LIÇÃO Nº 4 – O ESPÍRITO QUE NOS GUIA PARA ALÉM DAS FRONTEIRAS
INTRODUÇÃO
-Na sequência do estudo da segunda parte do livro de Atos dos Apóstolos, estudaremos o início da segunda viagem missionária de Paulo e sua passagem por Filipos.
-Paulo vai pregar na Europa dirigido pelo Espírito Santo.
I – O INÍCIO DA SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO
-Entre a primeira e a segunda viagem missionária de Paulo, tivemos o concílio de Jerusalém, convocado precisamente para se tratar da questão a respeito da observância, ou não, da lei de Moisés por parte dos gentios que haviam se convertido, boa parte deles como resultado da primeira viagem missionária, capitaneada por Barnabé e onde Paulo teve o papel de principal companheiro.
-A discussão relativa ao concílio de Jerusalém envolvia o verdadeiro cerne da pregação do Evangelho aos gentios, que tinha sido levado a efeito por Barnabé e Paulo na primeira viagem missionária.
-Quando Barnabé foi enviado pelos apóstolos a Antioquia, onde se haviam convertido os primeiros gentios fora da Judeia, o levita de Chipre já discernira que o poder do Evangelho se sobrepunha à lei de Moisés, pois, ao ver os novos convertidos, que, à evidência, eram incircuncisos e não observavam os mandamentos da lei mosaica, neles “viu a graça de Deus, se alegrou e exortou a todos os que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor” (At.11:23).
-Seu olhar já compreendera o “mistério de Cristo”, como o denominaria anos depois o apóstolo Paulo na epístola aos efésios, qual seja, “…que os gentios são coerdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho” (Ef.3:6).
-Foi exatamente o que Barnabé e Paulo falaram aos gentios que se converteram nas igrejas abertas durante a primeira viagem missionária, pois, quando retornaram a elas, antes de voltar para Antioquia, voltaram “…confirmando o ânimo dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (At.14:21).
-Por isso mesmo, quando alguns vindos da Judeia começaram a ensinar aqueles irmãos que se não se circuncidassem conforme o uso de Moisés não poderiam se salvar, houve o início de uma não pequena discussão e contenda entre aqueles judaizantes, de um lado, e Barnabé e Paulo, de outro, que se teve de levar a questão para ser resolvida na igreja em Jerusalém (At.15:1,2).
-A igreja reuniu-se e, tendo tido Barnabé e Paulo, o apoio tanto de Pedro quanto de Tiago, que era o pastor em Jerusalém, ficou resolvido que os crentes gentios não tinham de se submeter a lei de Moisés, até porque a salvação independia da observância dos mandamentos, mas, sim, da graça de Deus (At.15:11,23-29).
-Resolvida a questão, Judas e Silas foram enviados para Antioquia, a fim de dar notícia do que havia sido decidido no concílio de Jerusalém, detendo-se ali por algum tempo.
-Silas, porém, não regressou para Jerusalém, permanecendo em Antioquia. Isto já era desígnio de Deus, pois Silas passaria a ser o companheiro de Paulo na segunda viagem missionária (At.15:30-34).
-Após algum tempo em Antioquia, Paulo e Barnabé resolveram retornar ao campo missionário, para ver como estavam os irmãos nas igrejas que haviam sido abertas na Ásia Menor.
-Barnabé queria levar consigo a seu sobrinho, João Marcos, que havia outrora desertado do grupo (At.13:13).
-Houve contenda entre os dois apóstolos, tendo, em razão disto, cada um partido para um lado: Barnabé tomou Marcos e navegou para Chipre, enquanto Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos à graça de Deus, confirmou as igrejas da Síria e da Cilícia (At.15:36-41).
-Esta separação entre Paulo e Barnabé é mais uma demonstração de que a igreja primitiva não era perfeita, como alguns equivocadamente acham. Não pode haver contenda entre irmãos e, muito menos, uma contenda irreconciliável. Todavia, foi o que ocorreu, porque Paulo e Barnabé eram humanos e sujeitos a erros.
-Barnabé, a partir deste episódio, deixa de ser citado no texto sagrado, tendo retornado a Chipre, sua terra natal, levando consigo a Marcos, caindo no anonimato que caracterizaria os demais apóstolos do Senhor Jesus.
-Parece que, por causa da defesa de seu sobrinho, abriu mão da obra do Senhor, o que não é bom. Muitos também encerram seus ministérios quando resolvem deixar o parentesco ou a amizade falarem mais alto que o chamado do Senhor, algo que Jesus disse que não pode haver entre Seus discípulos (Mt.10:37).
-Sua ida para Chipre, o texto nos dá a entender, deu-se em caráter privado, pois não foi “encomendado à graça de Deus” pela igreja de Antioquia.
