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JUVENIS | LIÇÃO 06 – UMA ARMA PODEROSAMENTE MORTAL

 

A paz do Senhor, querido aluno e professor da Escola Bíblica Dominical!

Sou a irmã Damares, professora da EBD na congregação da Assembleia de Deus em Curitiba. Hoje daremos continuidade ao nosso estudo da Carta de Tiago.

Nesta lição estudaremos “Uma Arma Poderosamente Mortal”, refletindo sobre aquele pequeno órgão que pode causar grandes consequências: a língua.

Precisamos aprender a controlá-la, pois, se isso não acontecer, ela poderá acabar nos controlando e provocando destruições. A língua pode tanto edificar quanto destruir. É exatamente sobre esse assunto que esta lição tratará.

Esta aula está programada para ser ministrada no primeiro domingo de agosto, dia 6.

Versículo-chave

“Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano.”

Salmos 34.13

Leitura Bíblica em Classe

Tiago 3.3-13

“Ora, nós pomos freios nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo.

Vede também as naus, que, sendo tão grandes e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa.

Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.

A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, inflama o curso da natureza e é inflamada pelo inferno.

Porque toda a natureza, tanto de bestas-feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana.

Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.

Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.

De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.

Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amarga?

Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira, figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.

Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria.”

O apóstolo Tiago, pastor da igreja de Jerusalém, exortava fortemente os cristãos a demonstrarem, por meio de suas obras, uma fé verdadeira.

Neste trecho, ele fala especificamente sobre a nossa fala. Ensina que precisamos agir com sabedoria ao falar e controlar a nossa língua, para que dela não saiam palavras ruins, inapropriadas ou destrutivas.

Muitas vezes vemos alguém passando por uma dificuldade e, em vez de permanecermos em silêncio ou oferecermos uma palavra de encorajamento, acabamos dizendo algo que aumenta ainda mais a dor daquela pessoa. Uma pergunta atravessada ou um comentário impensado pode servir como combustível lançado sobre o fogo.

Tiago mostra que o controle que exercemos sobre a nossa língua revela muito sobre a fé que possuímos.

Objetivos da lição

Ao final desta aula, os alunos deverão:

  1. Conhecer o poder das palavras, seja para gerar força — ilustrada pelo exemplo do cavalo —, seja para conduzir grandes realizações — ilustradas pelo exemplo do navio.
  2. Perceber que as palavras, quando usadas para o mal, transformam-se em uma força destrutiva.
  3. Compreender que, embora a língua seja humanamente indomável, o Senhor é poderoso para transformá-la.

1º Tópico – O Poder da Língua

1º Subtópico – Palavras apontam para o futuro

Em Tiago 3.2, Deus nos adverte acerca da importância da nossa fala, esclarecendo que:

“Se alguém não tropeça em palavra, o tal varão é perfeito e poderoso para também refrear todo o corpo.”

Assim, nossas palavras podem contribuir para o nosso aperfeiçoamento no caminho de Deus, promovendo condições para conquistarmos vitórias sobre a carne, os desejos da natureza humana e o mundo, tornando-nos mais que vencedores em Cristo.

Sem dúvida, as palavras possuem enorme relevância na vida humana.

O próprio Jesus afirmou que seremos justificados ou condenados pelas nossas palavras (Mateus 12.37) e também declarou que aquele que o confessar diante dos homens será confessado diante do Pai (Mateus 10.32).

O apóstolo Paulo, por sua vez, ensina:

“Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, serás salvo.” (Romanos 10.9)

Percebemos, então, que aquilo que falamos influencia diretamente o nosso futuro, tanto nesta vida quanto na eternidade.

Nossa salvação começa com uma confissão. Antes mesmo de compreendermos plenamente a fé e as obras, o primeiro passo em direção a Cristo é declarar:

“Eu aceito Jesus como meu Senhor.”

É por meio dessa confissão que iniciamos nossa caminhada com Deus. Depois, passamos a compreender melhor o que é a fé e como ela deve caminhar juntamente com as boas obras.

O Poder da Língua

2º Subtópico – O exemplo do cavalo

Tiago utiliza a figura do cavalo para ensinar uma importante lição sobre o domínio da língua.

Ao longo da história, o cavalo sempre foi símbolo de força. Em Jó 39.19-25 encontramos uma descrição impressionante desse animal. Para explicar o cuidado que devemos ter com as nossas palavras, Tiago lembra que freios são colocados na boca dos cavalos para que eles obedeçam ao seu condutor.

