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Juvenis | LIÇÃO 2 –Cristo Entende Você

“Cristo entende você”: este será o título da nossa segunda lição do terceiro trimestre do ano de 2023, da classe juvenis.

A paz do Senhor, querido aluno e professor da Escola Bíblica Dominical. Eu sou a Damares, sou professora da EBD na Congregação O Senhor, aqui na Assembleia de Deus em Curitiba.

Eu já estou aqui para que nós possamos dar continuidade ao nosso estudo na nova revista da classe juvenis, na qual nós estamos estudando sobre as epístolas gerais. E hoje nós iremos continuar o estudo a respeito da Carta aos Hebreus.

Nós iremos falar sobre a humanidade de Cristo. Na aula passada, nós falamos da superioridade de Cristo. Hoje, nós iremos revelar como o Mestre Jesus Cristo era o nosso Salvador sendo homem e também sendo Deus. Vamos falar da importância de que Ele fosse tanto Deus quanto homem, para que Ele pudesse ser o nosso grande Sumo Sacerdote.

Então, nesta aula, que será ministrada no próximo domingo, dia 9, nós teremos como versículo-chave o texto que está lá em Hebreus, capítulo 4, versículo 15, que diz o seguinte:

“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.”

Temos também aqui a leitura bíblica em classe, na qual nós iremos ler Hebreus, capítulo 4, do 14 ao 16; também Hebreus 7, dos versículos 26 ao 28; e Hebreus capítulo 10, dos versículos 1 ao 5.

Irei ler agora juntamente com os irmãos:

“Visto que temos um grande Sumo Sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”

Agora, Hebreus 7, do 26 ao 28:

“Porque nos convinha tal Sumo Sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus; que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados e depois pelos do povo; porque isso fez Ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo. Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho perfeito para sempre.”

Hebreus 10, dos versos 1 ao 5:

“Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles chegam. Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado. Nesses sacrifícios, porém, cada ano se faz comemoração dos pecados, porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire pecados. Pelo que, entrando no mundo, diz: sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste.”

Então, como estes textos nos mostram, nós iremos falar hoje da divindade de Cristo, mas também da sua humanidade.

Objetivos da aula

Então, olha só quais são os objetivos para a nossa aula.

Primeiro: ensinar aos nossos juvenis o que significa Cristo como nosso grande Sumo Sacerdote.

Segundo: demonstrar como a humanidade de Cristo nos beneficiou.

Terceiro: mostrar que Cristo foi uma pessoa perfeita e que nós, estando nele, poderemos ser perfeitos aos olhos de Deus.

1. O grande Sumo Sacerdote humano como nós

Então, aqui no primeiro tópico, nós iremos falar a respeito do que consta aqui no primeiro objetivo: o grande Sumo Sacerdote humano como nós.

1.1. O que é um sumo sacerdote?

O escritor aos Hebreus faz várias menções a este Sumo Sacerdote, mas, para nós entendermos a conexão que ele estava fazendo com o judaísmo, nós precisamos entender qual era a função do sacerdote e do Sumo Sacerdote lá no Antigo Testamento, que é exatamente o que este primeiro tópico vai nos mostrar.

Então, veja só: sacerdote, no judaísmo, era a pessoa que atuava como intermediário — grave bem esta palavra: intermediário — entre o povo, os homens e Deus, seja oferecendo sacrifício, seja orando, aconselhando. Eram muitas as funções.

Entretanto, existia o sumo sacerdote, que nada mais era que o maior dos sacerdotes, o chefe. Em Hebreus 4:14, todavia, Cristo é qualificado como um grande Sumo Sacerdote.

Só para diferenciar o profeta, para que a gente entenda, ali, as principais funções do Antigo Testamento: então, o profeta era a ponte entre Deus e o povo, mas o sacerdote, principalmente o sumo sacerdote, era ponte entre o povo e Deus.

Então, o profeta falava daquilo que ele recebia de Deus para o povo; e o sacerdote falava a Deus aquilo que ele ouvia dos homens. Percebeu a diferença e a função de cada um deles?

