Sem categoria

LIÇÃO Nº 5 – O JUÍZO CONTRA SODOMA E GOMORRA

INTRODUÇÃO

  • Na sequência do estudo do legado dos patriarcas, estudaremos a destruição das cidades da planície (Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim).

  • Deus, apesar de ser amoroso e misericordioso, também é justo e, como tal, não deixa que o pecado fique impune.

I – O FLAGRANTE DO PECADO DAS CIDADES DA PLANÍCIE

  • Nos registros bíblicos da vida do patriarca Abraão há um instante em que o escritor parece deixar de lado o patriarca e focaliza um episódio dos mais veementes da demonstração do juízo divino: a destruição das cidades da planície (Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim).

  • Apesar desta aparente mudança de assunto, na verdade, o escritor sagrado permite-nos visualizar que não pela demonstração de bondade e de misericórdia de Deus para com a humanidade, naquele instante representada pelo progresso espiritual de Abraão, que era uma bênção para todos os homens de seu tempo (Gn.12:2), que o Senhor deixava de executar a justiça e de castigar aqueles que se rebelavam contra Seus mandamentos e princípios.

  • Na história da destruição das cidades da planície, aprendemos a lição de que a bondade de Deus jamais aniquila ou anula a Sua justiça e que Deus, apesar de amar muito o pecador e de lhe dar oportunidade para arrependimento, pelo Seu caráter, condená-lo-á no momento certo por sua impenitência.

  • Devemos, antes de mais nada, verificar que, ao contrário do que diz e do que se pensa precipitadamente, Deus não agiu de sopetão e de improviso ao tratar do pecado das cidades da planície, como também não foi o homossexualismo o primeiro ou principal pecado que levou à condenação daquelas cidades.

  • Em primeiro lugar, devemos observar que o juízo divino sobre aquelas cidades foi consequência de um continuado pecar, de uma total rebeldia daquela gente e pela insensibilidade aos chamados divinos para arrependimento.

  • Com efeito, vemos que Deus havia falado diretamente àquele povo por intermédio da guerra entre os reis da terra de Canaã e os reis mesopotâmicos, onde ficou patente para todos os habitantes das cidades das planícies de que sua conduta e seus valores nada significavam, pois tinham sido levados cativos pelos reis mesopotâmicos, perdendo todos os seus bens e a sua liberdade.

  • Abraão, que foi identificado perante todos, por Melquisedeque, como servo do Deus Altíssimo, conseguiu enorme vitória militar, milagrosa mesmo, pois tinha apenas trezentos e dezoito servos, além de seus aliados, enquanto os exércitos dos reis mesopotâmicos eram os mais poderosos daquele tempo.

  • Com esta vitória, Abraão mostrou a força do seu Deus e a necessidade que tinham aqueles habitantes de mudar seu “modus vivendi”.

Entretanto, mal reconquistaram a liberdade e o seu patrimônio, tornaram à vida má em que viviam antes deste último aviso do Senhor.

  • Que viviam uma vida má aos olhos de Deus está escrito no próprio texto sagrado que, ao dar notícia de que Ló havia escolhido morar em Sodoma quando houve a separação entre ele e seu tio Abrão, é dito: “Ora, eram maus os varões de Sodoma, e grandes pecadores contra o Senhor” (Gn.13:13).

  • A expressão bíblica é forte. “maus” é a palavra hebraica “ra’” (ַרע), que significa tanto “mau” quanto “mal”.

“…Adjetivo que significa mau, nocivo. O significado básico desta palavra exibe dez ou mais nuanças variadas do significado de mau, conforme o seu uso contextual.

Ela significa mau num sentido ético e moral, sendo usada para descrever, juntamente com bom, todo o espectro do bem e do mal; portanto retrata o mal, num sentido absoluto e negativo, como quando descreve a árvore da ciência do bem e do mal (Gn.2:9; 3:5,22).…” (BÍBLIA DE ESTUDO PALAVRAS-CHAVE. Dicionário do Antigo Testamento. Verbete 7451, p.1930).

  • Observa-se, pois, que as cidades da planície, no caso, aqui, em especial, Sodoma, era uma cidade que havia optado pelo “mal”, que estava sob o domínio do “maligno”, que tinha feito a sua escolha em desagradar a Deus, em viver como se o Senhor não existisse, simbolizando, assim, o mundo, este sistema dominado por Satanás e que vive em confronto com o povo de Deus, com a Igreja, nesta atual dispensação.

  • Mas, além de os sodomitas serem “maus”, eram também “pecadores” e aqui temos a palavra hebraica “hatta’” (ַחָּטא),

“… substantivo masculino que significa pecadores e um adjetivo que significa pecador. Esta palavra se origina do verbo comum “hata”, que significa pecar, e está relacionada com o substantivo comum, hatta’th, que significa pecado ou oferta pelo pecado.

