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JUVENIS | LIÇÃO 5 – FÉ E OBRAS

A paz do Senhor, querido aluno e professor da Escola Bíblica Dominical!

Eu sou a irmã Damares, professora da EBD na Congregação da Assembleia de Deus em Curitiba.

Hoje estou aqui para que nós possamos dar continuidade ao nosso estudo desta revista, na qual estamos estudando sobre as Epístolas Gerais.

Hoje iremos, mais uma vez, estudar a carta de Tiago. Esta é a nossa segunda aula dedicada a conhecer um pouco mais sobre a carta que o irmão do nosso Senhor Jesus nos escreveu.

Nesta aula, programada para o próximo domingo, dia 30 de julho, estudaremos sobre “A Fé e as Obras”.

Leitura Bíblica em Classe

Nossa leitura bíblica em classe conta com os seguintes textos:

  • Tiago 1.26-27
  • Tiago 2.1-2, 14 e 17-26

Vamos ler juntos:

“Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã.

A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo.

Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas.

Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo e com vestes preciosas, e entrar também algum pobre com sórdida vestimenta…

Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?

Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.

Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras. Mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.

Tu crês que há um só Deus? Fazes bem. Também os demônios o creem e estremecem.

Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?

Porventura Abraão, o nosso pai, não foi justificado pelas obras quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?

Bem vês que a fé cooperou com as suas obras e que, pelas obras, a fé foi aperfeiçoada.

E cumpriu-se a Escritura que diz: ‘Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça’; e foi chamado amigo de Deus.

Vedes, então, que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé.

E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras quando recolheu os emissários e os despediu por outro caminho?

Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.” Amém!

Temos aqui o apóstolo Tiago, pastor da igreja em Jerusalém e irmão do nosso Senhor Jesus, nos escrevendo a respeito da forma como a fé precisava ser aperfeiçoada pelas obras.

O fato de alguém dizer que era cristão, aceitar Jesus, levantar a mão, estabelecer um compromisso com o Senhor e ser batizado em nome de Jesus significava que essa pessoa também precisava refletir, em suas obras, em sua vida, em suas escolhas e no seu cotidiano, aquela fé que havia professado.

Objetivos da Aula

Nesta aula temos os seguintes objetivos:

  1. Compreender a distinção entre religião vã e religião pura.
  2. Entender que Deus não discrimina as pessoas e que isso é pecado.
  3. Ensinar que quem tem fé realiza boas obras.

1. A Verdadeira Religião

A Bíblia, em Tiago 1.26-27, traz o termo grego threskeia, que pode ser traduzido como “religião”. Não sei se essa é exatamente a pronúncia correta, pois não tenho domínio do grego, mas, pelo que pesquisei, pronuncia-se aproximadamente “threskeia”. Esse termo compreende os conceitos teológicos e a vida devocional de um indivíduo em relação à divindade.

Tiago, então, coloca o dedo na ferida, fazendo uma clara diferença entre o falso e o verdadeiro adorador.

Primeiro subtópico — Religião Vã

Tiago alerta que quem não refreia a sua língua, ou seja, quem não controla as suas palavras, possui uma religião vã, uma religião que não vale nada.

Temos de ter muito cuidado para não falar palavrões, fazer piadas imorais, racistas, críticas públicas à doutrina da igreja ou qualquer coisa que possa escandalizar o Evangelho.

Inclusive, a revista nos orienta que, se houver problemas na igreja, devemos procurar o pastor.

Infelizmente, hoje vivemos a época do “tribunal das redes sociais”. Existem especialistas em tudo. Há pessoas que opinam desde quem deveria ser o presidente da República até quem deveria ser o técnico da seleção brasileira. Todo mundo tem opinião, sempre baseada em “eu acho”, “eu vi”, “no meu tempo”, “porque isso” ou “porque aquilo”.

Vivemos um período em que é muito comum criticar igrejas e pastores. Entretanto, precisamos tomar muito cuidado com aquilo que falamos.

Como diz Tiago, aquele que não controla suas palavras, que não refreia sua língua, que é apressado para falar, tardio para ouvir e tardio para irar-se, acaba cometendo erros que poderiam ser evitados e levantando polêmicas desnecessárias.