Agora, nós estamos ouvindo aqui, no estudo que nós estamos fazendo, o escritor aos Hebreus nos dizer que Jesus é um grande Sumo Sacerdote.

Então, se o sumo sacerdote era um grande sacerdote, ele está colocando, ele está exaltando Jesus a uma posição superior ao grande sacerdote. Existe a função de Sumo Sacerdote lá no Antigo Testamento, mas agora nós estamos falando que nós temos um grande Sumo Sacerdote.

Ou seja, aquilo estava atribuindo a função que Jesus veio fazer aqui na terra. Jesus veio se tornar um grande intermediário entre os homens e Deus.

Então, a função de Jesus é fazer essa ponte entre nós e o nosso Senhor.

1.2. Grande em compaixão

Aí, aqui no segundo subtópico, nós iremos falar sobre grande em compaixão.

Então, olha só uma ótima notícia: Hebreus 4:15 vai nos dizer que o nosso grande Sumo Sacerdote, Jesus, tem compaixão de nós. Ou seja, Ele sabe o que a gente passa, o que nós sofremos.

Pois, como nós, Jesus foi tentado em tudo. Entretanto, diferente de nós, Ele nunca pecou.

Eu gosto de uma definição que o Mude vai trazer. Ele vai dizer que Jesus entende tudo de pecado, mas sem ter pecado.

Como Ele esteve aqui, Ele viu as nossas dores, Ele viu as nossas dificuldades, Ele passou pelas tentações que nós passamos. Então, em tudo, Ele consegue entender o que nós passamos quando estamos sofrendo a tentação.

Por ter sofrido dor aqui na terra, Ele consegue entender o que nós passamos quando sofremos.

Jesus vem de uma família que precisava trabalhar. Nós sabemos que Jesus veio numa condição de muita pobreza. Então, Jesus entende as nossas limitações financeiras, porque Ele veio e viveu exatamente as maiores dificuldades que nós temos.

Quando nós oramos para falar com o Senhor, às vezes pedindo uma condição de vida melhor, porque estamos passando dificuldade financeira, Jesus nos entende.

Quando nós oramos a Deus pedindo para interceder a respeito de um filho nosso, de um parente, de alguém que está sofrendo alguma dor física, Jesus nos entende, porque Ele também sofreu dores físicas.

Então, percebe que o sofrimento que Cristo passou era o que o qualificaria para se tornar o nosso grande Sumo Sacerdote, que com compaixão intercederia por nós diante do Senhor.

Então, olha que revelação o escritor aos Hebreus vai nos trazer. É um ensinamento e é um encorajamento aos irmãos que estavam, naquele período, a ponto de apostatar da fé. Eles estavam encontrando dificuldade em continuar cristãos.

Então, a palavra que o escritor aos Hebreus, que ele mesmo chama de conselho, estava escrevendo, estava entregando a estes irmãos, era uma palavra que dizia:

Aí, olha, nós estamos falando que o cristianismo é superior ao judaísmo. Ele é superior em tudo. A lei falhou. A lei não era capaz de nos perdoar de forma completa. Por isso, os sacrifícios precisavam acontecer anualmente ou sempre que houvesse um pecado, porque não existe a possibilidade do sangue de um bode perdoar completamente a nossa dívida.

Mas agora nós estamos falando que Cristo, que Jesus, o autor e consumador da nossa fé, pagou de forma única, de uma vez por todas, os nossos pecados e nos permitiu sermos resgatados.

Percebe que ele estava ensinando aqui sobre a superioridade de Cristo, sobre a superioridade da Nova Aliança?

E eu gosto muito quando ele fala dessa compaixão, porque nós sabemos que existe dor, existe sofrimento aqui na humanidade. Nós não estamos desfrutando de uma vida perfeita, de uma vida sem problemas. Nós todos temos problemas.

Agora, perceba que nós temos em Cristo um grande Sumo Sacerdote que, com compaixão, intercede por nós.