Como substantivo, a palavra é usada para descrever aqueles que, com seus atos, estão sob a ira e o juízo de Deus (Sl.1:5) e enfrentam destruição total (Gn.13:13; Sl.104:35; Is.1:28).…” (BÍBLIA DE ESTUDO PALAVRAS-CHAVE. Dicionário do Antigo Testamento. Verbete 2400, p.1633).

  • Como se pode perceber, os moradores de Sodoma eram pessoas que estavam sob a “mira” de Deus, que os via pecar continuadamente, sem se importarem em estarem a desobedecer ao Senhor.

  • Mas, além disto tudo, o texto bíblico diz que os sodomitas eram “grandes pecadores” e a palavra hebraica utilizada é “meod” (ְמֹאד), cujo significado é “…veementemente; (por implicação) completamente, rapidamente etc. (frequentemente com outras palavras, como um intensivo ou superlativo…” (BÍBLIA DE ESTUDO PALAVRAS-CHAVE. Dicionário do Antigo Testamento. Verbete 3966, p.1726).

  • Isto indica que os sodomitas estavam agindo no maligno e no pecado de forma abusiva, ultrapassando todos os limites divinos, excedendo-se na prática da maldade, superando a “medida da injustiça” (Cf. Gn.15:16), o que explica porque foram destruídos quatrocentos anos antes dos demais povos que habitavam a terra de Canaã.

  • Mesmo diante deste péssimo comportamento, vemos como Deus é longânimo, como ainda dá uma oportunidade ao ímpio para que se arrependa, tendo permitido que, mesmo os moradores das cidades das planícies tivessem sido derrotados pelos reis mesopotâmicos, Abrão os livrasse e soubessem eles que Abrão o havia feito por ser servo do Deus Altíssimo, por ter uma vida pautada na obediência ao Senhor, na bondade, a fim de que, diante de tal exemplo, os sodomitas mudassem a sua conduta e se arrependessem de seus pecados.

  • Como se não bastasse o livramento obtido por intermédio de Abrão, os sodomitas também conviviam com Ló que, apesar de ter feito uma péssima escolha ao resolver morar em Sodoma, ali se comportava como um justo (II Pe.2:7,8), inclusive, pelo que se pode inferir da narrativa bíblica, tendo sido designado para exercer justiça (Gn.19:9).

-Entretanto, nem o livramento proporcionado por Abrão nem o exemplo dado a Ló que, pelo que se verifica das Escrituras, causou, ao contrário, inconformismo e indignação entre os sodomitas, foram suficientes para que Sodoma retomasse a sua conduta má e grandemente pecadora e o resultado não poderia ser outro senão a manifestação do juízo e da ira divinos.

  • Notemos, aliás, que, entre a chegada de Ló a Sodoma e a libertação operada por Abrão e a destruição das cidades, segundo os cronologistas bíblicos Edward Reese e Frank Klassen, houve um período de 7 a 21 anos, ou seja, Deus deu tempo suficiente para que houvesse arrependimento por parte dos ímpios.

  • Em segundo lugar, devemos observar que havia, nas cidades da planície, uma grande soberba, uma autossuficiência que não dava lugar a Deus em seus corações, como nos dá conta o profeta Ezequiel (Ez.16:49).

  • Diz-nos o texto sagrado que os varões de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor (Gn.13:13), a demonstrar que o pecado primeiro surgido entre eles foi o da soberba, o do orgulho, o da autossuficiência, aquela atitude segundo a qual pouco importa se há, ou não, Deus, pois a pessoa passa a viver de acordo com o desejo de seu coração, desprezando a tudo e a todos.

  • Foi este mesmo sentimento, o de querer ser deus, que levou o adversário à queda (Ez.28:5,6; Is.14:13,14), assim como os nossos pais (Gn.3:6).

  • A partir desta atitude, passam a tomar a criatura pelo Criador e, em consequência, são abandonados por Deus a toda sorte de paixões infames (Rm.1:21-26).

  • É bem por isso que muitos consideram que a soberba é o primeiro pecado, o pecado por excelência, a raiz de todos os demais pecados.

  • É este, aliás, o ensino de Agostinho, que ora se transcreve:

“… Foi no seu íntimo que começaram a ser maus para logo caírem em ostensiva desobediência. De facto, não se chega ao acto mau sem que a vontade má o tenha precedido.

Ora qual pode ser o começo da vontade má senão a soberba? Efectivamente, ‘o orgulho é o começo de todo o pecado ‘ (Eclo.10:5).

Mas que é a soberba senão o desejo de uma falsa grandeza? A grandeza perversa está, na verdade, em abandonar o princípio ao qual a alma se deve unir para se tornar de certo modo seu próprio princípio. Isso realiza-se quando ela se com praz demasiadamente em si própria.

E, de facto, com praz-se em si própria quando se afasta daquele imutável bem que devia agradar-lhe mais do que ela própria a si mesma.…” (A Cidade de Deus. Trad. de J. Dias Oliveira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. livro XIV, cap. XIII, v.2, p.1277).