Na antiguidade, o cavalo era um dos principais meios de transporte e também um importante instrumento de guerra. Egípcios, assírios, romanos e muitos outros povos o utilizavam em seus exércitos. Além disso, servia para transportar pessoas, levar mensagens e realizar longas viagens.

Por isso, os destinatários da carta de Tiago conheciam muito bem a importância dos cavalos. Eles sabiam que toda aquela força somente podia ser aproveitada porque o animal era domado.

Como diz a própria Escritura:

“Ora, nós pomos freios nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo.”

Sem o freio, um cavalo desobediente não serviria para cumprir sua finalidade. Imagine alguém tentando viajar montado em um animal que resolvesse seguir sempre na direção oposta daquela determinada pelo cavaleiro.

Como seria possível chegar ao destino?

Um cavalo rebelde não teria utilidade para cumprir sua missão.

Somente quando seu corpo é dirigido pelo seu dono é que ele passa a ter serventia e valor. Sem adestramento, não passa de um animal selvagem.

Da mesma forma que o cavalo foi indispensável nas grandes guerras e nas atividades da humanidade por causa da sua submissão ao freio colocado em sua boca, nós também devemos aprender a controlar as nossas palavras, mantendo sempre uma linguagem agradável, temperada com sal, para a glória de Deus.

Não devemos agir assim porque somos naturalmente pessoas boas ou incapazes de errar. Fazemos isso porque aceitamos a Cristo, e Ele está transformando a nossa vida.

Essa transformação alcança também a maneira como falamos.

O cristianismo não consiste apenas em frequentar os cultos ou cumprir uma rotina religiosa. Trata-se de uma transformação contínua, constante e progressiva.

O Senhor deseja transformar-nos dia após dia.

Quando aceitamos Jesus, não nos tornamos instantaneamente perfeitos. Ainda convivemos com a luta contra a carne e contra os desejos da natureza humana. Entretanto, o Espírito Santo vai operando em nossa vida continuamente.

Se temos dificuldade em controlar a língua, Deus começa mostrando, por meio da Sua Palavra, aquilo que precisa ser mudado.

Ao lermos Tiago 3, percebemos rapidamente se nossas palavras têm sido sábias ou se temos permitido que saiam de nossa boca expressões inadequadas, palavras duras e comentários destrutivos.

O mesmo acontece quando estudamos os Salmos, Provérbios, os ensinamentos de Jesus nos Evangelhos e toda a carta de Tiago. A Bíblia constantemente nos ensina a respeito do poder das palavras.

É extremamente importante compreender que, se não aprendermos a controlar nossa boca, poderemos destruir pessoas com aquilo que dizemos.

Não são apenas as palavras em si, mas também o tom de voz, o momento em que falamos e a maneira como nos expressamos que podem ferir profundamente alguém.

Podemos, inclusive, tornar-nos pedra de tropeço na vida de um irmão.

Certamente esse não é o desejo de Deus para nós.

Por isso, o Senhor nos orienta a manter sempre uma palavra agradável e temperada com sal, algo que glorifique o Seu nome.

Mais uma vez, isso não acontece porque somos naturalmente bondosos, mas porque Deus nos transforma.

Quando essa transformação acontece, nossa fé deixa de ser apenas teórica e passa a produzir frutos práticos.

Então conseguimos falar palavras que glorificam a Deus, edificam o próximo e demonstram que Cristo realmente está operando em nossa vida.


3º Subtópico – O exemplo do navio

Depois do exemplo do cavalo, Tiago apresenta outro símbolo muito conhecido por seus leitores: o navio.

Na antiguidade, as grandes embarcações representavam prosperidade e riqueza.

Os navios eram utilizados principalmente para transportar mercadorias valiosas, como tecidos, alimentos, pedras preciosas e diversos produtos comerciais.

Quando um navio chegava a um porto, todos sabiam que grandes riquezas estavam sendo transportadas.

Por isso, o Espírito Santo utiliza esse exemplo para ensinar sobre a importância do controle das palavras.

Tiago afirma que, embora um navio seja enorme e enfrente ventos impetuosos, ele é conduzido por um pequeno leme.

Da mesma forma, uma pequena língua pode direcionar toda a vida de uma pessoa.