Ele sofreu as nossas dores. Ele passou pelas nossas dificuldades. Ele foi tentado em tudo, diz o autor aos Hebreus, mas Ele conseguiu vencer. E é por isso que Ele entende as nossas dificuldades.

1.3. O trono da graça

Nós temos agora o terceiro subtópico, no qual nós iremos falar a respeito do trono da graça.

Diante de tão grande Sumo Sacerdote, que compreende a gente, que nos entende, que conhece a nossa estrutura, como Salmo 103, verso 14, vai nos falar, o escritor aos Hebreus, no verso 16 do capítulo 4, vai completar dizendo: não tenha medo de se aproximar do trono da graça.

E aqui nós precisamos entender um pouquinho sobre este trono, porque, olha só: em muitas partes da Bíblia, encontrar um trono não é uma coisa muito boa, pois ali geralmente você será julgado pelos seus atos.

Quem se assentava no trono era um rei. Era alguém que estava numa posição superior e que tinha o poder para julgar a pessoa que estava ali diante daquele trono.

Agora, veja que, através da Carta aos Hebreus, nós vamos entender que o trono da graça que ele menciona aqui é diferente dos tronos que o restante da Bíblia, que os textos anteriores da Palavra de Deus, nos mencionavam.

Porque veja que, nele, nós encontraremos, através dos méritos de Jesus, misericórdia e graça para que nós possamos continuar firmes na nossa caminhada.

Quando chegarmos a esse trono, não seremos condenados, mas receberemos um abraço afetuoso do Pai.

Sabe quem encontrou esse trono? O filho pródigo.

Olha só a parábola que Lucas vai nos registrar no capítulo 15, versículo 20:

“E levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se ao pescoço e o beijou.”

Olha que maravilha.

Nós sabemos a condição em que o filho pródigo se encontrava quando ele vai até o seu pai. Nós também não chegamos de forma semelhante diante de Jesus?

Será que muitas vezes nós não estamos exatamente como o filho pródigo, distante do Pai? Muitas vezes nós brigamos com o nosso Senhor e deixamos a comunhão com Ele.

Só que nós temos, diante do trono da graça, alguém que intercede por nós.

E eu acho muito linda uma frase que o Mude escreveu no seu comentário do livro aos Hebreus, que nos diz o seguinte:

“O trono da graça foi transformado de tribunal em trono de misericórdia.”

Porque agora, diante do trono da graça, nós encontramos um sumo sacerdote, um grande Sumo Sacerdote, que com compaixão intercede por nós. Aleluias!

Agora nós temos um grande Sumo Sacerdote que é a nossa ponte até Deus, que é o intermediário até chegar ao Senhor. Mas não no sentido de que, antigamente, precisava passar por intermediários. É que Jesus é o nosso irmão mais velho, o grande Sumo Sacerdote.

Mas, na Trindade, Ele é Deus. Então, Ele intercede junto ao Pai, mas, ao mesmo tempo, Ele é Deus.

Então, aqui nós temos grandes e preciosas aulas a respeito das doutrinas da nossa fé. Olha que privilégio que nós estamos tendo juntamente com os nossos juvenis: estudarmos a Carta aos Hebreus nesta lição tão preciosa.

2. Ele foi humano como nós

Vamos continuar agora para o nosso segundo tópico: Ele foi humano como nós.

2.1. Porque nos convinha

Então, veja só o primeiro subtópico: porque nos convinha.

O sumo sacerdote entrava uma vez todos os anos no Santo dos Santos, naquele local mais sagrado do Tabernáculo que foi feito por Moisés.

Nessa ocasião, ele levava consigo sangue de animais, a fim de fazer o pagamento pelos pecados dele mesmo e também pelos pecados do povo.

Por isso, em Hebreus 7:26, que nós lemos aqui no início, está escrito: “porque nos convinha”. Ou seja, era conveniente, apropriado, oportuno, vantajoso e cômodo que viesse alguém para nos livrar de realizar os rituais da lei de Moisés, que não resolveu o problema do pecado.