  • Eis a raiz dos pecados sexuais das cidades da planície, eis a raiz da destruição não só daquelas cidades, mas de todo ser humano que irá para a perdição eterna (Ez.33:17).

  • Além da soberba, Ezequiel nos diz que havia, também, entre os sodomitas, “fartura de pão”, ou seja, havia abundância de bens, tratava-se de uma cidade rica, de grande opulência, ou seja, havia uma elite que vivia regaladamente e que, muito provavelmente, se utilizava de uma grande opressão sobre os escravos, já que esta era a forma de organização econômica então existente.

  • Entendemos aqui, aliás, a afirmação do Senhor Jesus quando disse que sempre é muito difícil um rico alcançar a salvação, a vida eterna (Mt.19:23; Mc.10:23; Lc.18:24). A suficiência material é um fator que muito estimula e incentiva uma vida independente de Deus, pois se tem a sensação de que não se precisa do Senhor, de que é irrelevante obedecer, ou não, ao Senhor.

  • A situação de opulência gerou o terceiro fator indicado pelo profeta Ezequiel em que se explica a maldade e o pecado de Sodoma, ou seja, a “abundância de ociosidade” (Ez.16:49), a falta do que fazer.

  • Como diz conhecido ditado popular: “mente desocupada é oficina do diabo”. A falta de qualquer atividade
    é um comportamento que é exatamente o contrário daquele adotado pelo Senhor.

  • Cristo diz que trabalhava assim como o Seu Pai (Jo.5:17), e a marca deixada por Jesus nos Seus dezoito anos de vida silenciosa sobre a face da Terra, dos doze aos trinta anos, foi a marca do trabalho, pois era conhecido em Nazaré como o carpinteiro (Mc.6:3), filho do carpinteiro (Mt.13:55).

  • A propósito, conhecidas foram as palavras proferidas pelo Papa Paulo VI (1897-1978, Papa de 1963 a 1978) em discurso proferido em Nazaré, onde afirmou que Jesus nos dá algumas lições durante sua vida em Nazaré, uma das quais é a “lição do trabalho”, “in verbis”: “…Uma lição de trabalho.

Ó Nazaré, ó casa do “Filho do Carpinteiro”,

como ansiamos por compreender e celebrar aqui a lei austera, porém redentora, do trabalho humano;

reacender aqui a consciência da dignidade do trabalho;

lembrar aqui que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo e que, quanto mais livre e elevado for, maiores serão, além do seu valor econômico, os valores que ele incorpora;

saudar aqui os trabalhadores do mundo inteiro e apontá-los para o seu grande companheiro, seu irmão divino, o Profeta de toda a justiça para eles, Jesus Cristo, nosso Senhor!…” (Discurso proferido na Igreja da Anunciação em Nazaré. 05 jan. 1964. Disponível em: https://www.vatican.va/content/paul-vi/es/speeches/1964/documents/hf_p-vi_spe_19640105_nazareth.html Acesso em 03 fev. 2026) (traduzido pelo Tradutor Google de texto em espanhol).

  • Ser ocioso é agir contrariamente a Deus, mais um indicador de como as cidades da planície, a começar de Sodoma, viviam em afronta à ordem estabelecida pelo Senhor, um elemento que demonstrava toda a rebeldia e insubmissão daquela gente para com o único e verdadeiro Deus.

  • Em terceiro lugar, podemos observar que, no meio daquela gente, imperava um sentimento de maldade.

  • A Bíblia diz que aqueles homens eram maus, ou seja, dentro de si tenham prazer em fazer o que era errado, o que era contrário à vontade de Deus.

  • Por isso, pecavam e tinham prazer em pecar. Eis o sentido da expressão “grandes pecadores contra o Senhor”, que encontramos em Gn.13:13. Nos nossos dias, vemos que a situação não é diferente. A humanidade perdida peca sem medida e tem prazer no pecado cometido.

  • Deus havia Se manifestado àquela população e mostrado claramente a sua superioridade sobre todos os valores, deuses e costumes daquela gente no episódio da guerra entre os reis da terra de Canaã e os reis mesopotâmicos, mas o povo daquelas cidades tinha-se mantido impenitente, tinha ficado insensível ao chamado do Senhor e, por isso, chegou-se à medida dos seus pecados (Gn.18:20).

  • Diante de tal constatação divina, o Senhor resolve revelar ao Seu servo, Abraão, qual era o Seu desígnio para aquele povo. Deus sempre revela os Seus segredos aos Seus (Am.3:7; Jo.15:15). Só quem tem a unção do Santo, sabe de tudo (I Jo.2:20).

  • A expressão de Gn,18:21 é motivo de alguma controvérsia, pois entendem algum que o texto parece indicar que Deus não tinha conhecimento do que estava se passando, que necessitaria de uma verificação.