Se o comandante desejasse sair de Jerusalém em direção a Roma, seria justamente aquele pequeno leme que conduziria toda a embarcação até o destino, mesmo enfrentando ventos fortes e um mar agitado.

O navio não chegaria ao lugar correto sem que o leme fosse conduzido da maneira adequada.

Essa ilustração mostra que, mesmo quando somos impulsivos e sentimos enorme vontade de responder imediatamente, podemos aprender, pela ação de Deus, a controlar nossa língua.

Assim como um pequeno leme conduz uma enorme embarcação, também podemos aprender a frear nossas palavras.

Confesso que essa é uma área em que também preciso crescer.

Acredito que seja importante compartilhar isso com os juvenis, para que eles compreendam que todos estamos em processo de transformação.

Eles não devem imaginar que seus professores já venceram completamente todas as lutas espirituais.

A verdade é que somente alcançaremos a vitória completa quando estivermos com o Senhor.

Enquanto isso, permanecemos firmes, lutando diariamente para não cair.

Por isso, ao ensinar essa lição, compartilhe também suas experiências pessoais, mostrando que Deus continua trabalhando em sua vida.

Posso dizer aos meus alunos que essa é uma área em que ainda preciso aprender muito.

Muitas vezes preciso conter uma palavra, segurar uma resposta ou evitar um comentário feito no momento errado.

Nem sempre é fácil.

Às vezes, quando percebo, já falei algo que não deveria, usei um tom inadequado ou fiz um comentário que acabou magoando alguém.

Isso é muito triste.

Quem pode dizer que nunca falou algo de que se arrependeu?

Ou quem nunca foi ferido pelas palavras de outra pessoa?

Todos nós somos falhos.

Por isso, precisamos reconhecer que, em alguns momentos, somos os responsáveis pela dor de alguém; em outros, somos aqueles que foram feridos.

Quando somos os ofensores, devemos pedir perdão e buscar a ajuda do Espírito Santo para não repetir o mesmo erro.

Quando somos os ofendidos, precisamos aprender a perdoar.

Também devemos lembrar que qualquer um de nós pode errar, pois todos ainda estamos sendo transformados por Deus.

Nosso alvo continua sendo permanecer fiéis até encontrarmos o Senhor.

Por isso, devemos estar sempre dispostos tanto a pedir perdão quanto a perdoar aqueles que nos ofenderam.

Uma Arma Mortal

2º Tópico – Uma arma mortal

1º Subtópico – Pequeno órgão, porém ousado

Depois de mostrar os benefícios de uma fala controlada pelo Espírito Santo, Tiago passa a destacar o lado perigoso da língua.

Ele demonstra que um órgão tão pequeno pode produzir consequências enormes quando é usado de maneira errada.

O primeiro perigo apresentado é a soberba.

Davi compreendia muito bem esse risco e, por isso, fazia a seguinte oração:

“Também da soberba guarda o teu servo… Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor.”

(Salmo 19.13-14)

Essa oração é profundamente significativa.

Quando Davi pede que Deus o guarde da soberba, ele reconhece que ainda era vulnerável ao pecado. Ele não acreditava ter alcançado um nível de maturidade espiritual que o tornasse imune ao orgulho.

Pelo contrário, entendia que precisava da ajuda constante do Senhor.

Em seguida, ele pede que as palavras da sua boca sejam agradáveis diante de Deus.

Por quê?

Porque nossas palavras podem deixar de ser agradáveis. Podemos dizer algo que machuque alguém, que provoque tristeza ou destrua relacionamentos.

Por isso, Davi ora para que sua fala glorifique ao Senhor.

Mas ele não para por aí.

Também pede que a meditação do seu coração seja agradável diante de Deus.

Isso nos ensina que não apenas nossas palavras precisam ser transformadas, mas também nossos pensamentos.

Muitas vezes o coração humano alimenta inveja, orgulho, soberba e outros sentimentos pecaminosos.

Às vezes vemos alguém errar e, em vez de sentirmos compaixão, nosso coração se alegra porque aquela pessoa, que parecia tão espiritual, também falhou.

Podemos até pensar:

— “Então o líder também erra.”
— “Então o pastor também peca.”

É verdade que todos são falhos.

Mas isso nunca deve ser motivo de alegria para nós.

Nosso coração ainda luta contra a natureza pecaminosa e, justamente por isso, precisamos da transformação do Espírito Santo.