-Paulo, também, não agiu bem. Não ofereceu oportunidade a Marcos por causa de sua anterior deserção, esquecendo-se de que as coisas que ficam para trás devem ser esquecidas, como também que Marcos pudera ter amadurecido desde então.
-No final de sua vida, Paulo reconheceria este erro, ao admitir que Marcos passara a ser muito útil no seu ministério (II Tm.4:11).
-Paulo assumia, então, o comando desta empreitada missionária. Não era mais o auxiliar de Barnabé, como havia sido desde o dia em que deixou Tarso e foi para Antioquia (At.11:25).
-Deixa de ser o segundo, para ser o primeiro. Observemos que não agira ardilosamente para tomar esta posição, como, infelizmente, muitos fazem na atualidade, mas, naturalmente, até diante do que entendemos ter sido um abandono por parte de Barnabé.
-Tornava-se, pois, necessário providenciar um companheiro, porquanto, como Jesus já havia ensinado, o ideal é que sempre fossem pelo menos dois os evangelizadores (Lc.10:1).
-Escolhe, então, Silas, que havia permanecido em Antioquia desde quando viera de Jerusalém para comunicar à igreja a decisão tomada em Jerusalém (At.15:40).
-Paulo, no entanto, realizou a viagem com a devida “encomenda à graça de Deus”, sendo, pois, um missionário enviado pela igreja de Antioquia.
-Paulo, conforme havia planejado anteriormente, começa sua viagem visitando as igrejas que abrira com Barnabé na primeira viagem, e, para tanto, passa tanto pela Síria, região de que Antioquia era a capital, como pela Cilícia, onde ficava a sua terra natal, Tarso, confirmando as igrejas (At.15:41).
-Temos aqui uma importante informação a respeito do ministério apostólico. Muitos, em nossos dias, querem ser “apóstolos” ou “missionários”, porque dizem que os apóstolos são superiores aos pastores, pois, se os pastores governam uma igreja local, os apóstolos governam diversas igrejas locais, são os “superiores hierárquicos” dos pastores.
-Entretanto, o que se verifica, na realidade, é que não há “hierarquia” entre apóstolo e pastor. Na igreja, devemos ter tanto apóstolos quanto pastores, mas cada qual tem a sua função, tem o seu ministério, que coexistem e devem ser coordenados.
-O apóstolo abre as igrejas, desbrava o campo missionário (que é o mundo – Mt.13:38), plantando a igreja. Quando ela já está estruturada, o apóstolo, então, escolhe, juntamente com a membresia, pastor ou pastores (At.14:23), que passam a governar a igreja, apascentando o rebanho do Senhor (I Tm.3:5; I Pe.5:2,3).
-Cabe ao apóstolo, de vez em quando, visitar as igrejas, pois tem o cuidado de todas elas (II Co.11:28), para confirmar os irmãos, contribuir para o seu crescimento espiritual, elucidando dúvidas doutrinárias, corrigindo comportamentos inadequados, mas sem interferir no governo da igreja além destes cuidados espirituais.
-Não se trata, pois, de “superioridade hierárquica”, mas antes de responsabilidade pela saúde das igrejas, algo que, inclusive, gerava em Paulo uma “opressão”, não uma sensação de domínio ou de poder, como querem fazer crer os supostos “apóstolos” da atualidade.
-Tanto que, mesmo antes de chegar às igrejas que havia aberto junto com Barnabé, o apóstolo já efetuava este trabalho de confirmação dos discípulos nas igrejas da Síria e da Cilícia.
-A palavra grega aqui em foco é “epistérizó” (ἐπιστηρίζω), cujo significado é “apoiar adicionalmente, i.e., restabelecer:— confirmar, fortalecer” (Bíblia de Estudo Palavras-Chave. Dicionário do Novo Testamento, verbete 1991, p.2206).
-O papel do apóstolo, portanto, não é “mandar”, mas trazer um “aditivo espiritual” para a membresia, contribuir para que haja o crescimento espiritual do povo, complementar o trabalho diuturno que o pastor tem feito com os irmãos.
-Chegou, então, à região no qual haviam sido abertas igrejas na primeira viagem, a começar por Derbe e Listra (At.16:1).
-Ao chegar a Listra, a terceira a ser plantada na primeira viagem, para onde o apóstolo havia ido fugindo da perseguição surgida em Icônio (At.14:6), teve a sua atenção voltada para um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente e de um pai grego, do qual davam bom testemunho os irmãos que estavam em Listra e em Icônio.
-Não explica o texto sagrado o que despertou o interesse do apóstolo por aquele jovem. Por primeiro, deve ter se admirado que alguém ainda tão novo tivesse o respeito e a consideração de todos, tendo o apóstolo percebido que era conhecedor das Escrituras (II Tm.2:14,15).