  • Entretanto, trata-se de mais uma expressão bíblica segundo a qual Deus assume uma característica humana com o único e exclusivo intuito de entendermos a Sua revelação.

  • A expressão bíblica, em verdade, significa que Deus não é precipitado, que tomou a resolução de destruição daquelas cidades após ter feito operar Sua misericórdia e longanimidade que, lamentavelmente, não tiveram o arrependimento e a conversão como contrapartida daquela gente. É apenas uma expressão para que nós, a quem a revelação foi dirigida, compreendamos que Deus é paciente e amoroso e, simultaneamente, justo.

  • Tanto assim é que Abraão começou a interceder pelos justos daquele lugar, diante da expressão divina de que verificaria o pecado daquela gente.

  • Se assim Deus não tivesse se expressado, com certeza, Abraão não se animaria a interceder por aquele povo e não cumpriria com o propósito de Deus na sua vida.

  • Abraão estava, agora, sendo treinado como intercessor dos pecadores, como alguém que deve se valer da sua condição de amigo de Deus, de pessoa que tem intimidade com Deus, para buscar o bem de toda a humanidade.

  • Será que, como servos de Deus, temos agido desta maneira ou mais nos parecemos com os discípulos que queriam que fogo do céu descesse e consumisse os samaritanos (cf. Lc.9:54)?

  • Abraão precisava conhecer o caráter justo do seu Senhor, mas tinha de ter, além da justiça divina, a Sua misericórdia. Por isso a Palavra ensina-nos que bem-aventurados os misericordiosos (Mt.5:7).

II – OS PECADOS DAS CIDADES DA PLANÍCIE

  • A Bíblia informa que os habitantes de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor (cf. Gn.13:13).

Havia, pois, deliberado desejo e prática do pecado por parte dos moradores daquelas cidades. Quais eram os pecados de Sodoma?

a) Soberba – este é o primeiro pecado registrado na criação divina. Foi o pecado do diabo e é ainda hoje presente no mundo (cf. I Jo.2:16) – Ez.16:49.

b) Abundância de ociosidade – Deus fez o homem para trabalhar, até porque feito à imagem e semelhança de Deus, que é um ser que trabalha (cf. Jo.5:17).

Já dizia o ditado popular que “mente vazia é oficina do diabo”. Em Sodoma, havia, provavelmente, uma situação de prosperidade material que favorecia o ócio. – Ez.16:49.

c) Fartura de pão – Aqui não há condenação da riqueza, mas da despreocupação, em meio à prosperidade, do cuidado para com os pobres e necessitados, tanto que, em algumas versões, a expressão é substituída por “despreocupação”. Os habitantes daquelas cidades eram materialistas e buscavam o prazer acima de tudo, não tendo qualquer sentimento de solidariedade – Ez. 16:49.

d) Pecado deliberado e desavergonhado – Os habitantes daquelas cidades pecavam abertamente, sem qualquer temor, estavam com suas mentes e consciências totalmente cauterizados (cf. I Tm.4:2), tinham ficado imunes à admoestação do Senhor – Is. 3:9; Gn.19:11.

e) Maldade – Os habitantes daquelas cidades tinham agasalhado a maldade em seus corações, pensando em fazer o mal continuadamente, sem qualquer freio ou senso de arrependimento. Sua vida era impiedosa. – Lm.4:6; Gn.13:13; Gn.19:5,6; II Pe. 2:8.

f) Mentira – Os habitantes daquelas cidades eram falsos, enganavam-se durante todo o tempo, amando e cometendo a mentira. – Jr.23:14

g) Estímulo à prática do mal – Os habitantes daquelas cidades incentivavam, estimulavam a prática do pecado. Além de pecar, queriam que as pessoas também pecassem. Basta ver que, não demorou muito, já havia uma multidão diante da casa de Ló para que se abusasse dos hóspedes que ali estavam – Jr.23:14.

h) Sexolatria – O pecado mais conhecido dos habitantes daquelas cidades e que caracterizou tanto aquelas cidades que o homossexualismo masculino e, por extensão, toda conduta de aberração sexual passou a ser denominada de “sodomia”.

No entanto, este pecado é mais um efeito da deplorável situação espiritual de rebeldia daqueles habitantes do que, propriamente, a causa de sua destruição – Gn. 19:5-9, Jd.7.

OBS: A expressão de Jd.7 “ido após outra carne”, que é a expressão original do grego quer dizer mantido relações sexuais com carne de outra natureza (o grego é “sarkós heteras”, que dá a ideia de natureza diferente de carne).

Daí porque a tradução da Sociedade Bíblica Internacional, a Nova Versão Internacional (NVI) ter preferido traduzir a expressão grega por “relações sexuais antinaturais”. De qualquer forma, a expressão

originária evoca o fato de os habitantes de Sodoma quererem abusar dos anjos, que seriam seres de outra natureza, ainda que seja muito improvável que os sodomitas soubessem que se tratava de anjos.