Por essa razão, Davi pede que tanto suas palavras quanto seus pensamentos sejam agradáveis diante de Deus, pois o Senhor conhece tudo o que existe em nosso interior.

Essa também deve ser a nossa oração.

Devemos pedir diariamente:

“Põe, Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios.”

(Salmo 141.3)

Precisamos pedir que Deus nos ajude a resistir à vontade de falar aquilo que não convém.

Quantas vezes fazemos perguntas desnecessárias?

Quantas vezes nos envolvemos em assuntos que não nos dizem respeito?

Essa luta não começou nos nossos dias.

Os salmistas já enfrentavam esse mesmo desafio e também clamavam ao Senhor para que guardasse seus lábios.


2º Subtópico – O perigo da rebelião

Tiago também alerta para outro grande perigo: o poder destruidor das palavras rebeldes.

As grandes rebeliões normalmente começam com uma simples palavra.

Depois, essa palavra se espalha rapidamente, como um incêndio que consome toda uma floresta.

Por isso Tiago escreve:

“Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.”

(Tiago 3.5)

Uma fala rebelde pode contaminar muitas pessoas.

Comentários maldosos, críticas destrutivas, fofocas e murmurações espalham-se com facilidade dentro da igreja.

É exatamente por isso que Tiago afirma:

“A língua também é um fogo, como mundo de iniquidade; a língua está posta entre os nossos membros e contamina todo o corpo, inflama o curso da natureza e é inflamada pelo inferno.”

(Tiago 3.6)

Além disso, ele faz outra recomendação extremamente importante:

“Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar.”

(Tiago 1.19)

Esse conselho é extremamente atual.

Vivemos em uma geração em que todos querem opinar sobre tudo.

As redes sociais incentivam respostas rápidas, comentários imediatos e julgamentos precipitados.

Antes mesmo de compreender completamente um assunto, muitas pessoas já publicam opiniões, fazem comentários e compartilham informações.

Parece existir uma necessidade constante de participar de todos os debates.

Hoje, qualquer acontecimento rapidamente se transforma em assunto para milhares de opiniões.

Todos querem comentar.

Todos querem responder.

Todos querem dizer o que pensam.

Entretanto, Tiago ensina exatamente o contrário.

Primeiro devemos ouvir.

Depois refletir.

Somente então falar.

E, acima de tudo, controlar a ira.

Quando falamos movidos pela irritação, acabamos dizendo palavras que ferem profundamente outras pessoas.

Por isso, todo cuidado é pouco.


3º Tópico – Uma força indomável

1º Subtópico – Ninguém doma a língua

Em Tiago 3.7-8 encontramos uma das declarações mais fortes dessa lição.

O apóstolo afirma que praticamente toda espécie de animal pode ser domesticada pelo ser humano.

Animais selvagens aprendem comandos.

São treinados.

São adestrados.

Entretanto, a língua humana não pode ser dominada apenas pela força de vontade.

Ela continua sendo um enorme desafio.

Ao longo da Bíblia encontramos pessoas piedosas que, em determinados momentos, utilizaram suas palavras de maneira errada.

Pedro negou Jesus.

Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo.

Diversos outros personagens bíblicos também sofreram consequências por causa do mau uso das palavras.

Tudo isso demonstra que ninguém consegue controlar perfeitamente sua língua apenas com seus próprios esforços.

Somente a ação do Espírito Santo pode produzir essa transformação.

Por isso devemos fazer nossa a oração de Davi:

“Sejam agradáveis as palavras da minha boca.”

Não porque somos naturalmente bons.

Não porque nunca erramos.

Mas porque reconhecemos nossa dependência do Senhor.

Precisamos clamar diariamente para que Deus nos livre do pecado cometido por meio das palavras.

Quantas vezes emitimos julgamentos precipitados?

Quantas vezes analisamos uma pessoa apenas pela aparência?

Quantas vezes fazemos comentários sem conhecer toda a situação?

Tudo isso precisa ser transformado pelo Espírito Santo.

Assim como os animais são domados, nós também precisamos permitir que Deus transforme nosso coração.

Somente Ele pode colocar em nós um amor verdadeiro.

Somente Ele pode fazer com que, ao vermos um irmão passando por dificuldades, nossa primeira reação seja oferecer palavras de esperança e não de condenação.

A Palavra de Deus nos ensina que devemos controlar nossa língua para que dela sempre saiam palavras de bênção, de esperança e de edificação.

Isso não acontece naturalmente.

