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JUVENIS | Lição 7: Posso Jejuar e Orar

A paz do Senhor, querido aluno e professor da Escola Bíblica Dominical!

Eu sou a irmã Damares, professora da EBD na congregação em que sirvo ao Senhor, aqui na Assembleia de Deus em Curitiba.

Já estou aqui para que nós possamos continuar meditando juntos nesta revista, na qual estamos estudando sobre o que Jesus fez por nós e sobre o que nós podemos fazer por Ele.

Hoje nós estamos chegando, para a glória de Deus e edificação nossa e dos nossos alunos, para estudarmos sobre dois temas bastante difundidos na igreja, mas que às vezes nos faltam profundidade a respeito do que realmente são: oração e jejum.

Eu sei que são dois temas amplamente divulgados e falados, ainda mais nos nossos dias, onde o devocional tem sido bastante divulgado nas mídias sociais, no Instagram. Eu sou uma pessoa que divulga bastante devocional desde antes de 2015, quando surgiu o Instagram.

Mas além disso, a questão é a seguinte:

  • O que é oração?
  • O que é jejum?
  • Posso saber que na igreja se fala bastante de “jejuneração”, mas o que é?
  • Eu consigo definir?
  • Eu tenho essas duas temáticas bem vividas na minha mente?
  • Os nossos juvenis têm?
  • E será que, mais do que entender o que é e para que serve, eles praticam o jejum e a oração?

A aula de hoje é fundamental porque vai falar de dois temas essenciais para a caminhada cristã: a oração e o jejum.


Texto-chave

Nesta aula do dia 14 de maio, teremos como versículo-chave o texto que está em Evangelho de Mateus capítulo 9, versículo 15:

“E disse-lhes Jesus: Podem, porventura, andar tristes os filhos das bodas enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão.”


Leitura Bíblica em Classe

A leitura bíblica está em Evangelho de Mateus capítulo 6, versículos 5 a 8 e 16 ao 18:

“E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.

Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.

E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.

Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes.

E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.

Porém tu, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, para não pareceres aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está oculto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”

Amém.

Esta leitura já nos mostra bastante a respeito do que é a oração e o jejum.


Objetivos da Aula

  1. Mostrar que Jesus é o nosso exemplo de oração.
  2. Explicar que precisamos orar sem cessar.
  3. Compreender a importância do jejum.

1. Jesus, nosso exemplo de oração

1.1 Jesus ora e jejua

Ao fazermos a leitura dos Evangelhos, veremos que Jesus, o Filho de Deus, orou e jejuou em diversas ocasiões durante o Seu ministério terreno.

Muitas vezes Ele se afastou para lugares desertos a fim de orar e buscar maior comunhão com o Pai.

Antes de enfrentar a cruz, a missão para a qual veio ao mundo, o Mestre orou no Jardim do Getsêmani com tamanha intensidade que, conforme registrado em Evangelho de Lucas capítulo 22, versículo 44, o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue.

O Salvador também jejuou e disse que chegaria o dia em que os seus discípulos teriam de jejuar.

A prática do jejum e da oração não foi revogada pelo Mestre e deve ser observada por todos os seus seguidores em todos os os tempos — por nós e pelos nossos alunos.

Jesus é o nosso maior modelo de oração e jejum, porque Ele nos mostra através da Sua vida, através dos registros do Novo Testamento, principalmente nos quatro Evangelhos, que constantemente orava e jejuava.

Jesus mantinha uma vida de comunhão com o Pai. Ele se afastava para orar, mas também orava próximo aos discípulos.

Jesus era um modelo de alguém que orava sem cessar e mostrou a nós, com Seu exemplo vivido, qual era a forma de vencer as tentações: orando sem cessar.


1.2 Jesus ensina os discípulos a orar

Depois de verem o Mestre orando, os primeiros discípulos manifestaram o desejo de aprender com Jesus a orar.

Isso mostra o quanto eles foram influenciados pelos momentos em que Jesus Cristo passava junto ao Pai em oração.

Certa vez, os discípulos disseram:

“Senhor, ensina-nos a orar.”

Então Jesus lhes ensinou uma oração breve, diferente das que faziam os fariseus, porém belíssima e rica em instruções: a conhecida oração do Pai Nosso.

Muitos acreditam que essa oração deve ser decorada ou repetida de forma mecânica e vazia. Grande parte acredita que devemos repetir o Pai Nosso todos os dias.

Muitas pessoas usam o texto da oração do Pai Nosso como se fosse um mantra, algo que precisasse ser repetido várias vezes.

Mas esse tipo de interpretação não é a que nós adotamos.

Podemos afirmar que Jesus apenas apresentou um roteiro, um modelo que Seus seguidores poderiam utilizar.

Nesta lição desejamos enfatizar o fato de que o Mestre orava e jejuava. Seu exemplo conduziu os discípulos a fazerem o mesmo.

É importante ensinarmos aos nossos juvenis a distinção do que significa a oração que Jesus ensinou e o porquê nós, assembleianos e pentecostais, não utilizamos o Pai Nosso como mantra.

Nós entendemos que o Mestre queria passar um modelo de oração, um roteiro a seguir, mas isso não significa que eu não possa falar outras coisas ao Senhor.

Se pensamos no que significa comunhão, entendemos que ela é uma via de mão dupla.

Assim como num relacionamento humano, conversamos sobre o que vivemos, sentimos, desejamos e pensamos, também devemos conversar com Deus.

O Senhor deseja relacionamento, comunhão e intimidade.

Por isso, ter apenas uma forma fixa de falar com Deus não seria suficiente.

Às vezes chegamos diante do Senhor tristes, frustrados ou cansados. Muitas vezes queremos compartilhar dúvidas, dores e alegrias.