-Por segundo, mais admirado deve ter ficado ao saber que Timóteo era filho de uma judia e de um pai grego, o que já era algo difícil de se encontrar, e que servia a Deus apesar de seu pai não ser convertido, o que fazia com que se ressaltasse ainda como, diante de uma situação dessa, podia ter uma fé genuína (II Tm.1:5).
-Por terceiro, notou que, apesar do conflito existente em sua educação, tinha um bom testemunho diante de toda a igreja.
-A verificar estas circunstâncias anormais, sentiu Paulo que estava diante de uma pessoa vocacionada para o ministério e, muito provavelmente, este seu sentir foi confirmado por profecias, o que fez com que fosse o jovem separado pelo presbitério da igreja (I Tm.4:14).
-Por isso, Paulo convidou Timóteo a fazer parte do grupo. Assim, embora tenha demonstrado erudição bíblica, bom testemunho, o apóstolo esperou também a confirmação divina para incorporar Timóteo em sua comitiva.
-Temos de ter este cuidado também na seleção dos obreiros, não se fiar apenas em predileções pessoais, em erudição, mas ter, sobretudo, a confirmação divina, pois, afinal de contas, Jesus é a cabeça da Igreja e os ministros são Seus auxiliares acima de tudo.
-Paulo, ao chamar Timóteo, depois de ter ele sido confirmado pelo Senhor, circuncidou-o. Alguém pode dizer: como Paulo circuncida um homem chamado por Deus, de uma igreja gentílica, como era Listra, precisamente quando já se havia dito que os crentes gentios não estavam submetidos à lei de Moisés e a circuncisão não era requisito para a salvação?
-Teria Paulo, com esta atitude, fraquejado assim como Pedro o fizera em Antioquia, ocasião em que o próprio Paulo lhe resistiu na cara (Gl.1:11-15)? Teria entrado em contradição?
-A circuncisão de Timóteo causa alguma celeuma entre os leitores das Escrituras. Como Paulo circuncidou Timóteo depois de tudo o que se decidira no concílio de Jerusalém? Não estaria sendo ele contraditório? Seria ele ainda um observador da lei, como, aliás, defendem alguns judaizantes até hoje, mostrando que Paulo era um observador da lei e que, portanto, também devemos sê-lo?
-Timóteo era judeu. Embora seu pai fosse grego, sua mãe era judia e, pela lei judaica, a nacionalidade judia vem pela mãe, não pelo pai.
“…A lei judaica só considera a criança judia se a mãe for judia. Se não, independentemente da religião do pai, a criança não será judia. Esta regra foi estabelecida em parte porque pode-se ter certeza de quem dá à luz uma criança, enquanto a paternidade é às vezes questionável…” (KOLATCH, Alfred J. Trad. de Dagoberto Mensch. Livro judaico dos porquês, p.16).
Sendo assim, diante das dificuldades existentes entre os judeus na pregação do Evangelho, Timóteo sempre seria um motivo de escândalo para os judeus, um “judeu incircunciso”. Assim, nada mais natural que Timóteo se circuncidasse, não para sua salvação, mas tão somente para que não fosse um motivo de perturbação na obra missionária.
-Com este gesto, Paulo dá-nos uma preciosa lição a respeito da relação entre a pregação do Evangelho e a cultura.
-Jamais o missionário deve afrontar a cultura onde está a pregar a Palavra de Deus se este dado cultural não for contrário ao Evangelho. Devemos evitar ser motivo de escândalo tanto para judeus quanto para gentios (I Co.10:32).
-Lamentavelmente, muitos missionários têm fracassado ou criado imensas dificuldades em seu ministério por não seguirem este precioso ensino que nos dá Paulo a respeito da compatibilização necessária entre a cultura e a pregação do Evangelho.
-Além do mais, Timóteo era judeu e sua circuncisão não violava o que se decidira no concílio de Jerusalém que tratara única e exclusivamente da questão da observância da lei de Moisés pelos gentios que haviam se convertido e, portanto, nada tinha que ver com a situação de Timóteo, um judeu.
-Tanto é assim que, enquanto passava pelas igrejas, Paulo entregava aos crentes as resoluções do concílio de Jerusalém para que fossem observadas (At.16:4).
-Como entregaria resoluções que ele mesmo teria descumprido numa daquelas igrejas? Evidente que tudo não passa de pretexto para que os judaizantes tentem, como faziam naquela época, perturbar a nossa fé em Cristo Jesus.
-Por fim, Paulo aplica a lição do Senhor Jesus, dada mesmo no contexto do exercício da evangelização, a de que devemos ser prudentes como as serpentes uma vez que somos enviados como ovelhas no meio de lobos (Mt.10:16).
-Nas igrejas visitadas pelo apóstolo, sempre havia, da parte dele, a confirmação dos discípulos, que, como já vimos, é uma ação própria do ministério apostólico (At.16:5).
