Bíblica Brasileira é:“O princípio dos seus feitos”. E isso significa que a sabedoria foi a primeira coisa a ser criada, o princípio, depois do que se seguiram os demais atos da criação. Assim sendo, a sabedoria foi “o primeiro dos atos de Deus”.

Observe o leitor os trechos paralelos, citados a seguir, que favorecem a segunda dessas idéias:

“A sabedoria foi criada antes deles todos, e a inteligência desde a eternidade”. (Eclesiástico 1.4)

O próprio Senhor a [à sabedoria] criou. (Eclesiástico 1.9)

  1. 32,36. Certamente devemos escutar a voz da sabedoria com a prontidão das crianças. Sejamos todos sábios e não recusemos esta misericórdia.

Benditos são os que ouvem a voz do Salvador e esperam nele com meditação e oração diária. Os filhos do mundo encontram tempo para diversões vãs, sem descuidar do que eles consideram coisa necessária.

Quando as pessoas que professam santidade arrumam desculpas para não buscarem os meios da graça, demonstram desprezo para com as instruções da sabedoria.

Conclusão

Embora no AT a sabedoria seja personificada no livro de Provérbios e mostrada como tendo existido eternamente em Deus (Pv 8.22-30), ela é centrada em uma pessoa, o Senhor Jesus Cristo (1 Co 1.30; Cl 2.2,3; cf. Lc 11.49).

Cristo, em sua natureza humana, cresceu em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lc 2.52), mas em sua natureza divina, repousava sobre ele o Espírito sétuplo cujo principal atributo é a sabedoria (Is 11.2). Como resultado, os homens perguntaram, “Donde veio a este a sabedoria”

(Mt 13.54; Mc 6.2), não percebendo que alguém maior que Salomão estava ali (Mt 12.42). O apóstolo Paulo escreve que Ele é o poder e a sabedoria de Deus, destacando que a vida e a morte de Cristo eram o sábio plano de salvação de Deus (1 Co 1.24).

Os gregos, com sua filosofia, buscavam a sabedoria (1 Co 1.22) e produziram grandes homens como Platão e Aristóteles, mas não vieram a conhecer a Deus.

A sabedoria do Concedida pelo Nosso Deus gera amor, bondade, benignidade e humildade. Ela não estimula o crente a tornar-se soberbo ou arrogante em relação ao próximo, mas nos dá limites. Faz-nos saber até onde podemos ir.

Ainda que elevemos a nossa cultura, a língua e tantos outros conhecimentos, nós não temos o direito de nos mostrarmos altivos, os donos da verdade, pois de fato não o somos.

A verdadeira sabedoria ela gera em nos solidez ou seja segurança e equilíbrio e firmeza para sabermos conduzir com equilíbrio e discernimento nossas Vidas .

Obras Consultadas

O novo comentário bíblico AT, Editores: Earl Radmacher, Ronald B. Allen e H.Wayne House

Comentário Bíblico de Matthew Henry

Comentário de Champlin AT Vol. 4 Salmos- Cantares

Novo Comentário da Bíblia Provérbios

Fonte: http://valorizeaebd.blogspot.com/2015/11/licao-6-sabedoria-e-solidez-para-vida.html

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