Tiago nos ensina a sermos tardios em irar-nos, tardios em responder e rápidos em ouvir.

O fato de termos dois ouvidos e apenas uma boca já é bastante pedagógico, mostrando que precisamos ouvir mais do que falar.

Além disso, Tiago afirma que aquele que não controla sua língua, que não consegue conter uma ofensa, uma piada de mau gosto ou permanecer em silêncio; aquele que vive dizendo: “bateu, levou”, “não levo desaforo para casa”, “não tenho sangue de barata”, embora essas frases pareçam virtudes para muitos, não representam uma atitude cristã.

Tiago declara que quem age dessa maneira possui uma religião que não vale nada.

A nossa fala nos denuncia, como aconteceu com Pedro, conforme está registrado em Mateus 26.73, pois ela demonstra quem verdadeiramente nós somos.

Lembra daquela expressão antiga das mães e avós: “A boca fala do que o coração está cheio.” Muitas vezes as pessoas dizem algumas coisas e depois afirmam: “Era brincadeira.”

Entretanto, a palavra já foi lançada.

Uma palavra dirigida a alguém pode fazer com que essa pessoa não se sinta bem, pode magoá-la e até destruir a sua fé.

Quantas pessoas conhecemos que deixaram a igreja porque foram maltratadas, porque não foram bem recebidas ou porque ouviram aquilo que jamais gostariam de ouvir?

É verdade que alguém pode argumentar:

“Mas a pessoa tinha uma fé muito pequena.”

Tudo bem. Porém, precisamos refletir:

Que eu não seja pedra de tropeço para o meu irmão.

Talvez ele realmente precisasse de uma fé mais fortalecida, mas será que eu, conforme Tiago nos alerta, também não deveria controlar as minhas palavras?

Às vezes agredimos as pessoas pela forma como falamos.

Muitas vezes nem foi exatamente o que dissemos, mas a maneira como dissemos.

Por isso é muito importante que nós, cristãos, saibamos usar a nossa língua.

Ela pode servir para edificar a vida de alguém, trazendo uma palavra de sabedoria, uma palavra de edificação ou lendo um texto bíblico.

Da mesma forma, ela também pode destruir a fé de alguém que já está enfraquecido.

Que tenhamos sempre em mente aquilo que Tiago conclui:

Quem se diz cristão, mas fala e escreve o que quer, quando quer e da maneira que quer — “deu na telha, falei”, “deu vontade, escrevi” — está enganando o próprio coração.

Tiago vai além e mostra que essa pessoa está vivendo uma religião vazia.

Por isso, é extremamente necessário refletirmos juntamente com os nossos juvenis sobre a forma como falamos.

O que falamos…

Quando falamos…

E a maneira como falamos…

Tudo isso revela muito sobre a nossa fé.

O fruto do Espírito produz em nós o domínio próprio.

Eu sei que muitas pessoas dirão:

“Você não sabe como é difícil para um sanguíneo segurar a língua.”

Eu sei.

Às vezes parece até que ouvimos o Espírito Santo dizendo:

“Fica quieta.”

Eu mesma tenho tendência a falar bastante.

Então, aquilo que estou dizendo aos irmãos é justamente uma das áreas em que mais preciso crescer:

  • falar menos;
  • ouvir mais;
  • controlar essa necessidade constante de falar.

Essa característica que muitos sanguíneos possuem, que muitos coléricos possuem e que muitos professores, de maneira geral, acabam desenvolvendo, precisa ser controlada.

Porque, quando falamos demais, inevitavelmente acabamos perdendo pessoas.

Por isso devemos permitir que o Espírito Santo controle:

  • a nossa vida;
  • o nosso temperamento;
  • as nossas palavras.

Tudo isso reflete a nossa fé.

Quanto mais perto estamos do Senhor e quanto mais caminhamos ao lado dEle, mais desenvolvemos o fruto do Espírito.

Quanto mais distantes estamos do Senhor:

  • menos domínio próprio temos;
  • menos compaixão;
  • menos amor pelo próximo.

E tudo isso acaba se refletindo na nossa prática.

É justamente por isso que Tiago afirma que a fé sem obras é morta.