-A notícia dos decretos de Jerusalém, ademais, tirava da mente dos crentes aquela dúvida terrível que os judaizantes haviam inoculado, como veneno, de que eles não tinham ainda alcançado a salvação por não terem se circuncidado, fazendo com que desconfiassem da salvação que já sentiam e de que desfrutavam desde que haviam entregado suas vidas a Jesus.
-Além da confirmação dos discípulos, Paulo pôde observar que havia crescimento numérico em todas as igrejas, ou seja, os pastores estavam bem desempenhando o seu papel, pregando o Evangelho, juntamente com a membresia, e ganhando almas para o Senhor Jesus.
-Após ter passado pelas igrejas abertas em sua primeira viagem missionária, Paulo quis pregar o Evangelho na Ásia, entendida aqui Ásia como sendo a província romana que tinha este nome, cuja capital era Éfeso e que abrangia a região da atual Turquia, seguindo a direção rumo ao oriente que havia sido tomada na primeira viagem missionária.
-O Espírito Santo o impediu de tomar este rumo (At.16:6). Paulo, Silas e Timóteo eram homens espirituais, que bem discerniam a vontade do Espírito Santo (I Co.2:12-16).
-Eram guiados pelo Espírito Santo (Jo.16:13), conhecendo a Sua voz e não endurecendo seus corações diante d’Ele (Hb.3:7-12). Tinham os seus corações e ouvidos circuncidados, estando prontos a fazer a vontade do Senhor e a obedecer-Lhe, bem ao contrário dos judeus que rejeitavam o Evangelho (At.7:51).
-Temos esta mesma sensibilidade espiritual? Somos submissos à voz do Espírito Santo? Abrimos mãos dos nossos projetos e planos quando o Senhor diz não concordar com eles? Pensemos nisto!
-Paulo, então, foi para a Mísia, região entre a Ásia e a Europa, ou seja, no sentido ocidental (contrário ao que queria ter rumado antes do impedimento do Espírito Santo), com intenção de ir para a Bitínia, uma região entre a Ásia e a Europa, pertencente a atual Turquia, mas situada ao norte da Frígia e da Galácia, mas também o Espírito Santo não permitiu que o fizessem (At.16:7).
-A esta altura, podemos especular que já havia uma certa angústia entre os missionários. Duas recusas do Espírito Santo, sem que houvesse a mínima indicação de que rumo deveriam eles tomar.
-Na verdade, estes homens espirituais experimentavam o que é ser “nascido no Espírito”, como disse Jesus a Nicodemos: “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito” (Jo.3:8).
-O Espírito Santo é Deus e, em sendo assim, não podemos compreender o Seu intento ou quem seja Seu conselheiro, ante a profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como da ciência de Deus, cujos juízos são insondáveis e os caminhos, inescrutáveis (Rm.11:33,34).
-Em sendo assim, nunca temos como saber exatamente, notadamente quando chamados para realizar a Sua obra, de onde viemos e para onde iremos, até porque, naturalmente, o futuro, como dizia o poeta brasileiro Vinícius de Moraes (1913-1980),
“E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar, não tem tempo, nem piedade nem tem hora de chegar sem pedir licença muda nossa vida e depois, convida a rir ou chorar”, que dirá quando estão envolvidas as coisas pertinentes à salvação das almas.
-Nestas circunstâncias, cabe-nos apenas atender às ordens divinas, fazendo rigorosamente a Sua vontade, sabendo que, na obediência, teremos sempre o sucesso e o bem para nossas vidas.
-Não sabiam para onde iam, mas estavam certos que deveriam ir, que o Senhor os chamava para pregar o Evangelho em algum lugar e tinham de aguardar o momento da revelação.
-Não confundamos esta situação de Paulo, Silas e Timóteo com a de alguns crentes, inclusive obreiros, que, inadvertidamente, procuram utilizar-se dessa passagem bíblica para justificar a sua total falta de orientação e sua vida sem rumo e sem direção.
-Estas pessoas, ao contrário daqueles homens de Deus, vivem desordenadamente, como “nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte” (Jd.12), “fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento” (II Pe.2:17).
-São pessoas que, ao contrário de Paulo, Silas e Timóteo, não têm comunhão com o Espírito Santo, buscam tão somente os interesses terrenos e querem se aproveitar dos irmãos, vivendo regaladamente e sem qualquer temor a Deus.
-Saíram da Mísia e foram para Troas ou Trôade, cidade situada nas costas do mar Egeu, na parte ocidental da Ásia Menor, ocasião em que Paulo teve um sonho em que um varão macedônio lhe aparecia e lhe pedia ajuda.