Na adolescência, por exemplo, eu tive muitos questionamentos sobre criacionismo e evolucionismo. Perguntava muito ao Senhor, e muitas vezes encontrava respostas em livros, na Bíblia e em experiências espirituais.

Esse é o modelo de relacionamento que Deus deseja ter conosco.

Jesus quer ser nosso amigo.

Desde o início da humanidade, o Senhor deseja estabelecer relacionamento conosco.

O Senhor quer nos ouvir, inclusive quando estamos frustrados, cansados ou até confusos.

Ele deseja um culto racional.

Às vezes dizemos:

“Senhor, hoje eu estou cansada.”
“Hoje foi um dia difícil.”
“Eu me irritei.”
“Eu perdi a paciência.”

E o Senhor deseja ouvir tudo isso.

Ele quer estar próximo de nós, compartilhando nossas dificuldades, alegrias e frustrações.


2. Orar sem cessar

2.1 Existe protocolo para oração?

Qual a melhor posição para oração? Qual o melhor momento?

Podemos afirmar que não existe um protocolo específico.

Hoje muitos crentes preferem orar de joelhos, mas os judeus, nos tempos bíblicos, tinham o costume de orar em pé.

No Jardim do Getsêmani, Jesus orou de joelhos.

Mas o importante não é a posição do corpo; o mais importante é que possamos orar sem cessar.

Muitas vezes temos experiências profundas com Deus em momentos simples do dia:

  • lavando louça;
  • fazendo almoço;
  • dirigindo;
  • amamentando um bebê;
  • voltando para casa.

O Senhor deseja nos ouvir.

A definição mais simples de oração é: falar com Deus.


2.2 É preciso orar

Jesus orava, e as Escrituras nos advertem a orarmos sem cessar para que não venhamos a cair em tentação.

O apóstolo Paulo de Tarso também orava constantemente.

Quando Paulo diz “orai sem cessar”, ele mostra que podemos orar em todo tempo, em qualquer lugar e a qualquer hora.

Hoje temos acesso ao trono de Deus porque o véu do templo se rasgou através do sacrifício de Jesus.

Não precisamos mais de intermediários.

Podemos falar diretamente com o Pai.

Será que estamos aproveitando essa oportunidade?


2.3 Um tempo especial com Deus

Para o crente, a oração deve ser prazerosa e nunca um fardo.

Afinal, queremos estar perto daqueles que amamos.

Sem oração, não há intimidade com Deus.

Sem relacionamento, tornamo-nos mornos espiritualmente, como os crentes de Laodiceia descritos em Apocalipse.

Mornidão significa letargia e apatia espiritual.

Por isso precisamos aquecer nossa alma através da oração.


3. O Jejum

3.1 Definição de jejum

A definição de jejum é simples:

Abstinência total ou parcial de alimentos durante determinado período.

O propósito bíblico do jejum é reservar mais tempo para oração e comunhão com Deus.

Jejum não é apenas ficar sem comer.

Existem jejuns terapêuticos, médicos e alimentares, mas o jejum bíblico tem outro objetivo: buscar maior intimidade com Deus.

O que diferencia o jejum bíblico é o propósito do coração.


3.2 O jejum no Antigo Testamento

No Antigo Testamento encontramos diversos momentos em que pessoas e até cidades inteiras jejuaram.

O jejum estava associado:

  • à oração;
  • ao quebrantamento;
  • ao arrependimento;
  • à busca por livramento;
  • à busca pela misericórdia de Deus.

O profeta Joel declarou:

“Convertei-vos a mim de todo o vosso coração, e isso com jejuns, e com choro, e com pranto.”

Também vemos o exemplo do rei Acabe, que buscou ao Senhor em jejum após ser confrontado pelo profeta Elias.

O texto nos mostra a misericórdia de Deus para com aqueles que verdadeiramente se arrependem.


Aplicação da Aula

A aula de hoje tem o objetivo de ensinar aos juvenis:

  • o que é oração;
  • o que é jejum;
  • por que oração e jejum funcionam;
  • e mostrar exemplos bíblicos corretos e incorretos.

Não adianta orar muitas horas ou jejuar frequentemente se o coração não busca verdadeira intimidade com Deus.

Os fariseus utilizavam oração e jejum como demonstração pública de religiosidade, e Jesus criticou isso duramente.

O Senhor não deseja aparência espiritual.

Ele deseja sinceridade.

Podemos enganar pessoas, mas não podemos enganar a Deus.

O Senhor conhece a intenção dos nossos corações.


Conclusão

O Filho de Deus deu Sua vida em nosso favor.

Não existe nada que possamos fazer para pagar isso.

Mas podemos buscar uma vida de maior comunhão e intimidade com Deus através da oração e do jejum.

Estamos vivendo tempos difíceis, mas Deus nos garante:

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados.”

Que venhamos a jejuar e orar constantemente até que Jesus volte buscar a Sua igreja.

Querido professor e aluno, que chegou até aqui, desejo que o Senhor Jesus te abençoe na ministração e no aprendizado desta aula.

Que o Espírito Santo te ajude a conduzir esta lição sobre oração e jejum, porque são duas práticas que mais nos aproximam de Deus.

A oração e o jejum não são práticas apenas de pessoas maduras na fé.

São meios pelos quais todos nós podemos nos aproximar do Senhor.

Que você possa ministrar essa aula para uma classe que ouvirá a Palavra e adotará a oração e o jejum como caminhos para mais perto de Deus.

Amém. Deus abençoe e até a próxima aula.

Texto extraído do vídeo por IA.

Vídeo: https://youtu.be/VqoszWwU7S8?list=PLxODYifQD_t_JZK-r_BjTP0Nt7sGiKqsV

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