Se eu digo que tenho fé, mas não consigo agir com compaixão para com o meu irmão, muito provavelmente a minha fé morreu e talvez eu ainda nem tenha percebido isso.


Segundo Subtópico — Religião Pura

Por outro lado, Tiago 1.27 orienta-nos sobre o verdadeiro andar com Deus.

A religião pura pode ser observada pelas condutas praticadas no cotidiano.

Quais são elas?

  • Visitar os órfãos;
  • Visitar as viúvas em suas tribulações;
  • Guardar-se da corrupção do mundo.

A Bíblia fala aqui sobre o amor ao próximo e o amor a Deus.

Os órfãos e as viúvas representam todas as pessoas vulneráveis que precisam de nós e que estão próximas:

  • familiares;
  • amigos;
  • vizinhos;
  • conhecidos;
  • ou mesmo pessoas desconhecidas que necessitam de uma atenção especial.

Guardar-se dos pecados é amar a Deus.

Afinal, quem se faz amigo do mundo torna-se inimigo de Deus, conforme Tiago 4.4.

Quem se constitui amigo do mundo torna-se imediatamente inimigo de Deus.

Isso acontece porque o mundo aplaude comportamentos que o cristianismo não aprova.

É importante lembrarmos que Tiago está tratando aqui de:

  • acepção de pessoas;
  • domínio próprio;
  • tratar bem as pessoas sem olhar a quem.

No contexto histórico daquela igreja, isso era extremamente revolucionário.

A cultura da época considerava:

  • a humildade como fraqueza;
  • ajudar o próximo como algo vergonhoso;
  • não fazer acepção de pessoas como atitude de alguém fraco.

Havia inclusive diferenças enormes entre o valor atribuído às pessoas.

Um cidadão romano era considerado muito mais importante do que um judeu.

Perceba que Tiago escrevia para uma igreja inserida em uma cultura profundamente caída.

Ele estava dizendo:

“Se vocês abraçarem os padrões deste mundo, automaticamente se tornarão inimigos de Deus.”

O mesmo princípio vale para nós hoje.

O mundo diz que devemos amar todo mundo.

Entretanto, esse amor, muitas vezes, não é o amor cristão.

É um amor que significa:

“Deixe cada um fazer o que quiser, desde que ninguém aponte os meus erros.”

Como cristãos autênticos, precisamos corrigir uns aos outros em amor.

Precisamos suportar uns aos outros.

A família da fé é um ambiente onde existe correção em amor.

É na igreja que somos discipulados.

Esse é o verdadeiro significado do cristianismo.

Entretanto, o mundo não quer ser corrigido, nem mesmo em amor.

O mundo deseja fazer aquilo que bem entende.

Hoje ouvimos frases como:

“Eu sou o que eu quiser ser.”

“Faço o que eu quiser.”

E qualquer posicionamento cristão logo recebe rótulos como:

  • fundamentalista;
  • retrógrado;
  • preconceituoso.

Muitas vezes recebo comentários no YouTube dizendo:

“Esse é um discurso fundamentalista.”

As pessoas podem ser aquilo que desejarem.

Menos cristãs.

Perceba que, hoje, abraçar completamente aquilo que o mundo ensina também significa tornar-se inimigo de Deus.

É exatamente esse o alerta de Tiago.

Guardem-se dos pecados.

É nosso dever, como professores, alertar os nossos juvenis para guardarem:

  • o coração;
  • a mente.

Se estivermos diariamente consumindo:

  • filmes;
  • livros;
  • músicas;
  • propagandas;

que expõem o corpo humano, objetificam a mulher e reduzem o ser humano a um objeto de prazer, será muito difícil considerar a Palavra de Deus como verdade absoluta.

Estaremos alimentando os nossos desejos.

Os olhos verão.

O coração desejará.

Por isso precisamos nos guardar dos pecados.

Talvez alguns juvenis precisem, inclusive, se afastar das redes sociais por um tempo.

Lembro-me de um adolescente, quando eu liderava o grupo de jovens.

Ele cantava conosco e tocava na igreja.

Um dia me disse:

“Irmã, eu não tenho celular.”