-Paulo, entendendo que o Senhor o queria na Macedônia, foi para Filipos, colônia romana naquela província, iniciando ali a pregação do Evangelho na Europa (At.16:6-12).
-Enquanto Paulo pensava em pregar o Evangelho na Ásia, o Senhor queria que se iniciasse a evangelização de um novo continente, a Europa que passou a ser o próprio centro da civilização cristã.
-Notamos como a obra de Deus tem de ser dirigida pelo Espírito Santo. Paulo não iniciou seu trabalho enquanto o Senhor não determinou o local.
-Que bom seria que todos nós fôssemos obedientes e sensíveis ao Espírito Santo assim como foi Paulo. Não foi fácil para o apóstolo ficar andando de um lado para outro, esperando a manifestação da vontade do Senhor, mas ele esperou pacientemente e, no tempo certo, o Senhor com ele falou.
-O Senhor falou com Paulo em sonho, numa clara demonstração que, ainda hoje, Deus também fala por sonhos, não tendo qualquer sentido o ensinamento de que, nos dias da dispensação da graça, Deus não fala mais por sonhos.
-Esta é uma forma pela qual Deus ainda fala, como podemos ver, por exemplo, nos registros das memórias dos pioneiros das Assembleias de Deus, irmãos Daniel Berg (1884-1963) e Gunnar Vingren (1879-1933), aos quais o Senhor orientou e dirigiu mais de uma vez por sonhos.
-Além de ter sido determinada a pregação em um outro continente, na Europa, na Macedônia, a primeira cidade era uma colônia romana, onde nem sequer havia judeus, o que mudava totalmente a estratégia utilizada por Paulo até ali na abertura de novas igrejas. Um desafio e tanto, mas que não intimidou o apóstolo, que sabia que estava na direção do Espírito Santo.
-Por isso, incontinenti, foram para a Macedônia, tendo de fazer uma viagem um tanto quanto complicada, pois não puderam ir diretamente para lá. Por isso, de Trôade foram para Samotrácia e, de lá, já no dia seguinte, para Neápolis e só, então, dali puderam pegar um navio para Filipos (At.16:11).
-Assim que determinado pelo Senhor a ida para a Macedônia, notamos que era nítida a intenção de atender à ordem divina, tanto que viajaram sem sequer parar um dia em qualquer cidade, buscando o mais rapidamente possível chegar à Macedônia para iniciar o anúncio do Evangelho (At.16:10).
II – PAULO EM FILIPOS
-Em Filipos, Paulo e seus companheiros (Lucas também integrava esta equipe, pois estamos diante de uma das “seções nós” do livro de Atos, passagens em que Lucas se apresenta como narrador-participante) ficaram alguns dias, certamente conhecendo a cidade e pedindo a orientação divina para como iniciar a pregação, já que a cidade não tinha sinagoga, como pôde o apóstolo observar.
-No dia de sábado, que, como judeu, Paulo aproveitava para realizar orações na sinagoga, como não havia sinagoga na cidade, foram buscar lugar para oração na beira do rio, e, ali chegando, resolveram pregar o Evangelho a umas mulheres que lá estavam.
-Havia uma intenção para que se começasse a pregar o Evangelho o quanto antes e, deste modo, mesmo diante de um público feminino e de gentios, o apóstolo resolveu dar início à evangelização, numa comprovação de que, para o Evangelho,
“…todos são filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus; porque todos quantos foram batizados em Cristo já se revestiram de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos são um em Cristo Jesus” (Gl.3:26-28, com mudança das flexões gramaticais).
-Tendo se assentado ali, falaram às mulheres, que ali se ajuntaram. Como dizer que a doutrina cristã é machista, misógina e avessa às mulheres? Não há o mínimo cabimento em se falar isto, como tem sido dito e repetido pela mídia e pelos inimigos do Evangelho.
-Após esta prédica, uma mulher chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira e que servia a Deus, converteu-se, pis ouvir o que Paulo pregava e o Senhor abriu o seu coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia.
-Ela se converteu, assim como a sua casa, sendo a primeira pessoa a se converter na Europa, uma mulher, numa clara demonstração, repita-se, de que, ao contrário do que se diz por aí, o Evangelho não é machista, tampouco o apóstolo Paulo (At.16:13-15).
-O texto sagrado mostra claramente que a conversão depende de se ouvir e crer na palavra pregada e que, para que se tenha pregação, faz-se necessário que se enviem os pregadores. É esta a dinâmica da evangelização, da missão da Igreja (Rm.10:8-15).
-Também é oportuno observar que muitos procuram invocar esta passagem bíblica para defender a doutrina da predestinação incondicional, porque Lídia teria se convertido porque o Senhor teria aberto o seu coração, ou seja, somente se salvaria quem estivesse predestinado à salvação por Deus.