Só podia ser uma pessoa perfeita para resolver de forma completa, de forma total, o problema do pecado.

Então, olha só: onde achar, já que todos pecaram? Foi a pergunta de Paulo em Romanos 3:23.

Somente descendo do céu. Um, dois, três: somente descendo do céu.

E foi exatamente o que aconteceu.

Era, assim, tão divino como Deus e tão humano como nós. 100% Deus e 100% homem.

Foi dessa forma que o nosso problema do pecado foi resolvido de forma completa.

Jesus veio e se fez pecado por nós, porém sem que Ele tivesse pecado.

2.2. De uma vez por todas

Segundo subtópico: de uma vez por todas.

Quando morreu na cruz, Jesus derramou o seu próprio sangue como pagamento pelos nossos pecados, de uma vez por todas.

Assim, com a redenção perfeita, não há mais a necessidade da morte de animais.

Os méritos do sacrifício de Cristo em nosso favor são permanentes.

Resta nós crer na obra da salvação através do poder do sangue de Jesus e receber a purificação de nossos pecados, para que nós estejamos para servir ao Deus vivo. Amém.

Então, quando Jesus vem, Ele é a oferta derradeira. Ele é o sacrifício perfeito, porque depois dele não será mais necessário outro sacrifício.

Ninguém nunca mais precisará derramar sangue para encontrar perdão dos seus pecados, porque Cristo já veio e, de uma só vez, Ele se entregou por nós, morreu no madeiro, derramou o seu sangue precioso, e nós tivemos o privilégio de sermos comprados por um bom preço e sermos resgatados da nossa condição de vis pecadores. Aleluias!

E, meus irmãos, eu não sei vocês, mas eu estou impressionada com o que nós temos a oportunidade de compartilhar com os nossos juvenis, a questão das verdades fundamentais da nossa fé.

Nós precisamos nos apegar no que nós estamos aprendendo aqui, porque a Palavra tem a dizer a respeito do sacrifício de Jesus.

Em nenhum outro lugar das Escrituras nós temos uma explicação tão completa a respeito da mensagem que Cristo nos trouxe.

Se nós entendermos bem o que significa termos um grande Sumo Sacerdote, nós teremos entendido o que significa, de fato, ser cristão.

Porque nós só alcançamos a benevolência de sermos filhos porque Ele, Cristo, o nosso irmão mais velho, se tornou o nosso grande Sumo Sacerdote através da sua morte de cruz.

Ele era 100% homem e era 100% Deus.

Então, Ele podia ser o elo para resgatar a nossa comunhão com Deus.

Ele podia ser a pessoa que intercederia por nós, porque Ele entendia da divindade, por ser 100% Deus, e também entendia da humanidade, por ser 100% homem.

2.3. Mar do esquecimento

Terceiro subtópico aqui do ponto 2: mar do esquecimento.

Veja só: não é difícil pensarmos nos pecados que nós já cometemos e até naqueles contra os quais nós ainda lutamos, não é mesmo?

Todos nós temos os nossos, infelizmente, pecados de estimação. Aqueles contra os quais a gente luta, mas, vez ou outra, acaba caindo e cometendo o mesmo pecado.

Cristo nos entende porque, como Ele esteve aqui, Ele viveu em corpo humano. Ele nos entende. Ele sabe das nossas limitações, das nossas fraquezas.

Então, veja só: na medida em que nós nos entristecemos, nos sentindo culpados e pensando que não merecemos nos relacionar com o Senhor, porque Ele é perfeito, Ele é santo, nós precisamos entender que, realmente, de fato, nós não merecemos nada além da morte.

É o que Romanos, no capítulo 6 e versículo 23, nos explica.

Porém, nós devemos ter sempre em mente que os méritos da nossa salvação são do nosso irmão mais velho, são de Jesus Cristo, que se fez pecado por nós e, entendendo das nossas dores, assumiu a nossa culpa, a nossa dívida e pagou de uma vez por todas.