III – OS CRENTES DAQUELES DIAS

  • Enquanto grassavam os pecados que acabamos de ver nas cidades da planície, podemos observar que havia algumas pessoas que conheciam a Deus e que deveriam estar sensíveis ao Seu chamado e ao Seu senhorio.

  • Estas pessoas eram Abraão, Sara, Ló, sua mulher e suas filhas. Entretanto, cada um reagiu diferentemente a este senhorio de Deus nas suas vidas e, por isso, quando o juízo chegou, tiveram diferentes destinos.

  • Assim, também, nos nossos dias, há vários tipos de crentes, que também respondem diferentemente ao chamado do Senhor e que, por isso, quando chegar a ira futura (I Ts.1:10), terão diversas consequências em suas vidas.

  • Abraão era o servo de Deus que representa o crente fiel. Não era um homem perfeito, como já tivemos ocasião de observar durante este trimestre, mas estava crescendo espiritualmente a cada instante.

  • Estava procurando seguir à severa admoestação do Senhor de andar em Sua presença e ser perfeito (ou seja, irrepreensível, de andar conforme a Sua vontade), como se vê em Gn.17:1.

  • Tinha seu caráter alterado, o que se demonstrou exteriormente pela mudança de nome e aguardava a promessa da chegada de um filho das entranhas suas e de sua mulher.

  • Tinha se desviado do pecado de Sodoma há muito e recusado qualquer vantagem advinda daquela gente, mesmo quando lhe fora oferecido pelo próprio rei Bera (Gn.14:23).

  • Seu galardão, sua recompensa era o próprio Deus (Gn.15:1), não visando outra coisa senão agradar ao Senhor.

  • Embora abominasse o pecado e estivesse dele separado, e, até por isso mesmo, tendo intimidade com Deus e desfrutando de uma comunhão que lhe permitia saber os segredos do Senhor, abominava o pecado mas tinha compaixão dos perdidos, tanto que por eles intercedeu (Gn.18:23-33).

  • Era alguém que tinha discernimento espiritual e que sabia entender quando Deus o estava visitando (Gn.18:1- 10).

  • Abraão identificou que os três varões que lhe foram visitar era o próprio Senhor (Gn.18:1), sendo, pois, esta visita uma rara manifestação da Trindade no Antigo Testamento, como ensina Agostinho a respeito:

“… Tampouco é evidente se apareceu a Abraão uma das pessoas da Trindade ou se o próprio Deus Trindade, único Deus, de quem está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus e somente a ele servirás (Dt 6,13). Abraão viu, sem dúvida, três homens debaixo do carvalho de Mambré, aos quais, uma vez convidados e aceitos como seus hóspedes, serviu-lhes de comer. Todavia a Escritura, no começo da narrativa desse episódio, não diz:

“Apareceram-lhe três homens”, mas: apareceu-lhe o Senhor. E, só ao explicar como o Senhor lhe apareceu, fala em três homens, os quais Abraão convida no plural e hospeda. E depois fala no singular, como se apenas estivesse falando com um.

E ainda, ao lhe prometer que Sara terá um filho, é um só, o qual a Escritura denomina Senhor como no começo da mesma narrativa: o Senhor apareceu a Abraão. Assim, Abraão faz o convite a um, contudo, lava os pés e acompanha como se fossem três homens.

Fala-lhes, porém, como se fosse com o Senhor Deus, quando lhe é prometido um filho, ou quando lhe é comunicada a iminente destruição de Sodoma (Gn 18). …” (A Trindade. 2.ed. São Paulo: Paulus, livro II, cap.10, p.87).

  • Assim que os viu, quando estava na porta da tenda, quando já se havia aquecido o dia, imediatamente Abraão foi ao encontro deles e se inclinou à terra e os chamou de Senhor, oferecendo para hospedá-los e tomando as devidas providências para os alimentar, inclusive movimentando sua esposa Sara para tanto.

  • Todas estas circunstâncias mostram como Abraão estava crescendo espiritualmente, como havia se mantido fiel após o pacto da circuncisão, como estava a andar na presença de Deus, a ponto de o próprio Deus, em Sua plenitude, ter Se manifestado a ele, ter ido visitá-l’O.

  • Será que temos todas estas características, indispensáveis para quem quer ter comunhão com Deus, ter consciência do que está para acontecer para este mundo pecador e estar convicto de que será poupado do juízo que está por vir?

Foi a estes que o Senhor Se revelou no livro do Apocalipse (Ap.1:1).

  • Sara era a serva de Deus que, admoestada em sua incredulidade, arrependeu-se e creu, passando a ser, também, uma crente fiel. É o crente que, incrédulo, sensibiliza-se pela advertência do Senhor e se congrega aos crentes de maior maturidade espiritual.