Perguntei o motivo.

Ele respondeu:

“Porque eu não consigo vencer as tentações que ele me apresenta.”

Então sua escolha foi abrir mão do celular.

Quando precisávamos falar com ele, conversávamos com seus pais.

Era uma decisão totalmente dele.

Ele já tinha dezesseis anos.

Disse-me:

“Eu identifiquei que essa é a minha fraqueza. Como ainda não consigo me controlar, preferi abrir mão do celular para conseguir viver uma vida pura.”

Esse foi um dos testemunhos mais bonitos que já ouvi.

Um rapaz que, espontaneamente, decidiu:

“Eu quero ir para o céu, mesmo que isso signifique viver sem celular.”

Que esse exemplo possa ser utilizado também por você, professor.

Talvez exista alguém semelhante em sua congregação.

Ou talvez você conheça outros adolescentes e jovens que venceram determinadas tentações justamente porque fizeram escolhas difíceis.

Muitas vezes isso é necessário para que possamos nos guardar do pecado.

2. Acepção de Pessoas

Continuando o assunto do amor ao próximo, Tiago agora dedica nove versículos para explicar a importância do amor e criticar a diferença de tratamento dada entre pessoas abastadas e pessoas pobres.

Primeiro subtópico — Preconceito

Tiago identifica comportamentos na igreja que não agradavam a Deus quando ricos e pobres eram tratados de maneira diferente.

Isso é preconceito.

Aliás, esse problema também acontecia em Corinto. Ou seja, não era novidade entre os cristãos primitivos.

Em Jerusalém, há um registro em Atos 6 sobre a discriminação que acontecia contra as viúvas que não eram judias.

Havia distinção entre as viúvas judias convertidas ao cristianismo e as viúvas gregas que também haviam aceitado a Cristo.

Na distribuição diária dos alimentos, algumas recebiam menos simplesmente por serem de outra nacionalidade.

Perceba que a Bíblia mostra que esse problema também existia dentro da igreja.

Entretanto, o Senhor Jesus, nosso maior exemplo, jamais concordou com qualquer tipo de preconceito.

Ele nunca fez distinção:

  • racial, pois falava com samaritanos;
  • social, pois tratava igualmente ricos e pobres;
  • física, pois cuidava tanto dos doentes quanto dos sãos;
  • religiosa, pois conversou com a mulher samaritana e revelou a ela que era o Messias.

Inclusive, essa foi uma das razões pelas quais muitos judeus tinham ódio de Jesus.

Naquela época havia uma oração muito comum entre os judeus:

“Senhor, obrigado por eu não ter nascido mulher.”

Isso acontecia porque existia a ideia de que o pecado havia entrado no mundo por causa da mulher.

Também oravam agradecendo por não terem nascido samaritanos, pois os samaritanos eram considerados uma mistura entre judeus e outros povos.

Eles queriam preservar a pureza da descendência judaica.

Imagine, então, o escândalo causado quando Jesus, conforme registrado em João capítulo 4, sentou-se junto ao poço para conversar com uma mulher samaritana.

Além disso, tratava-se de uma mulher com uma reputação bastante conhecida.

Ela estava ali ao meio-dia justamente porque evitava encontrar outras pessoas.

Jesus, entretanto, permaneceu conversando com ela.

Isso provocou verdadeiro ódio entre muitos dos seus compatriotas.

Mas esse episódio demonstra claramente que Cristo não fazia acepção de pessoas.

Jesus, que é nosso exemplo em tudo — pois em tudo foi tentado, mas nunca pecou — mostrou durante todo o seu ministério que tratava todas as pessoas igualmente.

Ele atendeu:

  • viúvas pobres;
  • necessitados;
  • Zaqueu, que era rico;
  • Jairo;
  • a mulher do fluxo de sangue;
  • judeus;
  • samaritanos;
  • a mulher siro-fenícia;
  • o centurião romano.

Jesus falava com todos.

Curava homens e mulheres.

Recebia ricos e pobres.

Então surge a pergunta:

Se Jesus não fazia acepção de pessoas, por que nós faríamos?

Era exatamente isso que Tiago procurava ensinar.