O pecado perdoado pelo sangue de Cristo, por causa do sacrifício dele, é lançado no mar do esquecimento. Aleluias!

3. Uma humanidade perfeita

Vamos para o nosso terceiro e último tópico: uma humanidade perfeita.

3.1. Jesus, o perfeito

Primeiro subtópico: Jesus, o perfeito.

Entre os hebreus, o sumo sacerdote era o principal ministro religioso, acima dos outros sacerdotes, o único que podia realizar o ritual de expiação pelos pecados do povo.

Mas ele era um homem comum, portador das mesmas falhas, das mesmas imperfeições que o restante do povo.

O sacerdócio de Cristo é apresentado na Epístola aos Hebreus como sendo superior ao sacerdócio humano, justamente porque Ele era divino, perfeito, eterno.

O sacerdócio de Cristo substituiu o sacerdócio terreno.

Assim, não há mais por que apelarmos a intermediários terrenos para obtermos o perdão dos pecados.

Nós temos em Cristo um representante ideal diante de Deus, alguém que pode compadecer-se de nós.

Expressão que significa demonstrar simpatia por.

Cristo entende você e Ele vê o seu esforço para acertar.

Em contrapartida, Ele espera que você mantenha firme confiança, ou seja, que você não abandone a sua fé.

É justamente porque Cristo nos entende que Ele sabe que é possível perseverar, que é possível encontrarmos obediência a Ele, mesmo estando no meio das tentações, mesmo passando por dificuldades e por provações.

3.2. A pessoa perfeita

E agora nós vamos para o segundo subtópico, que vai nos falar justamente da pessoa perfeita.

Veja só: Deus exige de nós perfeição. O padrão dele é elevado.

Deus mandou que Abraão fosse perfeito lá em Gênesis 17:1.

Milênios depois, nós tivemos Jesus dizendo a mesma coisa, e Paulo também nos falou sobre a possibilidade dessa perfeição, igualmente sugerida aqui em Hebreus, no versículo primeiro do capítulo 10, para aqueles que se chegam a Deus por intermédio de Jesus.

Com certeza já lhe ocorreu ficar indignado por cair novamente no mesmo pecado, por voltar a cometer aquele pecado de estimação.

E o apóstolo Paulo, que também passou pelas nossas dificuldades, que era humano, viveu este mesmo dilema que ele vai nos revelar lá em Romanos, no capítulo 7, versículo 15.

Olha só o que ele vai dizer:

“Porque o que faço, não aprovo; pois o que quero, isso não faço, mas o que aborreço…”

Aquilo que aborrece a Deus e que também me aborrece, isso eu faço.

Perceba que todos nós vamos passar pela mesma dificuldade, porque todos, sem exceção, todos nós nascemos com deficiências morais. Fomos formados em pecado, como disse o salmista.

A boa notícia é que Cristo se deparou com a mesma situação. Não que Ele tenha sido moralmente imperfeito, porque Ele jamais errou, mas, como homem, Ele pôde conhecer de perto as nossas imperfeições e descobrir o quanto é difícil ser justo, ser perfeito, andar na presença de Deus, não bobear e não falhar.

E foi justamente pelo fato de experimentar a natureza humana e sem pecado que Ele se tornou o Sumo Sacerdote perfeito para nós.

Note que nós não podemos estar satisfeitos com a nossa imperfeição. Nós não podemos nos acostumar a pecar, porque nós precisamos constantemente tentar não pecar, lutar, na nossa carne, contra o nosso desejo de pecar.

Mas, irmãos, nós temos um advogado, um grande Sumo Sacerdote.

3.3. O impossível se tornou possível

E, para finalizarmos, nós temos aqui o terceiro e último subtópico, que vai nos falar que o impossível se tornou possível.

Hebreus, no capítulo 10 e versículo 4, diz que é impossível que o sangue dos animais tire os pecados, ainda mais de forma definitiva.