  • Sara também teve seu nome mudado, o que demonstra que teve, assim como Abraão, uma mudança de caráter.

  • Quando seu marido passou a andar segundo a vontade de Deus, Sara não caminhou neste mesmo sentido de imediato. Enquanto Abraão já discernia, na porta da tenda, a chegada do Senhor, Sara ainda estava dentro da tenda, alheia ao que lhe acontecia ao redor (Gn.18:6).

  • Enquanto Abraão apressava-se em servir ao Senhor, Sara precisava de um estímulo, de um incentivo do companheiro. Enquanto Abraão corria de um lado para outro, trabalhando com afinco para oferecer o melhor que tinha para Deus, Sara continuava acomodada na tenda (Gn.18:7-9).

  • Sara representa, assim, o crente acomodado, que está desanimado, que, ao ver que suas ações para obter, por seus próprios meios e esforços, a bênção divina, foram em vão, acabrunha-se e passa a ter uma apatia espiritual, que é sobremodo perigosa.

  • Entretanto, o Senhor tem piedade destes e vai ao seu encontro, seja através dos crentes de maior fervor espiritual, simbolizados aqui por Abraão, seja diretamente, pois tem interesse em impedir que Suas ovelhas se desgarrem.

  • Sara já estava à porta da tenda quando recebeu a promessa de que conceberia e daria à luz um filho (Gn.18:10), ou seja, já não estava mais parada e iniciava uma carreira espiritual tão empolgante e gratificante quanto a de seu marido.

  • Verdade é que riu, não crendo na promessa (Gn.18:12), o que lhe levou, inclusive, a mentir (Gn.18:15), mas temeu ao Senhor e o temor ao Senhor é o princípio da ciência (Pv.1:7) e, a partir dali, Sara passou a ter um novo caráter, a confiar em Deus e, por isso, também foi poupada do julgamento divino contra os impenitentes.

  • É mister que ajudemos os irmãos que se encontram enfraquecidos, que os fortiquemos (Hb.12:12,13), que não sejamos pedra de tropeço para pessoa alguma, como, infelizmente, muitos têm sido.

  • É nosso dever advertir os que estão se perdendo (Ez.33:1-9). Que nossas atitudes sejam como as do apóstolo Pedro que, mesmo sendo um simples pescador, esforçou-se, inclusive com ajuda de Silvano (I Pe.5:12), para escrever cartas aos seus conservos, com o intuito de despertar-lhes o ânimo sincero de servir a Deus (II Pe.3:1). Jesus, mesmo, ensinou-nos a ter bom ânimo (Jo.16:33). Somente animados, poderemos aguardar a vinda do Senhor e nos livrar da ira futura.

  • Ló representa o crente sincero e justo, mas que se deixa seduzir pelas coisas desta vida e, por causa disto, tem grande prejuízo, que pode lhe custar até a salvação.

  • Já vimos que Ló fez uma má escolha ao preferir as verdejantes campinas de Sodoma ao se separar de Abraão.

Esta escolha revelou o que havia no seu coração, ou seja, desejo de ter apenas as riquezas materiais, de ter posição social, de ter fama, enfim, as prioridades e os valores da vida de Ló estavam em sentido diametralmente oposto aos de seu tio Abraão.

  • Ló simboliza o crente carnal, ou seja, o crente que, embora tenha conhecimento das riquezas celestiais, do significado do Senhor nas nossas vidas, tem em vista, tem em mira, tem como objetivo, apenas, os benefícios trazidos pelo Senhor, é um crente materialista, que pensa em Cristo só nesta vida e que, por isso mesmo, é o mais miserável de todos os homens (I Co.15:19).

  • Na sua lamentável escolha, Ló havia obtido riqueza material, prosperidade (a tão almejada prosperidade que multidões têm buscado em cada vez mais numerosos templos de cada vez mais ricas e “poderosas” denominações ditas evangélicas de nossos dias, atrás das quais têm caminhado, infelizmente, muitos ministros de nosso meio até) e posição social, tanto que os anjos encontraram-no na porta da cidade, local onde, normalmente, ficavam as pessoas de maior proeminência da sociedade (Gn.19:1, cfr. Rt.4:1,2).

  • Esta aparente situação confortável, entretanto, era só aparência e nada mais. O que havia ali, em verdade, era um homem justo, que se afligia todo o dia diante do pecado que via e que, impotente, pois sem qualquer autoridade, não podia combater (II Pe.2:8); um homem que não dominava mais sua família, a qual estava totalmente envolvida com o pecado.

  • Ló estava com seu discernimento espiritual comprometido, tanto que, ao contrário de Abraão, não percebeu a procedência celestial dos anjos que foram visitá-lo (daí porque entendermos que a passagem de Hb.13:2 é mais apropriadamente relacionada a Ló do que a Abraão), conquanto ainda tivesse a mesma hospitalidade de seu tio.