De nada adianta dizer:

“Eu creio em Deus.”

“Eu fui batizado.”

“Eu sou cristão.”

Se ao mesmo tempo fazemos acepção de pessoas.

Esse era um dos grandes alertas de Tiago.


Segundo subtópico — O Pecado

No capítulo 2, versículo 9, Tiago afirma claramente:

Quem faz acepção de pessoas comete pecado.

Quem age com preconceito torna-se desobediente à Palavra de Deus.

A epístola de Tiago retira a máscara de muitos comportamentos errados praticados dentro da Igreja Primitiva.

Ela coloca cada pessoa diante da sua responsabilidade.

Todos fomos criados à imagem e semelhança de Deus.

Independentemente de:

  • posição social;
  • intelectualidade;
  • prestígio;
  • cor da pele;
  • condição financeira;

todos merecem ser tratados com dignidade.

Deus não estabelece distinções baseadas nas categorias criadas pelos homens.

Por isso, nós, servos do Senhor, também devemos agir da mesma maneira.

Precisamos amar a todos segundo o padrão de Jesus.

Amém?


3. Boas Obras: Uma Necessidade

Primeiro subtópico — Amar de Fato e de Verdade

Em Tiago 2.15-18 encontramos uma advertência muito importante.

Devemos praticar boas obras que demonstrem a vitalidade da nossa fé.

Isso está totalmente de acordo com aquilo que Jesus ensinou e que, posteriormente, foi reforçado pelos apóstolos Paulo e João.

Tiago revela um dos maiores perigos da vida cristã.

Qual é esse perigo?

Acreditar que viver o cristianismo resume-se apenas a:

  • crer em Deus;
  • frequentar os cultos.

Esse é um enorme perigo.

Muitas pessoas dizem:

“Eu creio que Deus existe.”

“Eu creio que Jesus veio ao mundo.”

Quanto à fé, nota dez.

Também estão presentes nos cultos todos os finais de semana.

Mas Tiago faz outra pergunta:

E as obras?

Como estamos vivendo durante a semana?

Como tratamos as pessoas?

Como falamos com os nossos pais?

Como os juvenis conversam dentro de casa?

Como tratam seus irmãos?

Como tratam os professores?

Como tratam os colegas de escola?

Será que as pessoas conseguem enxergar Cristo neles?

Ou, quando estão no meio dos amigos, tornam-se apenas mais um fazendo piadas sem graça?

Piadas de conotação sexual?

Piadas que objetificam pessoas?

Piadas que humilham alguém?

Como têm vivido os nossos juvenis?

Um dos maiores perigos da vida cristã é imaginar que ela se resume a dizer:

“Senhor, eu creio em Ti.”

Fazer uma oração rápida antes de dormir.

Ir aos cultos.

E achar que isso basta.

Cristianismo não é isso.

Cristianismo vai muito além.

Tiago escreveu em uma época extremamente difícil para ser cristão.

Os judeus perseguiam os judeus que aceitavam Jesus.

Para eles, era vergonhoso acreditar que aquele carpinteiro de Nazaré fosse realmente o Messias.

Os romanos também não simpatizavam com os judeus.

Achavam-nos um povo estranho.

Adoravam um Deus invisível.

Possuíam um templo sem imagens.

E ainda surgiam os cristãos, que os romanos consideravam apenas mais um grupo dentro do judaísmo.

Os cristãos eram perseguidos por todos os lados.

Naquela sociedade, um cidadão romano possuía muito mais valor do que um judeu, um egípcio ou um árabe.

Foi exatamente para essa igreja perseguida que Tiago escreveu.

Muitos irmãos congregavam como escravos.

Ao mesmo tempo, alguns de seus senhores também estavam aceitando Jesus.

Nesse contexto, Tiago ensinava que a fé precisava aparecer na prática.

Ela precisava ser demonstrada.

Hoje muitos dizem:

“Você não sabe como é difícil ser cristão na escola.”

“Na faculdade.”

“No trabalho.”

Eu compreendo.

Também passei por isso.

Mas muitos dos nossos irmãos do início da Igreja perderam literalmente a vida por causa de Cristo.