-Contudo, não é correta tal interpretação. É dito que o Senhor abriu o coração de Lídia para que ela estivesse atenta ao que Paulo dizia, para que ela prestasse atenção, não para que cresse no que era dito.
-Tendo se convertido, assim como sua casa, foi Lídia batizada nas águas, prova de que quem é salvo precisa se batizar, que não é o batismo que salva, mas é uma ação necessária para quem se salvou.
-A partir da conversão de Lídia e de sua casa, Paulo passou a se hospedar na casa de Lídia, pregando o Evangelho, tornando-se a casa de Lídia como o local de congregação dos que se salvavam.
-Indo Paulo para a oração, não se sabe se no lugar à beira do rio ou na casa de Lídia, o apóstolo passou a ser seguido por uma jovem que tinha espírito de adivinhação e que começou a propagar a todos que Paulo e seus companheiros eram “servos do Deus Altíssimo” e “anunciavam o caminho da salvação” (At.16:16,17).
-Este “marketing satânico” é outra arma do inimigo para tentar impedir a obra de Deus. Embora parecesse que o que dizia a jovem contribuía para o anúncio do Evangelho, na verdade se tinha uma cilada de Satanás para promover a exaltação dos missionários. A mensagem enaltecia “estes homens que vos anunciam, a salvação”.
-Paulo ficou perturbado com aquilo e, tendo tido o discernimento de que se tratava de um espírito maligno, acabou por expulsar o demônio daquela jovem, passados muitos dias em que isto se deu.
-Vemos aqui mais um dom espiritual de que Paulo era portador: o dom de discernimento de espíritos (I Co.12:10). O apóstolo continuava a crescer espiritualmente.
-A expulsão deste demônio, evidentemente, causou o furor do inimigo, que, então, reagiu, uma vez que os donos da jovem que tinha este espírito de adivinhação, que era uma escrava, já que viram que sua fonte de lucro havia cessado com a expulsão do demônio, prenderam Paulo e Silas e os levaram à praça, à presença dos magistrados (At.16:17-19).
-Paulo e Silas, identificados como judeu, foram acusados de perturbarem a cidade, expondo costumes que não seriam lícitos os romanos receberem ou praticarem, lembrando que Filipos era uma cidade onde moravam soldados reformados do exército romano e suas famílias.
-A multidão levantou-se unida contra eles e os magistrados, rasgando-lhes as vestes, mandaram açoitar Paulo e Silas e, depois de lhes ter dado muitos açoites, lançaram-nos na prisão da cidade, na ala de maior segurança, o cárcere interior e ainda com os pés e mãos acorrentados (At.16:20-23).
-Assim como aprendera em Listra, Paulo não se deixou seduzir pela vaidade e acabou sendo açoitado e preso impiedosamente por ter expulsado o demônio da jovem.
-Muitos, hoje em dia, porém, ao serem cortejados pelo “marketing satânico”, presente notadamente na mídia que, como se sabe, está praticamente toda nas mãos do inimigo de nossas almas, preferem crescer às custas da “propaganda endemoninhada”, em vez de expulsar os demônios, mesmo que isto os leve à prisão e ao sofrimento. Vamos resistir ao diabo ou fraquejaremos como estes “popstars gospel”?
-Paulo foi preso, açoitado e atirado no cárcere interior, com os pés seguros no tronco. Mas, à meia-noite, ele e Silas, que também sofrera as mesmas agruras, começaram a louvar a Deus.
-Esta reação dos missionários mostra que, apesar das feridas físicas sofridas, eles estavam plenamente saudáveis do ponto-de-vista espiritual, a ponto de poderem adorar a Deus numa circunstância tão adversa.
-Para eles pouco importava se tinham sido cruel e injustamente açoitados, se a multidão se voltara contra eles ou se estavam a correr risco de vida, pois não sabiam o que os magistrados poderiam fazer-lhe, mas o fato é que tinham anunciado o Evangelho e, inclusive, libertado uma jovem escrava de opressão demoníaca.
-Assim como os apóstolos haviam se comportado em Jerusalém, quando, pela vez primeira, foram açoitados pelos soldados do templo, certamente se regozijavam por terem sido julgados dignos de padecer afronto pelo nome de Jesus (At.5:41).
-O Senhor não despreza corações contritos e espíritos quebrantados (Sl.51:17) e mandou um terremoto, que soltou não só a Paulo e Silas, mas a todos os presos que não fugiram, apesar de soltos.
-Vendo o carcereiro, a quem os magistrados haviam entregado os presos após o açoite para que ele os guardasse em segurança (At.16:23), que todas as celas estavam abertas, sabendo que seria severamente punido, inclusive com pena de morte, resolveu, no desespero, suicidar-se, até porque o texto diz que estava dormindo (At.16:27).