Nossa natureza pecaminosa deseja responder, acusar, devolver ofensas e lembrar erros do passado.

Muitas vezes sentimos vontade de dizer:

— “Você está sofrendo porque está colhendo o que fez comigo.”

Ou:

— “Agora você está pagando pelo que me fez.”

Esse tipo de atitude não agrada ao Senhor.

Embora ainda convivamos com a influência da carne, não somos abandonados à nossa própria fraqueza.

Podemos contar com a ajuda do Espírito Santo, que está disposto a transformar nosso coração e também nossas palavras.

Uma Força Indomável

2º Subtópico – Desenhando o problema

Tiago utiliza mais uma ilustração simples, porém muito eficaz, para ensinar sobre o uso das palavras.

Imagine um copo com água mineral, limpa e própria para o consumo.

Agora imagine que alguém coloque apenas um pouco de água suja dentro desse copo.

O que acontecerá?

Toda a água deixará de ser pura.

Ela perderá sua transparência e se tornará imprópria para o consumo.

Esse pode ser um excelente exemplo para apresentar aos juvenis em sala de aula. Se for possível, utilize um copo com água limpa e acrescente algumas gotas de água suja, café ou outro líquido escuro apenas para ilustrar a mudança. Assim, eles compreenderão visualmente o ensino de Tiago.

A lição é simples.

Um pequeno elemento contaminou todo o conteúdo.

Da mesma forma, Tiago ensina que um cristão, chamado para ser uma fonte de água doce, não pode permitir que de sua boca saiam palavras pecaminosas.

Ele escreve que um crente não deve produzir:

  • imoralidades;
  • heresias;
  • maldições;
  • palavras ofensivas;
  • qualquer outro tipo de linguagem que não seja própria para quem pertence a Cristo.

Quando isso acontece, é como uma fonte de água doce que passa a produzir água amarga.

O cristão deixa de edificar por meio das suas palavras e passa a contaminar aqueles que o ouvem.

Nossa boca não pode ser contaminada por palavrões, piadas imorais, heresias, maldições ou qualquer linguagem incompatível com a vida cristã.

Enquanto servos de Deus, não podemos permitir que a mesma boca que louva ao Senhor também amaldiçoe pessoas.

Não faz sentido glorificar a Deus durante o culto e, logo depois, utilizar palavras que desagradam ao Senhor.

Isso não condiz com a vida cristã.

Assim como uma fonte não produz simultaneamente água doce e água salgada, nossa boca também não deve produzir dois tipos de linguagem.

Precisamos ensinar nossos juvenis a terem muito cuidado com aquilo que falam.

Muitas vezes eles estão na escola, na faculdade, entre amigos ou navegando nas redes sociais.

Sem perceber, acabam repetindo músicas, expressões, piadas ou comentários que não glorificam a Deus.

Outras vezes participam de conversas em que pessoas são ridicularizadas, praticando preconceito, zombaria ou acepção de pessoas.

Essas atitudes precisam ser analisadas à luz da Palavra.

Como cristãos, não podemos viver exatamente como o mundo vive.

Tiago já havia ensinado anteriormente que quem deseja ser amigo de Deus precisa rejeitar os valores do mundo.

Por isso, da nossa boca não pode proceder, ao mesmo tempo, água doce e água salgada.


3º Subtópico – Palavra com sabedoria

Em Tiago 3.13, o apóstolo faz uma pergunta muito importante:

“Quem dentre vós é sábio e inteligente?”

Logo em seguida, ele mesmo apresenta a resposta.

A verdadeira sabedoria não é demonstrada apenas pelo conhecimento, mas principalmente pela maneira como a pessoa vive.

Ele escreve:

“Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria.”

Tiago não apresenta uma solução mística ou misteriosa para o problema da língua.

Seu ensino é extremamente prático.

Antes de falar, é preciso pensar.

É necessário agir com calma.

Podemos resumir seu conselho da seguinte maneira:

Conte até dez antes de responder.

Pense cuidadosamente antes de dar uma resposta.

Mesmo quando alguém falar conosco de maneira desrespeitosa, nossa resposta deve continuar sendo temperada com sal.

Isso significa tratar as pessoas com respeito, mansidão e sabedoria.

Também devemos aprender a economizar palavras.

Existe uma ilustração bastante conhecida que expressa bem esse princípio:

“Deus nos deu dois ouvidos e apenas uma boca para ouvirmos mais do que falarmos.”