Se hoje o preço que pagamos é sermos ridicularizados ou considerados intelectualmente inferiores por sermos cristãos, ainda assim não devemos negar a nossa fé.

Precisamos continuar vivendo de forma coerente com aquilo que professamos.

Seremos tardios em falar.

Tardios em responder.

Mas continuaremos amando o próximo, mesmo quando ele nos causar aflição.

O apóstolo Tiago estava nos alertando de que o cristianismo precisa ser muito mais do que aquilo que, muitas vezes, imaginamos hoje.

Na verdade, esse era um problema que já existia naquela época.

O cristianismo precisa ir além das aparências.

Precisamos fazer a diferença neste mundo perdido.

As nossas boas ações no dia a dia revelarão a qualidade da nossa fé em Cristo Jesus.

Afinal, como diz 1 João 2.6:

“Aquele que diz que está nele também deve andar como ele andou.”

Se cremos em Jesus, se fomos batizados e o aceitamos como nosso Salvador, então precisamos:

  • agir como Jesus agiria;
  • falar como Jesus falaria;
  • andar como Jesus andaria;
  • assistir aquilo que Jesus aprovaria;
  • postar aquilo que Jesus postaria;
  • viver como Jesus viveu.

Alguém pode dizer:

“Mas Jesus não usava redes sociais.”

É verdade.

Naquela época elas não existiam.

Mas como Ele utilizaria uma rede social hoje?

Provavelmente como mais uma oportunidade para anunciar o Reino de Deus.

A questão nunca foi o lugar.

Podemos pecar em qualquer lugar.

Até mesmo dentro da igreja.

O problema não está no ambiente.

O problema está no coração.

A nossa fé precisa ir muito além das aparências.

Ela não pode se limitar à roupa que vestimos ou ao linguajar cristão que utilizamos.

Às vezes falamos como um crente.

Agimos como um crente.

Mas o nosso coração ainda não foi verdadeiramente convertido.

Os nossos pensamentos permanecem contaminados.

E somente Deus conhece aquilo que se passa na nossa mente.

Tiago nos alerta que o verdadeiro cristianismo acontece quando as nossas obras são coerentes com aquilo que afirmamos crer.

Se eu sirvo a Jesus, tudo aquilo que me custar servi-Lo eu estarei disposto a pagar.

Visitar viúvas, enfermos e pessoas necessitadas talvez não seja uma atividade que fazemos por prazer.

Mas fazemos porque somos cristãos.

Da mesma forma, muitas vezes o Espírito Santo não nos permite viver de qualquer maneira.

Parece que o cristão nunca consegue pecar “em paz”, porque o Espírito Santo constantemente nos convence e nos alerta.

Quando nos sentamos para assistir a algum entretenimento e aparece uma cena que sabemos que não agrada a Deus, a decisão correta é mudar de canal, desligar a televisão ou simplesmente deixar de assistir.

Alguém pode dizer:

“Hoje praticamente todos os filmes possuem esse tipo de cena.”

Então pule a cena.

Ou deixe de assistir.

O importante é guardar-se do pecado.

Muitas vezes ouvimos:

“Mas será que o cristão vai viver dentro de uma bolha?”

Precisamos tomar cuidado com as concessões que fazemos ao mundo.

Foi justamente esse o caminho que levou Israel à destruição.

As concessões espirituais sempre produziram consequências graves.

Se algo nos conduz ao pecado, devemos abandoná-lo.

Lembremos das palavras de Jesus:

“Se o teu olho te faz tropeçar, arranca-o.”

É melhor entrar no céu tendo renunciado a determinadas coisas do que perder a comunhão com Deus por causa delas.

Precisamos levantar um muro de proteção em nossa mente.

Devemos dizer:

“Esse pensamento eu não permitirei que permaneça.”

Mas isso exige vigilância.

Precisamos cuidar daquilo que consumimos:

  • músicas;
  • filmes;
  • séries;
  • imagens;
  • redes sociais.

Não adianta afirmar que não queremos pensar em determinadas coisas enquanto alimentamos continuamente a nossa mente com elas.


Segundo subtópico — A Fé e as Obras de Abraão

Depois de mencionar que a fé sem obras é morta, Tiago apresenta o exemplo de Abraão.