-Paulo pôde impedir o suicídio do carcereiro e lhe pregou o Evangelho, sendo, então, levado para a casa do carcereiro, onde toda sua família se converteu e Paulo foi tratado de suas feridas (At.16:28-33).
-O carcereiro e sua casa se converteram e foram, também, batizados nas águas, a exemplo do que ocorrera com Lídia e sua família (At.16:33).
-Cabe aqui também observar que esta passagem é usada pelos defensores do batismo infantil (pedobatismo), pois dizem que foram batizados o carcereiro e todos os seus, querendo, com isso, dizer que também as crianças foram batizadas. Mas quem disse que o carcereiro tinha filhos que eram crianças?
-Aliás, a Bíblia nem ao menos diz que tivesse o carcereiro filhos. A expressão diz respeito somente a familiares, sem dizer nada sobre suas idades ou grau de parentesco, tanto que os parentes de Jesus também são assim identificados em Mc.3:21, e, entre estes parentes, não havia qualquer filho, já que Jesus nunca os teve.
OBS: “E, quando os seus ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: Está fora de si.” (Mc.3:21 – ARC1969).
-No dia seguinte, os magistrados andaram os quadrilheiros soltarem Paulo e Silas. Parece, pois, que, depois de terem ido à casa do carcereiro, os missionários voltaram voluntariamente à prisão.
-Ao chegar a ordem de soltura, Paulo, então, identificou-se como romano, invocou a sua cidadania e reclamou do tratamento que se lhe havia sido dado, completamente fora das leis romanas, exigindo que eles mesmos viessem ao seu encontro, para uma retratação.
-Paulo não concordou que as autoridades filipenses os soltassem às escondidas, fazendo valer a sua cidadania romana, motivo pelo qual as autoridades se retrataram diante dele, embora tivessem pedido que ele deixasse a cidade, o que fez não antes de deixar a igreja ali formada em ordem (At.16:19-40).
-Em Filipos, aprendemos com Paulo que devemos louvar ao Senhor mesmo nas maiores adversidades, pois elas permitem que cumpramos o nosso ministério. A prisão de Paulo e seu sofrimento foram necessários para que se tivesse o sinal do terremoto e a conversão de muitos em razão disto.
-Em Filipos, também, aprendemos com Paulo a fazer valer os nossos direitos enquanto cidadãos da Terra. Paulo não permitiu que sua soltura se fizesse sem a necessária retratação das autoridades e esta posição de autoridade do apóstolo foi importante porque a igreja em Filipos não sofreu, a partir de então, maiores retaliações, tanto que foi importante base de sustento de todo o ministério de Paulo.
-Como se não bastasse isso, Paulo demonstrou moderação ao exigir que fossem respeitados seus direitos, mas também não afrontando as autoridades, deixando a cidade como lhe havia sido pedido.
-Muitos, a pretexto de fazer valer seus direitos, desafiam as autoridades, resistem a elas indevidamente, causando imensos males para a obra de Deus. Sejamos prudentes sem que, para tanto, nos acovardemos.
-Partindo de Filipos, Paulo prosseguiu pregando na Macedônia, passando por Anfípolis e Apolônia, III – PAULO EM TESSALÔNICA E BEREIA
-Em seguida, Paulo chegou a Tessalônica, capital da província romana da Macedônia, onde havia uma sinagoga dos judeus (até os dias de hoje, Tessalônica é uma cidade que possui uma importante colônia judaica), tendo, como sempre fazia, ido ali para pregar o Evangelho, disputando por três sábados com eles sobre as Escrituras. Muitos se converteram, entre judeus, gregos religiosos e não poucas mulheres principais (At.17:1-4).
-Tessalônica era, assim, depois de Antioquia, a cidade gentia mais importante em que se formava uma igreja, tendo Paulo, para se manter, contado não só com seu próprio trabalho de fabricante de tendas (ofício que deve ter aprendido quando criança e adolescente em Tarso – cfr. I Ts.2:9; At.18:3), como também com ajuda recebida da igreja dos filipenses (Fp.4:15,16).
-Aqui vemos, também, que a mensagem que se diz que a doutrina cristã é avessa às mulheres não encontra guarida nos fatos, porquanto a maior parte das pessoas que se converteram era de mulheres e boa parte delas pertencentes à elite da cidade.
-Entretanto, quando ali estava, num período bem mais curto que o que havia estado seja em Antioquia, seja nas demais cidades em que havia feito missões (inclusive a própria Filipos), sofreu a oposição violenta dos judeus (em maior número que nas outras cidades, diante da importância e da própria população de Tessalônica), obrigando Paulo e Silas a sair apressadamente de Tessalônica, com direção a Bereia (At.17:5-10).