E isso era um grave problema no relacionamento de Deus com os homens. Era um problema da antiga aliança. Ela era falha.

Mas, de acordo com o Evangelho de João, capítulo 1 e versículo 29, Cristo, o Cordeiro de Deus, tira o pecado do mundo.

Então, foi Cristo quem tornou possível o que era impossível: resolver de uma vez só o problema do pecado.

E eu trouxe aqui uma frase. Uma frase, não; é um pouquinho mais longa que uma frase. É um mini textinho do teólogo alemão Fritz — eu acho que é assim que pronuncia o nome —, no Comentário Esperança.

Veja só se nós realmente não temos muitos motivos para glorificar ao Senhor por se tornar o nosso grande Sumo Sacerdote.

Olha o que ele vai nos dizer:

Jesus Cristo inaugurou o acesso pelo novo e vivo caminho que Ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua morte.

O novo caminho da salvação na Nova Aliança é novo e vivo porque suspende todas as ordens e prescrições de salvação anteriores, que não eram capazes de trazer restauração eterna ao ser humano, e porque substitui pelo vínculo com uma pessoa viva.

Pela via desse novo caminho, a pessoa não somente alcança a vida eterna, mas ela também trilha numa constante ligação viva com o Senhor.

Este caminho está conectado à pessoa de Jesus.

E ele finaliza dizendo o seguinte: neste ponto, aquilo a que nós chegamos torna-se mais uma vez explícita a natureza da fé no Novo Testamento.

Crer, agora, significa viver na comunhão com o Senhor ressuscitado, sob a sua condução.

Amém.

Veja que lindo que é entender o que significa o sacrifício de Jesus através da Carta aos Hebreus.

Esta carta tem vários objetivos. Através dela, irmãos de diversos períodos, de diversas localidades, chegaram mais próximos do Senhor.

E hoje ela tem o objetivo, o intuito, de fazer com que nós e os nossos juvenis possamos chegar mais perto do Senhor e entendermos o que o título da lição tenta nos dizer: Cristo entende você.

Cristo me entende.

Cristo entende os nossos juvenis.

Ele sabe da dificuldade que é, para nós, sermos justos, andarmos com Ele, permitirmos que Ele guie as nossas vidas e que Ele nos transforme.

É muito difícil.

Nós passamos por dificuldades, por provações. Nós passamos por problemas financeiros, por problemas de doença na família. Às vezes, nós acabamos adquirindo, tendo uma enfermidade em nosso organismo.

Nós sofremos neste mundo. Nós encontramos muitas aflições.

Porém, Cristo é o nosso Sumo Sacerdote, o mediador perfeito entre nós e o Pai, porque Ele foi 100% homem e 100% Deus.

Porque Ele assumiu humanidade, se fez carne, assumiu um corpo humano e entendeu das nossas dores.

Portanto, nós podemos repousar e encontrar grande esperança no fato de que Cristo nos entende.

Professor, desejo que neste domingo o Senhor te ajude a alcançar o coração dos seus juvenis, dizendo a eles que Cristo os entende, que Cristo sabe das dificuldades que eles estão passando no momento em que eles têm tantos desejos e precisam sufocar estes desejos por causa de Cristo.

Cristo nos entende.

Cristo também foi um juvenil. Teve na faixa de 15 a 17 anos de idade aqui na terra.

Cristo também sofreu. Ele também precisou superar o seu desejo de pecar.

E, se Ele conseguiu, nós também podemos conseguir.

Não porque nós somos perfeitos, mas porque nós temos um grande Sumo Sacerdote que, com compaixão, nos entende, sabe das nossas dificuldades.

Professor, aluno que chegou até aqui, muito obrigada.

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É uma alegria ter você aqui e ter o privilégio de te auxiliar na preparação das suas aulas.

Deus abençoe e até a próxima.

Texto extraído do vídeo por IA.

Fonte:https://youtu.be/P5KWtd_GWHw?list=PLxODYifQD_t9C8a8p4vOKpDdQS9kkjD1n 

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