Abraão não apenas creu em Deus.

Ele também obedeceu.

Era amigo de Deus.

Obedeceu até mesmo quando recebeu uma ordem aparentemente impossível: oferecer Isaque em sacrifício.

Em Tiago 2.21-24, o Espírito Santo explica que:

“A fé cooperou com as suas obras, e pelas obras a fé foi aperfeiçoada.”

Da mesma forma, nós, que vivemos no século XXI, precisamos permanecer atentos:

  • à voz de Deus;
  • às necessidades dos nossos irmãos.

Boas obras não significam apenas:

  • dar esmolas;
  • contribuir com ofertas;
  • trabalhar na igreja.

Boas obras também significam:

  • obedecer aos mandamentos do Senhor;
  • estender as mãos ao próximo;
  • viver uma vida de obediência.

Terceiro subtópico — A Fé e as Obras de Raabe

Depois de citar Abraão, Tiago apresenta um segundo exemplo completamente diferente.

Agora ele fala sobre Raabe.

Uma prostituta.

Uma mulher que sequer era israelita.

Ao utilizar Abraão e Raabe lado a lado, Deus demonstra que tanto o patriarca da fé quanto uma mulher considerada desprezada pela sociedade puderam ser justificados porque responderam à fé com obediência.

Deus estava mostrando que tanto o mais honrado quanto aquele considerado mais indigno podem receber a redenção quando vivem uma fé acompanhada de boas obras.

Da mesma forma acontece conosco.

Independentemente da nossa condição anterior.

Se hoje vivemos pela fé em Cristo, realizando boas obras, somos aceitos por Deus.

Acho muito bonito o exemplo que o Espírito Santo inspira Tiago a utilizar.

Ele cita:

  • Abraão, o patriarca, pai da nação de Israel;
  • Raabe, uma mulher cananeia, prostituta.

Um homem.

Uma mulher.

Um hebreu.

Uma estrangeira.

Um patriarca.

Uma prostituta.

E Deus coloca ambos como exemplos de fé.

Que mensagem extraordinária!

Isso demonstra que todos nós precisamos da mesma graça.

Não importa:

  • se somos filhos de pastor;
  • filhos de líder;
  • filhos de cristãos;
  • ou se conhecemos Cristo recentemente.

Todos necessitamos de transformação.

Todos precisamos praticar boas obras como evidência da nossa fé.

É importante compreender que as boas obras são consequência da fé.

Primeiro nós cremos.

Depois obedecemos.

Primeiro conhecemos a Deus.

Depois passamos a amá-Lo.

E, porque O amamos, começamos naturalmente a praticar boas obras.

Por isso a leitura da Bíblia é tão importante para os nossos juvenis.

Não existe outro caminho para conhecer verdadeiramente o Senhor.

Deus nos deixou as Escrituras justamente para que pudéssemos conhecê-Lo.

À medida que conhecemos a Deus, passamos a amá-Lo.

E, quanto mais O amamos, mais amamos também o nosso próximo.

Estendemos a mão.

Servimos.

Obedecemos.

Tudo isso acontece porque amamos ao Senhor.

Portanto:

  • primeiro conhecemos a Deus;
  • depois O amamos;
  • e, como consequência, praticamos boas obras.

Assim, a nossa fé não será morta.


Conclusão

Professora, professor, aluno, muito obrigado por ter acompanhado esta aula até aqui.

Se você chegou até este momento, já quero fazer um convite que sempre acabo esquecendo:

Deixe o seu like.

Se ainda não é inscrito no canal, seja muito bem-vindo.

Inscreva-se e deixe também o seu comentário.

Será uma alegria saber a sua opinião.

Muito obrigado pela sua companhia.

Desejo que, nesta aula e neste domingo, o Senhor fortaleça a sua vida.

Que, enquanto você, professor, estiver ministrando esta lição, o Espírito Santo transforme a vida e o coração dos nossos juvenis.

Amém!

Deus abençoe você e até a próxima!

Texto extraído do vídeo por IA.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=RbCYDGLxu-M&list=PLxODYifQD_t9C8a8p4vOKpDdQS9kkjD1n&index=5

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