  • Era um crente que, apesar de ainda reter a sua sinceridade, não mais influenciava a sociedade, mas, ao contrário, era influenciado por ela, não mais sendo sal da terra e estando a perder, rapidamente, seu paladar e sua qualidade de luz do mundo.

  • Pressionado pelos homens de Sodoma, cedeu, com relativa facilidade, a ponto de oferecer suas filhas para aqueles devassos e perversos (Gn.19:8) e mais negociaria com aquele povo se não fosse impedido pelos anjos.

  • Era alguém que já estava acostumado a fazer acordos de convivência com os pecadores, o que comprometia, cada vez mais, a sua vida espiritual.

  • Para Ló, vale a advertência feita pelo profeta Amós: “andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am.3:3). Ló andava com os sodomitas e estava, pouco a pouco, assumindo a forma daquela gente, conformando-se a eles e a seu pecado.

  • Por isso, não podemos nos conformar com este mundo (Rm.12:2). O resultado de todo este estado de comprometimento foi que, se não fosse a intercessão de Abraão (Gn.19:29), teria sido destruído juntamente com aquela gente.

  • Entretanto, graças à intercessão do patriarca, Ló foi retirado à força daquela gente, não sem um grande esforço daqueles anjos, pois sua vida estava presa naquelas coisas, tanto que se demorava a deixar o local mesmo sabendo que tudo seria destruído (Gn.19:13,15-23).

  • Mesmo assim, por ter obedecido à ordem dos anjos e não ter olhado para trás, Ló conseguiu escapar, ainda que tenha tido um fim lamentável, dos mais miseráveis, numa caverna, embriagado, desmoralizado e sem qualquer autoridade perante suas filhas. Este é o destino daqueles que querem ter apenas prosperidade material e que, nesta busca das riquezas, esquecem-se de dar o devido lugar ao Senhor, ao Seu reino e à Sua justiça (Mt.6:19-34).

  • A mulher de Ló representa o crente nominal, aquele que só é crente na aparência, mas cujo coração já está totalmente envolvido com o pecado.

  • É interessante observar que a Bíblia nem sequer registra o nome da mulher de Ló, numa clara demonstração de que, assim como não sabemos seu nome, ela nem sequer tinha qualquer compromisso com Deus, pois o nome, como já dissemos, denota o caráter da pessoa diante do Senhor.

  • Esta mulher estava completamente indiferente às coisas de Deus. Não vemos qualquer reação sua durante toda aquela noite terrível e tenebrosa vivida pela família de Ló enquanto os anjos ali estavam.

  • A mulher de Ló estava muda, de nada participava, mesmo quando foram oferecidas suas próprias filhas, ela nem se manifestou, era como se não existisse, como se não estivesse ali. Estava completamente insensível ao chamado do Senhor, assim como aquela geração, por isso, embora estivesse dentro da casa de Ló fisicamente, espiritualmente era mais uma integrante da população de Sodoma.

  • Assim são muitos que se encontram no meio da Igreja, mas que não pertencem à Igreja, são verdadeiros lobos vestidos de cordeiro (I Jo.2:18,19; At.20:29,30; I Pe.2:1-3; Jd.4).

  • Assim que dada a ordem dos anjos, como sói acontecer com os pecadores rebeldes e impenitentes, a mulher de Ló desobedeceu e, por isso, converteu-se em uma estátua de sal (Gn.19:26). Ao invés de ser sal da terra, a mulher de Ló converteu-se numa estátua de sal.

  • Estava, há muito, insensível, como insensível é uma estátua; estava há muito paralisada na fé, como paralítica é uma estátua; estava há muito sem vida espiritual, morta, como sem vida e morta é uma estátua.

  • Assim são os crentes nominais: têm nome de que vivem, mas estão mortos (Ap.3:1). Têm apenas nomes de crentes, de servos de Deus, mas há muito não o são.

Não sentem mais a presença do Senhor, não têm comunhão com Deus, têm seus corações voltados única e exclusivamente para as coisas deste mundo, pecam e têm prazer em pecar, ainda que fisicamente estejam dentro do templo, dentro das quatro paredes da igreja local.

  • Estes são os que, no momento da destruição, do juízo, sofrerão do mesmo mal, do mesmo juízo, pois o Justo Juiz, como afirmou a Abraão, jamais misturará o justo com o ímpio (Gn.18:25).

  • Jesus é bem firme em Suas palavras: lembrai-vos da mulher de Ló (Lc.17:32). No exemplo triste da mulher de Ló que possamos realmente nos converter e servirmos a Deus com sinceridade e santidade, pois Deus quer adoradores em espírito e verdade (Jo.4:23,24). Onde está o seu coração, querido(a) irmão(a)?

  • As filhas de Ló representam aqueles que, embora estejam na igreja, estão por uma questão de tradição, de hereditariedade, mas que não foram sequer educados na doutrina divina.