-Os judeus desobedientes, ou seja, aqueles que não aceitaram o Evangelho, que rejeitaram a Jesus, movidos de inveja, o mesmo sentimento que tinham tido os príncipes dos sacerdotes e anciãos do povo que entregaram Jesus a Pilatos (Mt.27:1,18), tomaram consigo alguns homens perversos dentre os vadios e, ajuntando o povo, alvoroçaram a cidade e, assaltando a casa de Jasom, procuravam tirá-los para junto do povo.
-Não é de hoje que “os judeus desobedientes” buscam as mais desprezíveis pessoas da sociedade para combater a Igreja, para trazer problemas e males aos que estão a pregar o Evangelho.
-Temos aqui uma primeira demonstração, entre os gentios, da “sinagoga de Satanás” (Ap.2:9; 3:9), que, arrogando-se o nome de judeus, sem o serem, são inimigos da Igreja e contra ela guerreiam incessantemente.
-Só são judeus verdadeiramente os que o são interiormente e não exteriormente (Rm.2:28,29), que têm, o coração circuncidado (Dt.10:6; Jr.4:4), que constituem o Israel de Deus (Gl.6:16), ou seja, aqueles que se convertem a Jesus, como era o caso dos missionários Paulo, Silas e Timóteo.
-Ao longo da história, temos visto como muitos judeus desta sinagoga têm se unido e feito vários movimentos para atacar a Igreja e fazer desmerecer a sã doutrina no mundo, estando por trás de diversos movimentos que, ainda hoje, ou diríamos, principalmente hoje, estão a querer substituir a civilização cristã por um anticristianismo que levará o mundo ao domínio das duas bestas e, para tanto, fazem uso de “alguns homens perversos dentre os vadios”, que têm a capacidade de alvoroçar e manipular as massas para seus intentos.
-Os arruaceiros invadiram a casa de Jasom, onde provavelmente os missionários se hospedavam, e não os encontrando, acabaram por levar Jasom e alguns irmãos à presença dos magistrados, acusando-os de procederem contra os decretos de César, dizendo que havia um outro rei, Jesus.
-A acusação serve-nos para mostrar que, como fazia em todos os lugares, Paulo estava a pregar sobre o Reino de Deus (At.14:22), reino que não era deste mundo, como ensinara o Senhor Jesus (At.,18:36), tanto que Paulo
e Barnabé, na primeira viagem missionária, disseram que, neste mundo, importava passar por várias tribulações para entrar no reino de Deus.
-Assim como os principais do sacerdote e os anciãos do povo em Jerusalém, quando entregaram Jesus, esses judeus desobedientes procuravam convencer as autoridades romanas que os missionários estavam se rebelando contra o domínio romano.
-Todavia, após terem ouvido Jasom e os demais irmãos detidos, resolveram soltá-los, porquanto viram que a questão era religiosa, envolvendo a lei mosaica e que, portanto, não havia qualquer rebelião política na pregação de Paulo.
-Ante o alvoroço surgido e como a multidão havia sido inflamada contra os missionários, os irmãos acharam por bem que eles fossem embora de Tessalônica o quanto antes, ainda de noite, enviando-os para Bereia.
-Isto não estava nos planos de Paulo, porque não tivera ele tempo de estruturar a igreja em Tessalônica, como havia feito nas outras igrejas abertas e mesmo em Filipos, ainda que tenha também saído antecipadamente.
-Esta falta de estruturação da igreja, notadamente com o discipulado, ou seja, o ensino dos rudimentos da doutrina de Cristo, os primeiros rudimentos das palavras de Deus, que é fundamental para que se tenha uma vida espiritual exitosa, haveria de preocupar Paulo dali para a frente.
-Entretanto, diante daquela situação delicada, nem Paulo nem seus companheiros se opuseram a ser enviados, de noite, para Bereia, outra cidade da Macedônia.
-Em Bereia, Paulo dirigiu-se à sinagoga e começou a pregar o Evangelho. Os judeus foram mais nobres do que os tessalonicenses, tendo ouvido as pregações de Paulo e conferido nas Escrituras se o que era pregado era real, tendo havido muitas conversões, tendo também se convertido parte significativa de mulheres grega de classe nobre e não poucos varões (At.17:12).
-Os judeus de Tessalônica, porém, foram até Bereia, excitando as multidões, tendo os irmãos, então, mandado Paulo para Atenas, ficando Silas e Timóteo em Bereia (At.17:1-14).
-Mais uma vez, Paulo era obrigado a partir de uma cidade sem antes estruturar adequadamente a igreja que abrira e ia para Atenas, que já não ficava na Macedônia, mas era a mais importante cidade da Grécia, o que fugia completamente a seu planejamento.
Pr. Caramuru Afonso Francisco
Fonte: https://portalebd.org.br/classes/adultos/12534-licao-4-o-espirito-que-nos-guia-para-alem-das-fronteiras-i