Embora essa frase não seja um versículo bíblico, ela ilustra muito bem o ensino de Tiago.

Infelizmente, muitos cristãos entram em grandes conflitos justamente porque falam antes de ouvir.

Respondem impulsivamente.

Agem dominados pelas emoções.

E, depois, arrependem-se das palavras que disseram.

Por isso, Tiago nos ensina:

  • ouça primeiro;
  • reflita com calma;
  • controle a ira;
  • responda com amor;
  • fale apenas o necessário.

Quando nossas palavras são dirigidas pelo Espírito Santo, elas produzem paz, edificação e crescimento espiritual.


Conclusão da lição

Professor, esta é uma lição bastante incisiva e necessária.

Ela nos leva a refletir profundamente sobre aquilo que estamos falando e sobre a maneira como usamos nossas palavras.

Nossos juvenis vivem em uma sociedade em que se tornou comum ouvir palavrões, insultos, piadas ofensivas, preconceitos e palavras que humilham outras pessoas.

Infelizmente, isso acontece até mesmo entre pessoas que se dizem cristãs.

Por isso, é indispensável ensinar que nossas palavras possuem poder.

Quantos jovens respondem aos pais de forma agressiva?

Quantos dizem frases como:

“Eu não pedi para nascer.”

Ou demonstram desrespeito por meio da maneira como falam dentro de casa?

Essa lição precisa ser aplicada de forma prática.

Os alunos devem compreender que Tiago não estava falando apenas para os cristãos do seu tempo.

Esse problema acompanha a humanidade desde os tempos antigos.

Os próprios salmistas enfrentaram essa luta.

Por isso escreveram orações pedindo que Deus guardasse suas palavras.

Eles viveram muitos séculos antes de Tiago, e ainda assim enfrentavam exatamente o mesmo desafio.

Nós também podemos seguir esse exemplo, orando diariamente:

“Senhor, que as palavras da minha boca sejam agradáveis diante de Ti. Que a meditação do meu coração Te glorifique.”

Muitas vezes falamos impulsivamente porque nossa mente está cheia de referências erradas.

Quem alimenta constantemente a mente com palavrões, piadas imorais e exemplos negativos acaba reproduzindo isso naturalmente.

Como dizia um antigo ditado:

“A boca fala do que o coração está cheio.”

Por isso, precisamos vigiar tanto nossos pensamentos quanto nossas palavras.

Aquilo que falamos revela as obras que produzimos e demonstra se nossa vida está, ou não, de acordo com a fé que professamos.

Uma boa sugestão para os juvenis é propor um exercício de autoavaliação.

Como eles costumam estar sempre com o celular por perto, podem anotar durante a semana todas as vezes que perceberem que disseram algo inadequado.

Por exemplo:

  • falei um palavrão;
  • fiz uma piada imprópria;
  • usei uma expressão preconceituosa;
  • respondi alguém com grosseria;
  • humilhei uma pessoa com minhas palavras.

Esse exercício pode ajudá-los a identificar áreas que precisam ser transformadas.

O Espírito Santo deseja transformar todos nós.

Ele quer que nosso falar seja coerente com a nossa fé.

Deseja que nossas palavras sejam sábias, edificantes e agradáveis diante de Deus.

Somente Ele pode realizar essa transformação.

Chegamos ao final desta pré-aula da Lição 6.

Já estamos caminhando para a metade deste trimestre, e Deus tem nos concedido a oportunidade de aprender cada vez mais por meio da Sua Palavra.

Desejo que, neste domingo, você, professor, e também cada aluno tenham uma excelente aula.

Professor, ore por cada um dos seus juvenis.

Peça que o Espírito Santo conduza sua preparação e lhe dê sabedoria para apresentar o conteúdo da melhor maneira possível.

Que o Senhor mostre o momento certo para cada explicação, conduzindo sua aula do início ao fim.

Tenho certeza de que, agindo assim, sua aula será produtiva e alcançará o coração dos seus alunos, incentivando-os a falar sempre de acordo com a vontade de Deus.

Que nossas palavras sejam sempre agradáveis, temperadas com sal e usadas para glorificar o nome do Senhor.

Amém! Deus abençoe e até a próxima lição!

Texto extraído e configurado do vídeo por IA.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=uxrH-MtL2Pw&list=PLxODYifQD_t9C8a8p4vOKpDdQS9kkjD1n&index=6

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