  • Ló não ensinou suas filhas do mesmo modo que Abraão lhe havia ensinado. Muito pelo contrário, preferindo as coisas materiais às espirituais, Ló logo envolveu suas filhas na sociedade de Sodoma e ei-las totalmente envolvidas com aquela gente, a ponto de terem escolhido para si noivos do meio daquele povo, o que, certamente, não era algo que Ló aprendera com seu tio que, mais tarde, mostraria isto ao mandar buscar uma mulher dentre sua parentela a Isaque.

  • Suas filhas estavam, pois, completamente formadas dentro da cultura daquela cidade, tanto que não há registro de que tenham se insurgido contra o pai quando este as ofereceu à multidão que cercava sua casa. Namoravam com homens ímpios e incrédulos que, assim como o resto da população, foram insensíveis ao aviso divino da destruição, tendo preferido zombar a obter a salvação (Gn.19:14).

  • Isto mostra o perigo que temos em não ensinarmos nossos filhos no caminho em que devem andar, pois só assim poderão servir a Deus no futuro (Pv.22:6; Dt.6:6-9,20-25; Sl.78:1-8).

  • Pela sua obediência à palavra dos anjos, alcançaram a salvação de suas vidas físicas, mas, espiritualmente, estavam totalmente comprometidas por causa da educação que tiveram e acabaram cometendo incesto com seu pai e se desmoralizando, a si e a seu pai, totalmente e dando origem a dois povos altamente idólatras e que jamais tiveram qualquer comunhão com Deus (Gn.19:31-38).

  • Nos nossos dias, temos vindo surgir, nas igrejas, centenas, milhares de “filhas de Ló”, que não têm qualquer conhecimento doutrinário, que perambulam pelos cultos, fazendo arruaças, tumultos e toda sorte de ações inconvenientes e indecentes, fora do templo, enchendo ônibus e veículos, enquanto as reuniões, muitas vezes, não lotam nem sequer metade do templo.

  • São pessoas que estão crescendo com os valores mundanos e o resultado é que aumentam casos de pecado e de fracassos espirituais entre jovens e adolescentes.

  • Nos presídios e reformatórios, a população dos filhos de crentes é muito superior ao da população de evangélicos no país. Por que isto? Porque há muitas “filhas de Ló” que crescem sem orientação, sem formação, formação esta que nasce na família, em casa, tendo apenas complemento na igreja local.

  • Deixa-se, hoje, a formação espiritual para o professor da EBD quando a Bíblia manda que os pais sejam os primeiros professores da doutrina aos pequenos. Muitos preferem a “babá eletrônica”, preferem entregar seus filhos aos artistas satanistas, a desenhos animados de empresas comprometidas com o satanismo (que um pastor, em obra muito feliz, denominou de “demônios animados”), do que ensinar-lhes a Palavra do Senhor. É tempo de acordarmos, antes que seja tarde demais!

  • Muitos estão a se comportar, como bem disse o pastor-presidente da Convenção das Assembleias de Deus do Estado de Alagoas (COMADAL), José Orisvaldo Nunes de Lima, na 79ª Escola Bíblica de Obreiros da Assembleia de Deus – Ministério do Belém, em ensino ministrado em 6/10/2025, às 11 horas (TV AD BELÉM. 79º E.B.O. Escola Bíblica de Obreiros. Manhã. 06/10/2025. Youtube. 06 out. 2025. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=rv144pbzRe4 a partir de 2h43min09s. Acesso em 03 fev. 2026), como o rei Ezequias que, advertido pelo profeta Isaías que sua descendência seria levada cativa para Babilônia, soberbamente se manifestou alegre com isto, porque a desgraça não se daria nos seus dias, mas no futuro.

  • Ao assim proceder, Ezequias, ensina-nos o nobre pastor, mostrou que se preocupava apenas com o seu tempo, a exemplo de muitos líderes eclesiásticos de nossos dias. Não podemos permitir que a geração de nossos filhos venha a ser castrada pelo inimigo de nossas almas, que o povo de Deus se extinga no tempo de nossos filhos, como ocorreu com a família de Ló, que deixou de servir a Deus depois que Ló passou para a eternidade. Que Deus nos guarde!

  • Abraão fez exatamente o contrário. Sempre se preocupou em tornar todos os de sua casa como servos do Senhor, tanto que o próprio Deus diz que o patriarca haveria de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele para que guardassem o caminho do Senhor, para agirem com justiça e juízo e, por isso, o Senhor resolveu revelar a Abraão o que faria com as cidades da planície (Gn.18:19).

  • Abraão comportava-se como verdadeiro pai de uma multidão, importando-se que as gerações futuras servissem ao Senhor como ele estava servindo. Temos feito isto?

 Pr. Caramuru Afonso Francisco

Fonte: https://www.portalebd.org.br/classes/adultos/12331-licao-5-o-juizo-contra-sodoma-e-gomorra-i

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Iesus Kyrios

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo